Armas da vida

22 Capítulo 22


Acabei dormindo em quanto escrevia. Levantei-me e guardei o caderno e a caneta. Ainda lembrava da trança que Tyler tinha “feito” em mim. Fui ao banheiro com minha roupa. Até tinha pensado em fazer a trança, mas eu sempre ficava com o cabelo preso, e decidi inovar. Vesti o vestido, e um pensamento não sai da minha cabeça. O pensamento era “coloque um short por baixo do vestido”. Eu decidi seguir este pensamento. O vestido era lindo. Sorri de leve e passei o batom preto nos lábios. Estava muito bonita. Meu sorriso sempre foi elogiado, e eu acabei gostando de sorrir. Sai do banheiro e coloquei as botas que sonhei que usava. As botas eram no estilo do vestido e chegavam no joelho. Me lembro de contar a minha mãe que tinha sonhado com o vestido que estava usando. Minha mãe então fez essa bota para mim. Sentia que deveria ir ao refeitório que comia com o Brian. Ao sair do quarto e estando na metade do caminho Felipe me deu uma rasteira e me segurou perto do chão. Eu não caio facilmente, mas senti que deveria pelo menos fingir. Ele então disse ainda me segurando:

– Tome cuidado, garotas bonitas não deveriam se machucar.

– Ainda bem que sei me cuidar sozinha. – Eu tirei a mão dele das minhas costas e me apoiei no chão. Me levantei e continue meu caminho. Quando estava bem perto da porta Brian saiu e segurou minha mão. Ele disse me dando um giro:

– Está linda Lucy.

Soltei uma risada e disse:

– São seus olhos.

Ele sorriu e disse:

– Não deixe Charles tocar em você.

Concordei com a cabeça. Brian então disse:

– Posso lhe dar um beijo?

– Depende dá onde.

– Lembra que você disse que somente uma pessoa poderia te beijar?

– Sim, mas você só pode beijar minha bochecha.

Ele concordou com a cabeça. Ele deu um beijo em minha bochecha, e me deu um beijo perto dos meus lábios. Eu olhei para ele feio e ele disse:

– Agradeça por eu ser educado.

Ele riu, mas eu disse:

– Agradeça por eu não ter socado seu rosto.

– Agradeço a cada segundo por isso.

Soltamos uma risada e ele disse:

– Ainda temos tempo, quero te levar para um lugar especial.

Ele me guiou pela minha mão. Ele então me abraçou e fomos andando pelos corredores. Ele entrou no quarto que tinha um banheiro que ele me tratou. Ele então acendeu a luz e pude ver com clareza: um quarto com duas beliches, uma grande cômoda, uma porta que deveria ser de um guarda-roupa feito na parede, e a porta que dava ao banheiro. Brian andou até a parte de cima da beliche e pegou uma caixa pequena para mim. Antes de me entregar ele disse:

– Lucy você confia em mim?

– Sim Brian.

– Bem então estique o braço.

Estiquei o braço e Brian injetou por meio de uma seringa, algo em mim, que não consegui saber ao certo o que era. Brian disse:

– Lucy, nenhum tipo de remédio fará efeito sobre você. Lembra quando levei você ao hospital?- concordei com a cabeça- bem você não queria dormir, e só fará efeito se você quiser. Ninguém sabe disso, e a última pessoa que teve essa rara anormalidade era sua mãe. — Tudo ficará claro. Por isso que ela nunca pode me explicar sobre dor, e que quando ela se cortava se comportava que nem eu, com calma e sem se importar com o tamanho do corte. – Lucy, você é forte e deve sempre se manter assim. Continue treinando lutas e só saberá o motivo de eu lhe dizer isso, daqui muito tempo. Lucy você tem que relaxar, vou aplicar em você um outro calmante e farei um pequeno corte perto de seu coro cabeludo, para parecer que bateu a cabeça e desmaiou. Fique calma.

Concordei com a cabeça e ele aplicou o calmante no meu braço. Ele então passou a mão pelos meus cabelos. Não sentia minhas pernas. Cai, mas Brian me segurou.