Armas da vida

24 Capítulo 24


Acordei no meio da noite. 04h05min A.M. Não me levantei. Prendi o cabelo e coloquei a peruca. Do lado do espelho tinha um pequeno pente. Penteei os cabelos da peruca e fiquei sentada olhando para o nada. Eu ouvi uma barulho vindo do Tyler. Não queria ver o que era. Fiquei sentada com as costas apoiada na parede. Quando deu 04h30min A.M tocou um despertador. Todos levantaram, com cara de sono, mas levantaram. Eu desci da cama e Charles disse:

– Damas podem ir primeiro no banheiro.

Olhei para ele em duvida e disse:

– Não preciso, obrigada.

Os rapazes se olharam um pouco, mas logo esqueceram. Eu perguntei:

– Vamos aonde primeiro?

Brian disse em quanto pegava uma blusa e uma jeans:

– Nós vamos tomar café da manhã e depois eu e você vamos treinar um pouco.

– Treinar o que?

– Tiro ao alvo.

Engoli seco. Fui até o armário e peguei uma blusa azul de mangas, uma jeans que era mais solta e peguei uma bota (normal, sem salto) e fui ao banheiro (depois que o Charles saiu).

Rapidamente me troquei, mas a peruca não ajudava muito. Depois que estava vestida me olhei no espelho. Coloquei a peruca e arrumei com os dedos umas partes que estavam estranhas. Sai do banheiro e Brian ficou parado na minha frente de braços abertos. Olhei para ele séria e disse:

– Não espere muito vindo de mim.

Tentei sair da frente dele, mas ele não deixou. Acabei cedendo e abracei ele, mesmo eu não querendo. Ele então foi para o banheiro. Me sentei para amarrar as botas (sentei na cama do Tyler...) sem pensar muito. Brian disse:

– Vamos Anastasia?

– Claro...

Saímos de lá e fomos em direção do refeitório. Os rapazes sorriam para mim e quase que trombavam comigo. Brian me disse no ouvido quando estávamos na fila para fazer os pratos:

– Anastasia teve problemas com alguns casos. Ela exagerou umas vezes.

– Exagerar quanto? – tentava falar o mais baixo que conseguia.

– Quando ela queria alguma coisa, dormia com o rapaz... As únicas pessoas que ela nunca dormiu foi comigo e com o Charles...

Nós fomos à mesa. Novamente não prestei atenção no que tinha colocado no prato. Falei para Brian:

– Tem como eu mudar o modo deles me olharem?

Ele comeu um pedaço de pão e disse:

– Anastasia, você odeia lutar, e gostou sempre de ter os olhares voltado a você.

– Ela me disse que vocês estavam quase namorando.

– Ela também menti em algumas coisas. Analisamos tudo de noite.

Terminamos de comer e Brian me abraçou e fomos até a mesma sala que ele me levará ontem. Ao entrarmos tinha vários rapazes que não conhecia. Brian me soltou e foi conversar com uns rapazes. Odeio ficar sozinha. Me dirigi até uma barra de ferro na mesma parede que tinha varias armas. Comecei a me alongar (costume de luta). Alguns rapazes me olhavam estranho. Depois peguei um grampo (que estava no meu bolso) e prendi a peruca por trás, para ter certeza que estaria lá. Depois de um curto período de tempo Liam entrou lá. Ele falou um pouco aborrecido:

– Não vão acreditar no fora que levei da garota que queria ter dormido...

Sabia que deveria ser sobre mim. Continuei me alongando tentando não aparentar nervosismo. Ele continuo:

– A Lucy desapareceu, e encontraram o corpo dela hoje. Não acredito que perdi minha oportunidade...

– Sabe, fui eu que tive mais chances com ela- Brian falava com um sorriso malicioso- ela gostava de mim.

Comecei a cantarolar baixo, para não fazer algumas besteira. Liam disse:

– Que tal uma aposta Brian?

– Claro, adoro ganhar de você.

– Quem consegui dormir com a Anastasia ganha.

Olhei para eles com um rosto sério. Respirei fundo e disse:

– Apostem quem de vocês arranja um cérebro primeiro, vai ser melhor para vocês.

