Armas da vida

6 Capítulo 6


Acordei sendo chacoalhada. Julie disse:

– Lucy nós estamos atrasadas. Rápido você tem que se trocar para nós irmos comer e ir ao treinamento.

– O que ouve?

– A bela adormecida acordou!- disse a Carol- Você estava falando algumas coisas em quanto dormia. Você disse algo que seu irmão te... Eu não entendi muito bem o que.

– Eu vou me trocar. Ei vocês me fazem um favor?

– Depende, se eu tiver que dar mais de 15 passos eu não faço- disse a Julie com cara de sono.

– Se eu falar dormindo anotem o que eu disser.

Eu me troquei e fomos em direção ao refeitório. A fila não estava muito grande, mas tinha umas pessoas que estavam demorando. Foi então que os meninos chegaram. Jack se comportava normal, mas já a Carol estava nervosa, suas mãos estavam quase tremendo, mas ela conseguia se controlar. Cutuquei a Julie e apontei com os olhos para a Carol. Ela deu de ombros, então eu falei:

– Ei aposto que consigo colocar mais torradas na boca do que qualquer um de vocês!

– Bem, não estou me gabando mais eu ganho de você.

– Que nem na luta?

– Ei querem que eu segure as dentaduras de vocês se forem brigar?- Disse o Jack rindo.

– Só a da Lucy.

Então enchi minha bandeja de torradas e fomos até uma mesa. Jack sentou ao lado da Carol. Jin estava na minha frente e Julie ao meu lado. Então falei:

– Não vale mastigar, e vale fazer os outros rirem.

– Beleza, mas não vale cuspir em mim se desistir.

– Não prometo nada.

Jin me deu língua e levantamos a mão. Julie anunciou que tinha começado e começamos a colocar torradas na boca. Contei na mente: 1, 2, 3, 4, 5... Minha boca estava cheia, já a do Jin caberia muito mais. Olhei para ele e apontei para minha boca e fiz um não com as mãos. Quando ele parou eu disse com a boca cheia ainda mastigando:

– 8.

– 13

– Mentira! Levanta-se, aposto que tem torrada no seu colo.

– Acho que não.

Ele se levantou e deu uma volta. Levantei e fui em sua direção e comecei a revistar ele. Ele então falou:

– Epa! O que é isso? Tire a mão daí?

– Nunca foi revistado?

– Não por uma garota.

– Está bem. Você ganhou. Não gosto de perder, inclusive para você.

– Se acostuma com o tempo.

– Não acredito. 5 Torradas a mais de mim!

Nós fomos para a sala de teste de aptidão. Então tinha um homem e uma mulher conversando. Seus pés encostavam o chão. Eram reais. Ele falou:

– Hoje cada um de vocês vai mostrar os seus talentos. Sabemos que chegaram ontem, mas gostaríamos de ver os seus talentos físicos. Faremos alguns testes. Será em ordem alfabética. 1° pessoa: Antônio.

Nós fomos sentar em uma arquibancada em quanto víamos as pessoas fazerem os testes. Depois de um tempo chamaram a Carol. Ela se levantou e foi em direção a eles. Ela fez alguns saltos em uma barra. Depois de um tempo chamaram o Jack. Ele pegou em alguns pesos. Depois chamaram o Jin que correu. Julie fez algumas acrobacias. Depois de um tempo me chamaram. Então a moça perguntou:

– Qual é a melhor coisa que você faz?

Eu menti:

– Eu sei atirar objetos longe...

– Verdade? Não parece.

– O que ouve Susan?

– Nada só não acredito no talento dela.

O garoto me parecia familiar. Decidi ser sincera:

– Eu sei lutar.

Então o garoto disse:

– Você luta? É bem raro vemos uma garota lutando. Já que minha parceira não é boa lutando você vai lutar comigo.

Concordei com a cabeça, não tinha outra opção. Ele parecia alegre por lutar. Então fomos à mesma parte em que lutei com o Jin. Ele era alto e forte. Mas não tinha muita estabilidade. A garota anunciou que começou e o rapaz disse:

– Eu só vou me defender agora.

