As Aparências Enganam
23 Capítulo 23 - Confiança .: Tive eu em você? :.
CAPITULO 23
Rangiku realmente estava muito surpresa. Grávida? Como assim grávida? Só poderia ser brincadeira, não era?
- Exatamente o que ouviu... — tornou a dizer Unohana – Você está grávida Matsumoto-san, tanto que essa foi a causa do seu desmaio.
- Mas eu achava que as mulheres grávidas vomitavam... — comentou Renji inocentemente.
- Cada caso é um caso. — a mulher sorriu gentilmente voltando os olhos para a futura mamãe – E então? Está feliz?
Feliz? Não sabia dizer ao certo o que estava sentindo, só sabia que estava muito chocada, ainda não havia passado pela sua cabeça ser mãe assim tão de repente. Como iria cuidar de uma criança, se mal sabia cuidar de si? Não sabia nem cozinhar, como iria alimentar esse bebê?
- Rangiku-san, você está bem? — perguntou Orihime tocando os ombros da amiga.
- E-Eu não sei o que dizer... — respondeu abobalhadamente. — Como e-eu vou ser mãe, Hime? Você me conhece...
- Pelo que estou vendo, essa é uma gravidez não planejada... — interrompeu a doce médica – Não é a primeira vez que presencio casos desse jeito. — se aproximou de Rangiku, sorrindo levemente — Mas o que posso dizer é que você é uma mulher de sorte, há muitas mulheres que desejam ser mãe e não podem, e você é uma mulher privilegiada. Creio que você terá o apoio de muitas pessoas, inclusive do pai da criança. — Rangiku arregalou os olhos, ainda não havia pensado nisso... — Você sabe quem é o pai, não sabe?
- Só pode ser o esquisitão! — se intrometeu Renji. A peituda o fuzilou com o olhar. — Tá, eu vou ficar calado.
- Sim, eu sei quem é. — voltou a atenção para a Unohana. — E eu tenho que falar com ele agora. — fez menção de se levantar, mas foi impedida pelas duas mulheres que a cercavam.
- Calma Rangiku-san, você ainda não pode sair. — advertiu Orihime.
- Isso mesmo. — concordou Unohana – A senhorita irá ficar em observação por hoje, passara a noite aqui no hospital.
- Mas eu não posso ficar aqui, eu tenho que falar com o Gin. — insistiu.
- Nada disso Rangiku-san, amanhã você pode falar com ele. — disse Inoue pegando a mão de Rangiku – Você vai ter que permanecer em repouso, e não se preocupe eu vou passar a noite aqui com você. — sorriu.
- Obrigada Hime. — apertou forte as mãos da amiga se acalmando.
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- Kuchiki Byakuya-sama. — disse um dos empregados entrando na biblioteca – Desculpe incomoda-lo, mas o senhor tem visita.
- Visita? — comentou fechando o livro ao qual estava lendo – Pode mandar entrar. — ordenou.
Visita a essa hora? Quem poderia ser? Levando em conta as pessoas que conhecia, a única pessoa que gostava de fazer esse tipo de “surpresa” era...
- Como vai, Byakuya-san? — Urahara entrou na sala com um grande sorriso no rosto – A quanto tempo, meu amigo!? Pensei que havia se esquecido de mim...
- Kisuke. — murmurou o Kuchiki.
- Se eu não vier visita-lo, duvido que você o faça. — se assentou ao lado da cadeira de Byakuya.
- Estou muito atarefado com os assuntos da empresa, e não tenho tanto tempo assim para perder fazendo visitas desnecessárias. — fechou os olhos cruzando os braços.
- Obrigado pela parte que me toca, Byakuya-san. — ironizou Kisuke. Já estava acostumado com o jeito frio de Kuchiki Byakuya, essa era uma de suas marcas registradas. — Mas e então, como está a sua vida?
- Normal. — respondeu simplesmente.
- Alguma novidade? — insistiu o loiro.
- Não.
- E a Rukia-san? — abriu o leque sorrindo levemente, desistir não era muito do seu feitio.
- Onde você quer chegar, Kisuke? — indagou Byakuya o olhando com o cenho franzido.
