Armistice
7 Minha garota maluca
Notas iniciais
Minha garota
Ace ainda dormia, Bonney havia acordado primeiro, provavelmente seria muito tarde já.
Bonney tocou sua testa checando a temperatura. Estava sem febre, era sinal de que já estava melhor. Sendo assim, a capitã arrumou-se para ir ao convés.
Alguns homens bebiam, comiam, se divertiam e outros trabalhavam. Bonney observava todo o movimento do navio imaginando se havia perdido toda daquela tarde ou se o dia havia sido calmo, talvez eles já estivessem próximos ao por do sol.
"Eu dormi tanto assim?" pensava ela, o imediato correu até a capitã. Era sempre um hábito esperá-la acordar e recebê-la, com o jornal, ou algum relatório da madrugada ou apenas um bom dia.
– Bom dia capitã, seu almoço já está pronto na cozinha, Capitã.
– Aconteceu algo de relevante hoje?
– Não senhora, esta tudo bem — Bonney apenas fez um aceno positivo e foi para cozinha.
O sol baixo indicava já estar próximo o fim da tarde mesmo, mas o que importava era que ela tinha descansado, afinal, haviam passados três dias sem descansar, um dia todo dormindo era razoavelmente merecido. O médico veio correndo para encontrá-la:
– Capitã, pedi que preparassem hoje uma refeição rica em vitaminas a todos os homens, as lutas na última ilha foram pesadas demais. E pedi que preparassem algo para Ace-san recuperar-se logo.
– Tudo bem, realmente precisamos... Estão todos bem, mas imagine quando chegarmos ao Shin Sekai? Precisamos estar prontos, senão quando os marinheiros virem atrás de nós novamente... – Bonney serviu-se de uma garfada de carne. – Esta ilha realmente nos desgastou. Inverno, marinheiros, animais gigantes e encontrar o Ace naquele estado... – Bonney suspirou enquanto mastigava. – Precisamos treinar muito, espero que possamos parar em um local calmo, só para variar.
– Pelo menos conseguimos algum dinheiro e aquele seu disfarce foi realmente brilhante! – Disse o médico sorrindo.
Durante a operação na ilha, ela transformou todos os seus homens em criança e transformou a si mesmo numa senhora de idade. Depois passou-se por uma cuidadora de órfãos, sem chamar atenção de ninguém.
Bonney concordou com o médico enquanto devorava metade de todas as refeições na mesa. – Capitã, preparei um remédio para Ace-san, você pode levar para ele? – Bonney recebeu o frasco colocando-o num bolso.
– Bem, verei se ele acorda para comer algo. — Bonney pegou um dos carrinhos bandeja da cozinha e levou-o para seu quarto. Bonney entrou sozinha passando o carrinho para dentro. Ace abriu um olho ao ouvir o barulho.
– Está acordado?
– Mais ou menos.
– Trouxe comida e seu remédio.
– Você é muito idiota, sabia? – Disse Ace olhando-a e sentando-se na cama para se espreguiçar.
– Mal agradecido. – Retrucou Bonney entre os dentes. – Você sai morrendo por aí e sobra para os "idiotas" aqui cuidarem de você.
Ace riu e enquanto Bonney mostrava a língua ele aproximou-se dela que carregava uma bandeja com fatias de carne e salada.
– Não se preocupe comigo... – Pediu ele tocando as costas da mão dela. Bonney tirou sua mão lhe fazendo uma careta de raiva.
– Como não vou me preocupar com um idiota feito você?! — Ace riu, lembrando-se do seu irmão.
– Onde estão minhas coisas? – Ace percebeu que seus pertences não estavam com ele. Sua mochila, sobretudo, cinto, logpose e sapatos, tudo havia sumido. Bonney apontou para a escrivaninha no canto do seu quarto, todas as coisas de Ace estavam lá.
– Seu barco foi amarrado ao navio. – Respondeu ela para Ace que mal havia tido tempo para pensar em seus pertences, apenas contou com a sorte de Bonney recolhê-los.
– Como está se sentindo? – Perguntou ela enquanto entregava um prato para Ace que rapidamente começou a devorá-lo.
– Já estou bem.
Ace comia bastante e sua aparência já parecia melhor, talvez tudo que ele tinha era mesmo stress e falta de descanso. Os dias que passou dormindo no barco de Bonney parecem ter melhorado isso.
– Não precisa se preocupar comigo, Bonney.
– Então começa a se cuidar e nao morre por ai — respondeu — Ai quem sabe eu penso em não me preocupar!
Ace terminou de comer e abriu os braços, Bonney sentou-se na cama entrando no abraço dele e suspirando.
– É difícil não preocupar-se com alguém como você. – Ace fingiu ignorar o comentário e a abraçou mais forte. — Seu idiota...
