Sabe aquelas histórias que começam com um “Era uma vez...”?..Sabe, essa não é uma delas. Aquelas são histórias felizes, onde tudo termina bem, já essa, acho que ainda não teve o seu final feliz, então, vou lhe contar tudo. Meu nome é Jonathan Harris, e pelo que eu sei, sou um Semideus. Provavelmente, você deve estar se perguntando:” Que diabos é um Semideus?. Semideus é resultado do “Amor” entre um mortal com um deus. Nós temos uma vida meio agitada sabe?.. Ela conta com matar monstros, fugir de armadilhas criadas por inimigos e ainda, aguentar as Deusas que acabaram traídas, sendo muitas vezes dela, a Deusa Hera, mas, não vem ao caso. Eu moro em Nova York, para ser mais exato, no Brooklyn. Minha mãe nunca se orgulhou muito, principalmente, porque seus dias de glória acabaram. Ela, Debby Harris, era uma famosa Atriz que fez várias novelas e Seriados, porém...Caiu na decadência ao conhecer meu Pai, porque, afinal de contas, ela não ligava mais pro trabalho, somente, para satisfazer os desejos dele. Ela sabia que ele era casado, por isso, era sua Amante. Ele lhe dava presentes constantes, mas, um sempre ficou com ela. Um colar com uma inscrição no que parecia ser Grego antigo, dizendo: “Eterno.”. Quando ele partiu, ela entrou em desespero , e mais tarde, caiu na Bebida. Tudo mudou quando ela soube que estava grávida de mim. Daí em diante, ela começou a agradecer, porque ela sempre sonhou em ter um filho, principalmente dele.

Sábado, Dia 22 de Novembro de 2012..Finalmente, completo meus quinze anos. Só falta um mísero ano para eu sair de casa, ter minha independência e tudo mais!.. Sabe, eu não detesto minha mãe, mas, a nossa convivência nunca foi muito boa. Eu sempre tive que me virar em tudo, principalmente quando ela começou a trabalhar em seu novo emprego, no Mercado Rápido, Onde os seus produtos são achados na velocidade de um raio!(Eu sei, o logo é extremamente cafona.).Acordei muito tarde naquele dia, talvez, porque eu não tenha dormido muito bem a noite. Tomei uma ducha muito rápida e vesti meu casaco e minha calça jeans rasgada. Nunca fui um garoto que fez sucesso com as meninas, mas, algumas delas me consideravam bonito. Bom..Eu tenho uma estatura da minha idade: 1,73m. Meus cabelos são negros, o que puxei evidentemente da minha mãe. Já os meus olhos.. São tão claros quanto o céu, o que eu acho que eu devo ter puxado do meu pai. Não sou muito musculoso, tipo, bombado ao máximo. Tenho um corpo robusto e forte, mas, não exageradamente. Nunca tive uma namorada séria.. O que eu acho uma pena, porque, talvez, eu poderia fazer ela feliz, Mas, a minha personalidade ajuda um pouco.. Sou muito calado e tímido. Só me abro com os meus amigos verdadeiros, ou seja, dois ou um. Fui rapidamente até a cozinha e vi o meu café da manhã predileto: Ovos com bacon e torradas. Você deve achar: Ah, isso é muito comum, todo mundo come. Você tem que entender que minha mãe recebe muito pouco, ou seja, ter isso no café da manhã é quase um banquete!

-Parabéns filho.. Não é muito o que eu pude fazer, mas, é o seu café da manhã preferido. -Disse ela com um sorriso no seu rosto, porém, parecia triste por não ter me dado algo melhor.-

-Mãe...Não me importa, a senhora fez o que podia fazer, e isso é o que me faz feliz.-Forcei um sorriso no meu rosto e dei um beijo em sua testa.-

Sentei-me na cadeira e comecei a DEVORAR o meu café. Acabou que eu não pude nem saborear muito, pois, afinal de contas, tinha que sair o mais rápido possível de casa, já estava atrasado 15 minutos para o trabalho. No fim da nossa rua, a Michal Street 45, existe uma loja de disco de Matt Debbory. Matt é o meu melhor amigo, e também, meu conselheiro e meio que pai. Ele tem uns 25 anos, mas, sempre cuidou de mim como se eu fosse um filho pra ele, o que chega a ser estranho. Ele tem um laço de amizade com a minha mãe muito forte, que as vezes, eu acho que eles poderiam ser mais que amigos, mas, o Matt tem namorada, então, nem rola. Ele acabou sendo atropelado por um carro quando era criança e ficou paralítico, mas, nunca perdeu o sorriso em seu rosto, sempre rindo da vida. No caminho, eu encontrei o senhor Maxwell Sectum. Ele é muito estranho, sempre fica me observando com uma cara de ódio. Eu nunca falei com ele, mas, parece que ele me conhece a tanto tempo e que eu fiz algo de errado. Continuei meu caminho e entrei na loja, sendo recebido pelo Matt.

