Arte Da Sedução
12 Teenage Dream
Notas iniciais
para compensar voces fiz um cap muitoooo grande!
A morena ainda olhava com cara de deboche para o casal, em sua tentativa frustrada de valsar. Thalia largou a mão de Nico, que estava entrelaçada a sua, e cruzou os braços rentes ao peito, arqueando as sobrancelhas. Nico tentava segurar o riso, sem sucesso.
Percy e Annabeth não sabiam como explicar a situação. Vendo o desespero do casal de amigos, a morena soltou uma gargalhada alta e sarcástica.
– Meu Deus! Vocês não sabem dançar valsa? – ela enfatizou o “valsa”, e, pela feição que lhe foi retribuída, percebeu que sua pergunta retórica e sarcástica havia sido um erro. – Meu Deus, vocês não sabem dançar valsa. – dessa vez não havia um pingo de ironia em sua voz. Nico permaneceu quieto, olhando para a cara do amigo com uma expressão de “Sério? Você não sabe valsar?”.
– Percy, Percy eu já esperava isso de você, mas de Annabeth? Agora eu estou inconformado. – disse o namorado da morena.
– Bem parece que teremos que ensinar, amor. – disse Thalia, olhando para o amante. Os dois trocaram sorrisos maliciosamente irritantes. Annabeth e Percy sabiam, tinha entrado numa enrascada. – Jason me mandou a musica que teremos que dançar no casamento, só vou ensinar vocês a se ajeitarem sem cair ou ficar com o rosto tão ruborizado como brasa. – continuou.
Thalia subiu ao palco, enquanto Nico se encaminhava para a cabine de som, onde pegou um radio e o levou ao palco. Ligou-o na tomada e plugou o pen-drive na entrada USB. Procurou o musica e a deixou pronta para começar a tocar.
– Bem, vamos aos passos básicos. Se posicionem em frente ao outro, com um pequeno passo em distancia entre os dois corpos. – começou Thalia, fazendo o movimento com Nico. Percy e Annabeth repetiram. – Agora, Annabeth, coloque sua mão esquerda no ombro de Percy. E Percy, coloque a mão esquerda na cintura de Annabeth. – meio encabulado, Percy realizou o gesto. – E, finalmente, coloque delicadamente sua mão sobre direita sobre a de Percy.
Percy e Annabeth se encaravam olho a olho. A mão de Percy formigava pelo encontro com a cintura fina da garota loira a sua frente. Relutava contra o desejo de envolver a mão da mulher – que estava pousada na sua, ao lado dos ombros – na sua. Queria sentir a sensação de como seria seus dedos finos e delicados entrelaçados aos seus. Pedia para sentir as sensações que aquela mão pequena poderia causar em seu corpo, seu ser. Suplicava que aquela boca carnuda, a qual encarava com fervor e fome, moldasse a sua, tornando o encaixe perfeito. Pedia mentalmente que ela desse o gesto que tornariam todos esses desejos possíveis, que o deixasse explorar aquele corpo perfeito e, com todas as forças do seu ser, queria possuí-la de uma forma tão perversa, que chegava a se perguntar em como chegara a ter tais pensamentos.
Annabeth sentia a mesma coisa, sem ao menos saber que o homem a sua frente desejava o mesmo que ela. Pedia que ele sussurrasse ao seu ouvido, sedutoramente, que a desejava. Queria poder entrelaçar seus dedos ao dele, sentir a mão dele se encaixar a sua com perfeição. Sentir seus lábios aos seus, suplicando-lhe por mais. Sua mão esquerda — que se encontrava no ombro do rapaz – queria, a todo custo subir pelo pescoço másculo dele, causar arrepios enquanto o arranhava levemente com as unhas, até chegar ao cabelo bagunçado, onde os bagunçaria ainda mais durante o tão sonhado beijo. Desejava sentir o impacto que seus corpos causariam ao se chocarem um ao outro durante os beijos desesperados. E, o mais esperado de todos. Suplicava para que fosse possuída por ele.
Os dois foram retirados de seus devaneios pela voz insistente de Thalia, que tentava ensina-los. Ela os olhava com os braços cruzados e sobrancelhas arqueadas. Vendo que finalmente voltara a receber atenção, a morena voltou a explicar como se dançava a tão aparentemente complicada valsa.
