As Aventuras Em Óliam - A Montanha Iluminada
4 Belezas Do Condado
Notas iniciais
No dia seguinte, Heitor acordou muito animado, arrumou sua mala de viajem e dirigiu-se para o pátio onde ficava os ônibus da universidade. Chegando lá encontrou todos os alunos dentro do ônibus já acomodados, subiu as escadas do ônibus e se deparou com uma surpresa inesperada. Emilly também iria a viajem! Ela estava sorridente como todos estavam e chamou o professor para sentar-se ao seu lado.
– Professor Heitor! Emfim chegou! Desculpe não avisar antes, mas decidi ir com vocês, acho que essa viajem será emocionante! Não tem problema não é mesmo?- Disse ela se levantando e ir cumprimenta-lo.
– Problema? Nenhum, é uma honra a senhora ir conosco! Mas deveria ter me falado antes, mas isso já não importa mais. Espero que goste da viajem, agora deixe-me cumprimentar meus alunos.
Heitor não queria mesmo que a diretora fosse, pois se caso ele estive-se no outro mundo, ela talvez fosse a primeira a notar que o professor tinha sumido e teria feito um escândalo e deixaria todos os alunos em pânico.
– Bom dia caros alunos! Bem, então chegou o dia, espero que vocês gostem do passeio tanto quanto eu, e espero que todos não se afastem do grupo quando chegarmos lá. Ficaremos num hotel onde já foram reservados os quartos, se chegarmos lá hoje a noite, amanhã pela manhã visitaremos a cidade e a tarde iremos visitar a montanha onde a Aurora vem visitar. Façam uma boa viajem todos.
E depois disso, os alunos começaram a gritar de alegria estavam todos felizes. Logo depois o ônibus saiu em direção a estrada dando inicio a viajem que iria durar o dia todo. Houve algumas paradas normais durante o trajeto. Essa viajem foi essencial para todos se conhecerem melhor. De vez em quando alguns alunos trocavam de lugar para conversar com outras pessoas. Oliver ia lá no final conversando e rindo como todos. Já não tinha mais nenhuma preocupação em mente, queria aproveitar tudo. E algumas vezes os alunos pediam para o professor contar as histórias do Brasil, muitos queriam saber como era o Rio De Janeiro, como era a praia, como era as pessoas. Eram realmente alunos muito curiosos. Essa turma era uma turma jovem de 16 a 19 anos, meninos e meninas, todos com sede de conhecimento e todos muito calorosos um com os outros. O que deixava Heitor feliz. Heitor não se sentia um velho perto deles, pois tinha apenas 22 para 23 anos.
A tarde ainda viajavam, e para passar o tempo todos cantavam músicas da época em forma de coral, era lindo de se ver! Você com certeza se sentiria bem com todos aqueles jovens felizes e cantantes. Uma cena rara e feliz. A diretora também se sentia bem, ela não se sentia velha, pelo contrário, tinha apenas seus 31 anos e era bem vista por todos. Cantava com todos e sabia as músicas de cabeça.
A tarde já estava acabando quando chegaram no Condado, um maravilhoso lugar, cercado por montanhas, e grama verde, onde havia vacas e cavalos na pastagem ao lado da estrada. Nesse momento todos ficaram em silêncio para apreciar a bela paisagem que passava pelos seus olhos. O motorista, o senhor Ricardo, já avistava as belas montanhas cobertas de verde do Condado De Cumbria lá ao longe e também avistava a pequena cidade perto delas, a esquerda da estrada aparecia um belo lago reluzindo ao sol, parecia muito bem convidativo a um mergulho, todos os alunos desejavam isso naquele momento. E as belezas do condado apareciam a cada momento, e passavam rápido como o vento. Quando se deram por conta, chegavam numa bela cidadezinha com casas ainda da época medieval com muitas flores e grama na calçada. Algumas pessoas andavam pelas ruas, e paravam para ver o ônibus. Os alunos ficavam com os rostos grudados nas janelas, todos encantados com a bela cidade. Quando uma menina de lá de dentro gritou.
– Vejam aqui! Lá na montanha! Que Lindo!
Todos correram para o outro lado do ônibus e ficaram maravilhados com a magia da Aurora Boreal, dava para ouvir os suspiros de encantamento de todos. ''Maravilhoso, incrível, será que dá para tocar?'' foram algumas das peguntas que fizeram lá dentro do ônibus.
O professor nada falou nesse momento, ele apenas observava aquele belo momento ao lado de Emilly, mas ele parecia não está se sentindo bem, estava com os olhos semi-abertos, Oliver achou que o professor iria desmaiar, quando levantou-se para ver se estava tudo bem com ele, Emilly falou com Heitor.
