As Aparências Enganam
27 Capítulo 27 - Fear
Notas iniciais
CAPITULO 27
- Ichigo, este é o meu avô: Kuchiki Ginrei. — disse Rukia puxando o morango para mais perto.
Se encontravam em frente a mansão Kuchiki. Ichigo resolveu buscar Rukia para irem juntos á \'Kfashion\', e esta achou uma ótima oportunidade para que ele pudesse conhecer o seu famoso \'vovô\'.
Ichigo ao chegar no local, pode perceber que o Rukia já o esperava em frente a mansão, acompanha de um velho com a cara emburrada. A primeira impressão que teve? Byakuya tomou algum remédio de envelhecimento!?
- Prazer, senhor Kuchiki. — Ichigo estendeu a mão para cumprimenta-lo com formalidade. Pelas vezes que Rukia havia lhe falado sobre este homem, tinha impressão de já se conhecerem a muito tempo. Sabia até que ele gostava de banhos frios e de tomar chá as 5 horas da tarde, vê se pode!?
Ginrei olhou em direção a mão de Ichigo e logo depois para o rosto dele. Franziu o cenho, fazendo com que Ichigo tomasse uma expressão indagativa. Hã?
- Por acaso... — Ginrei abriu a boca – Este garoto faz parte de alguma gangue de rua?
Uma veia saltou da testa do ruivo. Gangue de rua!?
- Não, vovô. — Rukia respondeu de imediato (tentando segurar o riso) – O cabelo dele é natural. É desta cor mesmo.
Cabelo!? Tudo por causa do cabelo!? Por que as pessoas tem que reparar nisso!?
- Entendo... — o Kuchiki mais velho assentiu em entendimento – Então, tenha um ótimo dia de trabalho, Rukia. Estarei lhe esperando.
- Claro, vovô. Obrigada. — ela sorriu.
- E você. — ele tornou o rosto para Ichigo – Tome conta dela. — disse a última frase em um tom frio e cortante.
Ichigo – ainda indignado com a insinuação anterior – assentiu sem ao menos prestar atenção na frase. Logo deu as costas para Ginrei, que fez o mesmo.
Rukia o acompanhou. Enlaçou as suas mãos as de Ichigo seguindo até o carro.
- Ele é muito legal, não é? — ela comentou entusiasmada.
- Uhum. — ele assentiu com um pequeno som.
Ao entrarem no carro, antes de ligar o carro, Ichigo tornou a cabeça para ela.
- Cadê o Byakuya?
- Nii-sama saiu cedo para uma reunião na Agência. — Rukia respondeu – Por que?
- Não é por nada... — ligou o carro – É que eu pensei que o Byakuya tivesse envelhecido de uma hora pra outra. Esse velho é arrogante que nem ele.
- ICHIGO!
~o~o~o~
- Acho que podemos começar com esse, Yoruichi. Logo depois podemos seguir para os modelos com cores mais vivas. Fazer com que os modelos e as cores mudem gradativamente e em uma ordem organizada, entende? — Rukia ilustrava cada palavra em seu livro de desenhos (aberto na mesa de Yoruichi, que escutava atentamente cada sugestão).
A morena dos olhos gatil levou as mãos ao queixo.
- Sabia que... — começou em um tom sério, mas logo soltou um largo sorriso – Eu havia pensado exatamente nisso? Está perfeito, Rukia.
Rukia sorriu satisfeita.
- Você gostou, Hinamori? — Yoruichi se virou para fitar a baixinha que estava ao seu lado esquerdo.
- Adorei! — Momo respondeu – Você tem muito talento, Rukia.
- Obrigada. Fico feliz que tenha gostado, Hinamori.
- Agora teremos que dá uma ultima olhada nas roupas. Fui informada que só estavam revisando os últimos detalhes, o que esta no prazo para o desfile. — começou Yoruichi – Amanhã poderemos escolher as modelos para desfilar e o corpo de funcionários que iram cobrir o evento.
- Eu falei com o Nii-sama sobre as modelos. Ontem ele me deu uma lista para que possamos escolher quais queremos. — disse Rukia folheando uma pasta em suas mãos.
- E o Urahara-sama me pediu para ver quais são os funcionários que estarão livres. Então acho que ele já está organizando. — comentou Momo.