Nico soltou a musica e os dois casais começaram a valsar com certa facilidade. Quando terminaram:
– Bom, muito bom! Se vocês treinarem mais um pouco, talvez fiquem tão perfeitos quanto eu e Nico. – disse irônica.
Luke chegou assim que acabaram a “aula”. Ele os ficara assistindo. Quando sua presença foi notada por Annabeth, a loira decidiu se explicar. Quase ao mesmo tempo que descia do palco, Sally entrou no estabelecimento. Percy decidiu falar com ela sobre o casamento e que ele, Annabeth, Thalia e Nico iriam ter que sair.
– Oi mãe.
– Oi filho.
– Oi para você também Percy! – resmungou Quíron.
– Oi Quíron. – Percy respondeu risonho.
– O que foi querido? – perguntou a mãe, notando sua expressão de “quero dizer alguma coisa”.
– Mãe, sabe aquela festa que você sempre dá no Hallowen?
– Sei.
– Então. No dia seguinte será o casamento de Piper e Jason. Piper é a melhor amiga de Annabeth lá de New Haven. E Jason é o irmão de Thalia. Então as duas serão madrinhas. E eu e Nico somos os pares delas. Então... No dia seguinte a festa do dia trinta e um sempre fechamos, mas provavelmente não conseguiremos voltar no dia dois.
– Tudo bem filho. Eu estava pensando em fechar esses dois dias mesmo. Terá um desfile de John Galliano em Beverly Hills, e eu estou pensando em ir. Sabe, ele irá mostrar sua inéditas peças para o nova coleção da Dior! – Sally sorriu.
– Legal! Então estamos dispensados?
– Sim.
– Valeu mãe. – Percy se afastou. Uma fúria descomunal se espalhou pelo seu peito quando viu Annabeth abraçando Luke. Mas tentou fazer cara de “não estou nem ligando”, sem sucesso. Por que estava assim? Embora ele soubesse que era atraído pela amiga, ele sabia que ela havia ficado com Luke. Porque o amor era complicado?
Annabeth se encaminhou até Luke, e o cumprimentou timidamente.
– Oi...
– Oi. – ele respondeu.
– Luke... Eu não sei como dizer isso, mas... Nunca vai rolar algo entre a gente. Mas isso não quer dizer que não possamos ser amigos, não é?
– Eu sabia... – Luke soltou um riso baixo. – Parece que alguém já te tem. – ele lançou um olhar para Percy. Annabeth seguiu o olhar do loiro, mordeu o lábio inferior ao perceber seu alvo.
– Então... Amigos?
– Claro. – ela o abraçou com força. Desvencilhou-se dele e foi ao palco retirar o salto alto e vestir sua rasteirinha. Ainda tinha um show inteiro para ficar de salto. Se sentou no palco e começou a calçar o sapato. Percy se sentou ao seu lado.
– O que você foi falar com Luke? – perguntou demonstrando interesse.
– Ah, disse que nunca teríamos nada. – deu de ombros.
Percy não conseguiu conter o sorriso. O leão em seu peito rugiu demonstrando a vitória.
Quando a loira olhou no relógio de pulso, percebeu que já deveria estar se arrumando para o show:
– Tenho que ir!
– Tudo bem. Bom show estrela! – ela riu e foi ao camarim.
A madrugada chegou e o clube fechou. Todos foram para casa descansar. Todos com exceção de três.
Quíron, Sally e Rachel ficaram no escritório. Sally estava dando uma bronca na ruiva, pois ela faltara a semana inteira e nessa noite chegou atrasada e completamente drogada, causando um escarcéu por causa de Annabeth.
O mês passou sem mais nem menos, e, finalmente chegou o Hallowen.
Para a infelicidade de Annabeth, Percy, Thalia e Nico, teriam de perder a festa para poderem ir ao casamento. Os quatro se dirigiram ao aeroporto. Sally, de muita boa vontade, comprara as passagens para os quatro. Os dois homens não entendiam porque as duas levaram malas tão grandes. Para descobrir isso, chegaram a uma conclusão. Teriam de ler o volumoso e inexistente livro sobre como entender as mulheres.
