Arte Da Sedução
4 I'm With You
Notas iniciais
– Me... Desculpe-me... – Annabeth respondeu encabulada enquanto se abaixava para ajuda-lo a pegar os cacos de vidros no chão.
– Sem problemas. – ele respondeu com sua voz rouca, forte e sexy, fazendo-a com que se arrepiasse por inteiro.
– Serio, me desculpe...
– Eu já disse que não tem problema... – cortou-a secamente. Vendo que seu olhar ficou triste, prosseguiu – Desculpe.
– Sem problemas. Há alguma coisa que eu possa fazer?
– Não, a única coisa que eu preciso é mais garçons... A casa esta cheia hoje, mas minha mãe não contrata mais funcionários...
– Sua mão é dona desse lugar? – a loira pergunta interessada, mas não esperou a resposta – Eu posso ajuda-lo.
– Não precisa, você é uma cliente. E sim, minha mãe é dona... Não quero ser grosso, mas eu não devia estar falando com você sobre esse assunto, tenho mesas para atender e eu nem sei seu nome...
– Annabeth. Meu nome é Annabeth.
– Annabeth, belo nome. Percy. – completa enquanto estende uma mão para um cumprimento.
– Sério, eu não tenho nada para fazer a noite inteira, posso ajudar. – Annabeth morde o lábio inferior num gesto de dúvida, enquanto espera Percy terminar de analisa-la de cima a baixo.
Enquanto analisa a conhecida, percebe que seu corpo é esbelto e torneado. Um perfeito estilo violão, quadris da mesma largura que os ombros, que não fica desproporcional em seu corpo pequeno. O moreno percebeu que a cintura era bem fina, mesmo que ela estivesse escondida pela bata solta. Seios médios, não fartos, redondos e empinados, o tamanho perfeito para caber na mão de um homem. As pernas eram compridas, com coxas não muito grossas, mas trabalhadas. O bumbum não era caído, mas se destacava sutilmente no jeans apertado, lembrando a forma de um coração. Finalizando tudo, deduziu que a achara muito excitante.
– Venha. – começou a andar pela multidão de clientes, com a loira esbelta atrás. Chegando atrás do balcão de bebidas, ofereceu um avental curto feminino para ela, que o prendeu na cintura como se fosse uma saia. – Bom, eu e Nico fazemos as bebidas. Quando a casa esta cheia, Frank, um garçom, vem nos ajudar, porem ele esta de férias. Os garçons não estão dando conta do trabalho, então estou fazendo duas coisas ao mesmo tempo. Pegue isso e prenda o cabelo – mandou estendendo um bloquinho e uma caneta azuis a uma Annabeth que tentava decorar tudo o que ele disse e ia dizer enquanto fazia rapidamente um rabo de cavalo. – Cada mesa tem um número, você vai atender apenas a área do Frank, que são as mesas oito à dezoito. As outras são de outros garçons.
– Percy, um mojito! – gritou um garoto robusto, moreno e mais alto que Percy.
– Saindo.
– Ouw, quem é a gata? – perguntou dando um sorriso galanteador para Annabeth.
– É... Uma conhecida. Ela vai nos ajudar hoje. Annabeth, este é Leo, Leo, esta é Annabeth.
– Prazer. – a loira estendeu a mão exibindo um sorriso gentil.
– O prazer é meu. – respondeu Leo, beijando as costas da mão de Annabeth.
– Mojito. – gritou Percy, estendendo um copo de cristal com bebida alcoólica e menta.
– Percy, era de morango.
– Puta que o pariu hein, porque não disse, eu tenho muitas bebidas para fazer. – irritado, começou a preparar o de morango. – Lição número um, Annabeth: Sempre me diga qual é o sabor. Toma aqui a bebida e vaza Leo. – Leo pegou a bebida e saiu. – Continuando, você chega à mesa, e pergunta quais são os pedidos. Depois de marcar tudo, inclusive o numero da mesa – enfatizou essa parte. – Você vem aqui e fala para mim quais são os pedidos. Se alguém pedir alguma porção, você vai naquela janelinha e grita, grita mesmo, para Beckendorf o pedido, e pendura o papel dos pedidos no prendedor. A comida é separada da bebida, e nunca, nunca se esqueça do numero da mesa. E quando saírem da mesa, limpe-a. – antes que continuasse com a enxurrada de informação, um garoto forte, mas não tão alto, de cabelos e olhos negros perguntou:
– Percy, onde esta os Black Label?
– No armário três, Nico. – gritou de volta.
– Quem é essa?
– Depois eu explico. – se voltou novamente para Annabeth. – Entendeu tudo?
– Entendi.
– Então, mãos na massa. Ah, caso eu esteja com muitos pedidos, você pede para o Nico fazer as bebidas. Vou avisar ele e Beckendorf sobre você, ok? Agora vá!
Annabeth rapidamente saiu indo em direção à multidão de pessoas que assistiam aos shows e faziam os pedidos. Olhou novamente para Percy, que estava cheio de pedidos, e fazia duas batidas ao mesmo tempo, uma em cada mão.
“É, a casa esta cheia! Teremos muito trabalho hoje.” Pensou Annabeth.
