Armas da vida

38 Capítulo 38


Acordo as 02h04min A.M e me levantei. Todos estavam dormindo. Fui no armário e peguei a mochila e a catana. Me tranquei no banheiro. O espelho então ficou embaçado, como se tivesse vapor quente no banheiro. Então apareceu umas instruções no espelho “Querida Lucy, siga todas essas instruções e poderá viver mais um dia. Trevor está se preparando para ir te buscar as 5:30 A.M. Agora você terá que se desapegar de todos. Pegue a catana e mate todos desse quarto. Sim, eu sei, você gosta de Brian, mas ele está lhe enganando. Ele está trabalhando com Trevor (no momento que li aquilo meu coração esquentou como se estivesse pegando fogo. Ele me enganou, de novo.). Depois que os matar vá na sala que treinou com o Brian e os rapazes. Carregue duas armas lá e vá na sala que está a criatura. Leve duas pistolas, um canivete e a catana as suas mãos e em uma mochila o batom, seu diário, uma caneta e algumas roupas. Tome um banho agora e saia rapidamente dai antes que te descubram. Use o mapa que te dei. Com amor Cullen.”

Agora me lembro muito bem. Minha mãe estava comigo. Tinha cinco anos. Ela me apresentou a Cullen, o anjo caído. Ela me disse: “Filha, preste atenção. Este é Cullen, um bom rapaz. Ele lhe ama como você o ama. Tome muito cuidado minha filha, muitos homens vão querer colocar a mão sobre você, mas deve ser inteligente, como sempre foi. Eu te amo”.

Fui direto para o chuveiro. Tomei um banho rápido, lavando meu cabelo e meu corpo. Ao sair coloquei o vestido que usei no baile, a bota, passei o batom preto nos lábios e tirei a lente. Tirei tudo da mochila, jogando no chão as roupas e colocando o que estava escondido na pia. Segui as instruções de Cullen, mas coloquei também uma lanterna, meu isqueiro, meus doces, umas presilhas de cabelo, uns bilhetes e umas fotos antigas. A minha mochila estava bem menor. Minha pistola tinha três tiros. Nada mais do que o necessário. Coloco a mochila nas costas e a catana eu prendi na cintura. Vou direto na cama que Brian está dormindo. A arma está engatilhada. Olho para a cama. Ele não está lá. Cullen então fala em minha mente “ele saiu para ver Trevor. Não se preocupe com isso. Seja rápida, não temos tempo.” Me direciono a uma cômoda que tem do lado da cama. Subo em cima dela e olho para Charles. Atiro na sua testa. Engatilho a arma e desço. Atiro em Tyler. Todos estão mortos. Saio de lá e vou até aonde treinei aquela semana. Vou direto na prateleira de armas e pego mais uma pistola. Pego nove balas e coloco nas armas. Engatilho as armas. Aproveito e pego todas balas que tem lá e coloco na mochila, caso precisasse. Nunca se sabe o futuro. Abro o mapa e vejo que devo: seguir reto até passar três entradas para a direita, então vou chegar em um lugar que só tem duas saídas, uma para a esquerda e outra para a direita. Devo ir para a esquerda e seguir reto até achar aquela janela. Saio de lá e encontro Brian. Ele disse sorrindo:

– O que está fazendo aqui fora. Como conseguiu essa catana?

Seus olhos verdes expressavam duvida. Ignorei aqueles sentimentos e estiquei a arma em sua direção. Ele levantou os braços e disse:

– Lucy sou eu, Brian. Não me reconhece?

– Você mentiu para mim, está trabalhando para Trevor. Não ia me ajudar a sair daqui, só queria se aproveitar de mim e depois ir atrás de outra. Não vou ser mais iludida por você.

Apertei o gatilho. Ele caiu no chão. Fui do seu lado. Não procurei aonde tinha sido o tiro. Derramei uma lágrima, mas não tinha mais nenhuma ligação com ele. O revistei e encontrei umas balas. Guardei todas, menos uma que coloquei na arma. Engatilhe a arma e segui o caminho. Todos que eu encontrava eu matava. Gastei cinco balas. Recarreguei e engatilhe as armas. Cheguei lá. Abri uma porta que dava direto aonde a criatura estava. Entrei lá sem medo. Liguei a lanterna. Vi que tinha um interruptor na parede. O apertei. Varias luzes se acenderam. Encontrei Cullen sentado em uma cadeira. Ele se virou para mim e veio na minha direção. Ele então disse segurando na minha mão:

– Você veio. Teremos muito trabalho – ele riu e continuou- você não sabe, mas aqui nessa cidade nossa energia é nuclear. Você vai ter que ir até o núcleo do reator e jogar isso dentro – ele me entregou uma pedra do tamanho da minha mão e continuou- e logo em seguida vai correr. Não olhe para trás. Saia de lá o mais rápido possível. Não espere por mim. Mate todos que encontrar. Eu vou resolver algumas coisas e vamos nos encontrar depois.

– Mas eu vou morrer! Se eu for no reator nuclear eu vou ser contaminada pela radiação.

– Lembra que sou amigo da morte? Bem, ela me deve uns favores, então vamos dizer que não teremos problemas. Ela quer se aposentar e preciso de alguém para a substituir, e nada melhor do que testarmos a nova morte.

Eu ri e disse:

– Posso fazer uma coisa?

Ele sorriu e disse colocando a mão na minha cintura e me puxando para perto dele:

– Sim, claro que pode.

Coloquei a mão em seus cabelos e o beijei. Foi um beijo longo e que me fez confiar nele. Conseguia ver o que se passava na mente dele. Só tinha pensamentos voltados a mim lá dentro. Eu olhei em seus olhos pretos e disse:

– Melhor a gente ir.

Ele concordou com a cabeça.