O voo foi tranquilo e rápido. Duas horas apenas. Os quatro pegaram suas malas nas esteiras e se digiram ao portão de desembarque.
Assim que passaram pela porta, Annabeth deu um gritinho escandaloso. Thalia colocou a mão no ouvido e disse ironicamente:
– Fiquei surda! – Annabeth lançou um olhar reprovador para os três, que riam e saiu correndo, puxando sua mala.
– Piper!
– Annie! – uma mulher morena com um alto homem loiro ao seu lado gritou. Ela saiu correndo em direção à amiga e as duas se abraçaram com força. – Que saudade!
Os três se aproximaram. Percy com a mala de Annabeth.
– Maninho! E ai? – perguntou Thalia abraçando o loiro. Percy e Jason não viam nenhuma semelhança entre os dois.
Annabeth abraçou Jason e fez a honra das apresentações.
– Jason e Piper, esses são Nico – apontou o homem. -, namorado de Thalia. Percy – apontou o moreno. -, meu amigo e Thalia... Cunhada sua Pipes!
Percy e Nico foram com Jason até o apartamento em que eles iriam ficar. Anteriormente, o mesmo apartamento era o que Piper e Annabeth dividiam. O casal de noivos comprou o apartamento e estavam prestes a aluga-lo, assim que voltassem da lua de mel, que seria em São Francisco.
Annabeth e Thalia acompanharam Piper até o salão de beleza, onde passariam à tarde para ficarem prontas para o casamento.
Chegando a cerimônia, todas as madrinhas se encontraram com seus pares. A noiva estava prestes a chegar, então teriam de entrar logo na pequena igreja onde seria a cerimônia.
Annabeth avistou Nico, puxou Thalia pela mão e andaram até os garotos. Annabeth não pode deixar de notar em como Percy estava sexy com o terno – perfeito em seu corpo definido — e a gravata prata parecia iluminar seus olhos, deixando o verde mais suave. Nico trajava um terno que também caia bem em seu corpo, e a gravata preta reluzente deixava seu olhar ainda mais misterioso e malandro. Se isso era possível.
Assim que viu Annabeth se aproximando, Percy prendeu a respiração. Ela estava deslumbrante. O vestido vermelho tomara que caia de seda parecia tão leve em seu corpo que ela parecia flutuar ao andar. Parecia que não havia nenhuma dificuldade ao andar com o salto alto preto. O olhar encontrava-se ainda mais penetrante por causa da sombra cinza e preta esfumaçada, contrastando com seus olhos cinza. A boca vermelha parecia ainda mais carnuda, fazendo com que Percy sentisse um calor percorrer a espinha ao imaginar seus lábios sobre os vermelhos. O cabelo estava trançado com uma trança embutida, mas os cachos que caiam pelos ombros estavam mais definidos, brilhantes e macios, pelo que Percy imaginava. As unhas vermelhas em contraste com a bolsa envelope preta com detalhes em branco. Um brinco prata de pedra, junto com um colar de coração combinando com a pulseira, e por fim, um anel prateado com uma flor.
Thalia não ficava atrás no quesito de beleza. A morena vestia um vestido de um ombro só cor de creme. Uma parte de sua cintura exposta no detalhe da lateral. O salto alto dourado brilhante chamava atenção, sem ficar exuberante demais. Uma bolsa tiracolo dourada nas mãos e o cabelo preto descia por uma trança bem feita, e ao mesmo tempo despojada, pelo ombro. Os olhos marcados por uma sobra forte preta e rosa, e um gloss transparente para dar brilho aos lábios. Brincos dourados de argolas nas orelhas e um colar da mesma cor. Varias pulseiras douradas no pulso e um anel duplo dourado de strass combinando. Nas unhas, o esmalte roxo brilhante contrastava com a bolsa.
– Você ta maravilhosa, amor. – Nico deu um beijo delicado nos lábios de Thalia. Que sorriu em resposta, abraçando o moreno enquanto ele passava o braço pelos ombros da mulher.
– Vo-você tá... Linda, Annabeth
– Atenção! Os padrinhos e madrinhas venham aqui, por favor. – gritou a cerimonialista em frente a porta fechada da igreja.