Eu rapidamente corri e deslizei por baixo das pernas dele. Levantei-me rápido e quando se virou soquei seu rosto. Depois chutei seu estomago e ao se abaixar para por a mão no estomago pulei em sua costa e tentei passar por ela. Mas ele agarrou o meu braço no último instante e me derrubou e passou por cima de mim. Agarrei sua perna e torci. Ele tentou me socar, mas o chutei. Ele caiu para o lado e o imobilizei. Então ele disse:

– Você é melhor do que eu pensava.

Eu o larguei e ele se levantou. Então ele diz:

– Agora eu vou lhe atacar.

A garota anunciou que começou e ele já estava em cima de mim. Antes de cair chutei a sua perna e ele caiu completamente em cima de mim. Eu rapidamente soquei seu pescoço e tentei empurra-lo para o lado. Mas ele não saiu de cima de mim só se ajeitou e socou meu rosto. Quando tentou socar de novo me defendi e soquei seu estomago varias vezes bem rápido. Mas ele agarrou o meu pulso e disse:

– Desiste?

Olhei no fundo dos seus olhos e achei ter visto meu irmão. Então o chutei e disse ofegante:

– Só desisto quando não conseguir levantar.

Eu mordi o braço dele que agarrava o meu pulso. Ele largou o meu pulso e resmungou e passei por cima dele e o soquei. Mas ele segurou meu punho e me chutou. Caí de lado e ele me imobilizou. Então ele disse:

– Acho que não tem como me atacar mais.

Então ele me largou e se levantou e esticou o braço. Aceitei e me levantei. Quando me levantei ele disse só para eu ouvir:

– Você foi a melhor garota que eu lutei. Meu nome é Brian.

– E você é a terceira pessoa que eu luto.

– Sério? Você tem um grande talento.

– Obrigada.

Ele então apontou para arquibancada. Esbocei um sorriso e fui até lá. Quando cheguei Julie disse:

– Você é louca? Você estava lutando com um cara que trabalha com isso.

– Qual o problema com isso?

– Você ganhou dele. — Disse o Jin boquiaberto

– Mas ele também ganhou de mim.

– Você o socou e o chutou. Você é louca... — Disse o Jin fazendo uma careta- Você vai ter que me ensinar isso.

– Eu acho que não esperavam um lutador.

– Não, eles não esperavam era uma “lutadora”- Disse a Julie fazendo aspas com os dedos.

Então quando todos fizeram os testes o Brian anunciou:

– Olá sejam bem vindos, estes meses aqui em nosso centro de treinamentos de jovens trabalhadores, CTJT. Meu nome é Brian, e está é a Susie. Está semana treinaremos o melhor talento de vocês. Alguns de vocês tiveram talentos impressionantes; (ele fez uma pausa e olhou para mim) já outros tiveram algumas dificuldades em seus “talentos”. Eu treinarei com os rapazes e a Susie treinara com as garotas. Mas nós tivemos um talento, que Susie não poderá treinar. Esta garota será treinada por mim.

Eu parei de ouvir, pois eu sabia que era eu. Nunca achei que um talento como lutar me fizesse ficar envergonhada. Depois que ele terminou o discurso nos liberou para almoçarmos. Ao chegarmos ao refeitório o Jin disse:

– Eu só te conheço há alguns dias, mas você é cheia de surpresas. Se eu tivesse que dizer que você iria lutar com um homem o dobro de você nunca diria isso. Acharia que você daria um chá para ele.

– Eu sou cheia de surpresas, e elas nem começaram.

Nós pegamos nossas bandejas e fomos almoçar. Então eu disse:

– Onde estão a Carol e o Jack?

– Se pegando por aí- Disse o Jin fazendo pouco caso.

– Nós não deveríamos ir atrás deles?

– Não, eles sabem o caminho de volta.

