Armas da vida

7 Capítulo 7


Acordei assustada. Era de madrugada. Não entendia quem eram “eles” que minha mãe sempre dizia para mim. Tentei voltar a dormir, mas era inútil. Não queria me levantar, mesmo por que não teria para aonde ir. Mas mesmo assim desci da cama e fui até o banheiro, tranquei a porta e acendi a luz. Olhei-me no espelho: Meu cabelo estava bagunçado e ainda preso a um rabo-de-cavalo baixo e bem folgado, meus olhos estavam vermelhos por causa da lente de contato. Soltei meu cabelo. Estava na altura da minha cintura. O prendi novamente em um rabo-de-cavalo baixo que sempre se movia das costas para meu ombro esquerdo. Havia anos que não via a cor dos meus olhos. Lavei meu rosto, mas não estava com sono. Apaguei a luz e sai do banheiro e voltei para minha cama. Fiquei sentada com as costas encostada à parede, olhando para o além. Quando pequena gostava de imaginar o que teria através delas. De repente vi alguém abrindo a porta e rapidamente me deitei na cama. Eram algumas pessoas com uns computadores. Eles estavam cochichavam:

– Que sonho iremos analisar?

– O das garotas: Carol, Amélia, Andreia e Eduarda.

– O que nós vamos ver? Elas ainda estão a pouco tempo aqui...

– Mas tem alguns jovens que sabem demais do que não deveriam saber.

– Quem dessas garotas que iremos analisar?

O 1° rapaz apontou para algumas garotas. Eles então se sentaram no chão e olharam o monitor por algum tempo. Depois eles foram embora. Esperei um tempo para ir depois ao banheiro. Olhei-me no espelho: Meus olhos estavam bem vermelhos e meu rosto estava assustado. Respirei fundo e falei baixinho:

– Meu remédio.

Sai do banheiro e fui em direção a minha mochila, abri-a e peguei meu remédio tomei à medida que bebia sempre e respirei fundo. Tinha que ficar calma. Então voltei a minha cama. Não consegui dormi logo, mas depois de muito tempo consegui dormir.