Art Is A Bang!
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Notas iniciais
É, eu estou animada com a fic *--* kk. Esse não tem praticamente nada de comédia (eu não resisti e escrevi meio dramático ç.ç) mas espero que gostem mesmo assim >.<
beijos
Capítulo 3
POV’s Mitsue
É, essa não seria uma noite muito boa. Não seria nada boa. Por que apesar de toda a minha insistência, eu ainda teria que dormir na cama dele. E isso me afetava mais que tudo até agora. Embora eu tentasse esquecer tudo que aconteceu, o passado ainda tinha uma enorme influencia sobre mim. É. Com certeza não seria uma noite nada boa.
Logo após o jantar tentei demorar ao máximo na mesa, empurrando a comida de um lado para outro no prato, o que só adiou o inevitável. Konan praticamente me empurrou até o quarto no final do corredor e como eu não tinha mais nenhuma roupa ela me emprestou uma minúscula e fina camisola, que ficara meio folgada. Eu não conseguia imaginar como ela podia dormir com aquilo, mas talvez fosse usada para outras coisas que eu preferia não pensar.
Eu não queria ter vindo até aqui, não se soubesse o que encontraria. Eu já sabia que ele havia fugido da vila, mas não haviam falado que ele viera para a Akatsuki. E agora eu fora realmente forçada a vir para o mesmo lugar. No início os dois estranhos com capa me perguntaram algumas coisas e eu respondi, mas logo descobri que eles não eram da aldeia e tudo saiu do controle por que eu os ataquei. É, um ato bem inútil. Porque senão chegaria aqui consciente e traria ao menos algumas coisas básicas.
Tomei um banho no pequeno banheiro que Deidara dividia com Sasori (que dormia no quarto ao lado) e observei a cama de casal de aparência confortável à minha frente. Nós não disséramos nada durante o jantar, mas os olhares trocados mostraram o quanto eu me sentia desconfortável em relação a isso. E o mais estranho é que se me perguntassem se eu queria dividir o quarto com Bakurei Deidara há alguns meses, eu diria sim.
A cama era de madeira escura, assim como o guarda-roupa, o chão e a mesinha sob a TV. As paredes eram brancas, mas uma pintada de amarelo dava um pouco de alegria ao lugar. Havia quadros de bombas nucleares explodindo e coisas parecidas que não faziam muito sentido.
Deitei na cama relutante. Todos já estavam dormindo (ou era o que eu esperava) e eu não teria coragem de falar com ele pessoalmente para reivindicar sua cama. Permaneci encolhida no canto mais distante, seu cheiro presente ali me inquietava. Eu não sentia esse cheiro há muito tempo... E não poderia dizer que não sentia saudades daquela época. No entanto eu não sabia o que sentir, se estava feliz por estar tão perto dele ou se estava triste e com raiva por estar tão perto dele. E não, não é tão confuso assim.
O sono parecia fugir de mim. É verdade, eu estava nervosa, mas por que não conseguia dormir? Lembrei de quando era pequena e minha mãe me aninhava em seu colo, cantando uma canção de ninar tradicional do País da Terra. Isso parecia ser a tanto tempo.
Por fim desisti e levantei para ir tomar um copo de água. Minha esperança era de que eu não me perdesse nos inúmeros corredores. Encostei os pés no chão gelado e me arrepiei por baixo da fina camisola. Não parecia estar tão frio debaixo dos cobertores.
Andei calmamente pelos corredores vazios, que estavam em silêncio total não fosse os estranhos barulhos que vinham da porta onde se via escrito Hidan. Virei várias esquinas, me perdendo algumas vezes, tentando lembrar o caminho por que Konan me levara. Então finalmente consegui chegar à sala principal, onde a TV estava ligada em um volume baixinho e Deidara dormia no sofá.
Seu rosto mostrava uma expressão serena, ao contrário de quando ele estava acordado. A mesma expressão de alguns anos atrás, quando ainda passávamos tanto tempo juntos. Seus cabelos estavam jogados no braço do sofá, a franja afastada deixava à mostra deu olho esquerdo, o que não era muito comum.
Por que eu sentia tanta atração para ir para perto dele? Seria errado, muito errado. Mas ao mesmo tempo em que eu tentava me convencer de que aquilo não era certo, algo dentro de mim me dizia que não tinha nada de errado em querer me aproximar. Mas eu realmente queria apenas me aproximar?
Não, eu não podia.
Consegui me afastar e andar até a cozinha, pegando um copo de água e bebendo-o. Cada gole parecia descer rasgando por minha garganta seca. Antes que me desse conta, a água tinha acabado. Desde quando me tornara tão distraída? E embora odiasse admitir, o motivo estava no cômodo ao lado, dormindo enquanto o televisor passava um filme qualquer.
Deixei o copo na pia e voltei para a sala, desligando a TV e indo para o meu quarto em seguida. Dessa vez achei o caminho mais facilmente até o quarto no final do corredor à direita, indo até a cama e deitando no canto mais afastado. Torcia para que conseguisse dormir agora, e foi o que aconteceu. Mas mal soubera eu que esse sono seria povoado por um único rosto sorrindo serenamente para mim, com pedras e fogueiras ao fundo.
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