As Aparências Enganam

25 Capítulo 25 - Tudo por ela!


CAPITULO 25

O jovem de cabelos prateados batia, ou melhor, socava a porta impacientemente. Além de estar cansado por causa da viajem, preocupado com os trabalhos da faculdade que iriam se atrasar, e acima de tudo, temeroso e furioso com sua prima, Rangiku Matsumoto.

- Abri logo essa porta, Matsumoto! — dizia em meio ao som das batidas – É o Hitsugaya.

Nenhuma resposta ou som do lado de dentro do apartamento.

- Que droga, Matsumoto! Por acaso você ainda está dormindo!? Por que se estiver... — suas palavras foram interrompidas no momento em que a porta foi lentamente aberta. Seus olhos se arregalaram ao ver aquela mulher encostada na mesma.

Rangiku tinha algo bem notável em seu rosto. Os olhos azuis cintilantes, neste momento estavam sem brilho. A feição sempre alegre e divertida, agora se encontrava deprimida e machucada.

Onde estava aquela Matsumoto de sempre? Ele não sabia dizer se era a mesma a sua frente.

- Matsumoto... — disse ele meio receoso dando um passo até ela – O que aconteceu? Por que você está assim?

Ela não disse nada. Apenas o ficou olhando, até que Hitsugaya pode perceber as lágrimas se formando ao redor de seus olhos.

Instintivamente, ela o abraçou após a primeira lágrima correr por suas bochechas. Ele, no entanto, não sabia como agir, na verdade, nunca passou por essa situação tão delicada com ela.

- Primo. Que bom que você veio! — a voz dela saia um pouco embargada – Eu fui uma idiota! Idiota! Eu não sei mas o que fazer...

Ele tocou os ombros dela.

- Pode começar me contando o que aconteceu.

~o~o~o~o~o~o~o~

- Sinceramente, Rukia. Eu acho que isso não é uma boa idéia. — falou Ichigo encostado na mesa observando a baixinha – Será que não poderíamos escolher outro dia?

Rukia revirou os olhos. Já estava cansada de responder a mesma pergunta.

- Pela ultima vez, Ichigo. Hoje é o único dia disponível para o Nii-sama.
- Isso é mentira! Ele sempre fica na sua casa de noite. Pensa que eu não sei é?
- Mas isso não interessa. Hoje foi o único dia que ele aceitou para jantar com você. — colocou os documentos sobre a mesa e parou em frente a ele com as mãos na cintura – Além do mais, você deveria estar agradecendo por ele querer ver essa sua cara esquisita de novo.

Ele bufou de raiva e cruzou os braços. Agora era Kuchiki Byakuya que deveria decidir o dia que poderia vê-lo? Por que não ele, Kurosaki Ichigo?

- Escuta, Ichigo. — a voz dela saiu em um tom doce – Já faz uma semana que eu fui na sua casa conhecer sua família. Acho que já esta mais do que na hora de você conversar com o Nii-sama. — tentava convence-lo.

Sabia que neste encontro, as duas pessoas, tecnicamente, importantes e essências para ele acontecer estavam se evitando. Byakuya sempre tinha uma reunião, e por isso não poderia comparecer. Ichigo nem fazia questão de inventar uma desculpa, deixava bem claro que não queria ver Byakuya.

Mas agora que ela conseguiu convencer o irmão e marcar uma data definitiva, não seria o cabeça de morango a estragar todo o seu esforço.

- Vamos, Ichigo. — ele não se moveu – Faça isso por mim. O Nii-sama se sujeitou a esta situação por minha causa, e você que diz que me ama tanto não quer enfrentar ele?

Ele a fitou do canto do olho. Ela tinha razão, não é?

- Tudo bem. Tudo bem! — murmurou passando as mãos pelos cabelos laranjas – Eu vou. As sete na sua casa, não é?
- Isso! — ela sorriu vitoriosa e o abraçou dando um beijo em sua bochecha. — Muito obrigada!

