Notas iniciais
Desculpem mesmo a demora. Eu fiquei muito doente nesse período e pra piorar meu computador foi formatado, ou seja, os caps que eu tava escrevendo foram deletados. Eu tive rescrevê-los. Espero que tenham gostado da fic. Ah lembrei que eu mudei a classificação da fic, pois as coisas vão ficar um pouco pesadas no decorrer da história, então tem que está na classificação adequada. Esse cap vai ser dedicado a Anna! Será feliz, porém doloroso. Boa leitura!

Pov’s Richard

Eu nunca me perdoei e nunca esqueci o que aconteceu. Eu não merecia um castigo melhor.

Não foi só a minha filha que morreu naquele maldito ataque. Dois de nossos acionistas mais importantes também foram assassinados. Tadashi Hamada e o professor Robert Callagham.

Eles estavam trabalhando em um projeto robótico nanomagnético chamado Microbôs. Pequenos dispositivos que poderiam se integrar como NanoMas e fazer qualquer coisa, controlados por um neurotransmissor. Eram “imãs” inteligentes.

Além de assassinarem os acionistas, os invasores roubaram o projeto em que estavam trabalhando.

O irmão mais novo de Tadashi, Hiro Hamada, ficou sob a guarda da tia, Cass. Ela também era nossa colega de laboratório. Nos ajudou a manter Elsa viva. Se sentiu arrasada com a perda do sobrinho mais velho.

Após o trágico ocorrido, Gran Pabbie investiu na segurança das bases restantes, pois todos os Complexos foram atacados.

Os arquivos sobreviventes das bases destruídas foram transferidos para outros lugares e novos investimentos foram executados.

Bases:

Alpha. Ilhas Shetland, Escócia.

Ficava em um lugar escondido chamada Ilha de Berk.

Jaeger. Sidney, Austrália.

Optimus. Tóquio, Japão.

Stone. Inglaterra, Reino Unido.

Kristoug. Washington D.C, Estados Unidos.

Apenas quem sabia do Agência Abrasax, de Chicago, eram eu e minha esposa, os Hofferson, os Strondus, e os agentes mais confiáveis de Pabbie, que eram North, Bunny e Sandman. Sand era o irmão mais novo de Black.

É inacreditável! O rapaz não se compara ao irmão, nem mesmo na aparência.

Pabbie fez questão de manter o Complexo Abrasax em segredo, até de seus funcionários, por segurança. Foi uma sábia decisão.

Com a mudança das bases, procuramos ajuda aos complexos conhecidos e ganhamos novos aliados.

Fergus e Elinor Dunbroch com os colegas de trabalho, Tui e Sina Waialiki, e, Henry e Ellen Dalans.

Os Coronas também se uniram a nós. Frederic e Arianna.

Além disso, Arianna Corona era minha irmã. Ficou mais abalada quanto eu com a perda de Elsa e por isso queria sempre estar ao nosso lado.

Nos tornamos a resistência.

Com as mudanças e tentativas de retomar nossas vidas, tivemos um momento de paz.

Apesar das buscas terem sido realizadas com vigor, não soubemos a quem Black se aliou no ataque e nem o motivo de traição.

Os invasores simplesmente desapareceram e nada mais aconteceu. Mas sempre tive dúvidas de realmente estarmos seguros.

Eles poderiam voltar e terminar o que começaram? Realmente se deram por vencidos? E se tudo isso fosse o começo?

O que sei sobre isso? Nada, com certeza. Mas temo o que que pode vir.

Se isso acontecer, eu vou estar pronto.

Todos eles vão me pagar!

Treze anos depois…

Pensativo, digitei freneticamente o teclado do laptop. No momento eu estava em casa.

Eram por volta das 04:37 da tarde. A noite chegava aos poucos.

Meu escritório estava escuro. Turvo. Iluminado apenas pela claridade do meu computador.

Quando eu estava sozinho, preferia estar na escuridão. Não consigo compreender, mas me sinto seguro assim.

Estreitei os olhos digitando novamente.

Sei que já passaram anos depois do ataque, mas nunca me conformei com a fuga de Black.

