As Águas de Veneza

34 Capítulo 34 - Final


Notas iniciais
Bom pessoal, pra começar eu queria desejar um Feliz Natal e boas festas para todos vocês ^3^ Obrigada por todos esses 430 dias de Águas de Veneza, foi realmente uma experiencia incrível, e eu amo cada um de vocês meu caros leitores, desde aqueles que comentam, mandam review, recomendação, me dão bronca... hehe, eté os meus fantasminhas, que apesar de tímidos sei que sempre estão aí

Viena — Áustria — 9 meses depois.

–Ei ei, não corram! Vão se machucar! – Dizia o novo diretor do orfanato Eldstein.

Era uma manhã de inicio de inverno, e os flocos de neve começavam a cair preguiçosamente do lado de fora da janela, a neve havia feito uma pequena camada fofa no chão durante a noite, e as crianças saiam apreçadas porta á fora, atropelando tudo e todos que estavam na sua frente.

Roderich fora feito o novo diretor do orfanado á pouco menos de um mês. Ele estava apoiado na porta de carvalho da frente do instituto olhando docentemente as crianças brincarem no jardim, a roupa social lhe caía muito bem, e deixava ainda mais evidente seu porte aristocrático. Apesar de seu rosto jovem de vinte e cinco anos, Roderich ainda era o diretor mais jovem da história da instituição, por isso fazia de tudo para manter o respeito e a pose séria, apesar de às vezes dar uma escorregada mostrando uma face mais leve e descontraída.

Isso tudo devido á uma única pessoa: Gilbert Beilshimidt

O albino fora o ultimo contratado do antigo diretor Oliver Eldstein antes de ceder o cargo ao seu filho. O alemão ocupava uma posição dupla, fora contratado oficialmente para ser o monitor chefe das crianças, mas não eram raras às vezes em que fora visto dando conselhos ao novo diretor e sendo sempre sua mão direita.

Gilbert frequentava as reuniões do conselho geral como monitor chefe, mas permanecia ao lado de Roderich até o fim. E apesar da palavra final ser sempre do austríaco, todos sabiam que a opinião de Gilbert, especialmente no que se dizia á respeito ás crianças, era sempre bastante influente.

Embora fosse cansativo e desgastante reger uma grande instituição, Gilbert e Roderich eram felizes, pois mesmo sabendo que no final do dia estariam esgotados, ainda sim levantavam-se no dia seguinte sem nenhum arrependimento.

E crianças eram a melhor parte, é claro.

Um sentimento quente preencheu Roderich por dentro apesar e todo o vento gelado que batia em seu rosto.

“Sim... Vale a pena”

Mas eis que no meio da neve, Roderich consegue perceber uma criatura camuflada entre os arbustos, e antes que pudesse dizer qualquer coisa, a criatura abandonou seu disfarce e com um balde cheio de bolas de nave, começou a atirar toda a sua munição para todos os lados enquanto ria freneticamente

–KESESESESESESESE , PODEM CORRER MAS NÃO SE ESCONDER!

–GILBERT! – Roderich gritou descendo a escada o mais rápido possível, esquecendo-se completamente que ternos e neve eram o tipo de combinação que nunca davam certo.

–RODERICH! – Gritou o albino em resposta, alegre pela aparição do outro – Vem brincar com a gente!

–Eu não vim brincar! — Respondeu este resoluto — E você também não devia ficar atirando essas...

–Ah... Qual é Rod! – Interrompeu Gilbert – Você é muito novo pra agir como velho!

E atirou uma bolinha de neve em Roderich, que por não estar usando uma roupa adequada á neve, se desequilibrou e caiu no chão.

Todos no jardim prenderam a respiração.

Roderich arrumou os óculos e estreitou o olhar

–Ora seu... – E pegando um punhado de neve, atirou com toda a força, acertando em cheio o rosto de Gilbert e fazendo com que ele derrubasse o balde no seu próprio pé.

Todas as crianças riram, incluindo Roderich.

–É... quem sabe isso pode ser até um pouco divertido — Concluiu o diretor em tom de troça,todas as crianças comemoraram apoiando Roderich, Gilbert mostrou a língua e se levantou tomando alguma distância.