Ichigo tentou se manter indiferente e emburrado, mas a verdade era, não resistia por muito tempo ao lado dela. Por isso tocou o rosto dela e fez com que ela o olhasse, retribuindo o mesmo sorriso.

- Agora eu tenho que ir. — Rukia deu um leve beijo em seus lábios – A Yoruichi esta me esperando para tratarmos sobre os assuntos da próxima revista.
- Claro! Pode ir.
- Acho que por hoje só iremos nos ver na mansão. — disse ela enquanto abria a porta – Vou te esperar as sete. Não se atrase. Nii-sama não suporta atraso.
- Hunf! — murmurou ele.

Agora teria que ser pontual por causa dele? Até parece...

~o~o~o~

- Ah, Abarai-san! Eu estou tão preocupada com a Rangiku-san... — falou Inoue em meio a um suspiro – Será que ela está bem?
- Calma, Orihime. Ela deve estar bem sim. — apoiou a cabeça com as mão se inclinando na cadeira.
- Sei, mas... Depois de tudo que o Ichimaru-san fez com ela, acho que... — se sentou ao lado de Renji abaixando a cabeça.
- A verdade é que eu nunca fui com a cara daquele sujeito — suspirou – Mas já disse para não se preocupar. Ela não disse que aquele primo dela chegou?
- Sim. Ela deve estar bem... Acho que vou ligar pra ela depois.

Ficaram em silêncio por alguns segundos, até que o som da porta se abrindo os despertaram de seus pensamentos.

Inoue, ansiosa, deu um largo sorriso e virou-se para traz para poder fitar a pessoa que acabara de entrar. Poderia ser a Rangiku-san?

- Ulquiorra! — Renji se levantou – Quanto tempo! Pensei que não iria trabalhar mais aqui...

Não. Definitivamente não era ela.

- Não venho perder meu tempo. — respondeu Ulquiorra no seu tom sério – Só venho quando tem serviço disponível. Tenho outros assuntos a tratar.
- Claro. Claro. — Renji sorriu da pequena \'indireta\' – Quem você irá fotografar hoje?
- Não sei ainda. — virou o rosto fitando a mulher de longos cabelos ruivos – Por acaso é você, mulher?

Inoue franziu o cenho diante da palavra “mulher”. Será que era tão difícil ele a chamar pelo nome?

- Por sorte, não serei eu. — sorriu debochada – Eu mesma fiz questão de falar com Yoruichi para que todas as minhas sessões de foto só fossem feitas pelo Abarai-san. Por isso, sinto muito.

Ulquiorra deu uma breve olhada para Renji após tal afirmação, ele imediatamente concordou com um sinal positivo.

- Pois bem. — Ulquiorra deu de ombros.

Orihime sorriu vitoriosa. Havia vencido!

- Acho que deveria agradecer a Yoruichi. — continuou o Schiffer — Pelo menos ela me tirou o fardo de ter que trabalhar com essa mulher insignificante.

Renji arregalou os olhos surpreso ao ouvir as palavras de Ulquiorra. Olhou para Inoue que estava na mesma situação que ele, na verdade pior do que ele. Afinal, ela foi a atingida.

- O que você disse!? — depois de alguns segundos digerindo o que havia acabado de ouvir, Inoue falou novamente.
- Apenas a verdade. — ele respondeu sem exitar ou ao menos olha-la.

A irritação na mulher de seios fartos só fez aumentar.

- Quem você pensa que é, Ulquiorra Schiffer!? — cerrou os punhos – Como você ousa falar dessa forma comigo!?
- Eu sei quem eu sou. — ele respondeu friamente dando uma breve olhada para ela –
E você sabe quem é? Sabe o que quer?
- O que? — sussurrou sem entender nada.
- Cresça mulher. — deu de ombros abrindo a porta – Se precisarem de mim, Abarai, estarei na recepção. — após dizer isso, saiu.