Nunca parei de procurar, pesquisar, rastrear.

Como a cápsula foi destruída… Quando o soro se perdeu… Com a Elsa, aprofundei minha pesquisa de nanolocalização no Microbôs que foram roubados.

Apesar de não ter resultado, eu nunca desisti. Vou continuar tentando.

Nenhum vestígio do soro foi encontrado, nem mesmo a mala. Tenho certeza que ainda não acabou.

— Tem certeza que não vai descer? — girei meu corpo na cadeira encarando minha esposa entrar e fechar porta – O pessoal já está arrumando a decoração da festa!

— Eu vou daqui a pouco. — respondi rapidamente me voltando para o computador.

Ouvi Lizy bufar aborrecida enquanto se aproximava.

— Nada disso! – rebateu fechando o computador.

A encarei, inconformado.

— Hoje é o aniversário da sua filha! – relatou irritada – Será que seu trabalho é mais importante do que sua família?

— Eu estou quase perto de localizar os Microbôs! – alertei – O algoritmo de rastreamento está sendo ajustado e estaremos perto de encontrá-los!

— Esquece isso Richard! – Lizy se irritou.

Ela suspirou se recompondo.

— Por favor, aceite. – pediu – Perdemos nossa filha. Não tem mais volta.

Suspirei frustrado.

Apesar de ser cruel, era verdade.

— Aquele foi pior dia de nossas vidas, mas não podemos nos lamentar por isso. — comentou – Essa é a nossa vida hoje! Vamos aproveitar isso!

Me levantei pegando suas mãos e as beijei.

Lizy sorriu me encarando.

— Tem razão. Me desculpe! – respondi antes de beijá-la.

Minha esposa sorriu.

— Vamos! — falei.

(…)

Pov’s Anna

Meu nome é Anna Snow Arendelle. Sou a filha mais nova de Richard e Elisabeth Snow, mas o sobrenome Arendelle era mais comum. Eles não gostavam do sobrenome Snow. Não sei o porquê. E moro em Washington com meus pais.

Eu tinha uma irmã mais velha, mas ela morreu quando eu tinha cinco anos. Foi diagnosticada com um doença rara 3 meses depois de eu completar 5 anos.

Meus pais me disseram que ela estava muito doente e por isso precisou ir para uma clínica médica. Depois disso, eu passei a vê-la bem pouco.

Mesmo com o tratamento e medicação, o doença prevaleceu e minha irmã não resistiu falecendo aos 7 anos.

Papai e mamãe estavam na clínica quando ela morreu. Meu pai não gosta de falar disso.

Várias vezes o flagrei chorando e se lamentando sobre a morte de Elsa. Dizia que era o culpado. Eu nunca entendi o porquê, e pra piorar meus pais nunca me explicaram essa história.

Os anos se passaram e essa história foi esquecida por todos. Mas não pra mim. Espero poder saber o que realmente aconteceu.

Bom. Mesmo que tudo tenha sido ruim, não temos que pensar nessas coisas.

Hoje, por exemplo, é meu aniversário de 18 anos. Eu ia à uma festa com minhas amigas.

No momento eu estava no meu quarto sendo arrumada por elas.

Quem são elas? Vou apresentá-las.

Rapunzel. Além de melhor amiga, era minha prima. Filha única dos meus tios Frederic e Arianna Corona. Tia Arianna era a gêmea mais velha do meu pai. Punzie, como gostava de ser chamada. Tinha 19 anos, e, era animada, gostava de aventura e situações tensas. Ela também namorava o Flynn Ryder. Um cientista auxiliar do tio Frederic. Era um cara legal.

Astrid. Era filha única de Charles e Rosie Hofferson e tinha 20 anos. Era uma garota durona, determinada, e muito boa de briga se me permite dizer. Tinha ótimas habilidades com moto, carro e um machado que havia ganhado do pai aos 7 nos. A loira namorava o filho único dos Strondus, Soluço.

