As Aventuras da Maga Alice
21 Sentimentos Desconhecidos
Notas iniciais
POV RION
Depois daquele episódio que sabemos que o Kai é do bem (e é apaixonado pela Luna), eu vi uma coisa interessante e idiota que Alice fez: ela entrou em um espelho (sabe se lá como). Tinha um garoto de cabelos loiros quase brancos, usando um paletó, ele tinha algo na cabeça (acho que eram orelhas de coelho, mas pareciam guampas brancas). De alguma forma ele encantou Alice e ela entrou no espelho, mas era óbvio que isso era uma armadilha. Eu sem saber o que fazer, a segui. Paramos em um labirinto de escadas, quando eu vi Alice estava do outro lado de ponta cabeça caminhando atrás do garoto. Gritei seu nome, mas ela nem ligou (ou não ouviu). Então saí correndo atrás dela, estava tocando uma musiquinha de uma banda que Alice gosta Localoid, Vocadebilóid alguma coisa assim. Eu continuei a procurá-la , mas ela estava sempre longe de mim, gritava seu nome, mas ela não ouvia. Foi aí que eu pensei direito, aquele garoto era provavelmente só uma ilusão de Alice. “Coelho Branco” pensei e gritei seu nome. Ele se virou, deu um sorriso desdenhoso (que me deixou furioso) e mostrou o relógio de bolso; então o atirou no abismo que havia.
–Pegue pra mim querida. –disse à Alice.
Ela concordou.
–Não! – gritei quando ela se atirou no buraco.
Então acordei, era tudo um sonho. Que susto!
Mas só pra confirmar fui até o quarto de Alice. Ela dormia feito um anjo. Passei a mão por seu rosto. Cabelos tão macios; olhos tão angelicais, incapazes de ter ódio de alguém; Nariz tão infantil, soltando lufadas de ar lentamente; lábios tão graciosos, tão inocentes,ainda não sentiram o calor de outra pessoa... Eu aproximei mais, sentindo sua respiração, seu cheiro, quase sentindo seus lábios...
–O quê? – ela acordou e foi pra trás – Rion, o que você estava fazendo?
Eu fiquei vermelho.
–Eu.. v-vim ver se você estava b-bem. – gaguejei.
–Mas é de madrugada. – disse ela.
–Eu sei. É que eu tive um sonho... – expliquei.
–Vá dormir, eu estou com sono. – pediu ela se deitando.
Eu lhe dei um beijo na testa.
–Rion às vezes você parece um pai. – comentou ela.
–Acho que eu queria se outra coisa... –falei sem pensar.
–O que? – perguntou ela confusa.
–Hã, nada. –fiquei mais vermelho ainda.
Eu saí do quarto todo envergonhado, pensando no que aconteceu: ela tão próxima de mim que eu quase...não!Eu não podia, La é ainda aquela pirralha que me irrita. Alguma coisa me lembrou que ela mudou, que agora ela é forte e experiente em magia. Ela é uma garota muito corajosa (além de fofa).
Sonhei de novo, só que dessa vez sonhei com a batalha final, Alice era apunhalada e depois mergulhávamos em escuridão e caos. De alguma forma eu sabia que aquilo aconteceria, mas não suportava a ideia de perder Alice. Agora ela fazia parte da minha vida, do meu coração, ela é minha melhor amiga e melhores amigos ficam juntos até o fim.
O outro dia amanheceu chuvoso, todos estavam preocupados com seus sonhos e o que estava por vir. Eu tive muita vergonha pelo que tinha acontecido à noite, mas Alice não sabia de nada (a inocência de uma criança). Acho que era meio óbvio que iria aparecer um mago, ou melhor uma aberração de duas cabeças, ( sim, uma aberração). Quando eu senti a presença, parei o tempo, mas pra minha surpresa, assim que cheguei na sala vi a professora de Alice podendo se mover. Antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, a aberração de duas cabeças apareceu. Não dava pra entender o que aquela criatura falava. Alice se transformou, Lucca começou a atirar bolas de fogo ( destruindo tudo, inclusive os vidros). Sonya pegou sua lança e eu peguei minha espada, toda aquela rotina. Porém, dessa vez, não precisamos lutar. Porque a tal professora nova cuidou de tudo, foi tão rápido que quase não consegui acompanhar: teve uma explosão de luz e os cabelos da professora pegaram fogo, a aberração de duas cabeças foi vaporizada pela explosão de luz.
Ficamos boquiabertos. A professora é uma maga, como é que eu não percebi isso antes? Bem que Lucca suspeitava. Alice foi a primeira a falar:
–Sensei, você é uma maga? Por que não contou isso antes?
–Eu tenho meus motivos – foi a resposta da professora – E também queria ver se vocês percebiam minha magia.
–Eu percebi. – comentou Lucca – E não confio muito em você. Como vamos saber se você não está do lado de Eidolon? E que motivos são esses que você não pode nos dizer? Isso não faz sentido!
–Também não faz sentido vocês omitirem a minha ajuda. Eu acabei de derrotar uma aliada de Eidolon, portanto não tenho nada a ver com ele. – falou a professora em sua defesa.
–E que provas você tem? – Perguntei – Nem sabemos se essa derrota pode ter sido teatro.
A professora pegou algo do chão,uma carta, a carta daquela aberração de duas cabeças e mostrou pra nós (como eu odeio estar errado).
–Essa prova é suficiente, Diego? – perguntou a professora.
–Diego? Esse é o seu nome de verdade? – perguntou Alice rindo.
–Como você sabe meu nome? – perguntei indignado a professora – E como ousa dizê-lo? Ainda não confio em você.
A professora só ficou parada com um sorriso, parecia se divertir com isso. Alice começou a me incomodar:
–Diego, por que não me falou seu nome verdadeiro antes? Não é um nome tão ruim, na verdade é bonito. Posso te chamar de Diego?
–Ah, cala a boca Alice! – falei, mas logo me arrependi quando vi a carinha que ela fez. Por que essa garota é tão fofa? – Desculpe.
–Tudo bem! Mas sério, eu posso chamar você de Diego? – pediu ela.
–Está bem, mas só porque somos amigos. – falei de cabeça baixa (só porque ela é muito fofinha isso sim).
Então Alice começou a dizer meu nome sem parar, quanta infantilidade. Essa garota tem mesmo treze anos? Pelo menos Sonya acabou com aquele momento vergonhoso.
–Estamos tendo sonhos com a batalha final. – contou ela – O que significa que este se aproxima. Se você está mesmo do nosso lado vai ter que lutar conosco na batalha.
A professora assentiu.
–Ao dormir tenham cuidado, Eidolon vai tentar controlar os seus sonhos, então não os levem tão a sério, para que não fiquem presos neles. – avisou a professora.
Todos ficaram em silêncio. O que ela estava querendo dizer? Como assim ficar preso em um sonho? Alice foi a única com coragem para perguntar:
–Podemos ficar presos em nossos sonhos?
–Sim, então tomem cuidado. –respondeu a professora – Alice, irá acontecer umas coisas inesperadas com você antes da batalha.
Alice ficou confusa.
–Como assim? – perguntou.
–Você saberá. Agora acho melhor volatarem para seus lugares.
Eu retirei o feitiço do tempo.
À noite fiquei pensando no que a professora disse. E se Alice ficasse presa em um sonho? Não! Eu não poderia deixar! Faria qualquer coisa para salvá-la se isso acontecesse!
Fale com o autor