As Aparências Enganam - Short Fic
7 Encontro
Notas iniciais
SÃO SETE CAPS SEM CONTAR O PRÓLOGO, ou seja, mais dois.
Eu estive tentando estender um pouco mais a fic, mas não consegui. Como as minhas leitoras mais antigas já sabem, eu não gosto de ficar enrolando. Isso as vezes faz a história ficar chata e sem graça, por isso vão ser só sete mesmo.
OBS: Ontem eu não postei pq faltou luz no meu bairro. Fiquei a noite toda no escuro. Foi jantar à luz de velas, banho à luz de velas e nada de romântico. hehe
POSTO O ULTIMO CAP AMANHÃ.
Na cidade vizinha, troquei de roupa no banheiro de um posto de gasolina. Usei um espelho partido que havia ali para colocar alguma maquiagem no rosto, mesmo que a luz fosse péssima. Então tentei arrumar o meu cabelo super curto da forma mais feminina possível. Quando percebi que era um caso perdido, desisti e resolvi sair.
Edward me esperava encostado na moto. Quando saí do banheiro, ele se empertigou imediatamente, me olhando de cima a baixo com o lábio preso entre os dentes.
– Wow. Você está maravilhosa. – Ele falou.
– Sério? – Perguntei duvidosamente.
– Com certeza. Esqueceu-se de que eu namoro um menino? – Ele perguntou, me puxando para os seus braços e me beijando.
Ele estava bem arrumadinho também com uma camisa polo e calça jeans, com uma jaqueta de couro por cima.
– Vamos nessa, então, que estou morrendo de fome. – Eu falei quando ele me soltou.
– Posso dirigir a sua moto, senhorita? – Edward perguntou.
– Como eu estou de vestido, eu vou deixar você dirigir. – Falei. Ele sentou-se na moto e eu me acomodei atrás dele. Até que não era ruim, já que eu ia poder ir abraçadinha com ele.
Quem eu estou querendo enganar? Era ótimo!
Fomos até um restaurante na cidade. Estacionamos e entramos de mãos dadas. Foi realmente estranho, mas muito bom. Conseguimos uma mesa e ao seguirmos o garçom até ela, passamos por uma parede de vidro. Edward parou para admirar o nosso reflexo ali.
– Parecemos até duas pessoas normais. – Ele comentou.
– Quem diria! – Eu disse e nós rimos.
Fomos até a mesa e o garçom ajustou a cadeira para nós. Ele saiu para que decidíssemos o que pedir. Já era praticamente hora do almoço, por isso era quase um brunch. Comemos, conversamos, nos beijamos, rimos... Foi ótimo.
Depois de sairmos do restaurante, fomos até o parque da cidade. Passeamos de mãos dadas e Edward me comprou algodão doce. Fomos ao cinema e demos uns amassos praticamente durante todo o filme.
No fim da tarde, no entanto, eu tive que voltar a ser Zack e Edward, o meu namorado gay.
~~
Já havia escurecido quando chegamos ao colégio. Não havia ensaio da banda nos sábados nem domingos, por que Alice insistia em ter o Jasper só para ela o fim de semana inteiro.
Depois de escondermos a moto, fomos até a sala comum. Muitos garotos estavam por lá, vendo TV, jogando ou simplesmente conversando.
– Ei, caras! – Emmet nos chamou. Ele e Jasper estavam sentados perto da janela. – Nós vamos ao cinema com as garotas. Estamos esperando que elas se arrumem. Estão a fim?
– Pode ser. – Edward falou, olhando maliciosamente para mim, provavelmente lembrando-se dos nossos amassos mais cedo no cinema. Olhei para ele como quem dizia que dessa vez iríamos mesmo ver o filme. Ele riu. Vi Emmet e Jasper se entreolharem com desconfiança e pigarreei.
– Vou só deixar a minha bolsa no quarto. – Eu disse.
– Eu vou com você. – Edward falou.