Liam olhava estranho para mim. Sabia que só deveria falar se fosse necessário. Respirei fundo e abri ponte (para alongar) e depois voltei. Estalei os dedos e me aproximei deles. Eles me olhavam estranho, e um rapaz falou:

– Anastasia, nunca demonstrou esse talento na hora que precisávamos.

Dessa vez decidi ignorar. Brian disse baixo, para só eu ouvir:

– Fique quieta e não faça nada, eles podem duvidar de você.

Concordei com a cabeça. Liam disse:

– Vamos hoje praticar aqui dentro, pois não para de chover.

Ninguém falou nada. Todos foram pegar algumas armas. Brian pegou uma me entregou. Ele disse:

– Você será a ultima a atirar. Não se preocupe, Anastasia tinha uma péssima mira.

– Não foi o que ela me disse.

– Ela menti de mais. Qualquer duvida estou aqui.

Brian ficou do meu lado, no final da sala. Um por um atiravam. Nós tínhamos cinco balas. Observei como eles atiravam. Era interessante ver os diferentes jeitos. Brian acertou o centro do alvo quatro vezes, mas errou o último. Ele olhou irritado para o alvo. Era minha vez. Olhei para ele e ele não expressava reação. Olhei para o alvo. Apertei o gatilho. O coice da arma era forte, mas estava “preparada”. Passei longe do alvo. Os rapazes ficaram rindo. Me concentrei. Atirei de novo. Acertei a borda do alvo. Mais uma vez. Aceitei a borda do alvo, perto do outro tiro. Tinha mais dois tiros. Olhei bem para o centro do alvo. Era como uma luta, mas que eu não teria chances lutando. Apertei o gatilho. Acertei perto do centro. Mudei um pouco a posição da arma e apertei o gatilho. No centro do alvo. Relaxei e olhei para os rapazes. Eles expressavam um pouco de surpresa. Sorri em quanto todos iam sentar. Sentei em uma parte que não tinha ninguém. Liam se sentou do meu lado. Ele passou a mão no meu cabelo e disse:

– O que foi aquilo amor?

Amor? Era o que me faltava... Falei tentando ignorar o que ele disse:

– Eu ando treinando...

Ele dá um beijo no meu pescoço que me arrepiou e apoiou a mão no meu joelho. Não queria estar ali. Deve ter sido essa namorada que Liam me disse que tinha voltado. Ele diz:

– Nós deveríamos treinar isso, se é que me entende...

Seu sorriso era malicioso. Olhei para Brian. Ele apontou para os lábios e disse sem fazer som “o beije e saia daí”. Decidi segui o que ele disse.

– Sabe, ainda não estou muito afim de passar para está etapa.

Apoiei minha mão em seu queixo e o beijei. Depois que o beijei saí de lá, sem olhar para trás. Brian me seguiu. Fui direto ao quarto. Entrei sem fechar a porta e me sentei dentro do armário. Ele abriu a porta do armário e me encontrou sentada, encostada na parede. Brian fechou a porta do quarto e se sentou do meu lado no armário. Ele disse:

– Eu sei, Anastasia era quase uma prostituta. Mas você pode mudar isso...

– Como? Eles iriam notar...

– Nem sempre Anastasia foi assim. Pode tentar mudar.

Umas lágrimas escorreram do meu rosto e eu disse:

– Era necessário aquilo?

– O beijo?

Concordei com a cabeça. Ele respirou fundo. Colocou o braço por cima dos meus ombros e disse me puxando para perto dele:

– Sim, se não Liam não deixaria você sair de lá.

– Por que ela fazia isso?

Brian me deixou com a cabeça apoiada em seu peito. Disse em quanto passava a mão nos cabelos da peruca:

– Ela não teria futuro, era péssima em tudo. Então ela aproveitou seu corpo e sua beleza para consegui um bom cargo.

– Por que de policial?

– É um dos maiores cargos, e ela queria chegar ao topo. Ela já teve casos com quase todos os rapazes. Mas eu e Charles fomos fortes.

– Tyler caiu na artimanha dela?

– Sim, ela disse que tinha machucado a cintura com um exercício e foi no Tyler. Ao chegar lá ela retirou toda a roupa. O resto você já pode entender.