- O Kisuke havia me falado sobre isso. — Yoruichi assentiu – Ele está conversando com o Kurosaki agora mesmo sobre este mesmo assunto.
~o~o~o~
- Pega. — Ichigo estendeu o papel em suas mãos, após tê-lo assinado.
- Obrigado, Kurosaki-san. — Urahara o recebeu com sua voz melodiosa.
- Não precisa agradecer. Esse é o meu trabalho, não é? — falou em seu tom mau-humorado, cruzando as mãos e apoiando a cabeça nas mesmas.
Urahara nada respondeu diante do tom rotineiro de Ichigo. Abriu o seu leque e o continuou fitando, escondendo um sorriso \'irritante\' por traz do objeto.
Irritante para Ichigo, que entendeu aquela atitude.
- O que você quer saber? — perguntou sem olhar o loiro.
- Você contou? — Urahara não exitou em perguntar. Na verdade, só queria uma oportunidade para falar sobre aquele assunto.
Ichigo sabia. Tinha plena certeza do que aquele loiro-fofoqueiro-intrometido queria saber.
- Contei.
- Meus parabéns, Kurosaki-san. — Kisuke aclamou o ruivo – Você subiu no meu conceito. Uma estrelhinha pra você! — sorriu zombeiro.
- Desgraçado. — Ichigo praguejou baixinho.
Porém, um pequeno fio de receio chegou aos seu interior. Algo contado, mas não esclarecido. E sabia que mesmo tendo se convencido de que aquilo não era necessário, não conseguia de forma alguma esquecer. Esquecer de um pequeno – mas fatal – ato de sua traição.
- Mas... — começou, instintivamente abaixando a cabeça em remorso – Eu não contei com clareza. A Rukia pensa que eu e a Inoue apenas nos... beijamos.
Em uma fração de segundos, em uma ação admirável e assustadora, o leque de Urahara foi parar na cabeça de Ichigo.
- Ai! — ele se levantou graças ao choque – Urahara, seu idiota! O que foi isso!? — cerrou os punhos.
- Por que você sempre faz as coisas pela metade? — Kisuke perguntou – Será que é tão difícil fazer o trabalho completo?
- A culpa não foi minha! Foi a Rukia que interpretou de forma precipitada e-
- Porque você não esclareceu? — o cortou no mesmo tom.
- Porque? — repetiu debilmente, desviando o olhar.
Ele havia tentado, não é? Claro, tentou. Mas um certo grupo de idiotas e um velho desocupado o atrapalharão. Essa era a sua justificativa. A única que poderia dar naquele momento. Porém, será que foi somente por isso? Será que foi só por causa dos \'idiotas-desocupados\' que ele não contou tudo a Rukia?
O seu subconsciente apontava um certo sentimento que tomava o seu peito cada vez que fazia algo que pudesse comprometer o seu relacionamento com Rukia. Um sentimento que andava ao lado do amor que sentia pela baixinha, e que também odiava por estar – e atrapalhar – um lugar tão importante.
Medo.
A sua fraqueza. A sua fragilidade. O veneno que poderia mata-lo em menos de um minuto.
O medo de perdê-la.
Sentia-se fraco, mas não poderia negar. Admitia para si o que sentia. Era algo que estava guardado somente para o seu conhecimento. No entanto, duvidava que isso pudesse passar despercebido aos olhos de certa pessoa...
- Se você tem medo de perdê-la... Então não crie motivos para que isso aconteça. — Urahara falou.
Como esperava... Vidente desgraçado!
- Eu sempre tento lhe ajudar, Kurosaki-san. Tudo o que eu lhe digo é uma forma de ajuda. Um conselho. Mesmo que eu não tenha certeza de que você vá fazer o que eu disse, é uma forma que vejo para lhe mostrar que eu me importo com você e com o seu relacionamento com a Rukia-san. Vocês tem o meu apoio. Você errou, ela errou; todo casal passa por uma situação desse tipo. A única diferença na situação que vocês passaram é... A Rukia-san fez a parte dela, ao contrário de você.
As palavras abalaram o seu ser a cada vez que chegavam aos seus ouvidos, viajando de encontro com o seu coração apaixonado. Palavras sinceras e duras para Ichigo...
- Urahara...