Então voltamos juntos até o nosso quarto para deixar a bolsa.
~~
*- Pode passar a grana, Jake! – Emmet falou, inclinando-se para um garoto moreno que estava sentado numa poltrona ali perto.
– Cara, eu ainda não tenho certeza. – Jake falou.
– Claro que tem. Você não viu os dois? Eu sabia que eles tinham saído pra dar uns amassos. – Emmet falou. — Agora passa a grana que você perdeu a aposta.
Jake, contrariado, deu o dinheiro a Emmet.
~~
Jasper, Emmet, Rose e Alice foram no carro do Emmet e Edward e eu decidimos ir de moto para não precisar pegar o carro do Jasper. Compramos os nossos ingressos e ficamos matando o tempo até o filme.
– E então... O que vocês fizeram o dia todo? – Emmet perguntou como quem não quer nada. Rose o fuzilou com os olhos e deu-lhe uma cotovelada.
– Hmm... – Edward começou. – Fomos almoçar e ficamos vadiando por aí.
– Sei. – Emmet falou olhando de soslaio para Jasper.
– Então vocês agora estão juntos ou o quê? – Eu perguntei para Emmet e Rose, mudando de assunto.
– Mais ou menos. – Rose respondeu.
– Como assim mais ou menos, gatinha? Eu pensei que eu era o seu homem. – Emmet falou fazendo cara de coitado.
– Vai ter que batalhar por esse lugar, fofinho. – Rose disse, piscando o olho para mim e dando um beijo no rosto do Emmet. Eu ri.
Quando o filme começou, Edward colocou a sua mão por debaixo do encosto de braço e segurou a minha. Olhei para ele e sorri, cruzando seus dedos com os meus. Só fiquei triste por não poder beijá-lo.
~~
*Jasper viu as mãos de Zack e Edward cruzadas por baixo do encosto de braço e imediatamente cutucou o Emmet, que fez cara de esperto ao perceber do que se tratava. Esse então cutucou Rosalie, que fez “Own!”.
– Nunca vou entender o que vocês mulheres veem de tão fofo em dois caras se pegando. – Emmet cochichou, revirando os olhos. Rosalie deu-lhe outra cotovelada e voltou sua atenção para o filme.
~~
Depois do cinema, Edward e eu nos despedimos das garotas e voltamos na moto para a escola. Quando chegamos ao nosso quarto, no entanto, recebi uma ligação que me deixou muito menos feliz. Era a minha mãe.
– Oi filha, tudo bem com você? – Ela perguntou.
– Tudo certinho mãe. E o casamento? – Perguntei, não muito interessada.
– Vai ser logo. Você virá, não virá? – Ela quis saber.
– Claro. – Eu disse. Ela sempre fazia questão que eu estivesse em seus casamentos. Dizia que era um momento de família, mas eu sabia que era apenas pela mídia.
– Mas não foi sobre isso que eu liguei. É que eu vou visitar sua nova escola semana que vem. – Ela falou.
Engasguei com saliva, perdendo o ar. Edward me encarou, querendo saber o que era. Fiz sinal para ele e voltei a prestar atenção a Renée.
– Você está bem? – Ela perguntou.
– Estou sim. – Eu disse logo. – Você vai vir aqui, conhecer a escola?
Edward arregalou os olhos para mim.
– Vou sim, no sábado que vem. Tirei uma folga para passar o dia com a minha filhota. – Ela disse. Estreitei os olhos.
– A imprensa vai estar aqui, não vai? – Perguntei desconfiada.
– Talvez, mas não se trata disso. – Ela desconversou. Suspirei, entendendo imediatamente do que se tratava.
– Eu não quero você aqui. – Eu disse logo.
– Mas eu vou de qualquer maneira. Fique pronta e não aja como uma malcriada. – Ela repreendeu.
– Culpa de quem me criou. – Repliquei mal-humorada.
– Vejo você no sábado, Isabella. – Ela disse apenas, à guisa de despedida, então desligou na minha cara.
