Armas da vida
25 Capítulo 25
Acordo sendo chacoalhada no chão do quarto. Levanto assustada. Tyler olha estressado para mim. Antes que eu pudesse perguntar algo ele diz:
– Você estava sofrendo espasmos musculares.
– Não, eu estava vendo minha família! Brian temos que ir na cidade hoje.
– Não é tão fácil gata.
– Gata? Não sou gata.
– É sim gata, mas acho que posso dar um jeitinho.
– Dá para arranjar seu jeitinho no tempo que eu tomo um banho?
– Acho que sim, se Tyler me ajudar eu consigo antes deste prazo.
Eu me levantei e eles saíram. Peguei uma regata preta, justa e com um grande decote, um short jeans curto e uma bota comprida (a que chegava no meu joelho). Estava fazendo aquilo para mostrar que nem tudo que eles querem consegue. Sou uma garota inteligente e peguei um canivete, caso acontecesse alguma encrenca. Também encontrei a pequena arma que Tyler me deu. Tinha as quatro balas que sobraram quando Liam tentou me matar. Carreguei a arma e engatilhei. Fui ao banheiro e tranquei a porta atrás de mim. Coloquei as roupas em cima da pia e dentro da pia as armas. Tirei minha roupa e entrei no chuveiro. Banho frio para renovar minha alma. Ao sair me troquei e fiz duas tranças de lado no meu cabelo. Coloquei a pequena arma na cintura e a faca na bota esquerda. Sai do banheiro e Brian estava se trocando. Estava somente de jeans. Me virei de costas e disse:
– Poderia me avisar que estava sem roupa.
– Estou de roupa, só falta colocar o sapato e a blusa. Por que está de costa?
Comecei a rir e ele disse:
– Não se preocupe, não mordo forte.
Ele colocou as mãos nos meus ombros e me virou. Estava de olhos fechados. Ele riu e me beijou. Depois disse:
– Confie em mim.
– Coloque uma blusa e vou confiar.
– Coloquei.
– Posso acreditar?
Ele riu e disse:
– Pode me ver sem blusa, não terei problemas.
– Mas eu terei.
– Que problema?
– Não sei, mas terei.
Ele riu e beijou minha bochecha. Depois ele disse:
– Pode confiar, nada de ruim vai lhe acontecer.
Abri um olho, mas logo fechei. Ele riu e disse:
– Você venceu. Vou colocar a blusa.
Coloquei a mão na frente dos meus olhos e disse:
– Conseguiram?
– Sim, não foi difícil. Quando disse que eu queria ficar sozinho com minha namorada concordaram.
– E precisava do Tyler?
– Sim, queria falar umas coisas para ele.
Ouço o barulho da porta. Então ouço uma voz:
– Por que a Anastasia está cobrindo os olhos?
Era o Charles. Falei:
– Charles ele está de blusa?
Ele demorou um tempo para responder e disse:
– Sim.
Sabia que tinha alguma coisa errada. Decidi treinar meus talentos. Me concentrei em pensar neles. Me senti mole e cai no chão. Minhas pupilas dilataram mesmo estando com os olhos fechados, e vi completamente tudo, como se estivesse em pé. Eles estavam sem blusa.
Pisquei algumas vezes e fechei meus olhos. Me sentei e disse:
– Tratem de colocar uma blusa.
– Você ficou inconsciente. – a voz era de Charles.
– Estava me concentrando para ver o presente. Acho que para ver o passado só em sonhos, presente ficando inconsciente e futuro, ficando preste a morrer...
Fiquei pensando nisso. Todos esses faziam eu estar em estado de sono. Algo em comum. Falei:
– Colocaram a blusa ou terei que ver?
Senti uma mão segurar meu braço. Me levantei e Brian disse:
– Coloquei, não quero que fique inconsciente de novo.
Abri os olhos. Ele estava com uma blusa preta de manga comprida. Charles estava com uma blusa cinza. Brian disse:
– Se que ir vamos logo. De noite para voltar aqui é muito perigoso. Poucos guardas, pois eles tem uma criatura. Ela elimina qualquer perigo.
Concordei. Charles disse:
– Que roupa...
– Gostou? Quero mostrar o que eles estão perdendo.
Brian riu e completou:
– E o que eu estou ganhando!
Nós rimos e saímos de lá. Ele então disse:
– Está armada?
– Sim, uma arma com quatro balas e um canivete.
– Aprende rápido.
Ele me puxou para o lado e me abraçou. Passamos por muitos corredores, que cada vez mais tinha mais gente passando. Então chegamos em uma sala preta. Tinha uma pequena janela. Perguntei:
– É aí que fica a criatura?
– Garota esperta.
– Por que é toda escura?
– Tivemos uns problemas com a luminosidade. Se ele se acostumasse com a luz não voltaria. Então a luz o faz mal.
Continuamos andando. Então chegamos em uma parte em que tinha muitos homens fortes. Muitos deles ficaram me encarando (de forma positiva) e depois olhavam surpreso para Brian. Eles abriram uma porta pequena, mas bem grossa e pesada. Antes de sairmos um dos rapazes falou:
– Tem até 09h00min P.M para sair antes dele ser solto.
– Não se preocupe, e farei a batida.
Saímos de lá e fomos até nossa antiga casa. A casa continuava igual. Entramos pela porta da cozinha (a chave estava dentro de uma madeira falsa). Chegamos na cozinha. Brian fechou a porta e nos direcionamos até o segundo andar. Falei para Brian:
– Me entrega o casaco.
Ele tirou um casaco que ele tinha amarrado no braço. Vesti a blusa e disse:
– Me segure para que eu consiga ver o presente.
Ele segurou meus braços. Me concentrei. Minhas pernas amoleceram e a minha pupila dilatou. Conseguia ver Brian me pegando no colo. Me concentrei. Onde ficava meu antigo quarto? Segui até o final do corredor. Não tinha nada lá, só uma parede de madeira (a casa toda era de madeira). Passei pela madeira como se não fosse nada. Encontrei meu irmão. Ele continuava igual. Ele então falou:
– Irmã, não consegue se esconder de mim, passei anos apurando minhas técnicas.
– Me deixe entrar.
– O rapaz não pode.
– Ele viveu aqui.
– Não pode, me desculpe.
– Então só eu vou entrar, só deixe eu voltar a meu estado normal.
Ele concordou com a cabeça.
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