- Não sei... — voltou a atenção para outro ponto da grande biblioteca – Onde você acha que eu quero chegar!? — perguntou cinicamente.
- Hunf. — fechou os olhos novamente. Conhecia muito bem Urahara Kisuke e já sabia onde ele queria chegar, nada passava despercebido para aquele maldito! — Eu a beijei.
- Oh! Será que eu ouvi direito? — disse com os olhos arregalados, tapando a boca com o leque.
- Não irei repetir. — Byakuya o olhou irritado – Mas não se preocupe, tudo foi esclarecido. Foi apenas uma confusão da minha parte. — desviou o olhar — Contudo... Rukia agora é uma Kuchiki de verdade. A adotei como minha irmã.
- Quantas novidades! — exclamou dando um leve sorriso – Mas que bom que tudo ficou em seu devido lugar, e você ainda ganhou uma irmanzinha. Poderia ser melhor?
- Na verdade, as minhas responsabilidades como irmão já começaram a aparecer... — disse Byakuya se levantando e dirigindo-se até a janela – Ela quer que... — suspirou meio contrariado – Quer que eu converse com o Kurosaki.
- Yare, yare! Já começaram mesmo... — concordou Urahara em um tom divertido – Mas e você? Vai falar com ele, não é?
- Não tenho certeza... — murmurou. Ainda não estava muito confiante sobre aquilo, ainda não confiava muito em Kurosaki Ichigo, não tinha certeza de suas intenções.
- Acho que você deveria dá uma chance ao Kurosaki-san. Você mais do que qualquer um, deve conhecer os sentimentos da Rukia-san por ele.
- Hum... — os conhecia muito bem, essa era a verdade! Pode presenciar todo o sofrimento da irmã, isso jamais poderia esquecer. Mas se a própria Rukia estava dando uma chance para aquele moleque, quem seria ele pra discordar? — Não garanto que irei confiar totalmente naquele moleque, porém, Rukia confia nele, e isso já basta para que eu ouça as verdadeiras intenções dele.
- Concordo plenamente... — Urahara sorriu vitorioso – Sabe, o Kurosaki-san é uma ótima pessoa, como todo mundo, tem os seus defeitos; mas mesma assi...
- No entanto... — Byakuya o interrompeu – Espero que esse moleque não magoe a Rukia novamente, porque se ele o fizer... — sua voz ficou em um tom mais gélido do que o normal – Não sei qual será a minha reação diante disso.
Urahara o olhou surpreso. Pelo visto, Ichigo teria que tomar mais cuidado com esse Byakuya irmão, do que com o de antes... Será que ele iria conseguir? Do jeito que ele é, o melhor era lhe dar um pequeno e bom conselho. Sempre era bem vindo!
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- Sabia que iria me trazer aqui, você gosta muito desse lugar, não é? — indagou Rukia.
- É o lugar mais tranqüilo para conversar e refletir, não acha? — respondeu Ichigo se referindo ao monte ao qual estavam. Com certeza, era um dos seus lugares preferidos de toda a cidade, se não o mais! Além de que, foi lá que a sua história com Rukia começou...
- Nisso eu tenho que concordar. — sorriu, se sentando ao lado dele no capo do carro. Pelo menos assim poderiam conversar em paz. — Olha Ichigo, eu pedi pra você me levar pra algum lugar porque... — teria que se manter calma naquele momento, era fundamental — Porque eu queria lhe contar algo que aconteceu.
- P-Pode falar. — disse ele meio receoso. Estava tão nervoso que mal conseguia ficar parado no lugar.
- Bem, você sabe que... — parou de falar ao ouvir os dedos de Ichigo batendo no capo do carro, fazendo um som irritante. Como poderia ficar calma com ele daquele jeito? Parecia que ele estava mais nervoso que ela. — Dá pra parar com isso!
- Tá! Desculpa! — droga. “Calma Ichigo.” — se confrontava mentalmente.
- Como eu estava dizendo... — respirou fundo, tomando a sua expressão calma de antes. Bem... pelo menos era essa a sua intenção – Você sabe que eu o Nii-sama somos muito próximos... — Ichigo confirmou com a cabeça – Desde aquele incidente entre a gente, a minha vida apenas mudou graças a ele. Creio que não estaria aqui hoje, sem não fosse a ajuda do Nii-sama, concorda?
