As Cartas De Y.P.
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Ela pede para que ele coloque o cinto, pois o avião já vai começar a pousar. Com isso, ele começa a entrar em desespero e pensar como foi estupido a ponto de dormir e ter o pior pesadelo. Ele estava triste por relembrar esse fato tão horrível do seu passado, mas pensa que o seu organismo está o preparando caso aconteça alguma coisa com o homem de terno. Ele sentia a adrenalina no sangue, provavelmente injetado pelo sonho e com isso ele volta a refletir no mais importante: sair do avião sem ser notado pelo o homem. Começa a pensar no que precisa de mais tempo, quando de repente, o avião começa a chaqualhar.
–Preciso que todos coloquem o cinto e se acalmem, parece que o vento esta muito forte para pousar. –Informa uma voz masculina, com uma voz preocupada.
Muito preocupado, com o que está ocorrendo, Brandon começa a suar e ficar preocupado, mas acaba lembrando um conselho de um professor.
“Em hora de pânico, em que sabe que não pode fazer nada ou que se tentar fazer vai acabar estragando; senta, fecha os olhos e tenta relaxar.”
E foi isso que ele fez, achando-se meio ridículo no começo, mas depois viu que deu tudo certo e até o vento parou, deixando com que o avião estacionasse.
A única ideia que veio na sua cabeça de como se camuflar, foi tirar a blusa, pois o homem sabia que ele estava com a blusa branca. Quando tira, percebe que não é uma blusa comum e que na verdade ela tem dois lados. Um que era o branco e o outro preto. Desse jeito ele a virou ao contrário e decidiu colocar o gorro.
Saindo do avião, começou a desejar com todas as suas forcas que não fosse visto e nem notado. Passou pela área de desembarque e depois foi pegar a sua bagagem.
Ao chegar lá e começar a esperar por sua mala, sempre atento. Quando vira o rosto, vê o homem olhando por todos os lados procurando ele. Parecendo mágica, ele olhava para o lugar onde ele estava e continuava procurando como se ele estivesse invisível. De qualquer forma, ele tratou de tentar achar a sua mala e sair de lá o mais rápido possível.
Quando a acha, pega e abre para conferir se tudo está certo. Inesperadamente, acha uma carta com o lacre fechado. Com curiosidade, vai ao banheiro e dá uma lida.
“Seja bem-vindo a New York City! Confesso-lhe, achei que não iria conseguir embarcar! Mesmo assim, vamos assuntos mais importantes. Sei que não sabe falar inglês, mas tente fazer o que vou te dizer. Quando for entrar em contato com algum americano, pense e haja como se já soubesse e fosse sua língua materna. Tenho certeza que você vai achar maluquice, mas no fim, como sempre, vai perceber que estou certo. Você precisa chegar no endereço: Kingston Streat, 77. Lá, você receberá mais informações.
Ass: Y.P.”
Achando muito estranho esse conselho, mas mesmo assim tentando adquiri-lo, quando vai lavar as mãos tenta falar. Mas, ele apenas pronuncia palavras em português. Pensando nisso, ele acha que tem que tentar falar com outro ser-humano, para isso dar certo.
–Hi. -Ele tenta falar apenas o que sabe, por enquanto.
–Hi -Responde a pessoa, meio desconfiada.
A partir daí ele não consegue mais falar nada, então a pessoa começa a perguntar uma coisa, mas ele não entende. Fazendo muito esforço para tentar entender, vem uma frase na sua mente: “O senhor está bem?”. Desse jeito ele começa a entender que a frase é a tradução do que ela falou. Como estava animado, tentou responder e por mais incrível que pareça, ele estava falando inglês. Ele conseguiu conectar a mente dele com inglês, sem nem mesmo saber direito o básico.
Tão feliz e satisfeito consigo mesmo, decide pegar um taxi, pois além de ser mais rápido, ele não sabia onde ficava o endereço. Na verdade, não sabia nada sobre os Estados Unidos.
Depois de entrar, falar o endereço e começar a apreciar as ruas de Nova York repara que já passam das nove horas da noite. Mesmo estando um pouco tarde para ele, que era obrigado a chegar no máximo as oito, ele começa a pensar o que lhe espera na Kington Streat.
–Senhor, chegamos e o valor da viagem ficou quarenta dólares.
–Ok, obrigado. –Brandon, lhe paga e sai do carro. Na calcada olha o prédio antigo, velho e abandonado pensando que o endereço esta errado, mas quando olha para traz percebe que o taxista já foi embora. Com isso, decide tocar o interfone.
–Pois não? –Fala uma voz masculina forte.
–Recebi ordens de que deveria vir para cá. -Responde com um pouco de raiva, pois tinha certeza de que estava sendo observado e a pessoa sabia quem ele era.
–Informe o seu nome e como recebeu tal informação.
– Meu nome é Brandon Flinch e por incrível que pareça recebi essa ordem através de uma carta. –Responde se sentindo um perfeito idiota, mas depois que termina de responder a porta se abre.
Ele entra e começa a subir uma escada bem longa, que o leva ao segundo andar. Onde tem uma sala bem longa, que parece ser uma recepção.
–Senhor, boa noite, siga em frente até encontrar uma escada, estão esperando por você.
Com isso, segue em frente e encontra mais dois homens que provavelmente são seguranças. Um estava roncando em sua cama e o outro estava sentado num sofá assistindo o canal de noticias. Mais no canto dava para ver uma pequena cozinha e mesa com cadeiras. Por fim, depois de uma porta tinha outra escada longa, que levava para o andar de cima.
Quando chega, vê sete pessoas numa sala de estar. Cinco estão sentadas nos dois sofás de dois e três lugares. Outra estava sentada numa poltrona e a outra sentada no chão de frente para a mesinha de centro fazendo a unha. Todos estavam de olho na tevê LCD de quarenta polegadas, a mesma do andar de baixo. Nesse mesmo andar, tinha uma cozinha com mesa maior e mais cadeiras. No final do corredor dava para três portas que estavam fechadas.
Quando entra na sala, todos olham para ele.
–Olá –Brandon consegue dizer meio tímido.
–É ele, finalmente chegou! –Diz à menina que estava fazendo a unha.
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