Notas iniciais
esse capitulo é o ultimo que posto no ano kkkkkkk
tem um pouco de ação e um novo planeta que resolvi colocar na historia.

Era fascinante. Sempre fui o Mogadoriano de mais confiança dele, mas ele nunca havia me contado que era um Lorieno. Depois de alguns dias vivendo nas memórias de Setrákus, eu pude perceber também que nós compartilhávamos os mesmos sentimentos e pensamentos. Eu não podia interferir nos atos dele, eu era apenas um expectador que estava dentro de seu corpo.

Era tudo tão bom e agradável, que eu não percebi que tinha passado 20 dias. E se alguém tivesse sentido minha falta? Ou pior, se Setrákus voltasse e avistasse meu corpo na máquina? Talvez eu pudesse estar morto, e preso dentro das memórias. Será que isso era possível? Eu não sabia onde eu estava me metendo, eu não sabia nem como voltaria para a realidade. Talvez nunca. Foi então que eu lembrei em uma coisa me deu esperança, se havia varias pastas para eu escolher, talvez o conteúdo da que eu escolhi acabaria uma hora e eu teria minha realidade de volta. Não era a mais inteligente das suposições, mas era a única que eu tinha no momento. Resolvi então deixar levar e ver até onde eu iria chegar. Outra coisa prendia a minha curiosidade, se fosse possível controlar aquilo de alguma maneira, eu gostaria de saber mais a fundo sobre a vida e segredos de meu Senhor. Se eu pudesse avançar mais um pouco. Sair dessa vida de bebê, achar alguma coisa mais interessante para ver, algum de seus segredos mais obscuros.

Eu não gostava de admitir, mas o ser que eu idolatrava não era um dos mais gentis do Oitavo Domínio Leste da Galáxia, nem o mais bondoso. Ele ganhava de longe de qualquer um que já conheci. Confesso que não conheci muitos seres, mas havia rumores que no Décimo Nono Domínio Leste da Galáxia havia seres que conseguiam colocar Setrákus no bolso. Nunca estive lá para poder contar para vocês detalhadamente, como eu disse somente rumores. Não tenho tempo para te explicar sobre todos os domínios do Leste, Oeste, Sul ou Norte da galáxia, mas uma coisa você deve saber, só somos uma ameaça para vocês por que estamos mais próximos do seu planeta. Se viajar por todos os Domínios irá perceber que nós somos a menor de suas preocupações, perto de outros seres que vivem por ai, somos os mais inofensivos. Permita-me explicar um pouco sobre os Jow-Layers (traduzido para seu idioma fica um pouco esquisito, pois eles estão á quilômetros e quilômetro de distancia então não existe qualquer semelhança em sua linguagem, escrita e cultura)

São seres extremamente perigosos, fui um custo muito grande dominar o planeta deles Jow-lay. São seres muito altos e fortes, eles se sentam em tronos gigantes de quase cinqüenta metros. Resumindo, são verdadeiras montanhas, são bem gordos em relação ao seu tamanho, tem vida média de 8 000 anos terráqueos. Lembro-me daquela invasão como se fosse ontem...


Eu estava liderando o meu Esquadrão, como já disse anteriormente era o primeiro esquadrão a atacar, tínhamos feito muitas analises sobre os Jow-layers, mas não importava os estudos, não estávamos preparados para o que nos esperava naquele planeta.

- Senhor, estamos prontos. Podemos entrar no território inimigo? – o Mog 800 me pergunta. Eu me viro e repondo:

- Calma, só mais um momento... – nossa nave estava no meio da floresta deles, vários desses seres estavam por perto, e não podíamos arriscar ser vistos. Isso era praticamente um suicídio, se um deles pisasse em cima de nós, mataria praticamente nosso esquadrão inteiro. Eu ouço os passos, já está longe o suficiente para podermos colocar o nosso plano em prática. – Podem sair... Rápidos e silenciosos, precisamos chegar no governante e ai sim poderemos nos divertir um pouco. VÃO LOGO SEUS VERMES!!! – eu gritei e isso os deixou mais motivados ainda. Meu esquadrão era o melhor, sempre obedeciam às ordens.

Chegar ao Governante do Planeta foi fácil, não tinha animais no planeta deles, eram verdadeiros carnívoros, comiam tudo o que se mexia, e para o nosso azar nós não somos seres que ficam parados.

Acho que ainda não explicamos sobre nossas armas, elas também foram criadas e desenvolvidas por nosso mestre e criador, Setrákus. Elas são canhões que nunca fica sem munição, ele absorve matéria viva como arvores e possíveis animais pequenos que ficavam ali no meio. Depois de absorvida, ela se transforma em energia sobrecarregada. Ou seja, libera uma onda de energia capaz de destruir qualquer coisa. O meu era um canhão de primeira linha, desenvolvida especialmente para comandantes.

