As Cobras Não São Más

48 Capítulo 48 Uma Ajuda Calorosa


Notas iniciais
Ta ai mais um capítulo, tomara que gostem, foi feita com muito carinho.
Bjos♥

Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.
Clarice Lispector

– Capítulo Quarenta e Oito –

Uma Ajuda Calorosa

Hermione preparava alegremente o almoço, ela decidira que passaria a páscoa em casa e não na Toca como sempre. Ela queria passar mais tempo sozinha com os filhos, principalmente com Rose que tem a visto com maus olhos por causa do seu suposto envolvimento com Blásio.

Era certo que Hermione teve algo com ele, mas, isso foi no passado e na opinião de Hermione, era no passado que deveria ficar, embora ela gostasse muito da companhia de Blásio, ela não sabia se sentia ainda o mesmo que na época da escola.

- Hermione – disse uma voz atrás dela que Hermione logo reconheceu.

- O que você faz aqui? – perguntou ela se virando abruptamente – Não devia estar aqui Ronald!

- Não sei se você se lembra, mas, essa casa também é minha. – disse ele sério – E Rose e Hugo ainda são meus filhos. Quis passar o dia com eles... e com você também Hermione... sinto sua falta.

- Agora você sente? – Hermione perguntou sarcástica – E antes? Quando você nos deixava sozinhos enquanto você saia pra beber?

- Eu estou me tratando. – defendeu-se Rony – E isso nunca teria acontecido se você tivesse se dedicado mais a sua família em vez de ficar presa no escritório a noite toda.

- Agora a culpa é minha? – ela perguntou incrédula – O motivo da sua bebedeira era o meu trabalho?

- Não o seu trabalho – disse ele – Mas o seu trabalho em demasia... Eu queria uma mulher Hermione, e eu não tinha.

Hermione se calou, ela não tinha como argumentar contra isso, porque, era a pura verdade. Ela começara a se dedicar de tal forma ao trabalho que odiava admitir, mas, esquecera-se de sua família.

- Papai! – exclamou Rose entrando na cozinha – Não sabia que viria. – disse ela se jogando no pescoço de Rony em um abraço quase infantil.

- Eu... vim apenas trazer os ovos de vocês. – disse Rony lançando um olhar a Hermione – Tem um pra você também Hermione.

- Então, não vai passar o dia com a gente? – Rose perguntou desanimada.

- Er... eu...

- Claro que ele vai passar o dia com a gente querida. – disse Hermione e Rose a olhou desconfiada – Não é Rony?

Rony olhou esperançoso para Hermione e assentiu.

***

- Black! – exclamou Josh de repente – Como assim Black?!

Embora Josh estivesse completamente descontrolado, o que era uma visão rara de se ver, Harry parecia completamente satisfeito e feliz, não era pra menos, pois, ali na sua frente havia os dois últimos descendentes dos Black.

- Nós sempre nos perguntamos o que fez Régulo mudar de lado. – disse Harry – E foi o amor, como sempre o amor, Dumbledore sempre teve razão em relação a isso.

- Não é que aquele velho sempre acertava. – disse Draco e Harry lhe lançou uma olhar mortal.

- O que pretendem fazer agora senhores? – Rosely perguntou apreensiva – Eu escondi meu filho todos esses anos com medo desse Voldemort...

- Voldemort foi derrotado. – afirmou Draco – E o mundo precisa saber que os Black’s não foram extintos... Hammes nós somos primos, temos o mesmo sangue – disse Draco encarando o Sr. Hammes. – Somos uma família.

- A minha família está bem aqui Malfoy. – disse o Sr. Hammes – Eu gosto do meu mundo, gosto de computadores, TV a cabo, gosto de ser Diretor Financeiro, gosto do sobrenome Hammes.

- Mas isso não impede de você fazer parte do nosso mundo também. – disse Draco – Josh merece isso, você nem sabe o que ele quer.

- Mas é lógico que ele quer ser um Black! – disse Harry animado sem se preocupar com a tensão na sala – Não é mesmo Josh?

Josh estava tão pálido e com os estômago revirado que achou se respondesse qualquer coisa ele vomitaria ali na mesma hora, então ele apenas se limitou a acenar com a mão para Harry e seguiu em direção a cozinha, sua mãe se adiantando até ele.

- Acho que já está na hora dos senhores irem embora. – disse o Sr. Hammes seco – Já fizeram o que queriam, agora o meu filho possivelmente me odeia.

- Ele tinha o direito de saber. – disse Draco firme – E se você não quer assumir o seu legado, Josh sendo maior de idade no mundo bruxo tem todo direito.

Ele assentiu educadamente para Rosely que ainda estava sentada no sofá e saiu da casa em seguida.