– Ela não foi na divisa?

– Sim, para resolver uns problemas do jeito dela. Mas Kyle a matou e colocou o corpo dela como o seu. Os pequenos problemas de aparência conseguimos resolver rapidamente. Você não tem noção da tecnologia que temos...

– Tinha uns papei ali em cima...

– Sim, era papeis de algumas coisas que ela fazia, o que os rapazes gostavam que ela agisse. Algumas coisas eram verdades, mas a maioria mentiras. Me deixa ver a carta.

Me levantei e fui buscar a carta. Entreguei a Brian que começou a ler rapidamente. Ele então disse:

– Não precisa seguir muito daqui, você já vai notar o que Anastasia gosta e não gosta de fazer, ela deixou isso claro para a maioria dos rapazes. Sim, ela é a namorada de Liam, ela precisava de um namorado que estivesse perto de Felipe.

Me sentei do lado dele. E me puxou para perto dele e disse:

– Não precisa se preocupar, vou falar com os rapazes.

Concordei com a cabeça. Ele levantou e me ajudou a levantar. Ele disse:

– Temos que voltar ao treino. Ignore os comentários e não deixe que toquem em você.

– Devo usar violência?

– Só se não tiver outra solução.

Saímos de lá e voltamos para o treino. Os rapazes me olhavam mais. Respirei fundo. Liam então falou:

– Para homenagear nossa querida, e gostosa, Lucy que morreu, hoje teremos luta. Anastasia não necessita participar.

Olhei para Brian. Ele sorriu e olhou para o Liam. Eu falei:

– Por que não?

Um garoto forte respondeu:

– Não queremos machucar você aqui, só na cama.

Respirei bem fundo. Fechei a mão em posição de soco. Brian deve ter notado por que falou:

– Dá uma chance para ela.

– Ok amor, escolha alguém.

– O rapaz que acabou de falar.

Liam olhou surpreso para mim. Eles abriram espaço. Brian disse no meu ouvido:

– Ele só é forte, as técnicas são péssimas.

– Acho que a peruca vai soltar.

– Tire e fale uma desculpa.

– Liam, eu menti sobre uma coisa para você.

– O que?

– Nunca fui loira.

Tirei a peruca e soltei o cabelo. Depois prendi em um coque alto e prendi uns grampos (estrategicamente posicionados para se eu necessitasse) e olhei para o rapaz. Liam anunciou. O rapaz esperou eu atacar. Peguei o grampo do meu cabelo e fiz uma estrelinha. Quando subi na estrelinha joguei o grampo na direção do rosto dele. Olhei para ele. O grampo entrou em seu olho. Ele deu um grito e outro garoto levou ele ao Tyler. Sorri em quanto o via sair de lá. Todos estavam em silencio. Olhei para Liam e disse:

– Eu avisei que andei treinando. Me faça um favor e não me chame mais de “amor”.

Estava na hora do almoço. Eu e Brian saímos de lá. Os rapazes ainda não estavam me esperando. Peguei um prato de sopa para comer com o Brian. Ao sentarmos na mesa Charles se juntou a nós. A cadeira do meu lado esquerdo estava vazio. Liam se aproximou e tapou meus olhos. Tive que me segurar para não o machucar. Falei:

– Quem é?

– O amor da sua vida.

Não queria ter que falar isso, mas falei:

– Liam?

– Acertou.

Ele beijou meu lábios e sentou do meu lado esquerdo. Falei para ele:

– Não precisa ficar aqui comigo Liam.

– Eu insisto. Amor, por que não se muda para o meu quarto.

Brian falou:

– Lá está cheio Liam.

– Ela pode dividir cama comigo.

Brian mordeu com força um pedaço de frango. Falei passando a mão nos cabelos de Liam:

– Não precisa, lá está legal.

– Beleza, vou ter que ir. Aguenta ficar um tempo sem mim?

A primeira coisa que passou pela minha cabeça era “claro que sim, aguentaria ficar sem ver você para sempre”, mas simplesmente disse:

– Eu vou tentar.

Ele sorriu e saiu. Quando ele deu uma certa distancia soltei todo o ar dos meus pulmões. Falei:

– Essa era a única pessoa que eu poderia ser?

