Arte Da Sedução
3 Hello New York
Notas iniciais
Acordando com um sacolejo, Annabeth percebe que chegou a cidade de Stamford, onde faria uma conexão.
Desce a estação. Sim, essa é a cidade onde fica a famosa universidade de Stamford. Essa conexão duraria apenas uma hora, tempo suficiente para reabastecerem o ônibus e os passageiros irem ao toalete e comerem alguma coisa na lanchonete.
Uma rajada de vento gélido passou pela garota, fazendo com que vista seu casaco de couro branco sobre o corpo arrepiado. Afinal, era outono! Claro que ia ter ventania.
Anda rapidamente até a entrada da rodoviária, onde, provavelmente, não estaria tão frio. Completo engano.
Por mais que ali não ventasse, o clima ambiente era gelado. Seguiu até o banheiro, onde fez suas necessidades e escovou os dentes, a fim de retirar o gosto de “acabei de acordar” da boca. Passou mascara para cílios e um gloss rosa na boca.
Caminhou até a lanchonete. Observou o que o local oferecia e seu estomago roncou de fome. Fez o pedido e sentou em uma das mesinhas, analisando a grande rodoviária. A garçonete entrega a comida e bebida e Annabeth acaba com sua fome estrondosa.
Pagou a conta e voltou ao ônibus, que saiu logo em seguida.
Não pode deixar de adormecer novamente. A viagem estava tão entediante quanto as antigas aulas do colégio sobre Civilizações Mundiais.
Algumas horas depois de adormecer, a loira acordou. Sua energia estava totalmente recarregada. Por pura sorte, acordara no momento exato em que o ônibus entrava nos territórios da cidade tão sonhada por ela.
Percebendo que era a única acordada, não pode deixar de rir com a própria sorte. Assim que os primeiros prédios apareceram, afastou a cortina da janela e analisou a cidade com um sorriso bobo de felicidade estampado no rosto. Debruçou-se na janela, apoiando o queixo nos braços.
De repente, fez algo que sempre sonhou em fazer. Abriu a janela, deixando que o barulho da cidade que não dorme penetrar no ônibus, fazendo com que muitos passageiros acordassem reclamando do som alto.
Enfiou a cabeça para fora da janela, sentindo o ar poluído penetrar pelas narinas. Tossiu baixo e abriu um sorriso enorme enquanto sentia o vento bater em seu rosto, balançando seus cabelos. Não pode deixar de gritar de felicidade. Parou apenas por causa dos sussurros de passageiros que queriam voltar a dormir. Mas isso não a impediu de continuar a olhar pela janela, analisando todos os hotéis iluminados pelas luzes e holofotes.
Descendo na estação, dando risada como uma criança, pegou suas malas e se dirigiu ao balcão de informações.
– Com licença, você sabe de algum lugar que esteja alugando apartamentos? Não precisa ser luxuoso.
– Sim, nesse endereço. – diz o moço entregando um papel para a recém-chegada.
Entrando em um taxi, diz o endereço para o motorista que tenta ultrapassar o transito de horário comercial da cidade.
Ainda abismada com a nova vida que começaria, olha pela janela, como fizera no ônibus, tentando guardar todos os detalhes da cidade. Queria tudo registrado na memória, para poder contar para Piper, quando estivesse acomodada em seu apartamento.
Chegou ao local indicado no papel do atendente da rodoviária. Paga o motorista, e observa o local. Era um bairro de classe média, bem localizado e movimentado, o que a deixou mais segura. Olhou o prédio com a plaquinha de “Alugam-se Aptos”. Era um prédio antigo, pintura descascada e sem qualquer jardinagem na frente.
Entrou e localizou um senhor de uns 60 anos e que exibia um crachá com o os dizeres: Alberto, síndico.
– Olá! – disse a menina alegremente para o senhor – Gostaria de alugar um apartamento.
– Oh, veja senhorita. – puxou uma planta do prédio que exibia os tipos de apartamento.
– Qual é a faixa de preço? — o senhor entregou um catálogo com os preços e tamanhos dos apartamentos oferecidos de cada andar. Escolheu um que o preço era razoável e escolheu o que queria.
– Obrigada. – pegou a chave que o homem estendia e pagou a entrada do apartamento.
Subiu as escadas que Alberto indicará, chegando ao segundo andar. Abriu a porta, vendo um apartamento com uma sala/cozinha, uma porta que levava ao quarto e outra ao banheiro. Não era muito luxuoso, mas o suficiente para ela. Como não tinha moveis, deu graças a Deus, por ter um sofá, uma geladeira, uma cama, pia, chuveiro... Os itens básicos de sobrevivência.
Como estava muito cansada, deitou na cama que rangia e adormeceu.
Quando acordou, já era noite. Percebeu que estava morrendo de fome, novamente.
Ela andou até a mala, abriu e pegou uma troca de roupa e uma toalha. Trouxera poucos itens, pois não sabia se ia ficar temporariamente ou para o resto da vida.
Saindo do chuveiro, penteou os cabelos molhados e trancou a porta ao sair.
Na rua, tudo ainda estava movimentado. Andou em busca de um caixa eletrônico do seu banco, e, por pura sorte, encontrou a sede dele. Sacou um pouco de dinheiro e voltou a andar. Encontrou um restaurante chamado Chili’s e entrou.
Pediu um prato com arroz, bife, salada, brócolis e milho cozido na espiga. Para beber, uma limonada de morango.
Pagou e saiu do restaurante, andou mais um pouco para conhecer seu novo endereço, quando notou um grande movimento de carros e pessoas.
Aproximou-se do local, e viu que era um bar. Nem tinha certeza se era ou não um bar, mas viu que tinha shows.
Glam.
Entrou no lugar, e foi barrada na porta.
– A entrada é 20 dólares. – disse secamente o moço que ficava no caixa, ao lado da porta.
Pegou o dinheiro e pagou para poder entrar.
O lugar era escuro, sua iluminação era de luzinhas embutidas no teto, mas isso não iluminava muito. As mesas ficavam numa plataforma mais alta, como se fosse um pequeno palco. Do lado direito estava o bar, com bebidas alcoólicas e não alcoólicas. Do lado esquerdo, uma entrada de duas portas, com uma placa de neon dizendo “Streap-Tease”. No fundo havia um palco enorme, e um palco menor do lado esquerdo e direito, cada um com duas barras de aço presas ao teto e chão, que só poderiam ser de pole-dance.
Mulheres cantavam e dançavam no placo central, e Annabeth se imaginou ali, cantando e dançando. Ninguém sabia desse segredo, mas Annabeth era apaixonada por canto e dança. Ela sempre sonhara em um dia, ser uma cantora ou bailarina cobiçada, que todos gostariam de contratar.
Só percebeu que ficara parado no meio do caminho, quando um rapaz de avental esbarrou nela derrubando todas as bebidas coloridas e bem arrumadas com frutas no chão.
Virou-se para pedir desculpa, com medo de que fosse expulsa do local. Mas não consegui dizer nada, pois se perdeu nos olhos verdes daquele homem.
Notas finais
gentemmm, eu to cansada de escrever em pov's, entao mudei para primeira pessoa!! acho mais facil de explorar o assunto, as emoçoes e sentimentos da personagems.
olhemm!!! quando eu fui para Orlando, eu comi nesse restaurante que mencionei, esse mesmo prato e por incrivel que pareça, existe limonada de morango, é rosa e muitoooo gostosa!!
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