Quando acordou, Draco afastou-se de Tanya e andou pelas ruas à procura de alguma coisa que não sabia. Se perguntava sobre Demon e ele ter dito que era seu avô. Não entendia o porquê de ele aparecer naquela hora. Ele queria o seu ódio e rancor para destruição.

— O que ele queria? — sussurrou para si mesmo.

Estava na calçada e se virou para ver a paisagem. Olhou para o sol nascendo e questionou-se sobre a vida que tinha, que estava tendo e que há de vir, sobre tudo que sabia. O que tinha acontecido com os pais de Tanya o preocupou, não quis chegar àquele ponto.

Depois de uma caminhada em um parque, Draco viu uma criança. Estava num balanço e sozinha. Era um menino de, aproximadamente, dez anos. Parecia triste com a solidão. Draco olha em volta à procura dos pais. Depois que percebera que a cidade estava sem movimento ele andou até a criança e pergunta:

— Olá, você está sozinho? — a pergunta era óbvia, mas Draco sentiu necessidade de fazê-la.

— Não — disse o garoto, ainda cabisbaixo.

Draco olhou novamente em volta e não havia visto ninguém.

— Com quem você está?— disse, surpreso.

— Com meus amigos — o garoto não ousou olhar para Draco nenhuma vez.

— Qual o seu nome?

O menino pareceu hesitar em dizer, mas assim que finalmente olhou para cima, disse:

— Jerome. Meu nome é Jerome — falou, inexpressivo e sem tristeza.

— Me desculpe, Jerome, mas aonde estão seus amigos? — Draco tentou não parecer repugnante.

— Eles não estão aqui, exatamente. Eles vivem. Eles falam. Mas ninguém os escuta. Aparecem e desaparecem com o tempo. Quando falei pros meus amigos daqui eles me chamaram de louco, mas eu não sou louco... — parou de falar subitamente, pareceu que estava refletindo — você acha que sou louco?

Draco se surpreendeu quando o menino falou sobre os amigos.

— Não, não acho. Aliás eu também tive isso, mas eu nunca entendi. Você pode me explicar?

—Eu também não entendo muito, mas até onde eu sei eles fazem isso quando querem. Acho que são anjos ou alguma coisa assim. Eles só aparecem pra mim pra falar como estou e avisos de "segurança". É como... hum... eu não sei... é como avisos de "cuidado senão vai se machucar" ou "não ande ali porque é perigoso" e normalmente acertam — Jerome pareceu mais feliz por dizer isso a alguém.

— Nossa. Eles fazem o tempo todo com você? — perguntou Draco, se sentando no outro balanço ao lado do garoto.

— Sim. Às vezes eu tô correndo e eles aparecem. Uma vez eu tava brincando de pique esconde com os meus amigos daqui, aí quando eu ia me esconder atrás do táxi, eles apareceram e me disseram pra me esconder em outro lugar. Eu fui, mas quando olhei de novo para o táxi um carro veio e bateu no exato lugar onde eu estava — Draco se surpreendeu ao ouvir aquilo — Eu sei, que doido, né? Mas aconteceu mesmo. Perguntei se eles eram videntes e responderam que não, que simplesmente observavam mais que eu.

— Hum... Você fala dos seus amigos se referindo "daqui e de lá", como assim? — perguntou Draco.

— Ora, os amigos daqui são os que você vê e ouve. Os amigos de lá são os que só eu vejo e só eu ouço — respondeu Jerome — acho que são de outra dimensão ou coisa do tipo.

— Entendo. Por que você estava triste?

Jerome pareceu lembrar o motivo, pois seu rosto se tornara menos feliz.

— Meus amigos daqui não gostam de mim. Acham que sou uma espécie de louco e eu briguei com eles. A gente se xingou e nunca mais falei com eles, desde semana passada — disse Jerome.

— E onde estão seus pais?

— Eles... eles... são... eles se foram... — saiu do balanço e correu para longe, chorando — não, não... — ia falando quando corria.

— Jerome espere, eu não queria... — mas já era tarde demais. O garoto já havia ido embora.