– Achei uma pista sobre o Teach.
– O homem quem você procura?
– Sim, o nome dele é Marshall D. Teach. Ou como ele se nomeia, Kurohige. – Ace suspirou enquanto Bonney remexia o bolso procurando o remédio para Ace, que o recebeu e tomou voltando-se para ela:
– Bonney, te devo meu segredo.
– Você não precisa me contar agora, descanse primeiro. — Disse ela levantando-se da cama. Ace agarrou seu braço impedindo-a de deixá-lo ali sozinho.
– Não, eu quero que você saiba dele. – Ace suspirou e parou para olhá-la. Bonney soltou seu braço olhando-o de forma séria.
– Então, se assim prefere, conte-me.
– Sou filho do Gol D. Roger — Disse Ace fugindo do olhar dela
Bonney mudou sua expressão, estava surpresa, mas não queria demonstrar, não queria que Ace sentisse mal por contar isso a ela.
– Mas... Como?
– Minha mãe morreu durante meu nascimento e Monkey D. Garp me escondeu até eu fazer 17 anos... Foi quando vim para o mar. Até eu ter meus dez, sempre estive sozinho, então encontrei meus irmãos...
Ace parou de falar, ele parecia nervoso e ao mesmo tempo confuso. Bonney sorriu segurando sua mão para encorajá-lo, ele continuou a falar:
– Sempre falaram que se eu tivesse nascido eu deveria ter uma morte fria e cruel pelo que o maldito do Roger fez. Então queira que o mundo me conhecesse independente de quem fosse meu pai.
Ela ficou em silêncio, acariciando a palma da mão dele, era uma história realmente incrível: Ace era o herdeiro de Gol D. Roger, "O Rei dos Piratas". Criado ainda pelo lendário "Garp, o Primeiro Marinheiro".
"Será que ele sabe como chegar a Laftel?" pensou ela. Bonney soltou uma pequena risada, virou-se para ele e então, para descontraí-lo, disse:
– Quer casar-se comigo? Se é herdeiro de um Rei, eu sou uma nobre. – Disse ela zombando de sua linhagem. — Nada como um bom casamento arranjado...
Ace soltou-a e a olhou confuso, então ela continuou:
– Você é mesmo um idiota, não? Sabe Ace... Nunca vou me importar de quem você é filho! Nunca irei te chamar de demônio ou te expulsar do meu barco. O que sinto por você não mudará por um motivo fraco assim. – Bonney fez uma pausa – Então, por favor, não se exalte. Você ainda não está totalmente bem para isso. E não vou te socorrer de novo — Disse tentando descontair
Ace encarou-a de perto, parecia estar interrogando os olhos dela. Ele estava perplexo com suas palavra, ele realmente não esperava aquela reação. Pensava algo como "É mesmo verdade? Realmente posso confiar em você tanto assim? Você realmente não se importa com isso? Então...".
Bonney disse por fim, preocupada com o silêncio dele:
– Você está bem?
– Bonney, seja minha! – Disse ele ficando meio envergonhado.
– O que quer dizer ser sua? – Questionou ela, confusa.
– Você não vai vir comigo para o Bando do Barba Branca... Mas quero que você seja apenas minha! – "Agora não tem mais volta, podendo ou não, vou até o fim!", pensava ele. — Minha garota talvez, quero deixar de não ser mais nada seu.
– Como um casamento?
– Casa-casamen- en... – Ele fazia uma cara ainda mais confusa, estava surpreso, quase atrapalhado, principalmente por ainda estar a observando de tão perto. — Pode ser assim se preferir, mas somos piratas... Nunca ficaremos juntos, mas estaremos unidos por este laço.
– Akai Ito*... — Disse ela em um sussurro
Ela aproximou-se um pouco mais, então segurou o dedinho de Ace ao seu e encarando-o e dando um sutil sorriso enquanto encostava seus provocantes lábios nos dele.
– Serei para sempre sua Ace. – Disse ela envolvendo-o num longo beijo.
~/~
Após isso se distanciaram um pouco, Bonney voltou a servir comida para ele. Ela estava radiante e feliz. Ace também não parecia nada mal, até parecia ter melhorado, ele comia as inúmeras travessas que ela insistia em lhe servir e eles passaram minutos ali sem dizer nada. Até Bonney comentar, quase num sussurro:
– Ace, você sabe como se consuma um casamento, não? – Bonney sorriu maliciosa e Ace corou imediatamente, quase engasgando-se com a comida.
– Eh... É... – Ace suspirou enquanto mordia uma maça. – Obrigado por antes, eu realmente queria te contar aquilo. – Bonney sentou-se ao seu lado na cama novamente e sussurrou no ouvido dele.