– Ah é? Então é assim? Vocês vão ver!

Gilbert riu escandalosamente e voltou a pegar seu balde com as bolinhas restantes para atirar nas crianças, e principalmente em Roderich.

E era sempre assim, eles acabavam sujos, molhados e desarrumados, mas ainda sim se divertiam. Em um pais tão frio como a Áustria, e em uma instituição tão austera como o orfanato Eldstein, eles conseguiam encontrar sua própria felicidade nas pequenas coisas, como naquela guerra de neve, ou como no cobertor quente e no chocolate que viria depois... Esse era o pequeno paraíso deles, cheio de crianças alegres (anjos na opinião geral) que os rodeavam dia após dia.

Os dias em Veneza mudaram para sempre suas vidas, mas eles nunca foram mais felizes com são agora.

XXX

Em algum lugar da Espanha – 9 meses depois.

–Eu ainda não acredito que aceitei viajar com você! – Reclamava Lovino com uma cara de tédio – Francamente, se eu soubesse que o carro ia quebrar, teria pego meu conversível, mas nããão, o bastardo sempre tem razão, certo?

O italiano reclamava sentado dentro de um jipe azul no meio de uma estrada completamente deserta e parcialmente coberta de neve. Ele e Antonio haviam combinado de viajar durante aquele final de semana para a Espanha para que pudessem voltar á fazenda onde tinham se conhecido á muito tempo.

Só não contavam que no meio daquela manhã, o pequeno jipe do espanhol fosse quebrar no meio da estrada.

–Calma Lovi – Disse Antonio levantando a cabeça do capô – É só um cabo solto, e eu acho que já concertei. Dá a partida pra mim?

Lovino bufou e pressionou o pedal, o motor voltou a pegar na hora

–YAHOOOO! – Gritou o espanhol fechando o capô e dando uma palmada na lataria – Agora acho que vai pegar!

–Acho bom mesmo – Respondeu o Lovino dando espaço para o que o outro sentasse– Se eu tiver que ficar mais cinco minutos nessa estrada congelando o rabo juro que volto pra Itália á pé!

–Ahan – Antonio entrou no carro e assumiu a direção, Lovino se aconchegou novamente no banco do passageiro e cruzou os braços. O espanhol sorriu para ele e deu um beijo carinhoso na sua testa – Mais vinte minutos no máximo estaremos lá, amor mio.

Lovino soltou um muxoxo e se encolheu um pouco no banco um pouco corado, Antonio sorriu ternamente.

“Ele continua fofo”

Passados quase meia hora eles finalmente chegaram ás portas da fazenda Rico tomate, Lovino estava enrolado em uma manta trazida pelo espanhol e acabou dormindo, Antonio então acariciou levemente seus cabelos com um pouco de dó de acorda-lo, mas mesmo assim o fez, tocando levemente seu ombro

–Lovi... Lovi, acorde... chegamos...

Lovino mexeu um pouco a cabeça e coçou os olhos dando duas piscadelas em seguida.

–Já? Oh...

E então deu uma espreguiçada batendo acidentalmente a mão no teto do carro, Antonio aproveitou o momento e saiu para abrir o porteira do sitio. Os tricos estavam levemente congelados por causa da neve, por isso foi preciso alguma força para conseguir empurra-los, mas logo eles cederam dando um grande estralo.

Antonio voltou para o carro alegre

–Vamos Lovi, finalmente!

Lovino concordou e voltou a se cobrir com a manta, não queria sair dali, estava tão quente... Sua barriga dava piruletas, não conseguia acreditar que voltava para esse lugar depois de tanto tempo, e ainda mais junto daquele maledetto spangnolo.

O carro subiu um pequeno desnível coberto de neve e bem no alto, ambos conseguiam ver uma casa grande e ao mesmo tempo simples, toda construída com grandes toras de madeira grossas, e uma varanda coberta de vasos de flores... Aquilo na primavera deveria ficar lindo...

Antonio foi o primeiro a sair do carro já com o casaco, logo depois veio Lovino, um tanto relutante por deixar a manta de lado, mas sabia que não poderia entrar usando ela, precisava mostrar uma aparência respeitável.

