As 13 Inimiga

6 Ato VI - Depoimento da Lidyane.


Se a vida te dá inimiga, faça uma limonada!

Santo André, Casa da Lidyane, 23:36.

Tudo começou em um dia ordinário, estava eu e May em minha casa, vendo compulsivamente coreanos andrógenos em meu tumblr. Tudo parecia bem (exceto quando algum pênis aparecia), eu já até havia falado para a Mayara o quão ridícula e horrorosa ela estava sem os dentes, parecia até uma capivara desvairada, bem dessa forma eufemística.

Isso me lembrou que eu e meus colegas deveríamos ir um dia na casa do Belloni para as pessoas me assistirem jogar algo de terror! Imagine só! Se já é MAGNÍFICO quando eu jogo plataforma, todos iriam adorar minha performance num terror!

Após ela ir embora, aparentemente triste por algum motivo provavelmente idiota, fui ver o segundo maior amor da minha vida (depois da Mayara), meu cachorro Ed. Logo de cara, percebi que algo estava errado, me aproximei de sua coleira e nela havia um pingente escrito: "INIMIGA". Eu tentei lembrar se essa coleira já estava ali antes, mas não tenho uma boa memória. Tipo, é sério, eu não tenho uma boa memória... Não mesmo.

Ed rosnava e latia para mim, eu pensei que era por amor, já que ele me ama, apesar de ter tentado fugir de casa 7 vezes, sei que ele me ama. Peguei sua coleira e desci com ele para passear, como faço sempre que posso.

No parque, encontrei ninguém menos que o Thalles, apenas com metade do couro cabeludo. Imaginei que ele tentou descolorir o cabelo de novo, igual ele vive fazendo pra gastar o dinheiro dele! Tive vontade de morrer! Era como se enviassem essa imagem pra mim, só pra me irritar! Tentei então falar o quanto de escrúpulos faltavam naquele garoto. Mas, para meu desespero, nada saía!

Tipo, sabe quando você tá com gripe e fica aquele gosto horrível na sua garganta? Então, era tipo assim, só que meio, tipo, diferente. Não conseguia falar absolutamente nada, foi quando escutei algo nunca antes escutado: Uma risada sinistra, que parecia caçoar da minha incapacidade de humilhar o Thalles! Percebi que a risada vinha direto da coleira do Ed, que estava ao meu lado, de pé.

Ed parecia um frango assado, e começou a cuspir coisas coloridas. Não achei estranho. Até que toquei em uma delas e comecei a sentir uma ardência no corpo, principalmente na garganta. Tipo, acho que parece mais com uma amigdalite do que uma gripe, sei lá.

Sufocada, coloquei as mãos na garganta e desmaiei, rolando até a rua, quando o caminhão da pamonha (fresquinha, o puro creme do milho verde, venha provar a pamonha) veio para cima de mim sem piedade, como se minha vida fosse um diafragma com gripe suína.

“AAAAH, ESSAS INIMIGA QUEREM ACABAR COM A MINHA VIDA”

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.