Arte Da Sedução

5 Something's Got A Hold On Me


Notas iniciais
oi, voltei!!!!

Percy tinha que admitir, Annabeth é uma garota muito bonita. Quando ele vira aquele bando de homens bêbados assediando a moça, não pode impedir que os hormônios lhe subissem a cabeça.

Quando a puxou para longe deles, um choque elétrico percorreu seu corpo, arrepiando todos os pelos que tinha. A cintura fina dela se encaixou tão perfeitamente em suas mãos como se tivessem sido feitas especialmente para ele. A única coisa que desejava era que ela voltasse no bar àquela noite.

Em seu apartamento, Annabeth dormiu tranquilamente. Acabou acordando depois do meio-dia, tão tarde que dormira na noite passada. Pretendia andar um pouco pelo bairro a ponto de conhecer mais seu endereço, mas antes decidiu ligar para sua melhor amiga, Piper.

Pegou o celular e digitou o numero. Piper atendeu apenas no sexto toque.

– Alô!? – respondeu uma voz sonolenta do outro lado da linha, seguida por um bocejo.

– Piper? Sou eu, Annie!

– Ah, Annie! Você quer me matar do coração menina? Porque não me ligou?

– Desculpe, estava tão cansada que nem lembrei. – contou emitindo a parte do bar que fora na noite passada.

– Sei... E ai, como estão as coisas?

– Tudo bem, arranjei um apartamento pequeno.

– Que legal! Ei, mesmo você ai longe, você vai ser minha madrinha, não é?

– Claro que vou morena! Como se você fosse aceitar ter outra madrinha.

– Ai amiga, estou com tantas saudades!

Conversa vai conversa vem, as duas se despedem e Annabeth vai fazer sua higiene matinal, a uma da tarde.

Chegando a calçada, o vento desarruma os cachos pendentes de seu cabelo sob o chapéu preto de fita brilhante, e seu vestido florido. Embora fosse outono, o vento era gelado, mas ele contrastava com a sensação térmica quente.

Passeando pelo bairro, passa em frente ao Glam. Para a caminhada para olhar o lugar de fora. Um pequeno jardim bem cuidado, com arvores aparadas em formatos geométricos e flores coloridas plantadas na grama. O ar de frio de outono não impediu de pendurarem bruxinhas em cordas na entrada do cabaré. Era Outubro e tudo estava decorado para o dia das bruxas. Abóboras na porta, vassouras de palha no jardim e as famosas bruxinhas.

Uma plaquinha exibiu o horário de funcionamento do local, vendo que abriria bem mais tarde, a loira decidiu voltar a andar. Mas um movimento dentro do estabelecimento fez com que mudasse de ideia.

Chegando perto da porta, empurrou com força a abriu. Viu que todos os garçons estavam lá, cozinheiros, bar-mans e dançarinas.

– Não é que você veio mesmo hoje!? – exclamou Percy enquanto abria uma caixa de papelão e retirava varias vodkas de dentro.

– Ora, eu disse que viria. – respondeu Annabeth, se desviando de uma dançarina que estava procurando a liga. – Porque a correria?

– A chefe chega daqui dois dias, temos que nos preparar. A propósito, não me apresentei, me chamo Nico. – o moreno estendeu a mão e Annabeth apertou.

– Annabeth.

– Hey, Annabeth, esta procurando emprego? – perguntou Leo, interessado na garota.

– Estou. – respondeu dando de ombros.

– Porque você não trabalha aqui?

– Ouw, não, não e não! Leo você viu o que deu com ela ontem com aqueles caras bêbados, é por isso que minha mãe não tem garçonetes. – disse Percy.

– Vamos lá Percy... – Leo se aproximou do amigo, de modo que Annabeth não conseguisse ouvir a conversa, pois conversava com Nico. – Ela é gata e serviu bem as mesas! Vamos, cara... pelo seu amigo aqui!

– Ta bem... — suspirou Percy, vencido. — Annabeth, você gostaria de trabalhar aqui?

– Claro. Obrigada.