- Passar bem, Kurosaki-san. — o loiro finalizou em uma forma irritada, deixando a sala após isso.
...Mas que poderiam lhe tornar um homem mais digno de tê-la.
Ele almejava ser esse homem ideal para Rukia.
~o~o~o~
- Vamos, primo! Ainda temos muito o que comprar! — disse Matsumoto entusiasmada, andando a poucos paços de Hitsugaya.
O pobre garoto andava atrás pelo simples fato de estar segurando várias sacolas de roupa. Pelo seu rosto, já dava para perceber com clareza que não estava gostando disso. Para que tantas roupas? Só iria usar uma por vez, não é?
- Matsumoto, onde você quer ir agora? Nós já visitamos metade das lojas desse shopping.
- Então falta a outra metade! — riu.
- Se for assim, porque você não me ajuda a levar essas roupas?
- Ah, primo! Você não seria capaz de deixar uma mulher grávida e frágil como eu carregar peso, não é? — fez bico, colocando as mãos na testa teatralmente.
- Argh! Por que não vamos pra casa? Eu ainda tenho que...
- Olha aquele vestidinho que lindo. — ela anunciou, correndo igual a uma criança a vitrine que viu a pequena peça de roupa.
- Ei, Matsumoto! — Hitsugaya, graças ao que carregava, não conseguiu acompanha-la ficando para traz.
Rangiku colocou as mãos na vitrine, admirando o pequeno vestido rosa, com uma fitinha delicada, da cor branca, amarrada ao redor do pescoço. Ao lado, havia uma pequena tiara da mesma cor, perfeita para combinar.
- Que fofo. — comentou, levando as mãos ao ventre – Será que a minha princesinha irá ficar lindinha nesse vestido?
Olhou mais uma vez a roupa, dando um leve sorriso.
- Claro que vai! — falou para si mesma. — Ei, primo. O que você acha...?
- Há quanto tempo, Rangiku.
Em um segundo, o sorriso desapareceu de seu rosto. Aquela voz melodiosa e estranha, que conhecia muito bem, fez com que o seu mundo parasse.
Vagarosamente olhou para traz, podendo fitar o seu dono.
- Gin... — sussurrou o nome dele.
Ele, por sua vez, nada disse ao ver os olhos espantados de Rangiku. Queria gravar o rosto dela em um silêncio contemplante. Qualquer frase, poderia estragar tudo. Estava preso.
Porque falou com ela? Porque não deu as costas e se escondeu como um covarde no momento em que a viu? Era muito arriscado. Teria que presenciar a beleza dela por apenas alguns segundos, antes que...
- O que está fazendo, Gin? — outra voz chamou a atenção. Era de uma mulher.
Rangiku quebrou a hipnose que estava, olhando além dos ombros de Gin, chegando de encontro com uma mulher de curtos cabelos loiros. Tinha o corpo que poderia muito bem ser comparado com o seu. Elegante, bem vestida. Parecia uma madame com aquela bolsa bordada com pele de onça.
Gin abaixou a cabeça. Por um pequeno segundo, o seu sorriso desapareceu. Mas, obrigatoriamente, ele teve que voltar no momento que olhou a mulher.
- Halibel, eu apenas estava vendo essa loja.
- Uma loja para bebês? Não seja idiota. Para que você iria querer ver isso?
Loja para bebê? Sem se importar, os seus olhos estranhos voltaram para Rangiku. Desta vez eles percorriam todo o corpo dela. Pode perceber. Apesar de não estar muito amostra, conseguia ver.
- Quem é essa? — Halibel apontou para Matsumoto, que ainda estava parada.
- Ela? — Gin apontou debilmente para Rangiku – É uma conhecida. Se chama Rangiku.
“Conhecida!?”
- Er... Rangiku. Está é minha noiva... — se virou para olha-la, chocando-se com a expressão no rosto dela. Raiva? — Halibel.
- Hmm. — a loira olhou-a dos pés a cabeça, percebendo a barriga – Você está grávida?
O corpo de Gin tremeu ao ouvir aquela pergunta.
- Sim. — Matsumoto respondeu secamente.
- Quem é o...
