A noite no deserto diferia tanto do dia, não apenas porque ele precisava lobrigar para encontrar onde havia prostrado-se antes em oração, para tornar a fazê-lo, quanto pelo frio.

Lucifer enxergava bem, assistindo às tentativas de Cristo em manter-se longe de suas tentações.

“Posso aquecer-te, tanto quanto o sol sobre as areias do deserto”, ofertou de tão bom grado, quase entoando um cântico. “Não precisa passar fome, frio… solidão ou medo. Ofereço-te tudo o que o Pai não pode.”

Estava de pé, enquanto Jesus prostrava-se de joelhos, chegou a tocar-lhe a tez suja de areia, vendo-o estremecer, não de frio.