Então eles chegaram

– Oi gente- Disse a Carol sorrindo

– Olá como estavam os namorados?- perguntou Jin

– Jin nos não estávamos namorando- Falou o Jack com o rosto serio

– Tem certeza? – Disse o Jin fazendo um sorriso malicioso

– Sim eu tenho- Disse o Jack

– Mas essa marca de batom no pescoço diz o contrario- Disse Jin se levantando e apontando

– Carol, você e o Jack namorando! – Disse a Julie sorrindo.

– Não é o que vocês estão pensando- Disse a Carol envergonhada

– Qual é não existe outra razão para ele estar com uma marca de batom no pescoço dele e você é a única garota por aqui que passa batom todos os dias. – Eu disse sinceramente.

– E você e o Brian estavam uma gracinha lutando- Disse a Carol como se tivesse querendo me bater com palavras.

– Eu lutei com ele, qual o problema com isso?

– Carol chega está bem- O Jin estava com o rosto serio. Notei que o que ela disse era para o Jin não para mim.

– Desde quando você protege alguém? – Disse o Jack com um rosto curioso.

– Ei se vocês forem brigar me avisem assim eu aviso e todos poderão ver- Eu disse.

– Nos não vamos- Disse o Jin- Não aqui.

– Que coisa macabra. – Disse a Julie.

Depois de almoçarmos fomos para a sala de teste de aptidão. Brian e Susie estavam na porta para mostrar onde iriamos treinar. Tentei passar despercebida, mas Brian disse:

– Ei Lucy! Você vai treinar aqui.

Então fui em direção aonde ele apontou. Jin chegou do meu lado e disse:

– Você é um garoto muito bonitinho para estar aqui, acho estranho você ter tanto peito.

– Eu acho que também confundiram seu lado, você deveria estar com as garotas fazendo saltinhos ridículos.

– Ei vocês não se desgrudam né- Disse o Jack se aproximando

Cheguei do lado do Jack e fiquei na ponta dos pés e limpei a marca de batom do pescoço dele e disse:

– Que batom bom, vai ficar meio vermelho, mas é só falar que foi uma picada de mosquito.

– Valeu aonde você tirou esse papel?

– Quando eu vi a marca no seu pescoço peguei na mesa só que me esqueci de lhe entregar.

Depois de um tempo o Brian apareceu e disse:

– Nós faremos uma divisão pelo talento. Quem corre bem vai ficara na pista de corrida, quem carrega peso fica na parte dos pesos, assim por diante.

Todos foram para os lugares de seus talentos e eu fiquei parada, pois já estava sobre o tatame. Brian disse:

– Lucy venha aqui.

Aproximei-me, mas nunca confiei muito em pessoas, por isso não fiquei ao seu lado, fiquei alguns metros de distancias, caso tivesse que correr. Ele começou a falar:

– Faremos assim, hoje você vai lutar comigo, mas seu talento só tem você que o possui, então terá que aprender outros também. Pelo que eu vi você não corre bem, mas tem um bom equilíbrio, o que já é um começo. Faremos alguns testes para ver no que você se encaixa. Se não achamos, alguns dos garotos que estão pegando peso podem aprender com você... Por que está tão distante de mim?

– Eu não confio em você. Você parece com o meu irmão, ele ficava perto da pessoas quando ia lutar – Eu parei e pensei no que ele me disse no sonho “Lucy eu não morri” e eu achava muito estranho ter uma coincidência dele ser tão parecido com meu irmão.

– Você pode confiar em mim.

– Não sei. Acho que confiar em alguém que vou lutar não é a coisa mais sensata a fazer.

– Lucy, não pretendo lhe machucar...

– Não... Só se meu talento fosse dar esses saltinhos ridículos que não vai me levar a nada...

– Lucy, sua técnica é bem diferente das que eu conheço.

– Meu irmão que me ensinou. Mas ele nunca pode terminar de ensinar.

– Posso saber o porquê?

– Sim, ele morreu...

– Lucy me mostre o que sabe fazer. Vamos fazer igual ao teste: você me ataca agora e depois eu te ataco. Você pode anunciar o começo das brigas se quiser.