Ele ajudou o outra com a bagagem e logo estava na entrada da casa vendo Antonio segurar uma mala com uma mão e bater freneticamente na porta com outra.

Mama! Mama! Soy yo! Abra la puerta!

Logo uma pequena senhora apareceu. Ela tinha os olhos verdes e imensos como os de Antonio, o cabelo liso e longo estava preso em um coque frouxo que deixava alguns fios caírem graciosamente pelo rosto, este por sua vez apresentava algumas rugas como era o natural de uma senhora com mais de 50 anos, ela estava usando um longo vestido grosso e uma manta, e assim que viu Antonio abriu um largo sorriso.

TONIO! Me gusta mucho ver-lo! Estás muy grande, no parece lo miesmo...

Antonio abraçava a mãe com todo carinho e afeto, a mala fora deixada de lado no chão e Lovino tomou a liberdade de pega-la. Ele estava um pouco sem reação á cena e não sabia bem o que fazer diante de tanto afeto familiar, ele e seu irmão desde pequenos moraram com o avô e quando este faleceu... Fazia muito tempo que ele não abraçava alguém da família assim que não fosse Feliciano.

Porém, Antonio e sua mãe se separaram, este abriu um sorriso e puxando Lovino para mais perto disse com todo afeto

Mama, quiero que conozcas una persona... Este es Lovino, grande amigo mio.

O italiano franziu o cenho e olhou para Antonio sem entender, este por sua vez se limitou a fazer dois acenos de cabeça para que ele concordasse, e Lovino rapidamente captou a mensagem

Holá, es um placer conoce-la... – Disse um pouco inseguro com relação ao seu espanhol, a velhinha apertou as mãos contra o peito

–!que graça! – Comentou ao ver o italiano corar.

Em seguida foram prontamente convidados a entrar, deixaram as coisas em um dos quartos e foram á cozinha tomar algum café, a senhora falava em um espanhol muito rápido com Antonio e Lovino por não estar habituado se sentia um pouco perdido, mas logo foi percebendo semelhanças entre a sua língua natal e a língua natal de Antonio.

No final, á cada dez palavras ditas ele conseguia captar o significado de três, um grande avanço na sua opinião.

Depois de acabarem de comer, a mãe de Antonio, Dona Lurdes insistiu em lavar a louça apesar dos inúmeros protestos do filho, mas como uma boa espanhola, quando estava disposta a fazer alguma coisa ela ia até o final... Então Antonio teve que se resignar e ir para o quarto ajudar Lovino á desfazer as malas.

O quarto em si era bem simples, tinha duas camas de solteiro, um guarda roupa e uma cômoda no meio, o espanhol costumava quando pequeno dividir o quarto com seus primos quando estes vinham visita-lo, porém na maioria das vezes ele revezava entre as camas, dormindo dia em uma e dia em outra.

Mal fechou a porta Antonio percebeu um estranho silêncio no ambiente. Lovino estava ali do seu lado, dobrando camiseta por camiseta com toda perfeição, depois alisava-as e as colocava no guarda-roupas calma e tranquilamente.

Tudo isso sem dizer uma única palavra e sem também olhar nenhuma única vez para si. Ele entendeu quase que imediatamente que era hora de se explicar.

–Olha... – Começou sentando-se na cama mais próxima da parede – Na porta, aquela coisa de amigo... Eu... sei que não foi certo, mas eu não podia contar pra ela... Mamãe sempre foi muito religiosa e seria bastante difícil...

Lovino continuou calado por mais alguns minutos, ele havia parado de dobrar as roupas e passara a encarar o guarda-roupas fixamente.

–Eu entendo – Disse por fim – Não deve ser fácil, eu reparei... Existem crucifixos por toda a casa... – E então percebeu algo – Menos aqui!

Antonio deu um pequeno risinho

– Sim... Menos aqui... Eu o quebrei quando era pequeno, depois disso ela nunca mais colocou outro.

– Hehe – Disse Lovino agora um pouco mais animado – E porque você o quebrou?

Silêncio.