Draco não achou que toda aquela conversa tinha sido em vão. Entendeu mais sobre aquela aparição de Demon. Se perguntou se podia fazer aquilo também, mas concluiu que não. Saiu do parque e voltou para casa, o sol estava mais alto, o que queria dizer que era umas dez ou onze horas.

Quando chegou no local onde estavam, Draco viu que Anna e Tanya sumiram. Se arrependeu de não tê-las acordado e foi procurá-las. A cidade onde estavam era grande e podiam estar em qualquer lugar. Talvez o portal por onde entraram não tinha sido destruído. Talvez Alguém as tenha achado e levado. Muitas possibilidades surgiam em sua cabeça e algumas delas prováveis, e tinha medo disso, mas nenhuma delas o fazia chegar a encontrá-las.

Havia um rastro de destruição por onde passava e seguiu até onde terminava. Carros estavam empilhados e quebrados, prédios rachavam, gotas de sangue surgiram em seu caminho fazendo-o correr mais. À medida que o sangue aparecia mais, Draco corria sem se importar por onde passava. Nada mais importava se Anna e Tanya estiverem machucadas e jurou que quem as machucasse iria pagar.

Seus olhos ficavam vermelhos e uma armadura negra surgia na sua pele. Parou e tentou se controlar, mas não conseguia quando via mais sangue.

— Não — disse, ofegante. Bateu num muro com grades, parecia que estava perto de uma praça. As grades pontiagudas tinham sangue, sem querer Draco tocou nele — NÃO!

Ouviu um barulho no meio da praça, mas uma árvore escura o atrapalhava de ver o que era. Quando se levantou tentou se manter calmo. Andou mais um pouco e encontrou uma entrada para a praça. Correu mais depressa e viu que alguém batalhava no centro do local, onde se lembrava que tinha uma estátua de um homem num cavalo com uma bandeira.

Agora a estátua estava derrubada, o homem separado da cabeça e seu cavalo em pedaços. Mas sua bandeira estava nas mãos de uma pessoa que não foi possível reconhecer, usava com a parte pontuda pra perfurar. Draco viu que quem ia ser perfurado era Anna. Deu largos passos até a criatura e chutou sua perna fazendo-a se desequilibrar e rapidamente pegou sua bandeira para furar seu pescoço.

O ser não vacilou e segurou bem forte a bandeira enquanto estava caída nos degraus do monumento. Deu um soco com a outra mão em Draco e chutou-o na barriga. Ele se esquivou de ser chutado no centro do tórax, mas o golpe o alcançou entre o corpo e o braço. Anna se levantou e agarrou a cabeça da criatura envolta em sangue e foi mordida por tentar.

Draco segurou seu pescoço com muita força e ameaçou com a outra mão enfiar a ponta da bandeira. Teria feito isso se não visse quem era. Era Tanya. Largou-a imediatamente, caindo nos degraus de costas. Pareceu que estava surdo e o corpo pesado, mas ao mesmo tempo leve o suficiente para levá-lo longe numa rajada de vento.

Anna tossia abafadamente. Tanya arregalara os olhos ao ver Draco. Pulou e asas enormes surgiram de suas costas. Voou para longe aos choros.

— Me desculpe! — foi a única palavra que conseguiu ouvir naquele momento.

Seu corpo voltava ao normal com o choque que sentiu. Mas não ligava para isso. Não ligava para mais nada. Exceto Anna, que se levantava cheia de cortes e sangue, caindo na escada pela tentativa.

— Draco — disse ela, muito fraca — Draco! — tossiu sangue — Não vá. Preciso de você. Todos nós.

Draco queria ter dito que estava vivo, mas não sentia isso. Apesar de estar se movimentando para se levantar, não sentia vontade. Seus olhos lacrimejavam, mas segurou. Percebeu então que não estava se mexendo e nem levantando. Era só uma sensação antes da morte. Algo no seu coração quebrara e doía. Sangue e morte. Amor e ódio. Qual era o sentido da sua vida?

