Armas da vida
13 Capítulo 13
Acordei lembrando do que meu irmão disse: “Lucy é para seu próprio bem!”. Logo lembrei da cirurgia e tirei a coberta de cima de mim. Minhas pernas estavam lá, mas estavam coberta por um gesso. Relaxei e olhei em volta. Brian estava sentado em uma cadeira. Falei tentando parecer positiva:
– O que houve?
– Muitos dos seus ossos se partiram no meio e alguns entraram nos seus muculos. Os médicos tiveram muito trabalho para você ainda ter essa perna. Mas agora seu rosto e seu braço já estão bem melhor.
– Poderia me dar um espelho?
Ele fez que sim e saiu da sala. Eu estava me sentindo melhor, mas eu não entendia por que eu não dormir quando injetaram aquele remédio no meu braço. Eu me sentei e olhei para minhas pernas. Elas estavam com um gesso, mas mesmo assim eu conseguia saber que elas estavam dentro dela totalmente cortada e costurada. Brian chegou na porta e me entregou um espelho do tamanho da minha mão aberta. Eu vi que meu rosto estava só um pouco inchado, mas já estava bem melhor. Ainda tinha algumas cicatrizes, mas quase todas já tinham saído. Brian disse:
– Você não passou muito tempo aqui. Na verdade só ficou um dia. Eu vou te levar para o seu dormitório e daqui a pouco Kyle vai te buscar no dormitório as 06h45min A.M para ser especifico. Lucy você deve ficar de cadeira de rodas até que eu fale com os médicos e eles permitam que você possa andar, entendeu desta vez?
– Brian eu não acho que devo confiar em você. Você quase me matou duas vezes. Eu não acho que deveria apostar que você é a pessoa mais segura que eu tenho... Você sabe que eu não vou ficar em uma cadeira de rodas, só se me obrigarem.
– Lucy ninguém sabe em que deve confiar, nem eu! Mas eu sou seu instrutor. Eu pretendo tentar lhe dar o melhor aprendizado possível. Mesmo sendo o Kyle que for ensinar eu estarei lá.
Aquilo não me deu confiança nele. Parecia que ele tinha ensaiado aquilo para alguém, mas eu sabia que não era para mim. Ele então disse em um tom muito sério que me deixou com calafrios:
– Eu irei lhe levar ao seu quarto. Eu espero que o seu desempenho melhore por que até agora eu não acho que você esteja no melhor possível.
Ele me assustava quando mudava de personalidade tão rápido. Ele me pegou no colo com uma delicadeza imensa. Eu sempre fui baixa e magra, minha mãe dizia que por ser baixa e magra me traria benefícios. Eu já achei alguns benefícios, mas eu ainda não achei os outros. Eu queria poder pergunta-la essas coisas, mas não teria como.
Nunca decorei nenhum caminho que não me interessasse. Mas naquela semana por passar por tantos corredores aprendi a chegar em alguns lugares, mas nenhum que estivesse sendo uteis. Eu queria poder ir andando para ao dormitório, mas isso seria impossível. Eu não queria confiar no Brian, mas sempre que algo ruim acontecia comigo ou ele ou o Kyle me ajudavam. Tinha que falar com eles, mas eu ainda não sabia quando. Então Brian abriu a porta do quarto e andou comigo até minha cama. Ele me ergueu e me colocou na cama. Ele sorriu para mim e foi embora. Eu não queria dormir, mas não tinha nenhuma grande opção do que fazer.
Fale com o autor