– Obrigada por me contar. Agora eu entendo o que você quis dizer com "sozinho com um segredo" ou porque você me perguntou aquilo na última vez.
Bonney sorria quase sem motivo "Isso é aquele tal de amor? Esse conforto que sinto estando com ele?" Enfim, ela não sabia, mas ela gostava de tudo que sentia por Ace. Admirava-se com cada coisa que ele contava, cada sentimento e tudo mais. Ace retirou todas as travessas da cama, aproximou-se novamente de Bonney que parecia distraída e beijou seus lábios, mas de forma mais intensa do que ela havia feito antes.
– Ace, por favor, você precisa...
– Eu estou bem Bonney...
A mão de Ace passava do braço à todas as curvas do corpo dela, Bonney sentia arrepios, quase perdia o fôlego com aquelas quentes mãos a alisando. Ace acabou deitando-a lentamente, estava em cima dela.
Ela corava bruscamente tentando evitar aqueles toques, mas seu corpo não mentia. Ace beijava-a de forma cada vez mais intensa, seus lábios, rosto, pescoço... Ele não pretendia deixar escapar nada. E agora Bonney apenas pensava em tentar evitar, mas seu corpo já não lhe obedecia mais... Ela arrepiava-se soltando baixos gemidos. Depois de tanto tempo estava indefesa em suas mãos.
– Ace, eu nunca...
– Eu também não... – Disse em seu ouvido num leve sussurro. – Bonney... Você será apenas minha. – Aqueles sussurros a faziam estremecer-se, ela também o desejava.
– Então... Me faça sua, Ace! – Disse ela desistindo enquanto rolava para cima, jogava seu chapéu longe e deixava seus suspensórios descer até seus braços. (+18 MADE ON)
Ace a agarrou novamente, puxando para baixo e a beijando com mais intensidade. Sua língua explorava cada canto da boca de Bonney de uma maneira tão lenta sensual que ela nunca pensou em um dia sentir. Ela passava a mão pelos negros cabelos dele, bagunçando-os por completo enquanto ele passava as mãos por dentro da blusa dela, sentindo as macias costas da Glutã... Apertando aquele lugar. Bonney sem ver, passou a arranhar o peito dele, deixando marcas avermelhadas naquele local.
–Ei, vai com calma. – Ace sussurrou no ouvido de Bonney, mordiscando sua orelha esquerda, obtendo um gemido fraco dos lábios dela. –O que seus tripulantes vão pensar dessas marcas no meu peito?
– E por algum acaso, acha que me importo com isso ? Eu sou a capitã e eles não tem nada a ver com isso. –Bonney disse isso fazendo tanto ela quanto Ace caírem na risada, abafando um pouco da tensão que havia entre eles. – Mas quer realmente falar disso agora?
– Não... Temos coisas mais interessantes para fazer...
Ace voltou a beijá-la novamente, uma das mãos segurava seus cabelos rosados, enquanto a outra ia em direção a sua cintura, puxando-a para si. Bonney apertava as costas dele, segurando-se, mesmo sem ver, na tatuagem do velho Barba Branca em suas costas.
Então ele começou a retirar a blusa dela, que entendeu o recado ajudando-o. Dessa vez o nervosismo veio a tona com mais intensidade, mas ela resolveu ignorar, pois confiava em Ace.
Ergueu os braços para que a blusa pudesse ser retirada com mais facilidade e... Foi o que Ace revelou os voluptuosos e perfeitos seios da jovem capitã pirata. Então parou repentinamente e, admirando o corpo daquela mulher linda a sua frente, ele estava sem palavras naquele momento. Fazia uma cara de bobo tão chamativa que Bonney dizia:
– O-o q-quê foi?! — Bonney virou o rosto para o lado, sentindo-se um pouco insegura pensando "Talvez ele não tenha gostado do meu corpo... Será eu achou feio ou exagerado demais?".
Por um instante sentiu a garganta doer e seus olhos começaram a lacrimejar. Já pronta para tampar os seu seios, Ace a segurou pelos braços e chamou a atenção dela para si. Olhou bem fundo nos olhos dela, que brilhavam com as lágrimas que quase caíam.
– Do quê está com medo?... — A voz dele soou como confortadora e calma. – Não quer mais?
–N..não é isso...é que...sabe, eu...Não bem ...é medo... Você fica me olhando assim... — Bonney gaguejava. Estava mais vermelha que um pimentão, nunca pensou em estar numa situação tão submissa como aquela. Se sentia uma menininha inocente, frágil e não como a mulher audaciosa e valente que sempre foi.
– Não se preocupe com isso. Você é maravilhosa... Bonney. –Ace acariciou seu rosto levemente, limpando as lágrimas que escorriam pelos seus olhos. – Eu estou tão confuso quanto você, acredite, mas... Eu sei que o que estamos para fazer agora, eu não faria e nem gostaria de fazer com mais nenhuma outra mulher no mundo.