Antonio levantou-se sorrateiramente da cama e depois de checar pra ver se a porta estava devidamente fechada prensou Lovino contra o guarda roupa, fazendo com que ele quase se sentasse no móvel. Ele chegou bem perto da orelha do italiano (agora já bastante vermelha) e sussurrou lentamente.

– Porque um pequeno diabinho não saía da minha cabeça, Lovino Vargas, o ladrão de tomates.

O espanhol mordeu levemente o lóbulo da orelha de Lovino e sorriu, depois passou a olhar diretamente nos olhos deste.

– Não vai durar muito mais tempo, apenas deixe que ela se acostume com você, depois contamos...

–S-sim, é uma boa ideia.

O espanhol recuou então e voltou a sentar-se na cama, Lovino saiu de dentro (quase) do guarda-roupas e fechou a porta.

–Ei – começou Lovino – Sabe o que eu estava pensando?

–Não — Respondeu Antonio inocente

–Eu podia dar uma medalhinha benzida pelo papa para a sua mãe, aposto que ela ia adorar...

Antonio riu

–Sim... É bem a cara dela essas coisas... Me lembre disso da próxima vez que viermos...

Lovino então sentou-se do lado do espanhol e apoiou-se levemente nele, estava um tanto sonolento ainda, mas então Antonio teve uma grande ideia

–Sabe do que eu acabei de me lembrar? – Disse entusiasmado

–Não...

–Que esse quarto tem uma vista ótima para a plantação de tomates!

Antonio se levantou e pegando Lovino pela mão levou-o até a janela

–Tá vendo? – Disse apontando para uma porção de arvores retorcidas no horizonte

Lovino estreitou o olhar

–É aquilo ali?

–Sim! – Respondeu Antonio animado, seus olhos brilhavam de euforia – Você precisa ver isso aqui no verão, fica tudo tão lindo!

–Espero mesmo, porque agora só parecem umas arvores de merda... Nem dá pra acreditar que saem tomates disso.

Antonio riu carinhosamente e checando mais uma vez se a porta estava devidamente fechada passou uma mão pela cintura de Lovino, o trazendo para mais perto, assim ele passou a dar pequenos selinhos no italiano no intervalo de suas palavras.

–No verão... Quando voltarmos... Os tomates estarão grandes.... E vamos colhe-los juntos... Você ficará... Tão bonito... Assim... Que eu...

Então Lovino agiu, olhou fixamente para os olhos de Antonio.

–Ah! Cale a boca!

E colocando a mão em sua nuca o beijou apaixonadamente.

XXX

Veneza – Itália – 9 meses depois

–Ve~~ Está friozinho hoje, não?

Estava realmente frio em Veneza, as temperaturas haviam caído mais que o normal neste inverno e havia uma pequena camada de neve fofa pelas ruas. O canal não fora congelado, mas suas águas estavam mais calmas e frias, e mesmo assim muitos turistas vinham visitar a cidade a despeito de todo o mau tempo.

Como um bom veneziano, Feliciano resolveu ficar em casa neste dia, fazia pouco mais de um mês que ele e Ludwig haviam começado a morar juntos e ele estava adorando a companhia para o inverno. Nada melhor do que ter alguém para assistir filmes embaixo do cobertor enquanto bebiam uma xícara bem quente de chocolate.

E era exatamente isso que eles estavam fazendo. O italiano estava na cozinha colocando em xícaras o delicioso liquido amarronzado, o cheiro e o calor entravam pelas suas narinas e o faziam ter cada vez mais vontade de bebê-lo. Ludwig por sua vez estava na sala arrumando os cobertores, pois como Feliciano não tinha TV no quarto, eles tiveram que descer o colchão para baixo e coloca-lo entre os sofás de frente para tela, por ser mais forte e cuidadoso o alemão se oferecera para a tarefa.

– Lud ~ O chocolate está pronto... – Dizia Feliciano vindo da cozinha até a sala com as duas xícaras – Nossa! Ficou ótimo aqui!

O alemão além de trazer o colchão colocou em cima deste dois cobertores quentinhos e uma porção de almofadas, sem falar que lembrou de colocar uma pequena caixinha de madeira vazia (que ele achou no meio da estante) como porta copos, ele estava nesse momento acabando de colocar as ultimas almofadas.