Thalia e Nico deram as mãos. Percy ofereceu o braço a Annabeth, que aceitou contente. Annabeth notou que Jason estava inquieto no começo, de braços dados com a mãe. Assim que a cerimonial os colocou na ordem para entrarem na igreja, Annabeth viu um carro preto parar em frente à igreja. O sorriso enorme de Jason apareceu em seu rosto.
Piper chegara.
A música começou a tocar, e as portas de madeira pesadas e detalhadas foram abertas. Jason entrou sobre o sorriso de todos, seguido dos padrinhos. Thalia e Nico estavam na frente de Percy e Annabeth, por isso entraram antes deles, segundos depois, percy e Annie entraram. Thalia e Nico se posicionaram ao lado direito do altar, onde Jason ficaria. Annabeth e Percy andaram calmamente até o lado esquerdo, o lado de Piper no altar. Sempre fora tradição os amigos e familiares de cada um dos noivos ficarem ao seu lado no altar.
Por alguns segundos, a pequena igreja rústica ficou em silencio. Finalmente, a tão conhecida e famosa marcha nupcial começou a tocar. As portas foram abertas, revelando Piper em seu maravilhoso vestido. Ao seu lado se encontrava o pai de Jason. Como o pai de Piper havia morrido, ele se oferecera para leva-la até o altar. Assim o filho entraria com a mãe.
Piper estava simplesmente deslumbrante. O sorriso era enorme, demonstrando a felicidade que sentia por estar ali. Seus olhos brilhavam de ansiedade, ou talvez, brilhavam pelas lagrimas de alegria que queriam descer.
O vestido de noiva da morena era maravilhoso. Tomara que caia, e o contorno do busto ordenado em pedras brilhantes. Um traspassado em seda por volta cintura, caindo para trás como uma calda, substituindo o véu. A enorme saia bufante do vestido lembrava a uma princesa. A cada passo que ela dava, era possível ver o sapato de salto branco por baixo da saia. O sapato era totalmente branco, mas a frente e o salto em si eram cobertos de strass. O cabelo trançado. A trança começava na lateral da cabeça, indo até o outro lado, terminando num coque despojado com cachos nas pontas. Nas orelhas um pequeno brinco brilhante. Uma corrente prata com um coração no pescoço e as unhas estavam pintadas de branco com brilho. A maquiagem era dourada com os cílios bem ressaltados e os lábios pintados com um batom rosa forte. No dedo da mão esquerda o anel de noivado prateado. Na mão direita o buque de lírios rosa e branco destacava-se. Mas não mais que seu sorriso.
Piper entregou o buque a Annabeth e se voltou para o padre. A cerimônia ocorreu entre lagrimas de felicidade dos convidados e dos noivos e sorrisos exuberantes de maior alegria que as lagrimas. Então entrou a priminha de Jason. Sua aparência era de seis anos. Ela carregava as alianças numa pequena almofada gelo. Os votos foram trocados:
– Piper. Quando eu conheci você, parecia que uma luz havia se apoderado de minha visão. Quando notei, a luz vinha de você. O seu brilho me chamou a atenção. Sua bondade, seus sorrisos, sua risada... tudo! Você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Sem você, eu poderia estar sem rumo. Você me fez largar os vícios do cigarro. Você me fez enxergar como é viver novamente sem depender de algo. Porem, eu acho que você falhou na sua missão. Você me fez depender de uma coisa. Me fez necessitar dela, e nunca vou larga-la. Esse meu novo vicio é você. Obrigada por aparecer na minha vida. Eu nunca vou te decepcionar. E eu vou viver com você para sempre. Na alegria e na tristeza até o meu fim. Eu amo você. Sempre vou amar. Então... Piper McLean, aceita sem minha esposa?– foi impossível para Piper segurar as lagrimas depois de tal discurso. Sua voz saiu firme quando aceitou, as lagrimas caíram em maior intensidade. Annabeth também chorava, e Percy a abraçou com força. Não para conforta-la, mas para que ela percebesse que ele também estava emocionado. Por incrível que parecesse, Thalia, a durona, estava aos prantos. Seu namorado não estava diferente, mas conseguiu secar uma lagrima que desceu com a mão antes que alguém visse.