– Sim, foi a melhor opção- Charles aparentava triste.

– A melhor opção era uma prostituta?

– Era ela ou ninguém- Brian falou sorrindo- Pelo menos ficou no mesmo quarto que a gente.

– Brian, Charles, tem alguma ideia de como posso mostrar para aqueles idiotas que eu “mudei”.

– Sim, me beije na frente de todos- Charles abriu um grande sorriso quando falou isso.

– Eu já te beijei, e como eles veriam?

– Você lembra?

– Sim, mas vamos nos concentrar.

– E você gostou?

Comecei a rir e disse:

– Vamos dizer que com uma faca no pescoço qualquer um gosta.

– Tive uma ideia. “Termine” com Liam e amanhã faça algo inesperado com algum rapaz.

– Gostei da ideia.

Terminamos de almoçar e eu e Brian fomos até a sala. Me dirigi até Liam e disse:

– Liam, você é um garoto legal, mas necessito de um tempo.

Aquilo fazia eu me sentir mais leve. Liam olhou para mim e disse:

– Não, ainda gosto de você e com esse cabelo te amo mais.

Respirei fundo e disse:

– Liam eu não gosto de você, entenda.

– Eu amo quando você fingi está com raiva de mim.

Ele tentou me beijar e dei um passo para trás. Bati em um garoto e pedi desculpa ainda olhando para Liam. Falei para Liam:

– Não estou fingindo.

– Eu gosto de você com raiva de mim. Eu sei, fui um garoto levado por que não me castiga com seus beijos?

Rapidamente segurei sua garganta e apertei com força. O puxei até uma parede e bati as costas dele na parede. Apertei mais tirando seus pés do chão e disse:

– Não estou brincando com você.

Larguei o pescoço dele e ele caiu no chão. Sai de lá e me sentei no chão. Respirei fundo. Cruzei as pernas e apoiei minhas mãos nas minhas pernas. Respirei bem fundo algumas vezes. Tinha que me manter calma. Em um rápido período todos pararam de falar. Rapidamente me abaixei por instinto. Ouvi o barulho de uma arma. Me virei e chutei rapidamente a arma da mão de Liam. A arma voou no ar. Agarrei a arma no ar e apontei para a cabeça de Liam. Agarrei o braço dele, ainda sentada no chão, o puxando para perto de mim e disse enfiando as unhas no braço dele:

– O que foi isso?

A respiração dele estava ofegante. Falei mais alto com uma duvida falsa na voz:

– O que foi isso Liam? Você tentou me matar?

– Lembra-se não do nosso acordo? Te deixava no mais alto posto, mas faria tudo que eu mandasse.

– Bem, acho que eu não necessito mais deste seu favor. Sou uma boa policial, e não acho que alguém iria querer me tirar do meu cargo.

– Anastasia tire a arma da cabeça dele e o largue- Brian me falou seriamente.

Larguei o braço dele e abaixei a arma. Tirei as balas e coloquei no meu bolso. Entreguei a arma descarregada para Liam. Me levantei enquanto ele saia de lá com raiva. Mas antes de ele chegar até a porta eu disse:

– “Ei” Liam. Olhei aqui.

Ele olhou para mim, e eu beijei o Brian. Tenho certeza que ele deve ter saído imediatamente. Brian olhou nos meu olhos e disse:

– Fez isso para causar inveja nele?

– Não, só quero lhe lembrar de ontem.

O beijo novamente e ele diz:

– Acho melhor pararmos, minha companheira de quarto não aprovaria isso.

Ficamos rindo e ele disse no meu ouvido:

– Aprova que eu te chame de minha?

– Já deveria me chamar assim faz muito tempo.

Ele riu e me beijou perto dos lábios. Ele disse:

– Não teremos treino, Liam não pretende voltar aqui.

Todos os rapazes (e eu) saímos de lá. Um grupo de rapazes se direcionou até a gente. Um garoto forte disse:

– Vamos na floresta de noite. Querem ir?

– Vocês sabem que a floresta é perigosa de noite, é lá que muitas mulheres que deveriam ser mortas são levadas.