– Lindo Né? Professor? -Disse ela sem entender e já preocupada
– Oi? Sim, sim, lindo! Desculpe, não sei o que deu em mim.
– Está se sentindo bem?
– Me sinto melhor do que nunca!
Oliver depois que viu que o professor voltou ao normal voltou ao seu lugar sem dizer nada. Todos desceram, pegaram as malas no bagageiro do ônibus e seguiram para dentro do hotel. O professor foi na frente com a diretora para saber onde era os quartos. Como na faculdade, meninas dormiriam em quartos separados dos meninos. Emilly ficava com as meninas e Heitor com os meninos. Mas todos decidiram se reunir na varanda que havia nos fundos do hotel para conversar sobre tudo que havia acontecido e planejar como seria o dia seguinte. Todos muito ansiosos e animados, todos queriam subir a montanha, era o que eles mais queriam naquele momento. Em seguida depois que jantaram foram dormir.
Na madrugada dessa mesma noite, Heitor levantou-se para verificar se todos estavam dormindo e não aprontando pelo o hotel, mas viu que todos estavam dormindo inclusive Oliver. Depois disso seguiu para a cozinha do hotel para beber água. Era um hotel daqueles de bem pacatos, simples mas bonitos e aconchegante. Estava escuro e apenas a luz da lua adentrava a sala e a cozinha do hotel através das janelas, um balcão separava a cozinha da sala. Chegando lá, mas ainda descendo as escadas ele teve a impressão de ter visto alguém sentado no sofá da sala ao lado da cozinha, o pior era que realmente era alguém. Uma luz vermelha acendia no meio do escuro, se movia e depois apagava.
– Quem está ai? — Gritou o professor com medo de que fosse algum ladrão
A tal coisa soltou um berro e depois falou apavorado.
– Sou eu. Heitor é você? Sou eu Emilly.
– Emilly? O que está fazendo aqui? Você está fumando?
– Nossa que susto você me deu agora. Sim eu fumo as vezes. Não é um costume. Mas o que você faz aqui em baixo? — Sussurrou ela- Venha, chegue mais perto.
– Me desculpe, não foi minha intenção, mas é que uma hora dessas achei que todos estavam dormindo. Porque ainda está acordada?
– Ora, estou acordada porque estou sem sono, que dizer, dormir um pouco mas veja só, daqui da para ver as luzes lá na montanha. Ai fiquei observando esse espetáculo.
– Nossa é verdade! Posso ficar aqui com você?
– Mas é claro! Será uma ótima companhia, será que acordamos alguém?
– Acho que não, todos estão dormindo feito pedras.
– Diga-me, como descobriu esse lugar maravilhoso? — Perguntou Emilly
– Ah, um aluno me sugeri-o que vinhe-se aqui sabe, ele disse que seria um lugar perfeito para estudarmos astronomia. — Respondeu Heitor
– Um aluno é? Qual deles?
– Heitor.
– Heitor? Mas ele sempre me pareceu tão calado e tímido, até estranhei que hoje ele estava muito bem enturmado e conversou muito. Me surpreendeu.
– É nem sempre tudo que parece ser, é. Entende? Esse mundo por exemplo, parece que só existe a gente, mas será que existe só a gente? Digo, só nós humanos? Só esse planeta com vida? Não é estranho?
– Nunca tinha parado para pensar por esse lado! Você acredita que possa haver outros seres? Outros humanos?
– Sim acredito, porque não? O mundo é feito de descobertas, temos que abrir nossas mentes para tudo que acontece, não podemos ficarmos presos só aqui. Meu avô por exemplo, ele acreditou, ele usou todos os fatos, mesmo que insignificantes e descobriu um mundo novo.
Heitor logo percebeu que acabará de contar o segredo de seu avô a Emilly, e logo ficou sem jeito.
– An? Como assim? Seu avô descobriu outro mundo? Olha não é por nada não mas isso parece ser impossível, aliás já descobriram outros planetas a muito tempo, então isso não é novidade.
– Não quis dizer outros plantas, outros mundos. Mas a história é muito longa e não quero falar disso agora. Terei um dia longo amanhã, vou voltar para a cama, você não vem?
– É acho que já está na hora mesmo, vamos.
Emilly ficou com uma pulga atrás da orelha depois do que Heitor tinha dito, mas logo esqueceu do ocorrido. Ambos voltaram a dormir, Heitor não via a hora de subir a montanha, estava muito ansioso.
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