Concordei com a cabeça e nos posicionamos. Não estava com vontade de lutar. Meu corpo doía ainda da primeira luta, queria não ter mostrado esse talento, mas qual eu mostraria? Observei-o rapidamente: Brian tinha uma altura normal para um homem, era forte (era uma das suas características mais marcantes), mas não sabia chutar muito bem, mas socava muito bem, bem até de mais... Era só atacar suas pernas, mas ele sempre estava estar em movimento, para poder compensar sua fraqueza. Então anunciei. Demorei um pouco, mas corri em sua direção. Decidi não ataca-lo diretamente, ele ganharia. Decidi atacar suas costas. Eu corri e pulei em sua costa, prendi meus pês com força em seu abdômen e comecei a puxa-lo para trás, pelos seus ombros, mas ele me puxou pelo braço e me derrubou, mas antes que me imobilizasse o chutei na coxa com o máximo de força que consegui, e isso fez com que perdesse o equilíbrio e o chutei novamente o fazendo tropeçar-nos próprios pés. Isso fez com que eu conseguisse me levantar e socar seu rosto. Ele não tinha chance se eu atacasse primeiro então chutei seu estomago e ele caiu no chão e o imobilizei e o larguei depois de alguns segundos, ele se sentou e respirou fundo e disse ofegante:

– Lucy vamos fazer uma coisa, seria injusto eu lutar com você, pois estamos no mesmo patamar, então eu vou sair e chamar uma outra pessoa para lutar com você. Em quanto isso treine algo do seu interesse. Eu já volto.

Ele se levantou e saiu da sala. Deitei-me no chão e olhei para o teto. Mesmo patamar? Isso seria bom ou ruim? Não sabia. Decidi socar o saco de pancadas para não perder o ritmo. Depois de um tempo Brian volta com um rapaz ao seu lado. Os dois estavam a conversar, e começaram a vir em minha direção. Ainda não tinha me acostumado a conversar com pessoas sem ser minha família. Minha mãe me ensinou a falar somente quando fosse necessário. Decidi seguir seu conselho. Cada passo que davam para perto de mim, mais eu socava o saco de pancada com mais força. Ao chegarem ao meu lado parei de socar e os olhei sorrindo. Brian disse:

– Kyle esta é a Lucy. Lucy este é o meu amigo Kyle que se ofereceu para lutar com você.

– É um prazer. – Ele sorria e me examinava dos pés a cabeça com os olhos. Ele era um pouco mais alto do Brian. Os dois eram altos.

Eu sorri e Brian disse:

– Não ache que por ela ser uma garota que será justo deixar ela ganhar.

– Se for por mim ela vai perder.

– Mas às vezes as pessoas se enganam- Eu fiz novamente. Falei sem pensar. Minha mãe sempre esteve certa que o meu defeito era não conseguir manter a boca fechada.

– Acho que vocês devem lutar e depois ver quem que ganha está guerra de discussões. – Disse o Brian como se não estivesse com paciência.

Então fomos em direção ao tatame. Estava cansada. Não conhecia a técnica que o Kyle usava. O observei e vi que ele não sabia socar, pois suas mãos não estavam na posição certa para socar, mas o que poderia fazer? Deixa-lo me socar até quebrar as mãos? Decidir mudar minha estratégia, o atacaria pela frente. O Brian disse:

– As regras são as mesmas, mas por a Lucy ser novata pegue leve Kyle. Preciso dela inteira amanhã.

– Não posso prometer que ela estará sorrindo amanhã, mas...

Brian anunciou e eu corri em direção ao Kyle, mas só lembrava do meu irmão falando “ não ataque pela frente, a pessoa ganharia de você, surpreenda seu adversário”. Em vez de ataca-lo passei por baixo de suas pernas e chutei suas costas. Eu esperava que ele caísse, mas ele só perdeu o equilíbrio, mas antes que pudesse retomar o equilíbrio o chutei novamente. Ele caiu e tentei o imobilizar, mas ele se levantou antes de ter conseguido. Fiquei pendurada em sua costa. Enrolei minhas pernas em volta da sua barriga e tentei o fazer perder o equilíbrio e ele tentava me tirar de suas costas. Eu me lembrei de algo que meu irmão me ensinou a fazer. Com minhas mãos tapei os olhos dele e o falei em seu ouvido:

– Kyle você tem duas opções: desistir ou não ver o que não tem a sua frente.