Jason colocou a aliança no dedo de Piper. A morena enxugou as lagrimas e pegou a outra aliança, tomando a mão do futuro marido nas suas. Respirou fundo e começou seus votos:
– Jason Grace. Meu amor, minha vida. Minha única razão de existir. Parte do meu ser. Não gosto nem de pensar em como seria minha vida sem você ao meu lado. Dando-me força e carinho. A meu ver, minha vida não teria sentido, não teria rumo. Hoje, eu me caso com você, realizando meu sonho, desde quando o conheci. No nosso primeiro encontro, eu estava muito feliz, mas quando nos beijamos pela primeira vez, parecia que estava transbordando de felicidade. E, a cada dia, a cada minuto e segundo, eu estou mais presa a você. Você, com esse seu jeito, esse jeito perfeito pelo qual eu sou apaixonada, faz com que eu me apaixone todo dia por você. Meu coração e meu corpo estão em chamas, apenas por você estar na minha frente. Você é tudo o que eu preciso. Eu finalmente encontrei você, um homem em quem eu posso confiar. Embora esteja assustada por estar seriamente apaixonada, não tenho medo, pois você é quem guarda meu coração. E eu tenho certeza que você não vai quebra-lo. Eu estou totalmente apaixonada por você! – ela fez uma pausa e respirou fundo. — Jason Grace, você aceita viver ao meu lado, com todos os meus defeitos e problemas, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, para sempre?
– Aceito. Para sempre! – ela coloca a aliança no dedo anelar esquerdo do, oficialmente, marido. E o padre começa:
– Eu vos declaro marido e mulher. Pode beijar a... – o padre nem precisou terminar.
Piper colocou uma mão de cada lado do pescoço, enquanto seu marido a puxava para si pela cintura. O beijo começara calmo e delicado. Em questão de segundos, os dois trocavam um beijo tão cheio de amor que dava dó de separa-los para que eles pudessem ir ao salão onde seria a festa.
Com gritos de incentivo e alegria, os convidados se levantaram e aplaudiram.
– Guardem um pouco para a noite de núpcias! – Thalia gritou rindo, depois voltou a bater palma. Jason e Piper se afastaram rindo. Jason olhou para a irmã e revirou os olhos, fazendo com que a morena risse ainda mais.
Annabeth entregou novamente o buque para a amiga. Piper arrumou a calda de seu vestido e se virou para Jason, depositando um beijo rápido em seus lábios. Com um movimento rápido, Jason passou o braço pela cintura da esposa e a pegou no colo. Piper teve que se segurar em seu pescoço rapidamente para que não caísse. Suas pernas balançavam enquanto ele andava até a o fim da igreja. Quando estavam prestes a passar pela porta, o sapato de Piper saiu de seu pé. Jason a colocou no chão, pegou o sapato e se ajoelhou. Piper se equilibrou em um único pé e estendeu o outro, enquanto Jason o colocava novamente em seu pé pequeno.
Todos soltaram um alto “awnn” e começaram a sair de seus lugares, para irem até a festa.
Os quatro padrinhos se dirigiram até onde o carro que o pai de Thalia emprestara para os quatro. Thalia dirigiu até a festa. Percy e Nico jogavam conversa fora no banco traseiro. Thalia às vezes ria em concordância. Annabeth não soltava um pio. Ela se lembrava de todas aquelas lembranças. Todos os momentos que Piper e Jason viverão juntos.
As brigas idiotas e as noites de insônia consolando Piper enquanto assistiam filmes de comédia romântica e se empanturravam de sorvete. Os gritos histéricos compartilhados quando Piper mostrou o anel de noivado para ela, acordando-a no meio da noite com um torpedo dizendo que estava noiva. É claro que naquele dia Piper não voltou para casa. Ela tinha que “comemorar”.
Quando se deu conta, o carro já estava estacionado e já haviam chegado no salão. Na porta, a cerimonial os deixou entrar depois de confirmarem seus nomes na lista. Assim que entraram, perceberam o bom gosto que Piper tinha.
A decoração era baseada em rosa, por causa do buque. Mas não rosa para todo lado. Em pequenos toques e detalhes.
O hall de entrada consistia numa sala. Ao fundo, uma parede vazada dos lados. Esses lados levavam parar dentro do salão, onde as mesas se encontravam. Uma mesa de centro rodeada por sofás cheios de almofadas. Na frente da parede de fundo, a mesa de doces, cheia de flores e arvores de bambu. No teto, velas penduradas em suportes de vidro davam um ar romântico no local.
