As Cariocas
1 A Motorista de Volta Redonda
Volta Redonda, situado na região Sul Fluminense, no Vale do Paraíba, a 127km da capital, Rio de Janeiro.
Com uma população de 257.803 habitantes, a cidade é uma das maiores do sul do estado, onde está instalada a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). A nossa heroína de hoje vem de lá, do bairro Belmonte, e é a Rosário que estreia a série como "A Motorista de Volta Redonda".
–---------------------------------------------------------------------------------------------
Rosário: Bom dia, Seu Francisco, tem pão fresco hoje?
Seu Francisco: Ô, Rosário, bom dia! Tem sim, já está indo pro batente?
Rosário: Mais uma vez. Vou ter que pegar o ônibus na garagem e parar lá em Barra Mansa.
Seu Francisco: Aqui está. Mas por que tão longe?
Rosário: Me escalaram na linha que sai daqui de Volta Redonda, e tem o ponto final lá na rodoviária. É brincadeira!
Seu Francisco: E como é que você vai?
Rosário: Vou pegar meu carro aqui e vou pra garagem.
E lá ia, todos os dias, nossa heroína, trabalhar no que gostava. E sempre voltava com uma reclamação. Seus filhos já não aguentavam mais.
Rosário: Que saco! Difícil trabalhar com essa praga!
Ana: O que houve mãe?
Matheus: É, por que está tão nervosa?
Rosário: Por causa daquele trocador, desgraçado de uma figa! Só vive me enchendo a paciência?
Filhos: Mas, por que?
Rosário: A gente mal chegou na rodoviária, ele já vem me dizendo que é hora de mudar o letreiro. Ah, vai tomar banho!
Ana: Quer que eu prepare um chá quente para você?
Rosário: É melhor. Vá!
Matheus: Mãe, me conta uma coisa: Por que você se estressa tanto no trabalho?
Rosário: Ai filho, é muito complicado, muita perturbação. Dá vontade de sai desse emprego.
Ana: Aqui, mamãe!
Rosário: Obrigado, filha!
Matheus: Não faz isso não! Quem vai nos alimentar?
Rosário: Eu não sei se sairei. Estava só pensando. Fiquem tranquilos.
Era hora de dormir, quer dizer, só para Rosário, pois as crianças planejavam uma forma de destrair a mãe deles:
Matheus: Sabe o que eu estava pensando: que tal se arrumássemos um namorado para nossa mãe?
Ana: Por que?
Matheus: Porque ela estava falando, que está muito agitada. Quem sabe com um namorado, ela não se acalma.
Ana: Boa ideia!
E lá foram, procurar uma cara-metade para sua mãe. Encontraram um, morador da Vila Brasília, e que olha, era um bandido de primeira!
Ana: Pronto! Arrumei um encontro para nossa mãe. Será amanhã á noite, na Vila.
Matheus: Ok! Agora temos que convencer a mamãe a ir nesse encontro.
Ana: Verdade!
A dificuldade agora, era convencer a dona Rosário a sair de casa, já que iria trabalhar amanhã de manhã . Mais como Ana e Matheus não são bobos de nada, eles sempre dão um jeito nas suas trapalhadas.
Ana: Mãe, mãe. Um moço, do seu serviço, marcou um encontro com você na Vila, amanhã.
Rosário: Que moço, Ana Carolina?
Ana: O Márcio. Você vai se encontrar com ele?
Rosário: Vou, Ana. Agora me deixa dormir.
As crianças só não sabiam que o suposto Márcio era um bandido e que se parecia muito com o tal cobrador que sua mãe mais conversa no trabalho.
Chega o grande dia, e Rosário se apronta para encontrar o suposto Márcio, e não sabe que cairá numa armadilha.
Rosário: Como estou minha filha? Acha que estou muito maquiada, muito brega?
Ana: Claro que não, mamãe. Está lindíssima!
Do outro lado da cidade, um tiroteio acontece na Vila Brasília, comandada por Alessandro, que irá se encontrar no Rosário.
Chegando no local, Rosário nem percebe que aquele não é o Márcio, e nem que está sendo enganada.
Rosário: E então, Marcos, como estamos?
Márcio: Pô branquinha, estou bem, pô! E você, cinderela?
Rosário: Nossa, nunca te vi falando assim. O que houve?
Márcio: Nada. É porque na empresa eu não posso falar assim.
Ela lógico, acreditou. Mas, nem imagina que está sendo enganada.
Fale com o autor