Draco fechou os olhos. Quando abriu estava em um lugar diferente, não era mais a praça. Conseguia se levantar. Tentou devagar, tinha forças para isso. Percebeu que estava voltando ao normal. Quando se levantou viu que estava em uma biblioteca. Haviam livros e mais livros envolta dele. Menos em uma parte. Lá, um pouco longe dos livros, um homem estudava em seu livro e em cima da mesa tinha papéis, canetas, microscópio, caleidoscópio, telescópio, aviões em miniatura e frascos e mais frascos de diferentes cores. Uma fornalha estava ao lado dele, onde alguma coisa se mexia numa panela de pressão.

O homem vestia branco com linhas finas de prata. O cabelo era grisalho e a barba quase totalmente branca. Usava óculos redondos. Em sua mão um compasso deslizava a ponta para riscar um pequeno mapa. A outra coçava o queixo enquanto murmurava. Pareceu que ele estava muito distraído com aquilo.

— Com licença? — perguntou Draco, mas não houve uma resposta — Ah... Senhor! Com licença! — falou mais alto.

— Ahn? O quê? — disse o homem assustado e virando-se para Draco — Ah... sim, sim. Bom dia, ou seria tarde? Não sei — voltou ao trabalho.

— É... Onde estou?

— Quem é você? — perguntou o homem dando outra olhada em Draco.

Seus olhos esbugalharam ao vê-lo. Ajeitou os óculos e remexeu o corpo.

— Pelas mitocôndrias milenares! Draco! — o homem correu até ele — como você está? Está bem?

— Sim, sim! — disse Draco, enquanto o homem analisava seu pulso e media sua altura.

— Você é bem mais alto do que eu esperava — deu uma risadinha. Voltou para a mesa e pegou algo — abra a boca.

— O quê? — Draco estava confuso.

— Abra a boca! — repetiu o homem.

Antes que Draco pudesse fazer algo o homem abriu sua boca com uma mão. A outra usou para iluminar o que via. O objeto em sua mão projetava uma luz amarela e depois branca.

— Hum... Esteve lutando recentemente? — perguntou o homem, tirou a mão da boca de Draco e abriu um olho dele, iluminando com o objeto.

— Não... Quer dizer... sim... Quem é você?

— Ora! Que pergunta mais besta! Não é tempo para isso, venha cá! — pegou em seu braço e levou-o até uma cabine de vidro e metal. Pôs Draco ali — fique parado. Não vai doer. É melhor fechar os olhos.

Draco não entendendo o motivo, fez o que pediu. Uma luz verde projetou em sua cabeça quando a cabine fechou e desceu até seus pés. Voltou para a cabeça e a cabine abriu-se.

— Muito bem — disse o homem — vamos ver os resultados! Aqui estão — apontou para uma máquina branca com um painel que registrou os arquivos de Draco. Um papel longo saiu da máquina — Como eu esperava! Você ainda está fraco... É isso!

Correu para um canto dos livros. Subiu uma escada móvel e puxou a barra para levá-lo num livro verde e encapado em plástico. Desceu, abriu o livro e passou as páginas tão rápido que só se viam vultos dos papéis.

— Ahá! Eureca! Posso testar meu novo experimento!

— Senhor, o que está acontecendo? Onde estou? — Draco já estava aturdido com o homem que não o ouvia — E como você me conhece?

— Te conheço por causa de seu pai. Ele está nos livros —sumiu entre os livros — siga-me — sua voz ecoou na sala.

Draco andou por onde ele foi. Uma porta de madeira estava semiaberta e empurrou-a para ver a enorme sala onde ele estava. Percebeu que na porta uma inscrição velha estava em ruínas e quase ilegível. Estava escrito "Humanus".

— Você... Você é Humanus! — surpreendeu Draco.

— Faz diferença agora? Sim, sou Humanus e achei que tinha entendido quando me viu. Você é bem menos inteligente que seu pai, me desculpe. Achei que entenderia logo que me visse. Sinceramente, nem os homens... tsc tsc.

— O que você quer de mim? Como fui parar aqui? — Draco estava bravo por não ter respostas diretas.

— Cala a boca! — se irritou Humanus — Oh! É hora de alimentar Gerry — estava olhando para o relógio gigante no teto. Era amarelo fosco com números romanos.