Passaram pela parede e entraram no salão. Mesas cobertas por toalhas coloridas, bem ao estilo da noiva. Vasos pequenos de plantas no centro das mesas. Todas bem decoradas com várias taças e prataria.
A mesa do bolo era linda. Uma mesa rústica de madeira escura e polida. Um bolo de andares com bonequinhos de noivo e noiva. Mais doces espalhados e arranjos cheios de flores.
A festa rolava enquanto os noivos não chegavam. O DJ soltava musicas animadas, deixando o pessoal louco para dançar. Quando de repente, um foco de luz ascendeu virado para a parede da entrada. Os noivos apareceram de mãos dadas sobre grito eufórico de todos.
Acenando para todos, os dois se dirigiram a pista de dança. Onde começaram a dançar a famosa valsa. Já estava tudo combinado. Um casal de padrinhos entraria em determinado tempo da musica.
Os dois dançavam romanticamente, não desviando o olhar. Annabeth sorriu ao ver a felicidade da amiga. A cerimonial acenou e os pais de Jason entraram na pista, dançando também.
Ao próximo sinal, Annabeth entrou seguida de Percy. Deveria ser o nervosismo ou o fato de querer Annabeth para si. Mais Percy a puxou pela cintura que os dois corpos se chocaram com força. Thalia e Nico entraram em seguida.
Annabeth relaxou depois de um tempo, recostando sua cabeça no ombro de Percy, que não conseguiu conter o sorriso de triunfo. A valsa terminou e todos aplaudiram o casal de noivos, que se beijavam ternamente.
A festa começou agitar, e logo o jantar foi servido. Já passava das duas da manhã quando Annabeth foi descansar no sofá do hall. Tirou o sapato e massageou o pé.
Ela não havia bebido muito, não tanto para ficar de ressaca, mas o suficiente para ter uma dor de cabeça fraca.
– Você esta bem?
– Estou sim. Só descansando. – ela respondeu e olhou para Percy que se sentou ao seu lado.
– Estranhei você ter saído. Acredita que começou a tocar Born This Way agora de pouco e a Thalia deu a louca? Começou até a dançar igual vocês dançam no clube. Mas Nico conseguiu fazê-la se conter. – ele encostou as costas no encosto do sofá e passou o braço pelos ombros da garota. Que se aconchegou contra seu peito pelo toque. Gargalhou altamente imaginando a cena, mas no meio do riso, seus lábios foram calados por outros.
Parecia que seu cérebro havia derretido. Por quanto tempo sonhara acordada com aquilo? Não lembrava. A sensação calorosa que aquela língua ágil deixava na sua era desnorteante.
Sem receber qualquer comando algum, as mãos da loira forma em direção aquele cabelo bagunçado, apertando-o e puxando-o. Aqueles lábios carnudos tinham um sabor adocicado que viciava cada vez mais. As mãos do moreno apertavam levemente sua cintura. E, com as mãos, levou-a até seu colo, fazendo com que ela sentasse em sua coxa e suas duas pernas ficassem penduradas do mesmo lado, por causa do vestido.
Terminaram o beijo com um delicado nos lábios. Percy depositou um beijo terno em sua testa, entre as sobrancelhas. As testas dos dois se encostaram e se encararam profundamente. Misturando cinza ao verde.
– Como você se sente? – sussurrou Annabeth.
– Eu não sei... – claro que ele estaria mais lento que o normal. Annabeth conseguira sentir o gosto do álcool misturado à língua dele.
– Vamos deixar para lá... Sei lá... Uma semana para pensarmos? – ele concordou calmamente e beijou Annabeth.
Quando se separaram, a voz de Piper soou altamente.
– Agora, todas as solteiras devem vir aqui para pegar o buque! – gritos de animação da parte das mulheres soaram pelo salão.
Annabeth sorriu e puxou Percy pela mão, indo até o salão. Um amontoado de mulheres estava na frente do palco, onde o DJ se encontrava. Piper estava no palco, Jason ao seu lado. Dentre as mulheres que se pisoteavam para ficar na frente e ter a chance de pegar o buque, estava Thalia. Era evidente que ela bebera, pois estava empurrando todas e xingando quem que entrasse na sua frente.