- Matsumoto! — a voz de Hitsugaya fez com que os ouvidos da loira doessem – Será que dá pra você parar com isso!? Vamos pra casa agora! E não venha me dizer que... — viu que ela não estava sozinha. Aquele casal estranho o fitava com curiosidade.
Sem saber o porque, Hitsugaya franziu o cenho tomando uma posição mais rígida. Instintivamente a presença daquele homem o incomodou.
- Quem é ele, Rangiku? — perguntou Gin, e de alguma forma, a voz dele saiu meio... irritada? Não sabia dizer. Era muito difícil distinguir os sentimentos de Ichimaru com aquele sorriso.
Mas Rangiku sabia. Com dificuldade, conseguia ver os pensamentos de Gin. Simples palpites, mas que poderiam chegar próximos a verdade.
- Ele é o pai do meu filho. — respondeu com convicção e confiança.
~o~o~o~
Fechou os dedos com força, fazendo com que a foto que segurava ficasse meio amassada. Através daquele simples movimento, tentava tirar de dentro do peito aquele desejo. Era repugnante estar assim por uma mulher tão insignificante.
Não conseguia desviar o olhar da foto da mulher de longos cabelos ruivos. Linda, de fato; mas também perigosa. .
Aquela mulher era um veneno. Mortal e letal.
Odiava ela, porém, não poderia negar a atração que sentia ao vê-la.
Talvez o modo como a tratava era para afasta-la, não é? Coloca-la em seu devido lugar. Percebia om clareza a \'altivez\' daquela mulher. Queria ser melhor do que todos, mas... com ele era diferente. Jamais iria deixar ela se sentir superior.
Perto dele, aquela mulher não passava de um lixo.
Sim, era exatamente isso. Deveria ser isso.
- E ai, Ulquiorra! — uma voz sorridente adentrou a sala de fotografia.
Ulquiorra, em um reflexo, guardou a foto dentro do bolso de sua calça.
- Abarai. — disse sério, o seu comum.
- Então? Já pegou as fotos da Orihime? O pessoal da edição está pedindo.
- Está aqui. — entregou um envelope que havia sobre a mesa.
- Ah, valeu! Vou agora mesmo entregar. — deu de ombros, mas antes... — Ei, Ulquiorra, você vai para o desfile?
- Desfile? — cruzou os braços – Hunf! Não perco o meu tempo com esse tipo de evento.
- Pois eu perco! — sorriu – Eu e o pessoal vamos. Não podemos perder a oportunidade de ver várias mulheres bonitas de perto, não é?
~o~o~o~
Os dias se passaram. Finalmente, o dia do grande desfile chegou.
- Vamos sentar aqui. — anunciou Hisagi aos amigos, que sentaram lado a lado.
- Guardem um lugar para o Ichigo. — lembrou Kira.
- Por que não sentamos mais pra frente? — perguntou Keigo, olhando para o seu tão desejado lugar.
Este estava sendo ocupado pelos sócios de várias empresas relacionadas a moda. Desde Aizen, Urahara, Kuchiki Byakuya e seu avô.
- Porque quem senta lá são só os poderosos. — murmurou Hisagi.
- E eu também acho que eles não aceitam pervertidos na primeira fila. — murmurou Kira.
- Ah, isso eu não posso concordar. — apontou com o dedo para o Ishin que estava sentado ao lado de Urahara.
O pai de Ichigo estava com uma máquina fotográfica, e com um sorriso muito do malicioso. Suas filhas limitaram-se a permanecer de braços cruzados e com o cenho franzido. O que fizeram para merecer um pai pior do que jovens na puberdade!?
Silêncio.
- Qual é o preconceito!? — gritou Keigo — AQUELE VOVÔ E O TARADÃO DO PAI DO ICHIGO VÃO VER AS MULHERES MAIS PERTO QUE A GENTE!?
- Ei! Não diz isso! — Renji tapou a boca dele – Aquele é o avô do Kuchiki. Sabe o perigo!?
- Uhum. — respondeu por traz da mão de Renji, que logo o soltou – Foi mal. Segurança em primeiro lugar. — sorriu – Mas também, não é preciso tanto, não é? Afinal... EU TROUCE O MEU BINÓCULO!
- Que agora é meu! — Hisagi puxou o objeto.
- Ei, Hisagi! Me devolve!
