As Aventuras de Siegart

10 Capítulo 10 A batalha contra o dragão de gelo


Notas iniciais
Mais ação nesse capítulo

As coisas não estavam nada boas para os tripulantes, estavam todos morrendo de frio.

Cody: precisamos parar um pouco e nos aquecer, se não podemos pegar uma pneumonia.

Para a alegria de todos, eles acharam uma casa no meio da neve, nem bateram na porta, foram entrando direto. A casa estava quentinha, mas não havia ninguém nela.

Cody: Que estranho...

Eles ficaram um tempo lá, se aquecendo e conversando.

Zenon: Nem da vontade de sair de novo, está muito frio lá fora.

Cody: Realmente, é muito frio, mas não podemos deixar de seguir, eu tenho a impressão de que Siegart vai estar nos esperando no Skulldragon Valley também.

Ria: Mas como ele chegaria lá?

Cody: Não sei, talvez se ele pegasse um atalho pelo lugar onde ele caiu.

Amy: Certo, então temos que ir até lá para nos encontrarmos logo com ele.

Cody: Isso mesmo.

Amy: Então o que estamos esperando? Ainda temos a terra do fogo para percorrer.

Ria: Ela tem razão, vamos logo.

E saíram da casa, caminhando novamente sobre a neve gelada, depois de uma longa caminhada pela neve, finalmente chegaram ás colinas que davam ás montanhas de neve, mas ao chegar lá se depararam com mais Golens de gelo.

Cody: vocês já sabem né?

Ria: Sim.

Eles partiram para cima dos Golens de neve, sempre mirando em suas cabeças, desta vez eles estavam mais espertos, desviavam dos ataques e contra atacavam. Conan recebeu o golpe de um dos Golens, o golpe o atingiu bem no braço, que havia sido usado para proteger o rosto, o garoto caiu atordoado na neve, quando o Golen estava preparado para pisar em sua cabeça, foi atingido com um golpe no pescoço e foi decepado, transformando-se em neve.

Cody: Você está bem?

Conan: Sim, obrigado.

Todos os Golens já haviam sido derrotados, eles subiram um pouco mais a colina e se deparam com um portão de gelo, com uma placa dizendo:- Aqui está o dragão de gelo da terra de gelo, para chegar á terra do fogo, terá de passar por ele.

Cody: Então é isso.

Com um leve suspiro Cody abriu o portão, logo quando abriu se deparou com um enorme dragão cor de gelo dormindo.

Conan: Ele está dormindo, podemos matá-lo sem ele perceber.

Cody: Não deve ser tão fácil assim...

Então um homem baixinho e velho os recebeu na porta.

– Ora!Ora! O que temos aqui? Crianças?

Cody: Não somos crianças, viemos aqui porque precisamos ir até a terra do fogo.

– Mas por que? A terra do gelo é bem mais legal! Meu nome é Mesmero.

Ria: Mesmero, nós precisamos que nos deixe passar pelo portão para chegarmos á terra do fogo.

Mesmero: Bom, acho que não vai dar, Draco vai me dar uma boa recompensa se eu não deixar vocês passarem, o que não é tão ruim, já que nunca deixo ninguém passar mesmo.

Cody apontou sua espada Cutthoaths para o pescoço do velho (Pura ironia)

Cody: Vai fazer o que para nos impedir?

O velho saiu correndo cambaleando para trás, primeiramente deu a impressão de que ele ia fugir, mas então subiu no pescoço do dragão e começou a cochichar em seu ouvido, Cody não gostou nada daquilo.

Mesmero: Você está vendo aquelas criancinhas ali, meu querido amigo, elas querem passar para a terra do fogo, mate-as.

O dragão se levantou e pareceu não muito interessado, então o velho usou algum tipo de magia e tocou na cabeça do dragão que agora parecia decidido a matá-los.

Com um rugido ele investiu com sua cauda contra os tripulantes, todos pularam, desviando da cauda, menos Amy, que foi atingida em cheio e foi parar mais pro fundo da torre gigante onde estavam, ficou ali meio zonza por causa do ataque, apoiada em escadas que iam direto para o alto da torre.

Enquanto isso, os outros continuavam a batalha, o dragão abriu a boca e soltou um bafo de gelo que congelava tudo que ficava pela frente, os tripulantes apenas desviavam ou se escondiam entre colunas para evitar. Aos poucos, Amy foi percebendo que o dragão não estava agindo por conta própria, o dragão era sendo controlada pelo mago, ela foi subindo as escadas até ficar á altura do mago, este que não percebeu a presença da garota, se concentrava apenas nos outros.

Estava meio difícil lutar contra aquele dragão, ele nem deixava chegar perto, Conan foi atingido pela cauda do dragão, este que não perdeu tempo e foi abocanhá-lo, mas no meio do caminho hesitou.

Cody: Hã?

Uma flecha havia atingido Mesmero bem na barriga, que com um grito de dor despencou do alto do dragão, se machucando ainda mais por bater a cabeça no chão, com a batida ele morreu na hora.

Cody olho de onde veio a direção da flecha e viu Amy com o arco na mão. Então o dragão voltou a dormir.

Todos foram até Amy.

Conan: Nossa Amy, você me salvou.

Zenon: È uma ótima arqueira.

Amy ficou um pouco sem jeito, mas ao mesmo tempo feliz por ter ganhado a batalha.

Cody: Você foi muito inteligente Amy, eu deveria ter percebido antes que era Mesmero que controlava o dragão.

Ria: Sim, mas vamos, antes que o dragão resolva acordar e nos comer

Conseguiram passar facilmente pelo dragão, que estava dormindo e passar pela porta dos fundos, onde se viram em um lugar cheio de vulcões, magma e um chão bem rochoso.