Atravessamos a floresta sem maiores problemas, chegamos na Caverna onde estava o Jow-layer governante. Eles não tinham tecnologia nenhuma naquele planeta. Por isso não nos preocupamos muito com armadilhas e coisa parecida.

- Chegamos, a partir de agora. Silencio redobrado. – fui guiando meu pelotão até onde estava dormindo o Governante. Ele era muito maior do que os outros. Mas estava dormindo. Chamei o Mog 800, ele estava trazendo o amplificador de Energia, basicamente aumentava em uma potencia de 50 vezes o raio de energia de um canhão normal. Foi um tiro muito rápido, não sobrou muita coisa do Jow-layer, e o que sobrou não estava muito reconhecível. – Agora, se preparem, eles ouviram o tiro. Na verdade a Galaxia inteira ouviu o tiro. Eles estarão aqui, então corram o mais rápido que puderem, quanto mais perto da nave estivermos quando nos alcançarem, melhores serão nossas chances.

Meu esquadrão era composto de Mil e Quinhentos soldados, alguns ficaram comigo dentro da caverna, outros na entrada da caverna, alguns espalhados pela floresta, vigiando para dar algum sinal quando o perigo se aproximar.

Quando saí da caverna com meus soldados, os Jow-layers já estavam atacando a parte que estava na floresta. Monstros de 100 metros atacando e matando dezenas de soldados de uma vez só.

Quando estava correndo em direção da nave, o Mog 800 me perguntou:

- Mas comandante, os outros que estão feridos na floresta? Vamos deixá-los para traz? – não gostava de admitir, mas tive que dizer:

- Eles já estão perdidos. Se quiser pode voltar, mas isso será suicídio. Venha comigo e tenha uma pequena chance. – e continuei correndo.

Não tínhamos mais chances. No caminho conseguimos matar 8 desses monstros, deixamos algum feridos demais para poder nos seguir. Quando aparece um na minha frente, ele me pegou de surpresa, como eu poderia ter deixado um monstro de 100 metros chegar tão perto sem perceber. Dei um tiro nele, sua perna esquerda já era, mas ele iria cair em cima do nosso pelotão. Estávamos muito perto para poder correr, era nosso fim.

Eu não iria me entregar tão fácil assim, eu não fui criado para morrer esmagado por um monstro daqueles. Mirei para o alto, em cima da minha cabeça, e atirei. Sangue de cor verde se espalhou para todo lado. Eu particularmente estava coberto dele. Mas estava vivo. Minha arma perfurou a parte de seu abdômen e abriu um buraco brande o suficiente para salvar todos nós. Todos nós menos um, o Mog 800 estava fora do alcance e foi esmagado. Talvez se eu não tivesse falado para ele me seguir ele não estaria morto, mas agora eu não poderia fazer nada. Continuei meu caminho.

Era difícil ver eles se aproximando por causa das arvores.

– Quem foi o imbecil que pousou a nossa nave na floresta? — eu perguntei furioso.

– Foi o Senhor mesmo, comandante, você é quem dá as ordens e coordenadas – respondeu o Mog 750. Eu estava prestes a dar uma resposta, quando eu vi mais um se aproximando. Ele estava perto, fiquei observando por uns segundos e percebi que não era um Jow-layer e sim dois. Duas dessas bestas enormes nosso pequeno grupo já estava em desvantagem acho que tínhamos uns 200 soldados, não seria suficiente.

Nós nos escondemos, eles podiam ser grandes, mas não escutavam muito bem. Meu grande erro foi deixar eles se aproximarem muito achando que não nos notaria. O primeiro nos viu e estava preparando um ataque, quando o que estava atrás acertou um golpe em seu próprio companheiro. Eles tiveram uma breve luta, e depois o segundo finalmente derrotou o primeiro arrancando a cabeça de seu oponente.

Logo após, tudo estava se explicando. O Jow-layer estava diminuindo de tamanho. Ele foi diminuindo e perdendo a forma até sumir entre as arvores, segundos depois onde estava o monstro gigante, estava Setrákus. Ele olhou diretamente para nós e disse:

- O que vocês estão fazendo recuando desse jeito? Vamos lá. Agora vocês estão acompanhados comigo e não precisam de reforços, vamos mostrar como que vocês esses 200 Mogadorianos dizimaram um planeta inteiro em minha companhia.

Parece que as palavras dele, nos deram forças, cada um de nós segurávamos as armas com mais força e estávamos prontos para lutar. Setrákus, e mais 200 Mogs estavam prestes a dominar mais um planeta.

A verdadeira luta estava para começar.

Notas finais
até o proximo... e nele vcs poderao ver Titio Satrákus lutando...