As Aventuras de Merlin - Final alternativo
6 Cap. 6 – Visitando os dragões
De manhã cedo, Eoin foi ao quarto de Merlin perguntar se ele achava que Arthur estaria bem o suficiente para participar do café da manhã no refeitório dos sacerdotes. Merlin disse que sim, e foram juntos falar com Arthur. O jovem aceitou o convite, estava interessado em conhecer melhor aquele povo que o tinha acolhido e salvado sua vida. Ao entrar no refeitório, uma coisa lhe chamou atenção: se aquelas pessoas sabiam quem ele era, não demonstraram. Ele foi tratado como um igual, o que fez Arthur se sentir bem, se sentir aceito como pessoa e não por ser rei. Como ele já tinha percebido, durante as refeições não se falava nada que pudesse atrapalhar a calma do momento. Falou-se sobre a colheita que se aproximava, dos dias que estavam ficando mais quentes e outros assuntos cotidianos. Após o café Arthur, Merlin e Eoin foram à procura de Aimos. Arthur queria muito ver os dragões, principalmente Kilgharra, que havia ajudado a leva-lo para ilha. Encontraram o Alto Sacerdote na beira do lago, conversando com outros sacerdotes. Quando os viu, Aimos pediu para que esperassem um pouco e os três sentaram em um tronco, para conversar.
– Avalon é um local muito bonito – falou Arthur — e calmo também. Camelot é sempre muito agitada.
– É mesmo. Vou sentir falta dessa tranquilidade – disse Merlin – mas estou com saudades da agitação – falou rindo.
– É, calma e Merlin são coisas incompatíveis – falou Arthur rindo, no que foi acompanhado por Eoin.
– Tenho que concordar com você, Arthur.
– Que bom, agora são dois a falar mal de mim — disse Merlin, rindo também.
– Eles não estão falando mal, Emrys, apenas constatando um fato. — falou Aimos tentando se manter sério, mas falhando completamente. Todos riram — O que desejam falar comigo.
– Aimos, gostaríamos de pedir permissão para visitar Kilgharra e Aithusa – falou Merlin.
– Permissão concedida. Você ficará feliz em ver a mudança em nosso pequeno amigo. Mas não falarei nada. Será surpresa.
– Juntos, os quatro novos amigos, seguiram até o local onde estavam os dragões. Ao chegar lá, Merlin não conteve as lágrimas. No lugar do dragão franzino, com sérios problemas ósseos, estava um jovem dragão com asas mais fortes, ossatura praticamente correta e com altura quase compatível com sua idade.
– Aithusa, como é bom te ver assim. Estou muito feliz.
– O jovem dragão cumprimentou o jovem mago e disse:
– Aithusa feliz.
– Você está falando!
– Aprendendo.
– Tenho que agradecer muito aos sacerdotes que estão cuidando de você. E Kilgharra, onde está?
– Chega logo.
– Então a asa dele está melhor?
– Sim Emrys – falou um sacerdote que acabava de entrar na caverna. — Ele está bem melhor. Os Alto Sacerdotes o convidaram e ele está pensando em ficar na ilha, teminar seu tempo aqui. Mas quer conversar com você sobre isso.
– Seria bom pra ele, ter um local calmo para viver.
– Merlin – chamou Arthur.
– Desculpa, esqueci que vocês estavam ai – falou Merlin corando – Aithusa, esse é Arthur, rei de Camelot e um grande amigo.
– Aithusa pensou Arthur mau, agora sabe Arthur bom.
– Porque você pensou que eu era mau?
– Morgana pensou Arthur mandar prender ela e Aithusa. Sofrer muito preso.
– Imagino que sim, mas eu jamais faria isso, Aithusa. O que Sarrum fez foi errado e fico feliz que você tenha se recuperado.
– Bons amigos aqui. Tratar Aithusa.
De repente todos se viraram para a entrada da caverna, em direção ao um forte barulho. Era Kilgharra voltando de seu passeio. Merlin correu ao encontro do amigo, tropeçou na túnica e caiu, o que causou uma onda de risos entre os presentes, inclusive os dragões.
– Fico feliz de ver que, mesmo com tantos poderes, você continua o mesmo, jovem feiticeiro – falou o Grande Dragão.
– E eu em ser uma fonte de diversão para todos – falou Merlin, vermelho que nem um tomate, mas rindo também – Fico mais feliz ainda de te ver bem, velho amigo.
– Me sinto muito melhor, Merlin. Você já deve saber que fui convidado a ficar em Avalon e penso em aceitar. Vou poder ajudar em algumas coisas e vai me fazer bem me sentir útil durante o tempo que me resta. Queria falar com você antes. Não poderei mais atender seus chamados, Senhor dos Dragões.
– Você merece descansar amigo. Sentirei sua falta, mas sempre que puder e Aimos permitir, virei te ver – O alto sacerdote acenou a cabeça afirmativamente – Kilgharra, tem uma pessoa aqui que quer te conhecer – falou chamando Arthur.
– Ah! O primeiro e futuro rei. Me alegra que tenha se recuperado, Arthur.
– E pelo que sei, tenho muito a te agradecer por ter me trazido para cá a tempo. Obrigado.
– Não tem que agradecer. Era de vital importância, para Albion, que você Foi um prazer ajudar. — Kilgharra abaixou a cabeça num cumprimento.
– Tem mais uma coisa – disse Arthur – peço desculpas pela forma que meu pai te tratou. Você teve toda razão de atacar Camelot, quando foi solto.
– Não jovem rei, eu estava errado. Deixei minha raiva atingir pessoas inocentes. Mas a bondade de Merlin me fez ver meus erros.
– Isso agora é passado. Espero que você seja feliz aqui.
– Obrigado, majestade.
– Bom, é hora de ir. — falou Aimos — Aithusa tem muito o que aprender e Kilgharra precisa descansar. Vamos.
– Até breve, velho amigo. Enquanto estiver na ilha virei te ver sempre que possível, e a você também Aithusa. Obrigado a todos vocês por cuidarem deles – falou em direção aos sacerdotes
– É nosso dever, Emrys.
– Até mais, então – falou acenando.
Arthur se despediu também e todos voltaram para a parte central de Avalon.
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