– Ace... – Bonney se sentiu a mulher mais feliz do mundo naquela hora. Então, fechando os olhos, agarrou Ace fortemente e o beijou levando seu corpo para baixo. Fazendo novamente o rapaz ficar por cima dela.
Com aquelas palavras, o resto da insegurança desapareceu completamente do coração dela. Ace ficou confuso com as mudanças repentinas de humor dela, mas compreendeu, "sua mulher maluca".
O clima no quarto ficava cada vez mais quente. Os gemidos de ambos, no começo fracos, estavam maiores e mais intensos. Ace talvez tenha perdido a conta de quantas marcas havia deixado na moça. Enquanto ela, suando, o recompensava gradativamente com arranhões no peito, nas costas e no pescoço.
Agora, ambos estavam nus e pararam para se encararem, recuperarem o fôlego, suados e ofegantes. Bonney não estava mais nervosa e incerta como antes, Ace havia sido tão carinhoso e intenso até aquela hora, tão apaixonado e fervoroso enquanto a tocava e beijava em lugares aonde nunca havia imaginado... E ela também havia feito coisas as quais nem ela sabia dizer como fez. Nunca pensou que um dia se apaixonaria por alguém da forma tão rápida e intensa como aquela e nem que seria correspondida daquela forma.
Ace deu um leve selinho em seus lábios, o batom que ela usava praticamente não existia mais. Entrelaçou sua mão direita com a esquerda dela e se abaixou na altura de seus ombros, dando um caloroso selinho em seu ombro e sussurrando com a voz rouca em seu ouvido. – Pronta?
–Sim.
–Se doer muito, me avise...
– Sabe que sou durona...
Bonney fechou os olhos e então no instante seguinte sentiu uma estranha dor que nunca havia sentido antes. Apertou a mão de Ace com força e com a mão livre fincou as unhas nas costas dele e soltou um alto gemido de dor.
– Você está bem? – Ace nem sentia a dor dos arranhões em suas costas, estava em êxtase, e olhou a feição de dor no rosto de Bonney. Ela apenas sorriu, tentando mascarar a terrível sensação inicial daquele momento. – Eu te machuquei muito? Desculpe... Se quiser, nós podemos parar.
–Não... – Falou Bonney.
Não queria que ele se preocupasse com ela, não naquele momento. Desejava tanto aquilo que não deixaria nada estragar tudo, nem mesmo a dor ou aquela temperatura que parecia esquentar cada vez mais.
Olhava a forte expressão no rosto de seu amado, ele parecia ter uma expressão com um misto de cansaço e prazer, talvez ainda fosse imatura para entender expressões faciais dos homens, principalmente naquele tipo de situação.
– Estou muito bem... – Dizia ela.
–Você é realmente teimosa... – Ace voltou novamente a percorrer o corpo dela com seus beijos. – E forte também.
Ace passou a alisar cada parte do corpo de Bonney novamente, agora descendo para o pescoço, beijando aquela área com força. Bonney só conseguia apertar suas costas, ofegando e gemendo, ora de prazer e ora de dor. Seus corpos estavam cada vez mais juntos, as pernas de Bnney estavam entrelaçadas na cintura dele, como se pudessem se fundir a qualquer instante e, antes que pudesse perceber, Bonney ofegava de tanto prazer .
Sentia todo seu corpo arder em brasas e os movimentos tornavam-se tão intensos que quase geravam faíscas, estaria delirando?
Bonney já sentiu uma estranha sensação que nunca vira antes, como uma queimação em seu baixo ventre, uma sensação similar a quando se tem uma câimbra, que a fizeram apertar mais suas pernas na cintura do rapaz.
– A...Ace... – Bonney o chamou com a voz falha, mas o comandante não respondeu. A sensação começou a se propagar por todo o seu corpo. – E...eu...
Antes de terminar de dizer, a sensação de espasmos provocou um longo e deleitoso gemido de prazer que logo foi acompanhado por Ace. Os olhos se arregalaram e seu corpo todo se pendeu no cansaço. Com Ace, pareceu ser da mesma forma, logo ele caiu por cima dela, com o rosto enterrado em seu pescoço.
Apesar de ser uma mulher feita, ela não entendeu quase nada do que havia acontecido ali. Sabia que era algo natural, mas... Parecia incrível demais para ser só isso, era algo... Mágico.
– Ace...Isso foi...
Ela escutou um ronco baixo perto de seu ouvido. Não dava para acreditar que ele dormiu. Dormiu em cima dela, depois de terem feito... — Seu imbecil... – Sussurrou acariciando os cabelos dele e sentindo aquele corpo quente sobre si.
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