– Eu desisto.

Quando ele disse isso tirei a minha mão do rosto dele e retirei minhas pernas da barriga dele. Então ele disse:

– Não esperava perder para uma garota que chegou aqui esta semana, e ainda por cima que tem somente 18 anos. – Ele parecia decepcionado.

– Vamos fazer assim, você pode fazer outra coisa para descansar, você lutou muito bem hoje.

Fui até o Jin e o Jack. Eles estavam com alguns pesos nas mãos. Olhei e disse:

– Só conseguem isso?

– Por acaso faz melhor? – perguntou o Jin- pois você sabe que eu amo apostar com você. Sempre ganho!

– Lucy você lutou muito bem hoje- Disse o Jack

– Não deveria ter lutado. Mas eu consigo carregar mais peso que vocês. Ei que tal o seguinte, se eu conseguir pegar mais pesos que vocês, vocês vão me carregar até o refeitório. Mas se não conseguir eu carrego um de vocês até o refeitório.

– Isso parece justo para mim, mas por que só um?- Perguntou o Jack

– Não dá para carregar os dois.

– Esta bem, mas eu começo.

O Jim pegou 15 kg e desistiu depois Jack pegou 30 kg. Eu consegui 25 kg. Se não fosse o Jack teria ganhado. Então eu disse:

– Quem eu vou carregar- Falei fazendo uma careta

– Acho melhor o Jin, acho que você não iria me aguentar.

Depois de um tempo fomos liberados para o jantar então o Jin pulou nas minhas costas e comecei a andar, e de repente alguém me pega e me coloca nas costas: Jack. Então o Jin falou:

– Ei, isso é trapaça.

Jin desceu da minha costa e eu desci da costa do Jack. Na hora do jantar Julie estava falante, contando dos exercícios “emocionantes” que fez, já Carol estava quase em silencio. Eu, Carol e Julie ficamos no refeitório e Jack e Jin foram para os dormitórios. Então Carol disse:

– Lucy eu estou preocupada com você.

– Por que Carol, eu estou bem.

– Mas, lutar? Por que não conversa com alguém e muda?

– Carol, o meu talento é lutar, o seu é fazer saltos, o da Julie e fazer acrobacia. Não da para mudar.

– Dessa vez eu vou concordar com a Lucy, Carol cada um tem seu talento.

Depois mudamos de assunto e as 08h32min P.M fomos nos deitar.

Naquela noite sonhei que estava atrás do meu irmão e achei Brian. Ele se aproximou de mim e disse:

– Lucy, você é uma garota tão frágil. Você deveria me deixar te proteger.

No fundo vi minha mãe, ela me chamava. Tentei passar, mas o Brian não deixava, então falei:

– Brian eu não preciso da sua proteção, sei cuidar de mim mesma. Deixe-me passar.

– Você é frágil demais Lucy.

De repente apareceu meu irmão que ficou do lado de Brian e disse:

– Lucy você não pode passar. É frágil demais.

– Do que vocês estão falando? É a minha mãe ali, e eu vou passar.

Quando comecei a empurra-los eles desapareceram e corri em direção da minha mãe. Ela disse:

– Lucy, sei que seu irmão te ensinou a lutar, mas não deve lutar.

– Mas por que mãe?

– “Eles” não esperem alguém que lute.

– Mas eu estou lutando. Quem são “eles” mãe?

– Não lute. Lucy eles estão atrás de mim e de seu pai. Eu tenho que ir, mas antes me faça um favor.

– O que?

– Não tenha amigos e não lute, não chame atenção “deles”. Seu irmão esta vivo. O nome dele é...