Renji continuou olhando surpreso para a porta. Ulquiorra só poderia ser louco!
Olhou para o lado e viu uma Inoue estática.

- Olha, Inoue, não liga pra ele, está bem? O Ulquiorra não disse por mal, ele...
- Eu não vou aceitar isso. — murmurou começando a dar passos firmes em direção a saída – Vou falar agora mesmo com a Yoruichi.
- O que? O que você vai fazer? Espera...!

~o~o~o~

- Sinto muito, Rangiku. — Yoruichi gentilmente tocou as mãos da mulher a sua frente – Quero que saiba que terá o nosso apoio, não impota o que aconteça.
- Obrigada, Yoruichi. — ela sorriu.

A Rangiku de antes havia sido apagada, apesar de deixar resíduos de tristeza dentro de si. O coração ainda estava machucada, mas por enquanto as feridas estavam cicatrizadas. Sabia que com o primo ao seu lado, iria conseguir uma solução. Ele sempre conseguia mostrar um jeito de resolver as coisas.

No começo ele brigou com ela, disse que ela era uma irresponsável, que por culpa dela iria atrasar os trabalhos da faculdade, iria matar o homem que a deixou... Tipicas frases do menino gênio, Hitsugaya Toushiro.

Mas no final das contas, ele disse que iria ajuda-la. Procurou não perguntar o nome do pai da criança, e ela só fez agradecer por isso. Havia decidido apagar Gin de sua vida, de seus pensamentos.

Sabia que deveria ser forte, apesar da ajuda do primo, ela iria ser uma mãe solteira. Mas não iria deixar se abalar.

Uma nova Rangiku surgiu.

- Bom, eu tenho que ir agora. Quero falar com a Hime antes de ir. E não posso demorar, se não o Hitsu-mandão vai reclamar.
- Tudo bem. — Yoruichi se levantou e deu uma breve olhada para a futura mamãe – Sabia que a sua barriguinha já esta aparecendo, Rangiku?
- Sério? — repetiu ela começando a se auto-examinar – Eu também tinha percebido, mas o primo disse que eu só aparentava ter engordado um pouco, não porque eu estou grávida. — cerrou os punhos ao se lembrar – Eu odiei isso! Eu estou parecendo gorda, Yoruchi?

A mulher de Urahara não pode deixar de rir.

- Claro que não. Mas você sabe que ira ficar maior, não é?
- Sei. Sei. — suspirou – Mas eu quero que as pessoas vejam que eu estou grávida, não que eu engordei por comer de mais.
- Hahaha! Não se preocupe, logo poderemos perceber. E além do mais... — Yoruichi parou de falar ao ouvir baterem em sua porta – Entre.
- Com licença, Yoruichi. — disse Rukia ao entrar na sala e percebendo que não estava sozinha – A desculpa. Eu não queria atrapalhar, talvez eu volte-
- Não se preocupe, Rukia. Eu já estava de saída. — Rangiku sorriu. — Então, até mais Yoruichi.
- Até, Rangiku. Cuidado com o bebê, está bem? — arqueou uma sobrancelha – Não vai beber muito.

Rukia arregalou os olhos confusa. Bebê?

- Não. A médica já me advertiu, e eu não sei como...
- YORUICHI! — uma pessoa nada gentil entrou – Quero que você ponha o Ulquiorra pra fora da Kfashion!

Todos a olharam surpresas.

- Posso saber porque você entrou deste jeito em minha sala, Inoue? — Yoruichi franziu o cenho – E porque raios eu teria que demitir o Schiffer?
- Por que ele... — logo Orihime percebeu quem estava ali junto com ela. Para uma das pessoas sorriu – Rangiku-san! Eu estava preocupada com você!
- Hime! Você esta louca garota!? — Matsumoto colocou as mãos na cintura – Porque está desse jeito!?
- Ai, depois eu te explico! Agora eu quero falar com a Yoruichi. — deu um olhar nada amigável para a baixinha que estava do outro lado da sala.