- Onde você quer chegar? — perguntou meio impaciente. Era impressão sua, ou ela iria...?
- Ichigo, o Nii-sama, ele... — levou uma de suas mãos as dele buscando forças; precisava continuar... — Ele me beijou. — o ruivo arregalou os olhos ao ouvir aquilo.
- O que!? — não estava acreditando. Então Rukia lhe contou a verdade... — “Mas que droga!”
- Me desculpe. Eu não pude evitar, foi tudo tão rápido... — continuou ela – Mas tudo foi esclarecido, foi apenas uma confusão que o Nii-sama fez, tanto que ele me pediu perdão depois e... — os olhos dela começaram a ficar úmidos – Eu precisava te contar. Você deveria saber pela minha boca... Essa é a prova da confiança que eu quero que você tenha em mim...
- Rukia... — sussurrou ao ver uma fina lágrima correndo dos olhos dela.
- Ichigo, eu sei que... — seus olhos estavam fixos nos dele — Que você me pediu mais uma chance, e eu lhe dei ela porque confio em você e... Neste momento eu queria lhe fazer uma pergunta, ao qual várias vezes você já fez... — apertou as mãos dele, por um momento estava tremendo. Temia que ele não a perdoasse... – Você confia em mim?
Aquela pergunta... Ichigo a conhecia muito bem. Desde o início ela era presente entre eles. Desde o início, graças a esta pergunta e a resposta que recebeu dela, pode seguir em frente e tocar os lábios de Rukia.
Confiança, era essa a base da relação deles; e pode perceber que havia traído a confiança que tinha nela. A única pessoa errada ali era ele, como pode ser tão estupido!?
- Eu confio em você, Rukia. — respondeu ele a tomando nos braços – Eu confio em você, não tenha dúvida disso! — a abraçou fortemente, beijando docemente os cabelos negros dela.
O fato era, Rukia provou o quanto era fiel. Mas e ele? O que ele fez além de traí-la? Estava se sentindo a pessoa mais suja do mundo. Se arrependimento matasse, com certeza estaria duro no chão naquele momento.
”Uma chance”, foi isso que recebeu dela, e tecnicamente; ele estava ao ponto de perde-la novamente. O que fazer agora? Como olha-la sem sentir culpa e remorso? Poderia justificar que ela o havia traído também, não é? Apesar do que ele fez foi bem pior, isso não tinha como negar.
“O que fazer? Como agir a partir de agora?” — essas perguntas rondavam sua cabeça. Poderia contar o que aconteceu, mas estaria jogando a sua chance em um precipício sem fundo.
- Obrigada, Ichigo. — disse Rukia dando um leve beijo em seus lábios.
Em meio a toda aquela confusão e desentendimentos, uma coisa tinha plena certeza: Não suportaria perde-la novamente. Só em pensar nessa possibilidade, um frio arrepiante corria por todo o seu corpo.
Deveria achar um jeito, deveria pensar. Algum dia Rukia teria que saber sobre o que tinha feito com Inoue, e o melhor seria que ele o contasse. Mas não agora, ainda não estava pronto...
- Ichigo, eu estava pensando... — começou Rukia com um sorriso já presente em seu rosto. Agora sim estava tudo bem! — O que você acha de eu ir amanhã na sua casa conhecer a sua família?
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No outro dia, Ichigo realmente estava perdido. Andava de um lado para o outro, sem ao menos saber o que fazer. Como agir? Como se a pessoa que estava errada era ele? Como provar a confiança que Rukia tinha nele, sabendo que com essa atitude poderia perde-la para sempre?
- Olá. — aquela voz divertida tomou o ambiente – Soube que queria falar comigo, Kurosaki-san.
- URAHARA! — disse entusiasmado, puxando as mãos do loiro e o sentando em uma cadeira.
- Minha nossa! Não sabia que estava sentindo tanto a minha falta... — falou Kisuke com os olhos arregalados – Nem faz tanto tempo assim, eu lhe vi ontem mesmo.
- Não é nada disso, imbecil! — franziu o cenho, mas logo voltou a sua expressão de antes. — Eu preciso de um conselho.
