Armas da vida

39 Capítulo 39


Não sei para aonde ele foi, só sigo meu caminho. Não sei direito para aonde estou indo, só sigo os corredores que acho que me levarão a tal usina nuclear. Ninguém me para, então não usei a violência em nenhum momento. Vi um símbolo de radioativo, então continuei seguindo em frente. Abri um portão que dava no fundo desse tal centro de treinamento. Nunca fui lá. Vi a tal usina nuclear na minha frente. O prédio de treinamento era grande o suficiente para cobrir a usina. Respirei fundo e segui em frente. Quando cheguei na porta da usina engatilhei as armas e entrei. Ninguém estava lá. Vi que tinha um aviso na porta. “Trevor, aqui não está mais seguro para entrarmos. A energia vai funcionar por algum tempo. Tentamos desligar a usina, mas seus servos não nos permitiram em quanto estava seguro, mas agora não podemos mais. Já fomos aí para falar com você, mas não funcionou. Eu e todos os funcionários vamos embora da cidade em quanto ela está segura. Você foi avisado.”

Aquilo me assustou. Trevor era maluco. Mataria todos. Segui para dentro da usina. Liguei minha lanterna e guardei as pistolas no bolso. Foi fácil encontrar o núcleo reator por que quanto mais perto eu estava de lá, mais anúncios do perigo surgiam. Subi em cima de uma escada que dava no núcleo. Joguei a pedra lá e corri. Ouvi sirenes altas tocando e corri mais rápido que consegui. Sai pela porta e parei. Não poderia entrar dentro do prédio, estariam todos correndo e me atrapalhariam. A floresta era a melhor opção. Corro em direção à floresta. Não presto atenção se tem algo ou alguém me seguindo, somente corro. Ao chegar nos portões os guardas tentam me parar. Atiro neles, mas um deles acertou minha perna direita, perto do fêmur. Não senti a dor e nem vi que tinha tomado um tiro até que todos estavam mortos e tentei andar, mas não consegui e acabei caindo no chão. Cullen chegou do meu lado e disse:

– Venha no meu colo, eu te levo.

Ele pega minhas pernas e minha cintura e me leva embora dali. Quando já estamos longe da cidade ela explode. Quando olho para trás a cidade em que eu vivia está em chamas. Sinto uma lágrima sair do meu olho ao me lembrar do que deixo para trás, mas não me importo mais. Sigo em frente sem pensar em mais nada. Cullen me ajuda a andar. Chegamos em uma grande árvore e ele disse:

– Lucy ou morte, como preferir, chegamos ao nosso lar. Ficaremos algumas semanas aqui até que sua perna melhore, aí voltaremos a minha antiga casa. Algumas pessoas sobreviveram daquela cidade, e ficaremos aqui para eliminarmos.

– Duas perguntas. Como vou subir aí e como vamos eliminar eles?

– Eu vou te levar lá em cima. Eu não posso eliminar eles, só você dona morte.

Ele me colocou em suas costas e escalou a árvore. Era uma casa na árvore gigante. Nunca vi algo assim em toda minha vida. Era bonita e iluminada por lanternas. Ele abriu a porta e me colocou no chão e me ajudou a entrar. Era lindo por dentro. Tinha uma sala a esquerda com um sofá de três lugares vermelho e uns quadros na parede. Do lado da sala estava à cozinha com alguns armários, uma geladeira, um fogão com uma grande banca de pedra presa na parede e uma mesa de madeira com duas cadeiras também de madeira. Não tinha nada bloqueando a passagem. Tinha um corredor que eu não sei para aonde dava, uma varanda pequena e a árvore passava por dentro da casa feita de madeira. Cullen me sentou no sofá e disse:

– Vou pegar algumas coisas para passar no seu machucado.

Assenti com a cabeça e ele saiu. Fechei os olhos e acabei caindo no sono.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.