Rukia retribui o olhar, porém, mais gélido. Quem olha-se, poderia jurar que estava vendo os olhos de Byakuya no lugar dos seus.

Aquela mulher era repugnante. Rukia estava se segurando para não fazer nenhuma besteira. Estava em seu ambiente de trabalho, e não seria a Orihime que iria lhe fazer perder a cabeça e causar um escândalo. Calma! Tudo foi um mal entendido!

- Creio que terei que falar com você depois, Yoruichi – disse Rukia secamente se dirigindo até a porta.
- Claro, Rukia. — Yoruichi entendeu o motivo – Só demorarei alguns minutos. Quero falar algo muito importante com você.
- Ok! — Rukia assentiu a olhando brevemente, e quando abriu a porta o seu celular tocou – Alô? Oi Nii-sama. Sim, o Ichigo vai hoje ai em casa.... Não. Não da pra desmarcar. — revirou os olhos e saiu fechando a porta atrás de si.

Rukia não pode perceber, mas um certo par de olhos azuis a fitavam com surpresa e espanto.

Porque o Kurosaki-kun iria na casa da Kuchiki!? Não conseguia responder por si mesma, na verdade, não queria acreditar no que tinha acabado de ouvir e na especulação que trazia de imediato.

- Então, Inoue... — Yoruichi se sentou novamente fechando os olhos – O que você queria me dizer sobre o Schiffer?
- Yoruichi-san... — Inoue não queria mais saber daquele assunto. Algo mais importante veio a tona – Porque o Kurosaki-kun vai na casa da Kuchiki?

A morena a fitou novamente por uns breves segundos. Arqueou uma sobrancelha, até que em meio a um suspiro respondeu:

- Ela e o Kurosaki estão namorando.
- O quê!?

~o~o~o~o~o~o~

Logo anoiteceu. A mansão Kuchiki já estava preparada para receber Kurosaki Ichigo. Bem, isso se ele chegasse. Ichigo estava atrasado, e Rukia queria a cabeça dele em um espeto graças a tal atitude.

Byakuya estava sentado no sofá ao seu lado. A irritação já era presente em seu rosto. Com os olhos fechados e os braços cruzados, se perguntava: “Por que eu me sujeito a isso?”

- Rukia, acho que...
- Ele vem, Nii-sama.

Ela suspirou. “Ichigo, onde você está?”

De repente o som da campainha tocou, e Rukia deu um salto se dirigindo até a porta.

- Eu atendo!

Byakuya entendeu. Aquele moleque havia chegado!

- Ichigo! — disse ela ao abir a porta e dar de cara com o alaranjado.

Ele nada respondeu. Olhou-a dos pés a cabeça. Ela usava um vestido amarelo acinturado, que ia se soltando até o se joelho. Suas mangas curtas fofas, eram amarradas por delicados lacinhos brancos, que combinavam perfeitamente com a sua sapatilha da mesma cor. O cabelo estava solto, sendo adornado por uma fina tiara da mesma cor do vestido, porém, com alguns detalhes em prata.

Mais uma vez Rukia estava...!

- Ai! — não pode completar graças ao tapa que recebeu — Você esta louca!? Porque me bateu?
- Como porque eu te bati? — ela sussurrava o puxando pela gola para que ele pudesse a olhar nos olhos de uma altura considerável. — Você está atrasado! Eu lhe disse que o Nii-sama não gosta de atrasos! Ele ficou até com sono!
- Ele estava fingindo, Rukia. — revirou os olhos – Você sabe que ele...
- Não interessa! Agora vá até lá e dê uma boa impressão!
- Você não manda em mim! E porque eu iria querer isso? Eu não preciso da aprovação de Kuchiki Byakuya para....

- Kurosaki Ichigo. — aquela voz profunda soou, e Ichigo pode fitar o seu dono ao olhar além dos ombros de Rukia.
- Nii-sama! — a pequena sorriu – Eu disse que ele viria.
- Hum...