- Conselho? — arqueou uma sobrancelha – O que você fez agora?
- É terrível, Urahara! Eu... Eu... — respirou fundo, teria que falar – Eu traí a Rukia.
- Essa não! — como ele pode fazer isso? Se Byakuya soubesse... Baseado na conversa que teve com ele, não seria nada bom.
- Eu sei, eu sou um idiota! — abaixou a cabeça, a pressionando com as duas mãos – Tudo começou quando eu a vi com o Kuchiki. Eles estavam se beijando e ai eu fiquei... AI! — percebeu que Urahara havia acabado de lhe bater com o leque – O que você está fazendo? Eu te chamei pra me dar um conselho, não ficar me batendo! — cerrou os punhos.
- Quer dizer que por um simples beijo você foi capaz de trair a Rukia-san? — Urahara estava sério naquele momento. Era rará as vezes em que Ichigo havia presenciado isso...
- Não foi um simples beijo! Urahara, você não viu. Parecia beijo de novela...- tentava se justificar, apesar de saber que não ia adiantar muito. — Como você esperava que eu reagisse?
- Com a cabeça! — disse ríspido, soltando um longo suspiro — Com quem você a traiu?
- Com quem? — droga! Mas não tinha outro jeito, teria que falar... — Inoue. — disse em um sussurro.
- Hã? Não ouvi direito?
- Com a Inoue, Urahara! Inoue! — respondeu já nervoso novamente.
- Não... — agora as coisas tinham piorado, justo com quem! — Então devo acreditar que você não fez a mesma coisa que a Rukia-san e o Byakuya, não é? — Ichigo nada respondeu, apenas abaixou a cabeça – Como imaginava...
- O que eu devo fazer, Urahara? — indagou sem mover um músculo, estava desolado. — Eu não quero...
- Você tem que contar pra ela. — disse o interrompendo – Esse é o correto a se fazer.
- Eu não sei como... A Rukia me deu mais uma chance, assim ela jamais pode me perdoar.
- Mas é bem melhor ela saber por você do que por outra pessoa, se é que me entende. — deu de ombros – Hoje é sexta. Você terá todo o final de semana para fazer isso. — começou a andar em direção a porta — Confesso que estou decepcionado com você, Kurosaki-san. — Ichigo o olhou melancolicamente – E creio que não serei só eu que irá pensar dessa forma se souber, por isso vou lhe dizer novamente... – o fitou – Contar a Rukia-san o que aconteceu é o mais correto a se fazer.
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Rangiku estava com um grande sorriso no rosto. Preocupação? Tratou de deixa-la de lado, afinal, como Unohana havia dito, muitas mulheres gostariam de estar no lugar dela. Ela era uma privilegiada.
Agora, qual será a reação de Gin? Provavelmente ele irá ficar em choque, mas não tanto quanto ela. Gin sempre mostrou ser mais responsável do que ela, a prova disso era a confiança que o tio tinha nele. Pensando agora... Teria que conhecer o tal Aizen, já que seu sobrinho seria pai.
Engraçado como havia mudado de idéia. Estava empolgada! Pensava em como seria o seu doce bebê. Esperava que puxa-se os seus olhos, por que se fossem iguais ao de Gin...
- Rangiku? — disse Ichimaru ao abrir a porta do seu apartamento – O que está fazendo aqui?
- Gin! Tenho uma grande novidade pra te falar... — entrou sem fazer cerimonia, já estava bastante familiarizada com o ambiente – No começo pode parecer meio assustador, mas no final das contas, acho que você irá ficar feliz que nem eu! — sorriu.
- Que ótimo, Rangiku. Eu também quero te contar uma coisa... — sua voz estava em um tom diferente, que procurava mascarar com o seu sorriso. Esse era o melhor momento, teria que ser rápido.
- Mas deixa que eu falo primeiro. É bem mais importante! E é melhor você se sentar, se não vai cair pra traz. — falou a peituda o puxando para perto do sofá, ao qual ele se sentou.
A olhando daquele jeito, o modo como ela sorria, os olhos que brilhavam de uma forma diferente naquele momento... Tudo nela o hipnotizava, o atraia. Até o jeito extrovertido e meio louco dela o chamava atenção, engraçado não? Mas não poderia fraquejar agora, teria que manter foco naquilo que havia decidido, no que havia dito a Aizen.