Merida. Com 18 anos, era filha mais velha de Fergus e Elinor Dunbroch. Ela tinha irmãos trigêmos. O Trio Dinâmico era a catástrofe do terror! Ninguém segurava aqueles meninos! Mas apesar de ser a mais velha, Merida era pior que os irmãos! Bom senso nem sempre ela tinha! Suas habilidades incluem luta, patins, driver, arrumar encrenca, comer… e MUITO! Espadachim, uso de armas de fogo e arco e flecha. Assim como Astrid, não leva desaforo pra casa! Além do mais, era solteira. "Relacionamento" não tinha em seu vocabulário!

Moana. Tinha minha idade e era filha de Tui e Sina. Ela também tinha sua avó, Tala. Era um moça esperta, amigável, rebelde como a Merida, e muito gentil. O filho mais novo dos Dalans, Alec, tinha uma paixonite secreta (nem tão secreta) pela morena. Moana também gostava dele, mas nunca chegaram a se declarar.

Meu melhor amigo era o Kristoff. Neto do Sr. Pabbie, chefe do papai. Ele tinha 20 anos de idade, mas era muito brincalhão!

Ele precisou viajar há alguns anos. Eu tinha 12 anos. Depois disso eu nunca mais o vi.

Bom, agora que já estão bem informados…

— Fica quieta Anna! – Punzie reclamou irritada.

A loira arrumava minha maquiagem.

— Essa sua inquietação já está me incomodando! – Astrid reclamou mexendo alguns dos seus vestidos.

— Desculpa! – comentei – Tô nervosa!

— Relaxa! – Moana pediu enquanto arrumava o cabelo – Você só vai completar mais um ano! Nada de mais!

— É, fica calma! – Merida aconselhou – Agora quando você aprontar pode ir pra cadeia! Um privilégio que você não tinha antes!

Astrid e Moana caíram na gargalhada.

— Valeu Merida! – ironizei.

— De nada! – respondeu cínica passando um batom vermelho nos lábios.

Meia hora depois…

Finalmente eu estava pronta.

Um vestido lindo, mas nem tanto exagerado.

Meu cabelo estava apenas solto e ondulado. Detalhe: eu mesma arrumei.

Se eu pedisse pra Punzie arrumar, era capaz dela me transformar em uma árvore de natal!

Eu também usava uma salto avermelhado bem escuro de camurça.

As meninas também se arrumaram aqui em casa.

Astrid usava um vestido turquesa (que deixava um pouco seus ombros à mostra) escuro de mangas até o pulso com brilhinhos prateados por todo o tecido, um salto alto preto e uma maquiagem casual: sombra turquesa levemente escura, lápis preto nos olhos e um batom vermelho. A saia do vestido era rodada que ia até a metade das coxas. Seus cabelos estavam soltos com apenas duas tranças ao redor da cabeça.

Rapunzel vestia um vestido bege coberto por rendas da mesma cor, decoradas por fios dourados, mangas curtas e saia nem tão rodada. Sua maquiagem era leve com uma sombra rosada, lápis preto e gloss labial rosado. Ela também usava um bracelete de flores brancas e um salto fechado com lacinhos brilhantes. Os fios loiros estavam penteados de lado com apenas a mecha lateral menor amarrada para trás.

Moana trajava um vestido tomara que caia cor coral com saia rodada coberta por babados finos e delicados. O busto era decorado por uma renda escura com a aparência de flores e folhas. Sua maquiagem era leve com uma sombra de cor bronzeada, lápis preto e um batom cor vinho. Seus cachos negros estavam soltos e ela usava meia calça preta com apenas um saltinho preto de laço coral que mais parecia uma sapatilha. Simples, mas linda!

Merida usava um vestido verde escuro de mangas longas com brilhinhos no busto, uma meia calça preta e um salto preto brilhoso. A maquiagem com uma sombra escura, lápis preto e um batom vermelho nos lábios. Ousada? Até demais! Os cachos ruivos estavam presos em um coque mal feito que dava um charme ao seu visual.

— Nada mal! – Astrid elogiou enquanto eu me olhava no espelho — Nada mal mesmo!

— Ela foi arrumada pelas garotas mais estilosas que existem nesse mundo! – Rapunzel brincou num tom orgulhoso.

— Impossível algum garoto resistir à essa musa! — Moana me indicou com um gesto da mão.