Ichigo franziu o cenho perante a frieza dele. Mas deveria permanecer calmo. Tudo era por ela. Tudo porque a amava, e era quase inevitável namorar a baixinha sem a aprovação de Byakuya. Era ela que exigia essa aprovação e ele sabia disso!

- Como vai, Byakuya? — Ichigo estendeu a mão para cumprimenta-lo educadamente.

O Kuchiki fitou a mão estendida a sua frente sem mover um músculo.

Sem cerimonia, deu de ombros seguindo até a sala de jantar.

- Seu...! — Ichigo cerrou os punhos.

\"Tudo pela Rukia. Tudo pela Rukia! TUDO PELA RUKIA!\"

- Se acalme, Ichigo. — a pequena enlaçou os seus braços nos dele — Vamos. Tudo vai correr bem!

Ao chegarem na sala de jantar, Byakuya se assentou a ponta da mesa enquanto Rukia o seguiu ficando ao seu lado. Ichigo, claro, sentou ao lado da baixinha, causando uma certa distancia do Kuchiki.

Era melhor assim!

Após o jantar ser servido, ficaram em silêncio.

Enquanto comia, Rukia lançava um olhar para os dois homens ao seu lado. Aquele silêncio já a estava incomodando.

- Nii-sama. — resolveu puxar um assunto – Precisaremos de algumas modelos a mais para a próxima revista. Eu e a Yoruichi queremos fazer algo diferente, graças também ao desfile que terá daqui a uma semana.

Ele apenas assentiu com a cabeça.

- Então... O Ichigo queria conversar com o senhor sobre isso. Quem sabe ele poderia ajuda-lo...

O ruivo a olhou indagativo. “Eu queria?”

- Não é verdade, Ichigo? — ela insistiu dando um leve sorriso.
- É...É. — ele sorriu meio contrariado – Eu queria saber, Byakuya, se....
- Acho que este assunto eu poderei tratar com o Kisuke. — interrompeu o Kuchiki dando o assunto como terminado.

Ichigo praguejou mentalmente mas resolveu não retrucar.

Mais silêncio.

Rukia olhou para Byakuya. Ele entendeu aquele olhar. Droga!

- Kurosaki Ichigo... — começou ele – O seu pai ainda interfere nos assuntos da empresa?
- Sim. — respondeu secamente. — Mas acho que esse não é o melhor momento pra falar daquele velho. — também deu o assunto como encerrado.

Byakuya franziu o cenho diante disto. Ninguém falava assim com ele. Ninguém!

\"Tudo pela Rukia. Tudo pela Rukia!\"

- Então... — ela resolveu tentar novamente – Sabiam que estreou um filme no cinema?
- Hum. — disseram os dois ao mesmo tempo.
- O que você acham da gente ir...?
- Não. — responderam juntos novamente se se mover.

Rukia os olhou indignada. Não estava agüentando mais!

- Agora chega! — ela se levantou enquanto os dois a olhavam surpresos – Eu vou ao banheiro e quando voltar quero que os dois já estejam cientes de que devem conversar e se entender. Pelo menos enquanto eu estiver por perto, fui clara!? — sem cerimonio saiu da mesa, sendo seguida pelos olhares incrédulos.

\"Rukia!?\" – compartilhavam o mesmo questionamento.

- O que você pensa que está fazendo, moleque? — indagou Byakuya.
- Eu é que pergunto! — respondeu no mesmo tom — Eu vim jantar na casa da minha namorada.
- Não dei liberdade para esse tipo de relacionamento com Rukia.
- Mas acho que quem decide é ela, e não você!
- Moleque atrevido! — Byakuya se pôs de pé.
- Idiota! — o ruivo fez o mesmo dando uma batida na mesa com os punhos fechados.
- Escute, Kurosaki Ichigo... Se você magoar Rukia novamente, eu não irei controlar os meus atos.
- Hunf! Eu jamais faria isso com ela!
- Mas já fez!
- Eu prefiro morrer se isso acontecer novamente!
- Pois saiba que eu não tenho argumentos contra. Eu mesmo farei isso!