– Sua mãe está vindo para cá? – Edward perguntou logo, de olhos arregalados.
– Aquela... – Resmunguei. – Ela deve estar planejando algum novo filme. Sempre que ela vai lançar um filme novo ela faz todo o tipo de coisa para ganhar a mídia. Já estou acostumada a ser usada pra que ela faça papel de mãe atenciosa.
– Que horrível! – Edward falou, me abraçando pelos ombros.
– Ela vai ver, vou destruir o planinho dela... – Falei raivosamente.
– Mas Zack, você se esqueceu de um detalhe. Você é um garoto. Quando a sua mãe chegar aqui e vir isso... – Edward falou, se afastando e olhando pra mim.
Eu ficara com tanta raiva que havia me esquecido.
– Não, não, não! Ela tem que arruinar tudo na minha vida?! – Exclamei. – Se ela descobrir vai me tirar da escola e eu nunca mais vou poder ver você de novo!
– Temos que dar um jeito nisso, ela não pode saber. – Edward falou.
Renée nunca prestava atenção em mim, mas se me visse vestida de garoto com certeza notaria. Essa era a minha intenção quando vim para essa escola, mas agora que eu tinha Edward, isso já não importava. Se ela percebesse o que eu havia feito, ela me mandaria para o fim do mundo, tenho certeza.
Depois disso, eu não consegui dormir direito. Tinha que pensar num jeito de enganá-la. Fui tomar banho e como sempre, Edward foi comigo para vigiar a porta.
Eu estava no chuveiro quando ouvi o barulho da cortina e, ao olhar para trás, vi Edward totalmente pelado parado dentro do boxe. Gritei o mais alto que me atrevi e usei o braço e a mão para me cobrir, me encolhendo toda.
– O que você está fazendo? – Eu perguntei, olhando para a parede. — Sai daqui! Sai daqui agora!
Ele correu para fora do boxe e pegou a toalha para se cobrir.
– Eu achei que seria legal tomarmos banho juntinhos. – Ele falou parecendo sem graça.
– Edward, você sabe que eu nunca... – Comecei, corando furiosamente.
–Eu sei, eu também não, mas não se trata disso. É que eu gosto de estar com você, de tocar a sua pele... Hoje foi um dia maravilhoso, mas logo que voltamos pra cá tivemos que voltar a fingir e ficar longe um do outro... – Ele resmungou tristemente.
Ótimo! Ótimo! Ele tinha mesmo que dizer aquilo com aquela cara de cachorro perdido?
Mordi o lábio duvidosamente.
– Okay. – Eu disse por fim.
– Okay? – Ele perguntou parecendo surpreso.
– É, okay. – Revirei os olhos e voltei para o boxe, virando de costas e entrando debaixo do chuveiro. Ouvi a cortina se abrir, e então a minha respiração acelerou.
Senti a mão de Edward no meu ombro nu, me deixando arrepiada. Ele acariciou o meu pescoço e então começou a beijar ali. Virei-me para ele e joguei meus braços em seu pescoço. Edward me olhou de cima a baixo por um momento, então me beijou avidamente.
Seus dedos passeavam lentamente pelos lados do meu corpo, do quadril até o lado dos seios. Ofeguei, meu coração parecendo querer sair pela boca.
Deslizei minhas mãos pelas costas de Edward lentamente, sentindo seus músculos se contraírem sob meus dedos. Uma de suas mãos foi para o meu seio, apertando o mamilo com delicadeza. Gemi baixinho, minha entrada ficando imediatamente molhada.
Sentia o membro de Edward duro contra o meu ventre e já estava tonta de desejo. Eu não ia conseguir dizer não para ele hoje. Mas isso não importava mais. Estava tudo tão perfeito...
Até ouvirmos vozes no lado de fora e o barulho da porta do banheiro se abrindo.