– E por que acham que a gente vai lá?

– Sabem, não acho que deveriam ir lá.

Me lembrei de uma vez que sonhei com aqueles rapazes. Eles estavam em uma floresta e era mortos por uma arma muito bonita. Continuei:

– Uma vez sonhei que ocorria um assassinato naquela floresta. Era bom se manterem longe de lá.

– Não se preocupe gata, sabemos tomar conta de nós mesmos.

Brian foi comigo até o quarto e disse:

– Você e a mamãe tinham o talento da visão do passado e do futuro. Normalmente só vem nos sonhos, mas existe raras exceções...

– Quem já existiu com esse talento?

– Até hoje só cinco pessoas. Todas menos você morreram e um está desaparecido.

Aquilo me deu calafrios, mas fiquei em silencio. Brian disse:

– Ninguém tinha um poder tão forte como o seu. Para falar a verdade, todos os que tiveram esse “talento” foram da sua família (por parte de mãe). Sua mãe conseguia ter visões do futuro sem estar dormindo, mas era confuso e muito raro.

– Acho que eu consigo aprimorar este meu talento, inclusive agora que tenho alguém para me ajudar.

Ele olhou para trás e disse:

– Quem?

– Você.

Ele me beijou e disse:

– Estava tendo que usar todas as minhas forças para não te beijar dentro do armário.

Comecei a rir e disse:

– Eu também.

– Por que não solta este seu lindo cabelo?

– Já que pediu tão educado.

Soltei meu cabelo, que chegou na minha cintura. Brian me puxou para perto dele, e disse em quanto passava a mão no meu cabelo:

– Eu sempre gostei do seu cabelo assim, comprido e desta cor. É perfeito. Nenhuma garota é como você.

Olhei para o chão e disse suspirando:

– Sim, nenhuma garota é estranha.

– Pelo contrario, elas deveriam seguir seu exemplo. Você é uma garota lutadora, bonita, que sabe usar seus atributos contra seu inimigo.

– E funcionou com você.

– Acho que somos mais que inimigos.

Ele beija meus lábios e diz:

– Devemos nos odiar tanto que acabamos nos amando.

Tyler entra no quarto e nos encontra abraçados. Brian me beija e diz:

– Tyler estou namorando a garota mais bonita do mundo.

– E eu estou querendo namorar minha cama.

Eu solto Brian e sento na cama de Brian. Tyler deita de bruços na cama. Brian se senta do meu lado, encostado na parede. Eu falo:

– Que foi Tyler?

Ele tirou a cara do travesseiro e olhou para mim. Ele respirou fundo e disse:

– Porque eu não aguento mais meu trabalho.

– Mas irmão você sempre gostou daquele trabalho.

– Não existo mais sem ela.

– Encare os fatos, ela só queria se aproximar alguém com um cargo maior que o dela.

– E você tem o que falar? Você...

– CALA A BOCA!

– Ei vocês dois, não quero confusão.

Os dois viraram as costas um para o outro. Me sentei no chão, entre as duas camas, com as costas apoiada na parede. O clima estava pesado entre eles. Respirei fundo e cantarolei um verso de uma música:

– “Is there anybody going to listen to my story, all about the boy who came to stay? He's the kind of boy you want so mucho it makes you sorry, still you don't regret a single day. Oh boy, boy...”

Tyler se virou para mim sorrindo e disse:

– Me lembro das manhãs ensolaradas que no rádio tocava as músicas dos Beatles. Girl certo?

Concordei com a cabeça. Me lembrei rapidamente desta época. Me veio como uma visão.

Eu sentada na mesa e o rádio ligado tocando está música. Ouvi umas batidas na porta. Minha mãe abriu. Um rapaz forte com os cabelos ruivos entrou mancando. Minha mãe o ajudou a se sentar na cadeira na minha frente. Minha mãe olhou para mim e disse:

– Lucy, este é o seu irmão mais velho. Ele terá que ficar no seu quarto, e você ira dormir com o seu irmão.

– Por que ele não pode dormir com ele?

Minha mãe riu e disse:

– Por que seu quarto cura pessoas doentes.

– Dava para ser mais rápida mãe?

– Lucy seu irmão se chama...