–Oh.. Obrigado... Espero que não se importe de eu ter pego isso – E apontou para a caixinha

–Não não, de forma alguma...

O italiano chegou mais perto e entregou a caneca fumegante ao alemão

–Cuidado cuidado, está bem quente..

Ludwig pegou a xícara com todo cuidado se equilibrando no colchão para não cair, o cheiro estava delicioso e ele sorriu para Feliciano

–Obrigado.

Feliciano então rapidamente pulou no colchão e acomodou-se em uma pequena pilha de almofadas, em seguida colocou o copo na mesinha improvisada e deu duas batidinhas ao seu lado

–Vem vem, ve~~

Ludwig deu uma pequena risada, achava muito fofo quando Feliciano fazia “ve~~”. Logo ele também se sentou e puxaram o cobertor a fim de aquece-los, em seguida deram play no filme.

A historia não era por si só muito interessante, era sobre um homem que perdera seu cachorro e tentava encontra-lo, o italiano logo perdeu o interesse no filme e apoiou-se em Ludwig passando a cutucar sua bochecha.

–E~~ Ludwig~~ Lu-d-wig~~

–O que foi? – perguntou ele carinhoso

–Você está feliz? Quer dizer... aqui.. comigo?

O alemão franziu o cenho um tanto desorientado com a pergunta

–Mas claro! Porque não estaria?

–É que você quase nunca diz nada... – rolou os olhos inocente

Na verdade Feliciano só estava brincando com ele, ele sabia que Ludwig estava feliz, e que o amava, mas queria vê-lo dizendo isso. Quase todas as vezes que alguém dizia “eu te amo” era o italiano, ou que fazia o carinho, ou que beijava. Ludwig era fechado, ele bem sabia, e cada momento em que ele se abria era como se uma concha no oceano se abrisse e revelasse uma pérola.

Ele queria mais uma dessas pérolas para sua coleção.

– É claro que eu estou feliz com você Feli! – Disse Ludwig o olhando diretamente nos seus olhos – Eu te amo, nunca se esqueça disso.

Os olhos de Ludwig estavam bem abertos acima dos seus, ele podia ver cada risquinho dentro daquele azul límpido. As cores das águas que ele tanto amava... A cor das orbes do homem da sua vida... A cor que mudara o seu mundo... AQUELE azul claríssimo.

E comovido com esse pensamento, Feliciano ignorou a fragilidade da “mesinha” e ficou subitamente de joelhos abraçando Ludwig e o beijando ternamente, o chocolate quente caiu e se espalhou pelo colchão.

–Feli – Disse Ludwig – O chocolate... vai manchar tudo..

–E daí? Deixa manchar... – Respondeu sorrindo com a preocupação do outro

–Mas vai ter que lavar...

–Sim...

–E vai dar trabalho

–Eu sei...

–E desperdiçamos ingredientes

–Ahan...

–E...

Feliciano subtamente colocou um dedo sobre os labios do outro

–Shiiii... Não fale mais nada. – E ficando subitamente serio – Ludwig, será que não entende que nada disso importa? Eu tenho você! O que são xícaras derramadas?

Ludwig deu uma risada contida (ainda estava preocupado com as manchas).

–Eu te amo – Disse o alemão suave

–Eu também te amo – Respondeu Feliciano

XXX

Mesmo no gélido inverno, tão diferente daquela primavera eles prosperam. Pois fora em Veneza, a noiva do mediterrâneo que encontraram o amor e o alívio, nas ruas e vielas tão intrincadas quanto seus próprios destinos os levou á lugares maravilhosos, e agora sabiam que não há mais nada para se temer, nenhum fantasma mais paira sobre suas cabeças, nenhum vulto do passado aparece em pesadelo para assombra-los á noite, pois sabem que se por um acaso acordarem assustados de madrugada há quem os console e proteja, e assim eles são felizes.

FIM

Notas finais
Well, é o final, não? ~le autora puxa o lenço e enxuga o olhos freneticamente~ Eu queria deixar isso como presentinho de Natal pra vocês, minhas lindezinhas
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!