Prendi a respiração, ouvindo com cuidado. Edward estava paralisado, me abraçando com força. Dois caras haviam acabado de entrar no banheiro, conversando sobre algum jogo que ia passar na TV amanhã.
Edward e eu ficamos em silencio, com o chuveiro ligado.
Os dois não pareceram se importar com o barulho, pensando que era alguém como eles, que resolveram tomar banho tarde. Ouvimos o barulho de cada um entrando em um boxe e dois chuveiros ligando.
Edward pôs o dedo nos lábios e andou até a cortina. Olhou para fora e viu que não havia ninguém. Ele pegou a minha bolsa e voltou para dentro do boxe com ela.
Desligamos o chuveiro, nos enxugamos e nos vestimos. Então saímos do banheiro sem fazer barulho.
Meu coração ainda batia descontrolado quando chegamos ao nosso quarto. Edward trancou a porta e então eu pude respirar aliviada.
– Essa foi por pouco. – Ele resmungou.
– Foi mesmo. – Eu disse. Eu havia pensado bastante na nossa situação e havia chegado à conclusão de que isso não podia continuar assim. – Edward, o Isaac vai sair dessa escola.
– O quê? – Edward perguntou incrédulo.
– É isso mesmo. O Zack vai sumir dessa escola. – Eu falei.
– Mas e quanto a nós? Você vai simplesmente me deixar aqui? – Ele quis saber, irritado.
– Você não entendeu. O Zack vai sumir. Mas a Isabella vai se matricular na ala feminina. É o único jeito de nós podermos continuar juntos. Desse jeito não vai dar. – Eu falei.
– Mas eu gosto de ter você aqui... – Ele resmungou.
– E você gosta de todos achando que você é gay? – Eu perguntei.
– Não, mas na verdade isso não importa muito, já que eu tenho você. – Ele disse, me puxando para o seu colo. Eu não podia crer no quanto aquele cara era fofo. Ele então suspirou e me olhou.
– Eu te amo. – Ele disse. Perdi o fôlego, sem acreditar naquelas palavras. Eu estava tão feliz que poderia morrer ali mesmo.
Edward então me beijou e eu podia sentir que ele ainda não havia se recuperado da cena no banheiro. Nem eu. Meu corpo estava praticamente gritando pelo dele.
– Você tem proteção? – Eu perguntei. Edward olhou atentamente para mim.
– Tem certeza? – Ele quis saber.
– Tenho. – Afirmei.
Ele pegou uma camisinha no seu criado mudo e então me deitou na cama. Tiramos as roupas um do outro, já prontos para continuar o que havíamos começado antes.
Edward me beijou lentamente, descendo para o meu pescoço e para o meu seio. Abafei um gemido mordendo o lábio. Edward acariciou as minhas pernas e então parou para vestir a camisinha. Observei hipnotizada enquanto ele o fazia. Quando terminou, ele se acomodou entre as minhas pernas, fazendo pressão.
– Se não estiver bom você pode dizer. – Ele disse.
– Está ótimo, Edward. – Eu falei, beijando-o avidamente.
Ele me penetrou devagar e com cuidado, se acomodando dentro de mim. Minha entrada estava totalmente molhada, o que facilitou muito. Algo se rompeu dentro de mim e incrivelmente não foi tão doloroso quanto eu havia imaginado. Edward então começou a se mover dentro de mim, lenta e sofregamente. Eu podia ouvir seus gemidos baixos e o beijei para abafa-los, tanto os meus quanto os dele.
Ele acelerou os movimentos, me fazendo querer gemer ainda mais alto. Depois disso, não demorou até que nós dois chegássemos ao ápice. Edward desabou sobre mim, arfando, beijando o meu rosto.
Ele se deitou ao meu lado e me puxou para o seu peito, me abraçando com força.
– Isso foi... – Ele resmungou.
– Perfeito. – Eu completei, olhando para ele e sorrindo.
E eu realmente nunca havia estado tão feliz na minha vida quanto agora.
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