Armas da vida

29 Capítulo 29


Fiquei muito tempo sentada chorando, e acabei perdendo a noção da hora. Respirei fundo e subi as escadas. Fui até o quarto secreto e coloquei a mochila lá. Fui ao meu antigo quarto e peguei uma caixa. Me tranquei no quarto escondido e separei tudo da minha mochila. Roupas no armários, sapatos no chão. Na mochila coloquei: Um canivete, umas balas, uma lanterna, meu isqueiro, uns doces, umas presilhas de cabelo, uns bilhetes, umas fotos antigas e a arma que eu levava na cintura. Peguei o vestido branco solto, botas, o batom e mais umas coisas e fui no banheiro. Olhei as horas. 07h00min P.M. Deveria ser rápida. Entrei no banho e fiquei repetindo uma música:

– Yesterday, all my troubles seemed so far away, now it looks as though they’re here to stay, oh I believe in yesterday. Sunddenly, I’m not half the girl I used to be, there’s a shadow hangign over me, oh yesterday came sunddenly... Why he had to go I don’t know. He wouldn’t say. I said somenthing wrong, not I long for yesterday, yesterday, love was suck an easy game to play, now I need a place to hide away, oh I belive in yesterday...

Terminei o banho e me troquei. Prendi meu cabelo em um rabo-de-cavalo alto e sai do banheiro. Levei a poltrona até perto da minha armadilha e coloquei a poltrona lá. Subi as escadas e subi em cima do armário. Tinha um pequeno espaço e nele tinha uma caixa baixa e larga escrito na tampa “Para comemorar o decimo sexto ano de nossa filha.”

Tirei da caixa uma catana. Eu me lembro de ter treinado com ela algumas vezes. Seu corte era preciso e era afiada. Desci as escadas e me sentei. Olhei no relógio 09h17min p.m. Sabia que eles não iriam perder tempo. Subi as escadas e coloquei algumas coisas em um bolso escondido na minha mochila e cobri o resto da mochila com roupa. Desci as escadas, fechei a entrada secreta e coloquei a mochila perto da porta da entrada que estava bloqueada. Me sentei na poltrona e me concentrei. Eu estava do lado do Trevor. Ele estava conversando com Brian dentro do prédio 555. Conseguia ouvir perfeitamente o que eles conversavam:

– Eu me sinto lisonjeado de depois de anos você ter aceitado nossa proposta de emprego Brian.

– Eu deveria ter dado ouvido a você antes, eu tinha achado que Lucy era diferente...

– Conhece a linhagem Prier, são traiçoeiros e mentirosos.

– Eu só não entendo o que deu nela, ela confiou em mim e hoje, ela não era ela...

– Bem Brian, hoje pretendemos fazer ela pagar pelo que a família Prier nos fez passar por anos .

– Mas Alex não estava desaparecido?

– Falou corretamente, estava. Estava morto na floresta. A criatura o encontrou agora pouco e nos trouxe o corpo dele sem vida.

Coloquei a mão na minha boca. Eu era a última da minha linhagem e destruíam o primeiro da minha linhagem. Sabia que tinha que me preparar para o pior. Respirei fundo. Me concentrei.

– Sabe Trevor, eu sempre pensei que você e sua linhagem quisesse nos destruir.

Trevor riu e disse:

– Drews não fazem nada de mal a ninguém que não mereça.

Brian se sentia desconfortável de conversar sobre aquilo. Ele disse:

– Trevor eu acho exagerado o que querem fazer com a Lucy...

– Exagerado? A linhagem Prier destruiu nosso país e nos ameaça frequentemente e me fala que é exagero?

– Mas o que querem fazer com ela não chega aos pés do que a linhagem dela fez.

Ele parou um pouco e deu um gole de uma bebida forte e disse sorrindo:

– Nisso está correto, acho que posso não fazer ela sofrer tanto, mas ela merece pagar pelo que a família dela fez.

– E depois?

– O que?

– Depois dela pagar por isso, qual será seu novo objetivo?

Ele ficou em silencio. Ouvi uma batida na porta. Apontei a lamina na direção da porta e ouvi uma voz familiar:

– Lucy abra a porta para mim.