Andou até um rato branco que estava numa gaiola e deu um queijo enorme para ele. O rato tinha algo de diferente. Não andava sobre as quatro patas e sim, duas. Pareceu agradecer com seus ruídos e roeu o queijo ferozmente.

— Lindo ele, não? Pena que vai morrer em um mês. Mas é pelo bem da ciência. Ah... sente-se ali — apontou para uma cadeira de madeira bruta.

— Não — negou Draco, ainda bravo — não antes que me ouça.

— Tenho ouvidos, vê? Ouço tanto quanto Gerry.

— Então me fale onde estou, senão terei de tirar essa informação à força — apontou o punho para Humanus.

— Que selvageria! Estupidez! Ridículo! — riu — isso me faz lembrar quando os gregos se destruíam e quando houve a Primeira Guerra. Guerra é mudança, mas também uma burrice. É claro que houve algumas que nos ajudaram a desenvolver nosso intelecto e descobrir muitas coisas. Mesmo assim... Ah, que seja! Não tenho tempo para suas façanhas de troglodita. Tenho que descobrir se é verdade. Vai! Anda logo!

— Quer que eu bata em você? — perguntou Draco, ainda mais confuso.

— Claro que não! É pra você sentar na cadeira! Pelo amor do Criador. Se fosse um humano eu teria mais vergonha, mas como você é uma experiência nova eu terei de ter paciência.

Draco se sentou. Humanus pôs uma cúpula em sua cabeça, estava cheia de fios.

— Já que não entende o que está acontecendo vou esclarecer pra você. Tem mais uma guerra estúpida vindo. Não ligo. Ou como os da geração X diziam: Tô nem aí. O que eu quero é que os homens descubram mais coisas para mim. Mais ideias, mais invenções, mais coisas. Eles poderiam explorar o Universo mais. Eles poderiam descobrir as leis que regem o mundo subatômico. Mas não. Essa guerra vai atrasar meus planos. Que tédio!

— Por que não luta?

— Perda de tempo! E deixar de estudar? Se não eu quem vai explorar as estrelas? Quem vai falar de novas curas para as doenças? Quem vai descobrir os mistérios da filosofia? Quem vai saber o que nasceu primeiro: o ovo ou a galinha?

— Os anjos ou os demônios podem — disse Draco.

— Bobagem! Todos eles são limitados. Os anjos não se atreveriam a descobrir que tinham estômago se não fosse um homem para abri-lo. Os demônios não descobririam curas de doenças se não fossem compatíveis a eles. Os homens podem ir além. Porém, são muito influenciados pelos dois lados. Tem sentimentos, argh! É isso que nos atrasa, mas é tão necessário. Pronto já pode tirar isso.

Draco tirou a cúpula e deixou-a encostada no braço da cadeira.

— Por que não se alia a um deles?

— Você não me ouviu? Não quero me meter nisso. Me aliar seria colocar meus humanos em risco. De novo! Está se sentindo melhor?

— Sim — Draco mexeu no pulso — sim! Parece que estou mais forte. Como fez isso?

— Magia — riu, depois ficou sério.

— Magia?

— Me desculpe. Esqueci-me de que você era um ingênuo. Não foi magia, era uma piada sem graça. Eu diria que era ciência muito avançada para sua cabeça. Coitado. Um filho de anjo e demônio com a cabeça tão afetada. Achei que meu experimento tinha dado certo. Tentei mexer nos neurônios e reavivar alguns para que pudesse se sentir mais inteligente. Tente pensar.

Aquilo pareceu um insulto a Draco, como se ele não soubesse fazer isso.

— Eu sei pensar! Só não entendia algumas coisas.

— Hum... — de repente um som abafado ecoou no salão — Não entrem!

— O que foi isso? — perguntou Draco, assustado.

— Minha sociedade não secreta. É o que eu criei de cobaias e ajudantes para aumentar as possibilidades de avanço nos estudos. Mas há humanos burros que acharam nossas invenções horríveis e nos acusaram de magia e bruxaria, também achavam que robôs eram monstros... Uns burros eles... tsc tsc. No final tenho de concordar, ciência avançada sempre será confundida com magia.

Draco viu um galpão onde julgou vir o som.

