Arthur
1 Capítulo 1
Havia um lugar tão insignificante quanto seus habitantes. nesse lugar insignificante varias pessoas monotonamente insignificantes perambulavam pelas belas, porem insignificantemente e significativamente poluídas paisagens. Muitas dessas pessoas eram um tanto instáveis e alimentavam suas mentes com pensamentos fúteis como: "oque vão pensar de mim?" "será que eu falo o que eu penso?" e inúmeras outras perguntas que, estranhamente, não pertenciam apenas ao sexo feminino- na verdade essa questão levou muitos renomados cientistas a estudarem o porquê eles não pegavam ninguém se eles pensavam quase exatamente como uma mulher, e por que, mesmo pensando igual, eles nunca conseguiam entende-las. Mas isso não é muito importante, assim como nada naquele lugar era- a essa maioria instável da população, deu-se o nome de adolescentes.
Em um realmente lindo dia- que não deixava de ser, de certa forma, incomodo- um daqueles tão insignificantes seres perambulantes decidiu que estava na hora de parar de ouvir rock n'roll e curtir páginas antipetistas. coincidentemente, um outro garoto teve a ideia de parar de ouvir funk e curtir páginas petistas. mas esse outro garoto não vem ao caso. Esse primeiro garoto chamava-se Arthur Beeblebrox- seus pais eram grandes fãs das obras de Douglas Adams- obviamente ele nunca mostrou o segundo nome para ninguém, escrevia apenas Arthur B., oque deixava a esperança no leitor de que ele possuía um nome de respeito e que merecia ser respeitado- algo que nunca aconteceria se ele mostrasse seu nome de verdade. Ele havia chegado a essa conclusão para ele espantosa pois percebeu, em algum momento no meio daquela hipocrisia e superioridade toda, que não adiantaria ele acreditar ser diferente quando ele não era. se bem que ele continuava não sendo diferente, porém explicar a um adolescente que ele não é especial é tão difícil quanto uma lesma fugir de uma supernova- não sabendo oque uma lesma faria para fugir de uma supernova ou porque uma lesma especificamente. Com todo papo de alienação da tv que ouvia e pensava que estava certo- talvez porque realmente estava- ele, no momento de transição de opinião, percebeu que a internet também o alienava. Pouco tempo depois começou a pensar que os livros o alienavam e continuou nesse caminho até achar que a vida o alienava e entrar em depressão profunda.porém, antes disso tudo acontecer, ele percebeu que já estava na hora de parar de ouvir oque ouvia e curtir as páginas que ele tinha curtido antes de pensar nisso e que ele iria reformular sua visão de mundo para ver se conseguiria fazer essa maioria da população instável parar de alimentar as suas mentes com pensamentos fúteis.
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