- Gin, eu estou... — pegou as mãos dele, as apertando fortemente – Eu estou grávida.
- O que!? — exclamou se pondo de pé – Grávida? Como assim grávida? — naquele momento o seu conhecido sorriso desapareceu, dando espaço para uma feição ao qual poucas pessoas haviam visto.
- Sabia que você iria ficar desse jeito. Eu também fiquei, mas... — sorriu levemente pegando as mãos dele e levando ao ventre – Eu estou esperando um filho seu. Um bebê só nosso.
Um filho? Não estava acreditando. Porém, Rangiku não iria brincar com aquilo, ela poderia ser louca, mas não a chegar nesse ponto. Só poderia ser verdade.
- O que você quer que seja? — disse ela enquanto o olhava docemente – Eu queria que fosse uma menina, mas se for um menino eu vou adorar também. Com quem você acha que...
- Você não pode ter esse filho. — ele a interrompeu. Por mais que a noticia fosse impactante, por mais que um lado seu quisesse... Não havia outra saída.
- O que você disse? — será que tinha ouvido direito? — Eu não entendi...
- Pois então eu vou repetir novamente. — deu de ombros, não iria suportar olha-la. — Você não pode ter esse bebê, Rangiku.
Aquelas palavras não estavam fazendo sentido para ela.
- Você está louco, Gin!? — aumentou um pouco o tom de voz – Como assim eu não posso ter esse bebê? Eu estou esperando um filho seu! — tentou enfatizar a palavra “seu”.
- Não tenho duvidas sobre isso, mas esse é o motivo de você não poder ter essa criança. — a olhou novamente – Rangiku, precisamos terminar. — curto e direto, era bem melhor assim.
- Terminar? — arregalou os olhos azuis – Você só pode está brincando, não é? — tentava se convencer disso.
- Estou falando sério. — procurou sorrir novamente, sendo que pela primeira vez havia se tornado difícil fazer tal gesto – Eu não esperava que a nossa relação chegasse a esse ponto, ela foi além do que eu imaginava. Agora vamos ter que reparar esse erro.
- O nosso filho não é um erro, Gin! — havia perdido o controle. Calma? Como ficar calma em meio a essa situação. — E eu vou ter esse bebê você querendo ou não! — as lágrimas já começavam a se formar em seus olhos.
- Rangiku, não podemos... — como justificar a situação, se nem mesmo ele estava acreditando?
- Gin... – ela o interrompeu — Acho que você está meio que em choque por causa da noticia, mas... — mordeu o lábio inferior com tanta força, que poderia sangrar – Seja o que for, nós daremos um jeito. Você tem o seu tio e eu o meu trabalho como modelo. — se o problema era esse, tinha uma solução, não tinha? — Vai ficar tudo bem!
Queria sentir a mesma esperança que ela, mas não poderia. Queria abraça-la e dizer que estaria ao lado dela naquele momento tão importante, mas não deveria. Sabia que iria terminar daquele jeito, sempre soube. O erro foi dele por ter se ligado tanto a ela...
- O problema não é esse... — suspirou, procurou manter um tom frio em sua voz – Rangiku, eu estou noivo.
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- Como estão os preparativos, minhas filhinhas? — dizia Ishin com o seu olhar “fiscalizador” — Tudo tem que está perfeito para a visita da minha terceira filha!
- Está tudo ótimo, papai. — falou Yuzu colocando o ultimo vaso de flor sobre a grande mesa de jantar – Hoje eu fiz questão de cozinhar só pra receber a namorada do Oni-chan.
- É assim que se faz, Yuzu! — fez um sinal positivo com a mão, enquanto a filha retribui o gesto com um grande sorriso.
A família Kurosaki estava muito entusiasmada para receber a “namorada especial” de Ichigo. O motivo dela ser tão especial? Simples. Ichigo nunca havia levado nenhuma mulher em sua casa, sempre deixou bem claro que eram somente diversão. Bom, pelo menos até o dia de hoje, porque desta vez era diferente.
- Só espero que vocês não assustem a garota com todo esse entusiasmo. — advertiu Karin sentada na mesa com sua pose entediada.