Percy parou ao lado de Nico, que olhou atentamente para a mão de Percy e Annabeth, entrelaçados. Annabeth soltou sua mão do aconchego da de Percy, andando rapidamente – por causa do salto, para a multidão de mulheres.
Conseguiu, com esforço chegar à frente, junto com Thalia. Piper virou de costas e contou até três. Chegando ao terceiro numero, jogou o buque. E quem o pegou?
Thalia.
A morena deu um berro. E Jason gargalhou gritando:
– Isso ai, mana!
– Chupa cambada! Eu peguei a porra do buque! – Thalia berrou, apontando para as outras mulheres. Annabeth ria ao seu lado. – Mas... Espera ai! Esse não é o buque! – ela gritou novamente, apontando para o buque colorido.
– Tem razão. – começou Piper no palco, falando novamente ao microfone. – Não é o buque que eu usei. Eu quero entrega-lo a uma pessoa que eu amo muito, e que viveu toda essa felicidade minha com Jason, comigo. E eu quero que ela seja tão feliz quanto eu estou hoje. – ela devolveu o microfone para o DJ e desceu do palco, com o buque verdadeiro nas mãos. Se aproximou de Annabeth e lhe estendeu o buque. Annabeth o pegou com lagrimas nos olhos e abraçou a amiga. – quero que você seja feliz, Annie. Quero que tenha para você o que eu tenho com Jason. – murmurou em seu ouvido.
Uma salva de palmas foi dada e a balada começou novamente.
Já eram quatro da manha quando eles decidiram ir embora. Como Annabeth foi a que menos bebeu, ela dirigiu. Chegou ao apartamento que outrora dividira com a melhor amiga. Pegou o molho de chaves da bolsa e abriu a porta. Os garotos haviam se encarregado de, mais cedo, deixar as malas no apartamento. Thalia dividiria o quarto com Annabeth e os homens dormiriam na sala.
Thalia tomou banho e depois Nico. Annabeth entrou no chuveiro e deixou que a água relaxasse seus músculos doloridos. Quando voltou, já vestida com o pijama, encontrou Percy assistindo a um jogo de basquete. As malas dos dois estavam no corredor.
– Os dois se trancaram no quarto. Estavam animados se quer saber. – ele disse dando de ombros. Percy não estava tão bêbado quanto Nico, mas como não conhecia a cidade, nem quis saber de dirigir.
– Ah. Pode ir tomar banho. – Annabeth respondeu. Ele foi.
Quando o moreno voltou, apenas com a calça de moletom, encontrou Annabeth comendo um pacote de salgadinhos. Seu peitoral definido úmido a mostra, o que deixou Annabeth um pouco desconfortável, já que, quando ele aparecera, ela encara com desejo. Ele se sentou ao seu lado e começou a comer junto com ela.
De tempos em tempos, era possível ouvir gemidos vindos do corredor. Aquelas paredes não eram grossas o suficiente para conter a excitação de Thalia. Meia hora depois, Annabeth já estava irritada:
– Assim não dá! Nem pra assistir televisão eu consigo. – sim, já eram cinco da manhã e eles ainda assistiam jogos de basquete. Percy riu.
Mudaram de canal e encontraram o filme “Sombras da Noite” passando em um canal. Bem na hora em que ocorria um beijo bem quente entre os protagonistas. Annabeth mordeu o lábio inferior, se virou para olhar para Percy, mas esse já capturava seus lábios com o seu.
O beijo foi ficando cada vez mais envolvente. Desejo se apoderando dos dois corpos. Annabeth foi empurrada para baixo e Percy deitou por cima dela, sem depositar seu peso em seu corpo pequeno e fraco.
Annabeth não se conteu. Entrelaçou as pernas pela cintura de Percy e o puxou para baixo, encostando seus sexos. Já era possível sentir a ereção do homem que beijava.
– E aquela semana... – Percy começou se referindo a semana que eles iriam pensar sobre os dois. A semana que falaram durante sua conversa no casamento.
– Foda-se a semana e a conversa. – Annabeth voltou a beija-lo com fervor.
Notas finais
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