Armas da vida

32 Capítulo 32


Acordo e ouço dois rapazes conversarem do lado de fora. Não tenho noção de quanto tempo dormi, mas parece que deve ter sido muito tempo, pois estou muito mais magra do que o comum. Ouço a porta abrir e finjo que estou dormindo. Os rapazes tiram as algemas dos meus braços e me levantam. Um fala:

– Temos que levar ela. Acordamos ela?

– Ela estava em coma, não dá para acordar ela.

– Claro que dá.

Um dos rapazes aperta de leve meu rosto. Fico imóvel e relaxada.

– Viu, ela não está notando nada.

Eles começam a me puxar pelos braços pelos corredores. Minhas pernas são arrastadas. Eles começam a conversar:

– Eu ainda não acredito que Trevor deixou uma mulher tão bonita não poder passar pelas nossas mãos.

– O pior foi que Brian a perdeu.

– É ele me disse que ela estava nas mãos dele, mas que ele não aproveitou a oportunidade.

– Agora quem vai aproveitar é Trevor.

Eles param e me levantam. Um me segura enquanto o outro abre a porta. O que estava me segurando me pega no colo e entra na sala e me deixa sentada em uma cadeira. Passo a mão de leve na cadeira. Ela tem lugar para apoiar os braços e as costas.

– Lucy minha queria. Pode parar de fingir estar em coma que eu sei que não está.

Era Trevor. Fico imóvel e em silencio, com a cabeça baixa e as mãos apoiadas no espaldar da cadeira. Ele se aproxima e diz:

– Lucy Trier não me obrigue a ser um cara malvado com você.

Levanto a cabeça e abro os olhos. Ele está com o cabelo arrumado e uma blusa de mangas compridas azul escuro. Olho para mim. Estou com uma blusa branca de mangas compridas e uma jeans e descalça. Relaxo totalmente e apoio minha cabeça no meu ombro direito. Olho para ele e digo:

– Quanto tempo estive em coma?

– Poucos dias.

Solto uma risada e olho para ele. Ele senta em uma cadeira. Noto que tem uma mesa aonde estou. Olho em volta: um grande vidro na parede (com certeza de fundo falso), uma mesa, a cadeira que estou sentada, a cadeira que Trevor está sentado e uma porta atrás dele. Eu digo:

– Bem Trevor, por que não fazemos uma aposta?

Ele me olha com um olhar diferente e diz:

– Que tipo de aposta?

– Que dia é hoje?

– Quinta-feira.

– Me dê até sábado para conseguir provar que os Prier não são tão ruins.

– E se você conseguir?

– Você esquece essa rixa que tem com a minha família.

– E se não conseguir?

– Faço o que você quiser sem reclamar.

Ele ficou um tempo em silencio analisando a minha proposta. Depois de um tempo ele disse:

– Muito bem, aceito sua proposta. Vai voltar a ser a Anastasia até sábado.

Relaxo na cadeira.

Notas finais
aviso aos gregos e troianos, só escrevi até o capítulo 37, então demorarei um tempo maior para poder postar. Agradecida JBS