- Por acaso aquela é a Matsumoto-san? — disse Kira, fazendo com que os olhos dos amigos se dirigissem a peituda que acabará de chegar.
- É ela mesmo. — confirmou Renji.
- Por acaso... Ela está grávida!?
- Aham. Vocês ainda não sabiam?
- Não acredito! — Hisagi levou as mãos a cabeça surpreso – E o pai é aquele nanico do lado dela!?
Todos olharam para Hitsugaya.
- O QUE HÁ DE ERRADO COMIGO!? PORQUE EU NÃO CONSIGO UMA MULHER DESSAS!? — Keigo não pode deixar de fazer o seu drama.
- Não. Não é. Aquele é o primo dela. — respondeu Abarai, deixando com que uma gota escorresse pela cabeça graças a reação de Keigo.
- Ufa! Assim é melhor. Já estava duvidando da minha capacidade de conquista... — suspirou aliviado.
- Desde quando você tem isso, Keigo!? — provou Hisagi.
- Concordo. — Kira assentiu cruzando os braços.
- Argh! Eu odeio vocês, sabiam!? — o pobre falou – E onde está o Ichigo que não vem!?
- Ele já está vindo. Só foi dá boa sorte pra Rukia.
~o~o~o~
- Obrigada, Ichigo. — falou Rukia, segurando um grande buquê de rosas que havia acabado de receber.
- De nada. Você merece mais do que isso. — ele falou docemente. — Boa sorte.
- Acho que eu estaria mais calma se fosse desfilar... — ela confessou – Será que eles vão gostar da roupas que eu desenhei?
- Claro que vão. Não se preocupe.
- Sim... — desviou o olhar, de repente tomando uma expressão surpresa – Aproposito... Você viu se o Nii-sama e vovô chegaram!?
Ichigo cruzou os braços, virando o rosto.
- Aqueles clones chegaram sim. Eu juro, Rukia. Eles parecem o \'antes e depois\'. Esse seu avô é igual ao Byakuya. Ele nem falou comigo! Desgraçado!
- Idiota. Não fale assim... — ela sorriu divertidamente diante a indignação de Ichigo.
Ele também deixou escapar um sorriso.
- Acho que vou ter que ir agora. — ele anunciou, olhando o movimento em volta – Estarei assistindo, está bem?
- É o que eu espero.
Instintivamente, os lábios se aproximaram e compartilharam um beijo apaixonada. As mãos dele foram em direção a sua cintura, enquanto as dela seguiram em direção ao cabelo laranja e bagunçado.
Com o fim do beijo, os lábios se afastaram, mas os corpos continuaram juntos. Rukia o abraçou fortemente, enterrando a cabeça nos ombros de Ichigo. Ele retribui da mesma forma.
Depois de algum tempo, ele tentou quebrar o momento (já que faltava pouco para o desfile começar), porém, percebeu que ela não queria solta-lo. Ficou curioso.
- Rukia... — ele sussurrou, começando a afrouxar os braços – Acho que já está na hora de...
- Me abraça, Ichigo. — ela disse em meio aos seus ombros.
Ele achou estranho, mas a obedeceu de imediato. O que ela tinha?
- O que aconteceu, Rukia? Você está bem? Está nervosa...?
- Eu te amo, Ichigo. — ela o interrompeu, levantando o rosto para olha-lo nos olhos.
Ele sentiu uma corrente passar pelo corpo, como se aquele momento fosse...
- Eu também te amo. — ele levou uma das mãos ao rosto dela, acariciando-o – Eu te amo demais. Nunca duvide disso, ok?
- Jamais duvidaria. — sorriu, tocando as mãos dele que estavam em seu rosto.
Mais uma vez se beijaram. Porém, dessa vez sentiram algo diferente. Além do amor que emanava do corpo de cada um, um sentimento de despedida fez uma pequena passagem em seus corações. Não compreenderam. Tentaram afastar, mas... O que estava acontecendo?
Se separaram.
- Quando acabar o desfile... — Ichigo começou – Vamos sair pra jantar.
- Tudo bem, mas... será que o Nii-sama e o vovô Ginrei podem ir conosco?
- Tá brincando, não é!?
Rukia riu.
- Estou sim. Não se preocupe.