— Não se importe com o som. Eles voltam quando você sair. Pelo menos será mais secreta se você não vê-los — disse Humanus.

Draco andou até o galpão e abriu a porta. Se impressionou com o que viu. Homens carregavam armas e outros consertavam naves e outros transportes diferentes. Mais ao longe mais homens trabalhavam.

— Achei que não queria entrar na guerra — disse Draco virando-se para Humanus. Ele saiu de sua mesa.

— Sim, eu disse. Mas eles sabem o que os esperam e eles se protegem. Não foi ideia minha. Eles fazem o que for necessário para defender a ciência, mesmo com outros propósitos. Se bem que... Se a guerra começar haverá mais coisas a descobrir. É muito arriscado... Hum... — esqueceu Draco e começou a falar consigo — Não, não. Se formos além eles vão acabar com tudo de novo. Mas podemos redescobrir... Será perda de tempo...

Ele olhou para Draco. Sorriu.

— Já está na hora de voltar! — disse.

— O quê? — perguntou Draco, surpreso.

Mas não houve tempo de reação. Humanus pôs a mão em sua cabeça e jogou-o contra o chão. Tudo pareceu desmoronar e destruir. O teto se decompôs e pedaços caíram. As paredes se chocaram quando derrubadas pelo vento forte. Tudo pareceu um caos. Não sentiu dor, porém estava tonto. Seus olhos tinham se fechado no impacto que não sentiu. Abriu-os e viu Anna ao seu lado. Estava ensopado em suor. Era manhã ainda, mas no sonho não havia noite nem dia. Sentou-se na calçada e respirou fundo. Estava na rua, com Anna ao seu lado, chamando-o.

— Você está bem? — perguntou.

— Sim, estou — ainda se lembrava do sonho que pareceu real — onde estou?

— Estamos na rua. Não achei alguém confiável que pudesse nos emprestar a casa.

— Tudo bem... Anna... Você está bem?

— Sim, claro. Só sofri alguns arranhões daquela demônio — seu braço estava enfaixado e o sangue seco.

— Aquela demônio era Tanya — quis contar Draco — ela me... ajudou. Ela me ajudou a te salvar. Mas... por que ela te atacou?

— É da natureza dos demônios — disse Anna, depois de um longo silêncio — eles só fazem isso. Destruir e lutar.

— NÃO! — Draco percebeu que estava gritando — desculpe... Mas... ela era diferente. Nem todos os demônios são assim. Existem aqueles que querem a paz. Ela era uma delas. O pensamento deles sobre vocês é parecido com isso. Vocês não se conhecem tão bem assim.

Ficaram sozinhos pensando em silêncio.

— Eu vi ele — disse por fim, Draco — Eu vi Humanus.

— Mas... onde?

— No meu sonho. E também vi Demon quando lutei para te salvar. Ele é...

— Seu avô — falou Anna ao mesmo tempo que Draco.

— Como...? Como você sabe?

— Está nos livros, no seu histórico. A história de seus pais é conhecida e a dos pais deles também. Demon é um demônio feroz e sem limites. Não respeitava nada... Pelo menos é o que foi-nos dito.

— Isso é verdade. Ele tentou me fazer ficar mais demônio do que anjo. E conseguiu... Não foi legal. Eu quase matei todos quando aconteceu, mas consegui me controlar por causa de Tanya. Ela me salvou disso — ficou em silêncio por mais um tempo — Humanus. Ele está me preocupando. Ele me disse que não queria entrar na guerra e agora parece que vai lutar às escondidas. Precisamos detê-lo antes da decisão final.

— Mas não foi um sonho? — perguntou Anna, confusa.

— Foi mais que um sonho. Na verdade foi tão real quanto esse momento.

— Então precisamos avisar ao nosso exército, temos que informa sobre Demon e Humanus. Os anjos precisam saber!

Draco não discutiu, mas queria comer algo.

— Estou com fome. Vamos antes comer um sanduíche, se pudermos pagar.

— Acho que essa nota que encontrei pode pagar? — Anna segurava uma nota de cem.

— Pagar até pode, mas troco eu não sei se vai ter — sorriu Draco.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.