- Hmm... bom, então é isso. – disse Harry sem graça – Vamos embora Monstro.

Harry também saiu da casa e Monstro fez uma mesura exagerada para o Sr. Hammes e desaparatou.

- Não queria que isso fosse assim. – disse o Sr. Hammes com uma aparência cansada se sentando em um dos sofás – Porque tinha que contar? Estávamos bem sem essa verdade.

- Arturo, por favor. – disse sua mãe – Querendo ou não, a verdade sempre aparece... você é tão parecido com Régulo, o seu pai, e Josh além da aparência tem os mesmos gestos, o mesmo jeito de falar, de sorrir... você acha mesmo que ninguém iria perceber?

- Não sei...

- Eu te escondi com medo de que fosse morto. – disse Rosely calmamente – Mas a guerra bruxa terminou há anos atrás, não havia motivo para esconder Josh também, eu sei que também fui culpada, mas ele tinha o direito de saber.

- Em poucas horas o Ministério da Magia vai saber que existem dois Black’s vivos. – disse o Sr. Hammes – Não quero expor o meu filho...

O Sr. Hammes parou de falar quando viu que Josh acompanhado pela Sra. Hammes entrara na sala. Josh parecia mais branco que o normal e a Sra. Hammes estava com o rosto inchado e os olhos vermelhos.

- O senhor acha mesmo que me fazia um favor escondendo tudo? – perguntou Josh amargurado.

- Josh, eu posso ser um aborto. – disse o Sr. Hammes sem vergonha alguma – Mas eu sei o que significa ser um Black, principalmente ser o último deles. Eles sempre foram uma família distinta e respeitada, principalmente por sua linhagem sanguínea, não queria que você fosse julgado por ser mestiço.

- Agora eu entendo porque fui para a Sonserina. – disse Josh com um sorriso frio – A Melanie sempre dizia... A Melanie! Ela... ela é...?

- Sua prima. – disse o Sr. Hammes respirando fundo – Quando você disse que havia feito amizade com uma Malfoy, achei que era apenas coincidência, mas, então você aparece aqui com uma Potter. Com certeza o destino conspirava contra mim... Me perdoa Josh, mas, eu não me arrependo.

- Josh, querido. – disse Rosely para o neto – Eu sei que no seu mundo você é maior de idade... o que pensa em fazer?

Josh não disse nada, apenas fez um movimento rápido e desaparatou em seguida.

***

Blake escrevia algo no que agora era o seu inseparável diário. Ele estava sentado em umas das mesinhas do “Alternative Soul” que se encontrava fechado, mas, abririam logo mais a noite.

Mey estava arrumando algumas bebidas no lugar e logo ela e Blake iriam para a casa dela, para almoçar. Blake só parou de prestar atenção no que escrevia quando ouviu a sineta da porta tocar, alguém havia entrado.

- Desculpe, estamos fechados. – disse Mey amigavelmente.

- É que todos os bares estão fechado e eu... precisava mesmo de uma bebida. – disse o rapaz.

- Hammes? – disse Blake virando para olhar quem estava na porta – O que você ta fazendo aqui?

- Ah! Meu dia não podia ficar melhor. – disse Josh sarcástico.

- Vocês se conhecem? – perguntou Mey confusa.

- Esse é o melhor amigo da Melanie. – disse Blake insatisfeito – O que aconteceu Hammes, não quis passar o dia com a sua família perfeita?

- Depois que se descobre que ela não é tão perfeita assim, as coisas mudam, Zegers. – disse Josh – Desculpe por incomodar senhorita – disse ele educadamente para Mey, que sorriu boba.

- Que isso, qualquer amigo da Mel também é meu amigo. – disse ela rapidamente e Blake girou os olhos – Pode se sentar aqui – disse ela oferecendo uma mesa. – O que gostaria de beber?

- O firewhisk mais forte que você tiver. – disse Josh e Blake fez uma careta.

- Conta o que aconteceu Hammes? – disse Blake se aproximando e se sentando na mesma mesa – Brigou com o papai porque ele não quis te comprar uma vassoura nova?

- Porque você não cala a sua boca? – perguntou Josh entediado – Você não sabe de nada Zegers.

- Tudo bem então. – disse Blake jogando as mãos para o alto em sinal de rendição – Vamos fazer uma trégua, me conta o que aconteceu.

- Você seria a última pessoa no mundo para quem eu contaria os meus problemas. – disse Josh irritado.

- Ah! Garotos não briguem. – disse Mey trazendo a bebida de Josh – Melanie não gostaria disso.

- Você viu que eu tentei ajudar não viu? – perguntou Blake irritadiço.

- Mas você é sempre tão ogro, Blake. – disse Mey se sentando à mesa também – Pode confiar em mim se quiser. – disse ela para Josh – Acredite, eu já ouvi muitos relatos de corações partidos nesse bar. Peguei um certo jeito pra coisa.