Ficaram se encarando. O clima tenso envolvia eles. Formalidade e temor faziam com que permanecessem em seus devidos lugares, sem fazer nenhum movimento brusco ou comprometedor.

E acima de tudo — ela.

Rukia era a causa de estarem ali e o motivo de tentarem se... entender. Droga!

- Acho que devemos dar uma trégua por enquanto. — comentou Ichigo.
- Concordo. Mas farei isso somente pela Rukia e não pense em ter tanta intimidade.
- A mesma coisa serve pra mim!
- Certo!
- Certo!

Não se moveram, algum teia que tomar a iniciativa. Mas ao ouvirem o som de pequenos passos, resolveram esquecer as diferenças e voltar rapidamente para seus lugares.

- Como vai? — Rukia sorriu – Está tudo bem? — a sua voz melosa era presente novamente.
- Tudo ótimo! — Ichigo sorriu – O Byakuya estava me dizendo que queria ir no cinema para ver esse filme que estreou.
- Sério, Nii-sama? — ela o fitou esperançosa.

Contrariado, ele assentiu com um pequeno gesto.

- Que bom! Acho que vocês iram gostar.
- Mas o Kurosaki disse que não gostaria de ir conosco. — o Kuchiki se pronuncio lançando um olhar mortal ao ruivo que sorria – Cinema não é muito de seu agrado.
- O que!? — o sorriso dele desapareceu.

Byakuya fez uma breve movimentação nos lábios. Ele estava sorrindo...? Ichigo não pode distinguir o que era.

- Verdade, Ichigo? Que pena...
- Eu não disse isso, Rukia!

~o~o~o~

- Eu não consigo acreditar, Rangiku-san. — Orihime estava desolada – O Kurosaki-kun e a “tampinha brega”?
- Você já deveria saber, Hime. — Rangiku respondeu sem desviar o olhar da revista que lia – Ele sempre gostou dela. Acho que já está mais do que na hora de esquecer ele.
- Não! Eu amo ele, Rangiku-san! — disse firmemente.
- Tem certeza? — a loira deu uma breve olhada para ela – Acho que isso já é doença.
- Você não pode duvidar de mim, Rangiku. Você não é minha amiga?
- Sou. — voltou a atenção para a revista – E é por isso que eu quero o seu bem. E esse “bem” você não encontrará ao lado do Kurosaki.

Orihime mordeu o lábio inferior diante da afirmação da amiga. Não havia outro. Não havia! Era só ele. Era ele o dono do seu coração. De sua vida e sua dedicação.

- Primo! — a peituda gritou – O meu jantar já está pronto? Se não o meu filho vai nascer com cara de peixe com chocolate.
- Calada, Matsumoto! — respondeu Hitsugaya da cozinha. Já estava fazendo o favor de cozinhar aquela comida estranha e ela ainda reclamava? Idiota!
- Tá. Tá. Vou esperar! — ela sorriu se aconchegando no sofá que estava deitada. — Ei, Hime! O que você acha? Será que eu vou ter um menino ou uma menina?

Inoue olhou a amiga que esperava sua opinião. Diante da situação, um leve sorriso surgiu em seus lábios.

- Rangiku-san, eu já sei o que fazer!

Continua...

Notas finais
Em primeiro lugar, DESCULPEM pela demora! É que estou meio sem tempo graças a estudos, minhas outras fics e tals...
Mas espero que tenham gostado deste capitulo!

Quem disse que era o Hitsugaya, acertou! 8D

Byakuya e Ichigo não se entendem mesmo, não é?
"Tudo pela Rukia!" ^^

Mas o que a Inoue esta tramando? õô

Obrigado pelos reviews maravilhosos e a todos que leram! Fico muito feliz em saber que estao gostando! *-*

Não esqueçam de colocar um agora e dizer os que estão achando, ok?! ;D

Kissus! ;*