– Mas, você terá que se vestir a caráter, roupas pretas e levemente sedutoras... Afinal, aqui é... Ah você sabe.

– Eu volto já. Só vou me trocar. – saiu correndo em direção ao seu apartamento.

Percy admitia, estava feliz dela trabalhar ali. Era uma garota bonita e simpática, que conquistara rapidamente seu interesse.

Dez minutos depois, Annabeth voltou exibindo apenas uma meia arrastão, sandálias altas e um sobretudo preto. Entrou no local e guardou sua bolsa numa área reservada para funcionários e retirou o casaco.

Quando se virou novamente para ajudar os outros, notou que todos os homens a analisavam de cima a baixo.

– O que foi? – perguntou ingenuamente.

– Você ta... – Percy falou enrolado com as palavras.

– Muito gostosa. – completou Leo.

– Ah, Annabeth! – começou Percy — Você não conhece todo mundo, deixe-me apresenta-la. – se aproximou da garota e colocou a mão nas costas da garota, bem na região da cintura. – Os bar-mans são: eu, Nico Di Ângelo e Grover Underwood.

– Grover? – perguntou a menina sem entender.

– Ele não estava aqui ontem e esqueci de falar dele. Os que ficam na cozinha são Charles Beckendorf, Chris Rodriguez, Tyson, que é meu irmão mais novo, e Castor e Pólux que são gêmeos. No som ficam Travis e Connor Stoll, que são gêmeos também. Os garçons são: Leo Valdez, Will Solace, Frank Zhang, Lee Fletcher, Luke Castellan e Michael Yew. – Annabeth sorria e apertava a mão de todos dizendo “prazer”. – Vou apresenta-la as dançarinas.

Percy a conduziu até uma porta com uma plaqueta dizendo “camarim”. O lugar era uma zona. Figurino, perucas, chapinhas, Babyliss, hairspray, maquiagens e lingeries para todo lado. Numa parede ao fundo, várias penteadeiras com luzes fortes para maquiagem.

– Olá meninas! – todas responderam. – Essa é Annabeth... Qual é seu sobrenome mesmo?

– Chase.

– Meninas, essa é Annabeth Chase e ela será uma garçonete. Bom, Annabeth essa é Bianca Di Ângelo, irmã do Nico. Silena Beauregard, namorada do Charles. Clarisse Le Rue, namorada do Chris. Júniper, namorada do Grover. Katie Gardner, namorada do Travis. Zoe Nightshade. Hazel Levesque, namorada do Frank. Rachel Elisabeth Dare, namorada do Will. Reyna, e Thalia Grace, namorada do Nico.

– Seu nome é Thalia Grace? – perguntou Annabeth enfatizando o “Grace” enquanto apertava a mão da menina.

– É sim. – respondeu a garota estilo punk com um sorriso torto.

– Eu tenho um amigo chamado Jason Grace.

– Eu tenho um irmão chamado Jason Grace. De onde você é?

– New Haven.

– Meu irmão mora em New Haven. Ele vai se casar...

– Com a minha melhor amiga. – Annabeth completou dando risada. As duas estavam prestes e desatar uma conversa animada, quando Percy as interrompeu.

– Annabeth, eu tenho que mostrar mais coisas para você.

– Oh, ok! Até logo garotas!

Voltando ao bar, Percy começou:

– Annie...

– Annie?

– Me desculpe, seu nome é meio comprido então...

– Tudo bem, é que só minha melhor amiga me chamava assim.

– Então, você servirá as meninas entre os shows.

– Ok. — ela ficou quieta durante alguns segundos. — O que tem ali? – perguntou apontando para a porta onde estava escrito “Streap-tease”.

– Ah, meu pai cuida daquela área, nada haver com a nossa. Meus pais são divorciados, mas o dinheiro da entrada é da minha mãe, pois temos mais gastos. Ele só lucra com o que pagam lá.

– Ah, ok. Você ta usando delineador? – perguntou estreitando os olhos.

– Combina com o visual do lugar. – Annabeth tinha quase certeza, Percy era gay.