-E ai, cara, feliz aniversário!-Disse ele me entregando uma caixa dourada com um símbolo estranho, sentado em sua cadeira de rodas.-

-Valeu Matt, e não precisava do presente. -Abri a caixa e me deparei um canivete, o que era bem legal, mas, também, estranho.-

-Você vai precisar para se proteger..Você não está seguro aqui, você tem que vir comigo, Jonathan.

Demorei um pouco para entender o que ele disse, afinal, ter dislexia não é muito bom.. Sempre fui lerdo para raciocinar as coisas, porém, quando o assunto era História antiga, eu era muito, mas, muito bom.

-Ahn..Eu e você..Vamos pra onde?-Disse com um certo de medo, me afastando um pouco, me encostando no balcão, cruzando os braços.-

-Acampamento Meio-Sangue, local para...-Ele foi interrompido, afinal, o senhor Maxwell entrou na porta, que fez um barulho de rangido. Ele parecia abatido e seus olhos estavam amarelados, fixados em mim.

-Hm.. Finalmente encontrei você.. Seu babaquinha...-Ele se dirigiu a mim com uma expressão de ódio, até que rapidamente, o senhor Maxwell deixou de existir e uma aberração com asas e garras surgiu.-

-JONATHAN, SE ABAIXA!-Disse Matt, enquanto se levantou da cadeira rapidamente, revelando suas pernas cabeludas com cascos.

Pera..Matt era um Bode? Como assim? E o que diabos era aquela criatura que havia se formado?.. Minha cabeça processava isso, porém, quando me deparei, Matt havia sido lançado no chão com brutalidade, enquanto a criatura deu um rasante sobre mim. Me abaixei de imediato, e por instinto, retirei o canivete de meu cinto, abrindo rapidamente. Quando ela foi dar o segundo rasante, fui muito mais rápido e finquei a lâmina no seu tórax, abrindo-a de imediato. O monstro se desfez em um pó amarelo.Corri para o meu amigo que não estava desmaiado, somente, machucado nas costas.Ele me disse com seriedade:

-Jonathan, pegue as chaves do carro e vamos embora daqui, mas, primeiro, vamos passar na sua casa.

Eu estranhei a ordem dele, e principalmente, as suas pernas, afinal, ele nunca tinha me mostrado isso. Pensei que não havia segredos entre nós, porém, eu estava obviamente errado. Retirei do cinto dele as chaves e o arrastei até o carro. Liguei-o com certo medo e parti em direção até minha casa, tremendo. Subi as escadas com rapidez, e encontrei minha mãe sentada no sofá com uma mochila já pronta.

-Olá senhora Debby...-Disse meu amigo fazendo uma breve reverência a minha mãe.-

-Olá Matt.. Aqui estão as coisas dele.. Acho que chegou a hora..-Disse minha mãe com um tom entristecido, sei olhar nem na minha cara.-

Ah, ai sim, eu fiquei com muita raiva dela. Que diabos de mãe não dá nem um adeus para o filho ou coisa do gênero?.. Pelo amor de deus, essa mulher é como um monstro, sem capaz de sentir remorso ou amor. Enfurecido pela sua atitude, peguei minha bolsa e bati a porta com força. Matt demorou alguns minutos, até que desceu e entrou no carro. Mandou que eu seguisse caminho pela Estadual, até Long Island. Obedeci suas ordens, pensativo, aliás, furioso e pensativo.

Após por volta de duas horas de viagem, tensão e medo de ser pego pelos policiais da Rodovia, chegamos a uma trilha de pedras. Algumas estavam até soltas, mas, seguimos em direção a uma placa, que estava no que parecia ser grego. As letras rodavam em minha mente, até que se encaixaram e eu pude ler imediatamente:

-BEM VINDO AO ACAMPAMENTO MEIO-SANGUE!-

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.