Ela admitiu a si mesma, demorou a encontrar as mesas a qual fora destinada. Chegando numa mesa em que três casais sentaram, viu na placa que era uma mesa sua. Aproximou-se, respirando fundo:
– Boa noite. Gostariam de fazer o pedido? – perguntou docemente, abrindo um sorriso angelical.
– Eu quero uma batida de pêssego. Mas pede para colocarem bastante vodka. – disse uma mulher ruiva. O homem abraçado a ela se manifestou logo em seguida:
– Para mim, um mojito tradicional. – anotando tudo corretamente na folha com o numero treze em cima, se virou para um casal de negros ao lado.
– Uma Margarita. – disse a mulher.
– Para mim, um Whisky e uma água com gás. – completou o homem. Annabeth olhou para a última mulher, uma morena e deixou a caneta preparada.
– Um Sex on the Beach. – anotou e esperou o ultimo homem a se decidir.
– Gim.
– Chegará em alguns minutos. – se afastou e andou até o bar.
– Percy, uma batida de pêssego com vodka extra, um mojito tradicional, uma margarita, um Sex on the Beach, Gim, um copo de whisky e uma água com gás.
– Já sai! A mesa 14 esta chamando. – disse, apontando para o monitor que piscava o número dessa mesa. – Desculpe, esqueci desse detalhe.
– Sem problemas. – saiu andando até a mesa 14, onde encontrou um homem com duas mulheres se esfregando nele. – Chamou?
– Sim, traga mais conhaque, um pisco e um Hi-Fi. – disse o homem enroladamente, com um halito horrendo de álcool.
– OK. – anotou o pedido e o número da mesa. Saiu fingindo que não viu uma das mulheres enfiar a mão dentro da calça do homem.
– Percy, um pisco e um Hi-fi. Onde eu encho o copo de conhaque?
– Entre aqui no bar, na bancada atrás de mim. Qualquer pedido desse tipo sinta-se a vontade para fazer. – encheu o copo e reservou, pegando outro copo e enchendo de whisky enquanto Percy terminava o Gim.
Colocou todos os pedidos prontos em uma bandeja e esperou Percy terminar o pisco e o Hi-Fi na bandeja. Saiu para entregar os pedidos, parando primeiro na mesa treze.
– Aqui estão as bebidas. – entregou cada uma a seu devido consumidor e anotou a porção de nachos que eles pediram. Foi para outra mesa e entregou as bebidas ao trio excitado.
Estava indo em direção à janelinha da cozinha para deixar o pedido da mesa treze, quando parou para atender a oito, onde quatro moços de vinte e três anos aparentemente, viravam suas vodkas.
– Oh bonitona! – disse enroladamente, demonstrando que estava bêbado. – Eu tenho um pedido! – sorrio, alargando mais ainda a gravata, já solta. – Eu... Eu quero um... Já sei... Um oral bem gostoso. – Annabeth não pode deixar de arregalar os olhos.
– Como é? – perguntou bobamente, só aumentando o interesse do garoto.
– Isso mesmo que você ouviu. Quero que você chupe meu pau! – riu alegremente.
– Não só o dele! De todos nós. – disse outro.
– Eu quero comer essa bundinha gostosa. – o que estava ao lado de Annabeth, apertou seu traseiro. Annabeth não pensou que esse lugar teria bêbados, sua mente ingênua de virgem também nunca pensou que bêbados dariam em cima dela usando tal palavreado. Olhou assustada para os quatro, e arregalou mais ainda os olhos quando viu um abaixando o zíper e tirando o membro para fora, começando uma leve masturbação.
Annabeth ameaçou se afastar, mas o mesmo que apertara sua bunda, a pegou pela cintura e puxou-a para si. Antes de cair em cima do que a puxara, outro par de mãos a agarrou pela cintura.
“Eles vão me levar para algum lugar e vão me estuprar!” pensou tragicamente. Porém, o segundo par de mãos que a agarrara era de Percy. Ele a puxou para trás de si, deixando-a longe dos quatro retardados.
– Devo pedir que se retiram. – disse calmamente. Agora, dois se masturbavam, mas vendo a expressão enraivecida de Percy, rapidamente guardaram seus sexos e os quatro engoliram em seco quando dois seguranças apareceram e os levaram ate a saída para pagarem.
– Me desculpe. Eu não devia ter deixado você bancar a única garçonete daqui. – desculpou-se Percy.
– Sem problemas, eu sabia que poderia passar por isso. – mentiu descaradamente. Era obviu que não imaginara essa situação.
– Se quiser ir embora, eu vou entender. – ele disse.
– Não eu fico. Obrigada. – saiu andando até a mesa 16, pensando em como eram hipnotizante o olhar de esmeraldas daquele homem.
Aproximadamente três da manha, fecharam o local. Ela se despediu de Percy, sem aceitar o dinheiro que ele ofereceu pelo trabalho. Prometeu a Percy que voltaria na noite desse dia que começava para ajudar novamente. Chegou a seu apartamento e dormiu serenamente, pensando num moço de olhos verdes e na sua noite agitada.
Notas finais
Feliz Natal gente!!! esse é o presente de voces por mandarem o numero de reviews que eu pedi!! + 4 para o proximo!! bjs!!!
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