— Moana! – repreendi.

— Por acaso alguém tem um balde? – Merida perguntou.

— Não… Por que? – Rapunzel indagou, confusa.

— É bom estarmos prevenidas! – alertou a ruiva – Os garotos convidados da festa podem babar!

— Merida! – soquei o ombro da ruiva enquanto ela e as outras riam do comentário.

Alguém bateu na porta.

— Filha?— ouvi a voz da minha mãe.

— Sim mãe! — respondi.

— Se importa se eu conversar com as meninas um instante?— indagou do outro lado da porta.

Encarei as meninas, intrigada.

— Tudo bem. — cedi.

— Nós vamos te esperar lá embaixo! – disse Astrid.

— Okay. — murmurei.

As meninas saíram do quarto.

Me olhei mais uma vez no espelho passando as mãos no tecido do vestido.

Sorri para meu reflexo.

— Vamos lá Anna! — incentivei — Hoje é a sua noite!

(...)

Desci as escadas e caminhei pelo corredor que dava acesso ao salão. a porta estava fechada.

Pus a mão na maceta e abri a porta. O cômodo estava uma escuridão completa.

Ergui a mão aberta cobrindo os olhos quando as luzes se acenderam incomodando um pouco a minha visão.

— SURPRESA! – todos no salão declararam sorridentes.

Baixei o braço, estupefata.

Estavam presentes meus pais, meus amigos, os amigos dos meus pais, meus tios e os meninos, próximos a um banner holograma brilhante escrito "Feliz Aniversário Anna!".

— Uau... – murmurei emocionada.

Haviam duas grandes mesas repletas de doces, salgadinhos, guloseimas e um bolo alto feito de chocolate em formato de castelo cujo a decoração estava impecável, entre os mais variados pratos. Parecia mais que um banquete.

Tinha um grande lustre de cristal no teto, uma corda dourada com várias lâmpadas que rodeavam o local e vários vasos de flores nos cantos da sala. O que dava um charme à festa.

— Feliz aniversário querida! – minha mãe desejou se aproximando com meu pai.

Ri emocionada enquanto eles me abraçavam.

Minhas amigas se aproximaram.

— O que achou? — Moana perguntou ansiosa.

— Pensei que me levariam à uma festa! — declarei.

— E você acha que isso é o quê? — Rapunzel se indignou enquanto se referia à festa.

Meu pai riu.

— Elas planejaram tudo e vieram nos comunicar! — comentou meu pai — Espero que tenha gostado.

— Eu adorei. — confessei emocionada — Obrigada! Obrigada gente!

— Divirta-se meu amor! — minha mãe comentou sorridente se fastando com meu pai.

— Selfie? — Merida instigou pegando seu celular.

Nos unimos fazendo poses e sorrisos para tirarmos a foto.

— Os meninos chegaram! — disse Rapunzel, empolgada.

Logo elas se afastaram. Me deixando sozinha. Ótimo!

— Parabéns miga! — me surpreendi quando Honey me espremeu em um abraço, sorridente.

Ri com seu ato.

— Valeu! — murmurei quando ela se afastou.

Fred e outros se aproximaram.

— Fala aí Anna! — disse Wasabi enquanto Fred acenava.

— Fred, Wasabi! — cumprimentei — Oi pessoal! Que bom que... Hiro! — declarei animada quando o garotinho correu até mim abraçando minhas pernas.

— Ah você veio! — GoGo resmungou antes de estourar a bolha de seu chiclete.

— Mas é claro! — afirmou o Hamada — Você acha que eu perderia essa festa!?

— Acho! — disse a garota socando o ombro do garoto.

Hiro gemeu tocando o ombro.

Foi então que Baymax, um robô gorducho e branco, apareceu.

— Não acredito que trouxeram ele! — comentei desacreditada.

— Pode crer! — Fred murmurou sereno.

— Olá! — disse o robô — Eu sou Baymax! Seu agente pessoal de saúde! Numa escala de 1 a 10, qual o nível da sua dor?

— Física ou emocional? — Hiro resmungou com uma cara emburrada o que nos fez gargalhar.