- Com licença, Kuchiki-san. — uma das modelos a chamou – Parece que Yoruichi-sama está lhe aguardando no camarim.
- Ah, claro. Já estou indo.
- E também é para o Kurosaki-sama ir. — finalizou, logo se dirigindo para um dos maquiadores que ali estavam.
Ichigo ficou confuso. Porque a Yoruichi iria querer falar com ele!?
- O que será que ela quer!? — resmungou ele.
- Não sei. Mas se ela está chamando nós dois, deve ser importante.
Os dois seguiram em direção ao camarim. De mãos dadas, claro. Antes de abrirem a porta, compartilharam um leve sorriso, após isso...
- Yoruichi, o que você...? — Rukia parou ao entrar dentro da sala.
- O que foi, Rukia? — Ichigo perguntou, mas ao olhar adiante, notou o que era.
Em frente a eles estava Inoue Orihime.
- Boa noite. — ela disse sarcasticamente.
Rukia de imediato tomou uma expressão irritada. Ichigo fez o mesmo.
- O que faz aqui? — a morena perguntou entre os dentes.
Ela não deveria estar ali. Para ser mais especifico, Inoue não foi escalada para desfilar. Imagine porque?! O fato era que Rukia achou mulheres melhores, essa era a justificativa. E Orihime na sua frente agora... Não era coisa boa. Dessa vez não iria exitar em dá um belo soco na cara dela.
- Eu? — a ruiva repetiu – Somente vim comunicar algo á vocês.
O silêncio predominou. Ichigo e Rukia a encaram, enquanto suas mãos ainda estavam entrelaçadas.
- Já que vocês estão em silêncio... Vou dizer de uma vez só, assim vocês não ficam na expectativa. — começou a mexer na bolsa que levava consigo, tirando um pedaço de papel. — Quem gostaria de ver primeiro?
- Deixa de papo furado, Inoue! — Ichigo perdeu a pouca paciência que tinha – O que você que!?
- Calma, Kurosaki-kun. Você não pode falar assim comigo, sabia? Logo agora que eu estou carregando um filho seu.
Choque. O mundo parou de girar em torno de seu corpo. Os olhos de Ichigo tomaram um pânico ao qual jamais havia tido. Filho!?
- O q-que você disse? — Rukia não estava diferente dele.
- Ah, que eu estou grávida do Kurosaki-kun? Foi isso que você não ouviu? — começou a se aproximar de Rukia, que tinha o corpo estático – Se não acredita... Pode comprovar. — estendeu o papel em suas mãos.
Rukia — em receio — pegou o papel. Era um exame, ao qual havia um nítido positivo escrito. Suas mão tremeram.
Ichigo aproveitou para ler ao lado dela. Era verdade!? Não. Não poderia ser!
- Acredita em mim agora? — Inoue falou mais uma vez. A voz dela era como uma pedra que chegava na cabeça de Ichigo. Estava despedaçando-o aos poucos.
- C-Como esse filho pode ser do Ichigo? — após alguns segundos de silêncio, Rukia falou. Ao dizer aquelas palavras, um olhar mais aliviado tomou conta de si. Inoue poderia estar grávida, mas quem disse que esse filho era de Ichigo!? – Você não-
- Por acaso ele não lhe disse? — Inoue a interrompeu – O dia em que nós...
- Cala a boca, Inoue! — gritou o ruivo.
- Kurosaki-kun, se você não falar, eu falo. Você sabe que não pode mais esconder.
- Ichigo. — a voz firme de Rukia chamou a atenção dele.
As mãos – antes unidas – Se soltaram. Se afastaram.
Ichigo engoliu seco. Ousou olha-la, recebendo um olhar que se lembrava muito bem. Aquele olhar gélido que Rukia lhe lançou quando retornou. Essa era a pior coisa que poderia receber. Os seus pesadelos. Seu medo.
Continua...
Notas finais
O que pode acontecer a partir de agora? O medo do nosso querido morango virou realidade? ô.o'
E a noiva do Gin? Lembram? Quem pensou que era a Halibel, acertou! É a loira mesmo! ^^
Anyway, muito obrigada pelos reviews! Agradeço de coração! *-*
Qualquer coisa é só falar, ok? ;)
Reviews... Não esqueçam de deixar um. Não custa nada! 8D
Beijos! ;*
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