Josh não conseguiu evitar sorrir, a garota parecia simpática e amável. Ele pegou o copo e virou de uma vez na boca.

- Sabe quando você descobre que o que você passou até agora não passava de um teatro... uma encenação? – disse ele – Descobri que a minha vida não passava disso.

- Já sei! Você descobriu que é adotado. – disse Blake recebendo um olhar de censura de Mey.

- Não, eu descobri que eu não nasci trouxa, seu ignorante infeliz. – disse Josh colocando mais bebida no copo.

- Como é?

- Eu não quero falar disso. – disse Josh aborrecido.

- Acredite, falar vai fazer com que você se sinta melhor. – disse Mey sabiamente – E também vai impedir que você mate alguém... a não ser que esse alguém seja o Blake.

- Que isso? – perguntou Blake indignado – Dia da ofensa ao Blake? Conta logo Hammes.

Josh respirou fundo antes de falar.

- O Sr. Potter e o Sr. Malfoy foram a minha casa. – disse Josh já no quarto copo de bebida – Eu descobri hoje que... Régulos Black era meu avô.

- Black! – exclamaram Blake e Mey ao mesmo tempo.

- Não façam essa cara. – disse Josh voltando a encher o copo.

- Mas é que... os Black’s foram extintos há anos. – disse Mey surpresa – Quero dizer, ainda existem parentes, mas, um Black verdadeiro... Como isso aconteceu?

- Longa história. – disse Josh virando novamente o copo de uma vez – Parece que minha avó se envolveu com o Régulo, meu pai nasceu um aborto, ninguém soube dele... e é mais ou menos isso.

- Você parece péssimo. – disse Mey com uma feição preocupada – Vou pegar alguma coisa pra você comer ou vai passar mal só com a bebida no estômago. – disse ela se levantando.

- Sortudo. – disse Blake – A Mey não faz isso por qualquer um.

- Deve ser o meu charme. – disse Josh caindo na gargalhada em seguida.

“Droga! Agora ele ta bêbado” – pensou Blake observando Josh.

- O que você tanto escreve nesse caderno? – Josh perguntou de repente, sua voz estava um pouco enrolada – Já vi você várias vezes com ele.

- Eu apenas escrevo músicas, Hammes... prefere Hammes ou Black? – perguntou Blake irônico.

- Eu entendo um pouco disso. – disse Josh sem responder a pergunta – Aprendi a tocar... o que eu aprendi a tocar mesmo? Ah!... aprendi a tocar piano na minha antiga escola.

- Você sabe tocar piano? – perguntou Blake incrédulo.

- Na maioria, músicas de igreja. – disse Josh observando o copo com firewhisk a sua frente – Se o padre me visse agora, ficaria decepcionado.

- Se até eu, estou decepcionado. – disse Blake respirando fundo – Quem eu aviso pra vir te buscar?

- Eu posso ir sozinho. – disse Josh apoiando a cabeça na mesa.

- Você vai estrunchar, não que eu me importe, mas, a Melanie não ia gostar nada.

- Que se dane! – disse Josh.

- Josh Hammes proferindo palavras chulas? – disse Blake admirável.

- E Blake Zegers dizendo palavras difíceis? – disse Mey se aproximando com uma bandeja cheia fatias de queijo. – Come um pouco Josh, vai se sentir bem.

Josh pensou em dizer alguma coisa, mas, caiu desacordado em cima da mesa.

- Ele está bêbado Mey. – disse Blake irritadiço – Sabe, quando as pessoas pedem a bebida mais forte, não quer dizer que você realmente tem que dar a elas. Principalmente quando não estão acostumadas a beber.

- Manda uma carta para o seu sogro e pede para buscá-lo. – disse Mey como se fosse obvio – Eles são da mesma família não são?

Blake sentiu um leve arrepio só de pensar que Melanie e Josh eram primos. Mais um ponto para Josh Hammes.

- Você não pode simplesmente aparatar com ele? – perguntou Blake.

- Eu não sei onde fica a mansão Malfoy. – disse Mey impaciente – E não vou usar a rede de flú sem permissão deles.

- Inferno! Porque ele tinha que aparecer aqui? – praguejou Blake.

Ele pegou Josh por um dos braços e o levantou com alguma ajuda de Mey, eles o arrastaram para o lareira do bar e Blake pegou um pouco de pó de flú.

- Não precisa me esperar aqui, eu vou direto pra sua casa. – disse Blake de dentro da lareira ainda segurando Josh.

- Ta bom.

- Mansão Malfoy! – disse Blake, desaparecendo com Josh nas chamas verdes em seguida.

Notas finais
Mereço reviews???