(...)

— Parabéns pra você — todos cantavam batendo palmas — nesta data querida! Muitas felicidades, muitos anos de vida!

— Faça um pedido querida! — minha mãe sugeriu tocando meu ombro.

Encarei meu pai, que sorriu amigável.

Suspirei fechando os olhos pensando no pedido.

Soprei as velas do bolo, que estavam apoiadas nos topos das torres de chocolate.

Todos aplaudiram.

A comemoração apenas seguiu. Meus pais falaram algumas coisas, inclusive meus amigos, aí Merida se juntou a GoGo na banca do Dj e a festa começou.

— Nós já voltamos! — Rapunzel declarou — Ah lembrei! tem mais um surpresa pra você no jardim!

Fiquei intrigada, porém confusa.

— Tá bem! — sorri.

As meninas foram dançar. Moana estava acompanhada por Alec.

Admirei o casal. Eram muito fofos!

Saí do salão e fui pro jardim.

Caminhei pela pequena trilha de pedras, analisando o local.

Que surpresa é essa?

Parei de caminhar, próximo a um banco no gramado, e olhei pra trás. Torci os lábios, confusa.

— Oi!

Me virei dando de cara um rapaz de smoking.

Ele era alto, loiro de olhos castanhos e, pelo seu terno, percebi que era bem musculoso.

— Oi! — falei.

— Você parece estar um pouco desorientada! — falou se aproximando — Aconteceu alguma coisa?

Franzi a testa.

— Desculpa, eu... — murmurei confusa.

— Já faz um bom tempo, né? — instigou.

Estreitei os olhos, pensativa.

Eu conheço ele de algum lugar... Não pode ser!

— Kristoff? — sussurrei desacreditada.

— Oi Anna! — falou sorridente.

Arfei rindo e corri para abraçá-lo.

Eu não o via há 6 anos quando ele viajou pra Inglaterra! Se me permite dizer, ele estava muito gato!

(N/V: Tô sentindo aroma de amor no ar!)

— É tão bom te ver! — confessei feliz.

Desfiz o abraço me afastando um pouco enquanto o encarava.

— Eu quem o diga! — declarou — Você cresceu bastante! E ficou mais linda do normal, se me permite dizer.

Sorri envergonhada sentindo minhas bochechas quentes.

— Obrigada. — murmurei.

— Eu te trouxe uma coisa. — declarou pegando uma caixinha vermelha de veludo do seu bolso e me entregou — Feliz aniversário!

Peguei o objeto e o abri.

Arquejei de leve, impressionada.

Era um pingente de prata com o meu nome.

— É lindo! — confessei desentendida — Obrigada!

Ele riu e pegou a caixinha, guardando-a no bolso.

— Põe o pingente no pescoço! — sugeriu.

Fiz o que ele disse e arquejei impressionada quando o colar se formou em volta do meu pescoço.

— Uau! — deixei escapar um sorriso e ergui o olhar, fitando-o.

— O colar todo fica no pingente. — comentou — A correntinha é feita com nanotecnologia. Ela se ativa assim que você o coloca!

— Incrível! — elogiei.

Ele assentiu com um lindo sorriso no rosto.

— Aí, eu tenho outra coisa pra você. — murmurou — O que acha de uma dança? — sugeriu.

— Claro!- respondi com um sorriso

O loiro sorriu abriu a mão projetando o holograma de um cubo. A projeção se moveu de seus dedos e se afastou um pouco pairando no ar. Logo o holograma tocou uma música.

The Scientist — Coldplay

Kristoff segurou minha mão e enlaçou o braço em minha cintura colando nossos corpos.

Discretamente, suspirei com a aproximação.

Pus minha outra mão livre em seu ombro.

Ergui o olhar fitando suas íris castanhas.

Senti meu corpo vibrar.

Começamos a nos mover lentamente enquanto Kristoff me guiava na dança no doce ritmo da música.

Deixei escapar um sorriso.

Come up to meet you

Tell you I'm sorry

You don't know how lovely you are

— Fiz essa música pra você! — sussurrou me deixando surpresa.