Fiquei em silencio. A voz disse:

– Lucy rápido abra a porta, sou eu sua mãe.

Me concentrei. Estava do lado de fora. Os capangas do Trevor estavam do lado de fora. Ouvi outra batida e vi eles apertarem em um gravador. Pisquei algumas vezes. Desfiz o rabo-de-cavalo alto e fiz uma trança lateral em quanto eles tentavam me fazer cair em um truque ridículo. Depois de um tempo consegui ouvir eles se comunicando com Trevor. Um dos rapazes falou:

– Estamos gastando nosso tempo atoa, ela não deve estar. Se ela é tão inteligente como dizem deve ter fugido como todos os da linhagem dela.

– Sim, eu achava a melhor parte perseguir as moças da linhagem dela. Eram tão belas que encantava os olhos, até dava um pequeno remorso na hora que tínhamos que a matar.

Uma terceira voz disse:

– Você dois fiquem quietos, ela é diferente e sabem que teremos problemas para a capturar. Aonde está Trevor com o reforço?

A primeira voz disse:

– Ele já deveria está chegando, mas conhece ele.

– Aquele ridículo costume de se atrasar sempre nos deu problemas e ele nunca nos ouve...

Ouço um barulho diferente. Não seria tola de tentar ver o que era. Me mantive em silencio sentada. Um barulho alto e a porta foi arrombada. O vaso caiu no chão e quebrou em vários pedaços. Eu disse olhando para eles de lado:

– Sabe esse era meu vaso favorito.

Trevor dá um passo a frente e diz:

– Eu lhe dou outro se aceitar me ajudar.

Eu ri e disse me endireitando na poltrona:

– Sabe eu ouvi a conversa entre você e Brian e pelo que eu notei não terei nenhuma vantagem sendo uma escrava para você.

Ele ficou em silencio e eu fiquei o encarando. Trevor então riu e disse:

– Lucy Prier saiba que eu ainda estou sendo caridoso com você.

– Por favor me poupa de me contar uma história sem contesto.

– Você é uma garota inteligente e já deve ter notado que não quero lhe machucar...

– Não deve querer me mutilar muito...

– Vou lhe fazer minha última proposta, aceite a trabalhe para mim ou se recuse e trabalhe a força.

– Sabe Trevor, minha mãe me alertou de gente como você. Ela me dizia que gente como você não deveria ser eliminada do mundo e sim viver nele sendo ninguém.

Ele me olha nos olhos e diz:

– Sejam rápidos, não temos muito tempo.

Eles se aproximaram de mim. Aponto a lamina afiada na direção deles e digo:

– Não precisam gastar o tempo precioso de vocês com isso.

Eles parecem não me ouvir. Me levanto e chuto o que está no meu meio, giro e corto a garganta dos outros dois. Furo o abdômen do que eu chutei. Todos os três estão no chão, mortos. Olho para Trevor e digo:

– Sabe eu não tenho remorso de nada que eu fiz, mas eu tenho de não ter te matado na primeira oportunidade que eu tive.

– E eu acho que deveria ter pontos fracos mais difíceis de ser encontrado. Acabe com ela Brian.

Brian se aproximou de mim e disse:

– Não precisava ter acabado assim.

– Claro que não, mas você não me ouviu.

– Claro que te ouvi. Trevor me ofereceu uma de suas trabalhadoras e vai me ajudar a formar uma família. Eu me lembro de quando você fez uma trança dessa. Foi a primeira vez que segui um dos conselhos de Trevor para ver como você é perigosa.

– Você fingiu tudo aquilo... Eu não acredito que te considerei alguém especial...

Ele me dá um soco e caio no chão. Olho nos seus olhos em quanto me sento e digo:

– Você mentiu para mim esse tempo todo!

– Eu? Você mentiu sobre o que sentia de mim hoje e a vida toda.

Derramei uma lágrima e disse:

– Eu menti para te salvar!

– Eu odeio garotas como você que mentem para os outros.

Ele me chuta e caio com o rosto no chão. Me viro para ele e digo:

– Brian eu tive que mentir para não fazer você ver isso.

Aponto a lamina na direção do meu coração e enfio totalmente.

Notas finais
Foi um dos capítulos mais difícil de se escrever, mas a história não vai acabar por aqui