Armas da vida

9 Capítulo 9


Na aquela noite sonhei que eu lutava com Brian, mas ele não se lembrava de quem eu era e dizia:

– Você é uma perdedora. Do que adianta lutar se não vai ganhar?

– Eu faço o que eu quiser. Você não manda em mim.

Eu vi Jin e Jack conversando, mas Carol aparecia e beijava o Jack e os dois saiam. O Jin estava sozinho, ele olhou para a porta e começou a ir em direção a porta e eu disse:

– Brian eu não vou lutar com você.

Eu me sentei no chão com as pernas cruzadas, e ele disse:

– Se levante e lute ou eu vou lutar com você sentada mesmo.

– Brian você sabe quem eu sou?

– Sim, uma perdedora.

Eu ouvi um sino e Brian veio em minha direção. Aquilo era um sonho. Levantei-me e sai de lá, mas ele começou a me segui correndo. Eu simplesmente saí correndo e eu vi Jin virando um corredor e eu gritei:

– Jin!

Ele não me ouviu. Quando virei o corredor vi uma menina em uma árvore. Estava em uma floresta. A garota brincava em volta de algumas árvores, e apareceu um menino, que a segurou e saiu correndo com ela no colo. Os dois estavam rindo e o garoto disse:

– Sua vez Lucy!

Era eu. Mas eu não me reconhecia. Uma garota pequena, ruiva, de olhos da cor de maças maduras, com um grande sorriso como se nada pudesse a impedir na vida. Então vi meu pai, ele andou até nós e disse:

– Não está ficando tarde para ficarem brincado?

– Pai por favor deixa a gente brincar mais um pouquinho. Daqui a pouco vamos para casa.

– Está bem, mas só um pouquinho.

Ele se aproximou de mim e disse:

– Eu descobri um lugar legal para a gente explorar!

Ele estendeu a mão e a garota pegou em sua mão e os dois saíram correndo e rindo por dentro da floresta. Eu os segui e ao chegarem a uma clareira viram que tinha uns rapazes atirando. Os garotos se abaixaram e ficaram os vendo atirarem em alvos. Então a garotinha puxou o irmão e falou baixinho:

– Papai vai procurar a gente. Vamos.

Os dois se levantaram e saíram dali. Eu os segui e eles foram para casa. Eu não entendia por que estava ali. Eu então vi que minha mãe cozinhava e meu pai estava longe de nós. Meu irmão me mostrou uma bala, que não foi usada. A garota falou baixinho:

– Como conseguiu isso?

– Um deles esqueceu a mochila e eu peguei.

– É errado!

Ele abriu a mão da garota e colocou a bala ali e fechou a mão dela.