Cody: Bom, chegamos á terra do fogo. – disse ele por fim.

Siegart estava aliviado por saber que iria conseguir voltar para seus amigos, já estava com um pouco de saudade deles.

Mea: Como você chegou até aqui?

Siegart: Eu caí pelas montanhas e fui parar nessa floresta.

Mea: Acredito que não tenha sido uma boa aterrisagem.

Siegart: Foi péssima, devo ter ficado quase uma hora desacordado.

Mea: Entendo.

Siegart olhou para o céu e percebeu que estava começando a ficar escuro.

Siegart: Está escurecendo, é sinal de que estamos chegando não é?

Mea: Não, está ficando tarde mesmo aqui, melhor acharmos um lugar para dormir, você não ia gostar de ficar nessa floresta de noite...

Foram caminhando pela floresta até Mea achar uma placa.

Mea: Certo, tem uma vila um pouco mais para frente, vamos dormir lá.

Siegart: Com que dinheiro?

Mea estendeu um saco marrom que estava cheio de moedas de ouro.

Siegart: Nossa, quanto dinheiro.

Mea: Nós Elfos sempre temos muito dinheiro.

Foram caminhando até acharem a vila, ainda estava bem movimentada.

Mea: Certo, vou achar um lugar para a gente dormir.

Acharam uma casa gigante, parecia mais uma mansão, porém com a aparência de uma casa, em cima da porta de entrada dela havia um cartaz em formato de arco-íris escrito: The Happy House.

Mea bateu na porta e uma garota ruiva e sorridente os atendeu.

– Ooooi! Em que posso ajudá-los?

Mea: Nós gostaríamos de um quarto para dormir essa noite, vocês têm vagas?

– Sim, nós temos vagas sim, vocês vão fa...

Mea: Não! Não! Vamos apenas dormir, somos amigos.

– Ai que legal! Amizade é uma coisa muito boa! Entrem! Meu nome é Funny.

Funny era bonita, tinha os cabelos longos e roxos, e sempre tinha um sorriso estampado no rosto.

A casa era muito bonita, no meio da sala havia uma estátua, e era cheia de decorativos alegres, aos lados havia duas portas e no meio uma escada.

Funny: Os quartos ficam lá em cima, nas portas do lado vocês irão achar os banheiros e a saída para o quintal, vão ficar por quanto tempo aqui?

Mea: Vamos só dormir por essa noite, amanhã de manhã nós vamos partir para a viagem de novo.

Funny: Que legal! Vocês estão viajando, isso é ótimo! São cinqüenta moedas de ouro.

Mea: Tudo isso? Que horror.

Funny: Preciso cobrar um pouco caro, para poder fornecer um ótimo tratamento aos meus clientes.

Mea: Entendo – disse entregando as moedas.

Assim que pagaram, subiram as escadas e viram os quartos, eram muitos, mas parecia não haver ninguém dentro.

Siegart: Aqui não parece ser muito freqüentado...

Mea: Concordo...

Escolheram um quarto e entraram, havia duas camas, Mea foi logo se deitando, cansada de um dia na floresta.

Mea: Siegart, eu vou dormir para repor minhas energias, boa noite.

Siegart: Boa noite.

Siegart não estava muito a fim de dormir ainda, saiu de seu quarto e desceu as escadas da casa feliz, pegou a porta á direita e foi até o jardim da casa, era muito bonito e cheio de plantas e flores, Funny estava lá sentada em um banco branco observando as flores, Siegart foi até lá.

Siegart: Posso me sentar?

Funny: Claro!

Fez se um silêncio então Siegart começou.

Siegart: Você trabalha sozinha aqui?

Funny: Sim.

Siegart: Você não acha isso meio... Chato.

Funny: Nem tanto, tenho minhas flores e meu jardim para me fazer companhia.

Siegart: Ah...

O silenciou se estendeu com apenas os grilos cantando.

Funny: Na verdade...

Siegart: Hã?

Funny: Seria bom ter alguém para poder me ajudar aqui.

Pela primeira vez Siegart a viu triste, sem o seu sorriso no rosto.

Siegart: Você poderia sei lá, procurar alguém.

Funny: ninguém iria querer trabalhar ou ficar perto de alguém que é filho do Draco.

O nome causou um arrepio em Siegart.

Siegart: Você é filha dele?

Funny: Sim.

Siegart: Nem parece muito.

Funny: Eu sei meu pai não fez coisas muito boas.

Siegart: Mas as pessoas não deveriam agir assim com você por causa de seu pai, você não é igual a ele, eu gosto de ficar perto de você.

Funny: Gosta?

Siegart: Sim, mesmo sabendo que seu pai é o Draco.

Então ela o abraçou , Siegart não soube o que fazer, mas gentilmente a abraçou também.

Siegart: Por que fez isso?

Funny: Não sei, faz tempo que alguém não me trata bem assim, e diz essas coisas bonitas para mim.

Siegart: Ah, tudo bem.

De novo ela foi começando a ficar alegre de novo e a sorrir.

Funny: Ei, você poderia ficar aqui e trabalhar comigo, eu adoraria trabalhar aqui com você.

Siegart: Não posso, meus amigos precisam de mim, e eu preciso ajudá-los a resgatar o Orb da paz.

Funny: Ah, entendo, mas uma coisa má que meu pai fez.

Siegart: Não se preocupe, eu deixarei seu pai vivo.

Funny: Estou mais preocupada em ele lhe deixar vivo.

Siegart:...

Funny: Se você vai sair tão cedo assim amanhã acho melhor ir dormir já, para acordar bem disposto.

Siegart: Você tem razão, boa noite, estou indo.

E voltou para o seu quarto, onde se deitou na cama, pensativo.

Siegart: Eu vou voltar para vocês meus amigos, prometo.