Os dois dias se passaram rapidamente depois que Annabeth começará a trabalhar. A loira descobriu que os homens eram eufóricos e nunca ficavam quietos, já as mulheres eram dóceis e tranquilas.

Certo dia Annabeth perguntou o que os garotos achavam delas dançarem com roupas mínimas.

– Eles nem ligam. – disse Silena.

– Vocês cantam também?

– Não, apenas dublamos as grandes cantoras. — Completou Thalia.

A cada dia a amizade de Annabeth com o grupo crescia.

No sábado Annabeth entrou no estabelecimento do Glam e quase foi atropelada. Era o dia em que Sally Jackson e seu assistente, Quíron, voltavam de uma famosa degustação de vinho na França.

– Quem é Quíron? – Annabeth perguntou para Frank.

– É o braço direito de Sally. Eles nunca se desgrudam ele a ajuda com os figurinos e a montar os shows.

– Ele é bravo?

– Não. Ele legal. E se você o achar estranho, já vou avisar que ele é gay.

– Ele é igual ao Percy? – Frank riu com essa pergunta, pois entendeu que ela era uma piada. Porém, Annabeth achou que ele havia concordado com ela.

A noite caiu e o clima ficou tenso, mas isso não impediu que a porta fosse aberta para os clientes.

Já era quase meia-noite quando Leo parou de conversar com Annabeth e voltou rapidamente para o trabalho. Annabeth olhou para a porta, enquanto pegava a bandeja e saia para atender as mesas.

Na porta uma figura alta, de cabelos negros como tinta e compridos até a cintura, olhava para o local de modo superior. Trajava uma maia-calça café, uma bota cano alto preta, uma blusa de seda marrom e uma saia estilo mullet vermelha, e por cima, um casaco até os joelhos, preto. Embora Annabeth nunca tivesse usado essa palheta de cores, achou bem bonito.

Atrás da chefe, Sally Jackson, vinha seu fiel companheiro, Quíron. Era mais baixo que ela e tinha poucos cabelos, a barba era rala e usava óculos, dando um ar de superioridade, era possível se sentir intimidado perto da dupla. Usava uma calça social preta, um sapato social da mesma cor, uma camisa branca com um suéter cinza por cima, e um casaco preto para terminar. Annabeth admitia, ele tinha estilo.

Voltando a servir as mesas, Annabeth viu que os dois seguiram até o bar o começaram a conversar com Percy.

Percy sentiu um nervosismo quando a mão foi conversar com ele.

– Olá querido. O que aquela menina faz aqui? — foi direto ao assunto.

– Aquela é Annabeth. Nossa nova garçonete.

– Desde quando eu deixo você contratar pessoas? – perguntou com tom brincalhão.

– Ora mãe... – sorriu.

– Percy, você sabe que não contratamos mulheres para servir. – disse sabiamente, Quíron.

– Mas ela quer trabalhar, ela derrubou uns copos que eu segurava num dia em que Frank faltou e perguntou se eu podia ajudar. Eu disse que só se ela fosse garçonete e ela aceitou.

– Hum, sabe o que quer... – murmurou Sally, pensando em algo. – Ei, garota. – chamou. Annabeth se aproximou nervosa.

– Sim?

– Eu vou deixá-la trabalhar aqui. Mas não faça mais coisas sem me consultar.

– Sim senhora! – sorriu demonstrando felicidade.

– E nunca mais me chama de senhora.

– Sim senh... Sally.

– Pode voltar ao trabalho. – assim a menina saiu. – Senhora! Quem eu sou? Minha mãe?

– Sim senhora! – brincou Quíron.

– Ora Quíron... — a mulher séria soltou uma risada gostosa. — Até mais Percy. – então ela e Quíron seguiram para o escritório.

Atendendo um cliente, Annabeth não deixou de sorrir. Logo estaria realizando seu sonho. Logo estaria ao lado das garotas naquele palco! Era só ter um pouco mais de intimidade com Percy e a dupla dinâmica.


Notas finais
vcs acham que o percy é gay??? e o que vcs acharam da sally poderosa e do quiron gay??

mais 5 para o prox!!

Feliz Ano |Novo para todos!!!