I had to find you

Tell you I need you

Tell you I set you apart

Arfei sorrindo.

Tell me your secrets

And ask me your questions

Oh let's go back to the start

Running in circles, coming up tails

Heads on a science apart

Kristoff se afastou e me girou segurando minha mão. Depois me puxou para si voltando a posição inicial da dança.

Pousei a cabeça em seu peitoral, me aninhando em seus braços.

Pude ouvir seus batimentos acelerados.

Ergui a cabeça, cravando nossos olhares.

Kristoff me encarou profundamente e reservou olhares entre meus olhos e minha boca.

Aproximamos nossos rostos, lentamente.

Ele fechou os olhos, e eu também.

— Anna!

Me virei me afastando rapidamente de Kristoff vendo Merida se aproximar.

A Dunbroch mordeu o lábio inferior, um pouco constrangida.

— É que... Tá na hora dos presentes! — a ruiva sorriu amarelo.

Cerrei as sobrancelhas ao encará-la.

— Vamos? — Kristoff incentivou.

Assenti sorrindo amigável.

(...)

Astrid e Soluço me presentearam com duas adagas vermelha, balanceadas e automáticas. Quando apertadas pelo cabo, suas lâminas se ativam de um lado e outro. Meu pai ficou um pouco receoso ao presente. Qual é pai!? Eu já tenho 18 anos!

Moana me deu conjunto de jóias feito por sua avó: um colar, um par de brincos e um bracelete, todos decorados por conchinhas folheadas a ouro e prata. Lindo demais!

Punzie e Flynn me deram um álbum com várias fotos de nossa infância. inclusive, tinha algumas minhas com todos os nossos amigos.

O da Merida foi uma pequena tapeçaria no qual estava bordado minha imagem. Foi tia Elinor que fez.

Os Dalans, Alec e Rupert, me deram de presente um Husky Siberiano filhote com pelagem branca em todo o corpo e marrom no focinho. Dei o nome de Olaf!

Depois dos presentes, meus amigos e todos o resto dos convidados foram embora.

Kristoff se despediu, mas disse que viria me ver logo, logo.

Depois que todos saíram, minha mãe fechou a porta e ativou a segurança da casa.

A casa não tinha ficado tão bagunçada. Que bom!

Fui pro meu quarto e fechei a porta antes de ir pra varanda.

Me apoiei no parapeito de vidro.

Suspirei sentindo frio da noite chocar em minhas bochechas.

Toc. Toc.

— Filha?— ouvia voz da minha mãe — Podemos conversar?

— Entra! — falei voltando pro quarto.

Meus pais entraram e fecharam a porta.

— Algum problema? — perguntei.

Notei que minha mãe carregava um pequeno álbum azul.

— E esse álbum? — murmurei.

Meus pais trocaram um olhar preocupado e doloroso.

— Um presente da Elsa pra você! — revelou me entregando o álbum.

O peguei abrindo-o imediatamente. Haviam várias fotos minhas com Elsa quando éramos crianças.

Arfei emocionada sentindo meus olhos se encherem de água.

— Ela deixou isso pra você quando foi diagnosticada! — meu pai comentou — Queria que te entregasse apenas hoje!

— Ela disse que era pra você abri-lo apenas quando não estivesse aqui! — mamãe confessou — Ela nos fez prometer!

Solucei o encarando enquanto as lágrimas desciam em minhas bochechas.

— Ela sabia... — murmurei chorosa.

Minha mãe me abraçou.

Enterrei a cabeça em seu ombro, chorando.

Senti meu pai se envolver no abraço.

— Me desculpe filha. — disse mamãe — Não queríamos te fazer sofrer desse jeito.

— Era pra termos te entregado antes! — meu pai se desculpou.

— Tudo bem... — funguei — Tá tudo perfeito agora! Obrigada...

Mas apesar de tudo estar ótimo, queria que a Elsa estivesse aqui. Ela estaria com 20 anos hoje. Que pena que ela se foi...

Eu te amo minha irmã. Sempre te amei e sempre vou te amar.

Notas finais
Saiu grandinho, né? E um pouco triste no final! Mas espero que tenham gostado! Até o próximo