- Karin está certa. — Ichigo surgiu na porta terminando de colocar sua jaqueta preta por cima de sua camisa vermelha, que aproposito, eram da mesma cor de seu tênis — Não quero que a Rukia pense que eu moro com um louco. — deu uma indireta para o pai com o olhar.
- Não se preocupe, filhinha. — ignorou o filho, que cerrou os punhos por tal ato – Nós da família Kurosaki vamos mostrar o quanto somos educados, ao contrario de certas pessoas... — agora foi sua vez de dar uma indireta para Ichigo – Que não tiveram a coragem de buscar a própria namorada.
- Pela ultima vez, a Rukia disse que não precisava eu ir busca-la. — respondeu entre os dentes, já estava perdendo a paciência.
- Não minta pra mim, FILHO PÃO DURO! — Ishin apontou o dedo pra ele – Eu sei que fez isso por que NÃO QUERIA GASTAR O SEU DINHEIRO COM GASOLINA! — uma veia soltou da cabeça do ruivo – Estou até lhe vendo casado! Não vai querer dá dinheiro NEM PRA COMPRAR O PÃO!
- ORA SEU IDIOTA! — Ichigo pegou o pai pela gola da camisa, mas foi interrompido pelo som da campainha. — Ela chegou.
- Meninas, a sua nova irmã chegou! TODOS AOS SEUS POSTOS!
Ichigo fez questão dele mesmo ir abrir a porta, empregados não eram necessários naquele momento, na verdade, não fazia muita questão deles.
- Será que eu exagerei? — indagou a garota após a porta ser aberta. Ichigo se viu em estado de transe...
Rukia usava um vestido tomara que caia branco, que ia até os seus joelhos e com alguns detalhes prata no busto. Cobriu os ombros com um bolero de mangas curtas preto, enquanto nos pés calçava uma sapatilha branca com detalhes semelhantes ao do vestido. O cabelo estava semi preso por um broche em formato de coelho, igual ao do colar que usava.
- Você está linda! — disse Ichigo debilmente a pegando pelas mãos – Venha. Quero que conheça minha família.
- Claro! — ela sorriu, mas no fundo estava um pouco nervosa. Será que eles iam gostar dela?
Ao chegarem na sala de estar, Ichigo presenciou o momento muito raro. Ishin e suas irmãs estavam enfileirados um do lado do outro com um grande sorriso no rosto. Pareciam uma família normal. Gostaria de ter uma câmera naquele momento para poder gravar tudo
- Meninas. Velho. — levou Rukia a sua frente – Quero que conheçam minha namorada, Rukia.
- É um prazer conhece-los. — ela sorriu gentilmente.
- É um prazer conhece-la também. — disse Yuzu retribuindo o sorriso.
Ficaram em silêncio por alguns segundos. Rukia achou estranho? Ichigo sempre dizia que sua família era muito agitada, mas agora eles estavam tão... quietos?
- QUEM QUEREMOS ENGANAR, YUZU!? — Ishin tomou a palavra, para o espanto de Ichigo — SEJA BEM VINDA A FAMÍLIA KUROSAKI, RUKIA-CHAN!
Logo Rukia se viu cercada pelos braços de Yuzu e Ishin. E não somente pelos braços, pelas lágrimas também; os dois começaram a chorar em seus ombros emocionados.
Ichigo ficou sem saber o que fazer. Eles iriam assusta-la daquele jeito. Mas fazer o que? Nada é pra sempre... Pelo jeito iria ser uma longa noite!
- Parem com isso! VOCÊS ESTÃO SUFOCANDO ELA!
Continua...
Notas finais
Mas vamos aos detalhes:
~ Rukia contou toda a verdade sobre o que aconteceu entra ela e o "Nii-sama", sendo assim, Ichigo vio o quanto ela quer ser sincera com ele. Agora, poderá ele provar a confiança que ela tem nele?
~ Gin noivo! O.O O que pode acontecer agora? Quem será a noiva dele? õO (Podem começar os palpites! xD)
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Bom, então é isso!
Muito obrigada a todos que estão acompanhando a minha fic! ^^
Deixem reviews, me ajudam muito, posso garantir! ;D
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