Armageddon
2 Capítulo 1
Notas iniciais
Hey jujubas, revisei o capitulo para melhorar um pouco a narrativa, mas se encontrarem algum erro não hesitem em corrigir! O dreamcast será postado nas notas do próximo capítulo ou da história em si, não deixo de avisar quando acabar!
Kisses de açúcar e boa leitura!
As cortinas que cobriam as janelas gigantescas do quarto se recolheram subitamente. A luz que irradiava delas invadiu o dormitório, o incômodo nos meus olhos fez-me acordar, e ao abri-los, fiquei cega por um tempo.
– Aah! O que diabos? — queixei-me.– Hora de acordar, May. Levei a mão até os olhos e me levantei da cama. A falha tentativa me fez cair ao chão por ter tropeçado na base do móvel, envolvi o rosto com uma coberta caída.– Só mais cinco minutinhos... Por favor!– Você disse a mesma coisa há 10 minutos. Não pode se atrasar.– Não tinham te programado para ser gentil, Halley? – Resmunguei.– Você foi gerada para ter uma finalidade útil, mas essa função foi excluída de seu cérebro. Levante essa bunda esquelética do chão! Bufei e revirei os olhos. Halley era um programa, o controle da casa. Sabia de tudo o que estava acontecendo, resolvia todos os problemas domésticos e era onipresente. Ao mesmo tempo em que me atormentava, checava cada mínimo pedaço da residência e preparava minha refeição.– Pode ao menos diminuir a claridade? Meus olhos estão me matando! Assim que percebi a escuridão retornando, joguei a coberta para longe e me levantei, esfregando os olhos ainda pesados pelo sono e um pouco doloridos pela enorme quantidade de luz anteriormente.– Separou minha roupa? – Perguntei.– Seu uniforme está no armário, como sempre. Bocejei e as portas do armário se abriram. Dirigi-me preguiçosamente em sua direção, amarrando o cabelo com um elástico por preguiça de arruma-lo. Arranquei o pijama do corpo e me vesti. As portas se fecharam e arregalei os olhos.– Puta merda, eu já deveria estar na metade do caminho para a escola! Corri desesperadamente para a saída, pegando minha motocicleta. Dirigi 10 quilômetros acima do limite permitido para chegar a tempo. Normalmente, estaria indo a pé, mas minha preguiça e imbecilidade me fizeram descumprir meu castigo para chegar à escola no primeiro tempo. Meus pais me matariam quando descobrissem minha nova façanha, e provavelmente tirariam de mim todo e qualquer direito de utiliza-la novamente. Por sorte, não havia sido notificada por excesso de velocidade, então segui correndo até minha sala de aula.– Nada de correr no meu maldito corredor! — gritou o zelador, apontando o dedo em minha direção enquanto permanecia parado ao lado de um pequeno robô faxineiro.– Foi mal! — Parei de correr, mas apressei o passo até chegar à sala. Sentei-me na cadeira de sempre, a terceira na quinta fileira, logo na frente do projetor de hologramas.– Você se atrasou hoje. O que aconteceu? Sky estava me olhando, com a cabeça levemente inclinada para a direita. Seu olhar sugeria preocupação, e não pude evitar um sorriso. Ela tem o chamado “complexo de mãe”. Muito carinhosa com os amigos, amável ao extremo, se preocupa com qualquer atraso e praticamente entra em pânico ao ver sequer um machucado de alguém querido. Senti-me quase culpada por ter causado aqueça preocupação toda.– Desculpe o atraso. Acabei dormindo mais do que deveria. Ela sorriu e assentiu com a cabeça. Adorava o sorriso dela, era lindo e contagiante. Seus cabelos tingidos de azul, sua cor favorita, eram perfeitamente iguais a cor de seus olhos grandes e brilhantes. A pele era razoavelmente bronzeada, era alta e magra, mas seu corpo dava inveja em qualquer um.– Nós ainda vamos sair para almoçar hoje? – Perguntou — Se não se incomoda, chamei Kevin para ir junto.– Se eu ainda tiver dinheiro, sim. Dei de ombros, segurando um comentário sobre seu — infantil — querido namorado. Ela estava a ponto de me falar algo, mas as lâmpadas diminuíram sua luminescência. Esse era o primeiro sinal de que a aula já estava para começar. Sky e eu nos viramos para frente, esperando o holograma do professor Howard Stark surgir. Em vez disso, uma mulher, em carne e osso apareceu. Cochichos foram ouvidos por toda a sala de aula, provavelmente se perguntando o que diabos aquela mulher estava fazendo ali.– Bom dia alunos! Mesmo com todos os olhares da sala sendo dirigidos a ela e falando por suas costas, ela sorriu amigavelmente. Cabelo e pele brancos, olhos cinzentos, mais magra que o normal e de altura mediana. – Sou Whitney, mas podem me chamar apenas de White. — seu olhar parou momentaneamente em mim, logo depois retomou a postura e se voltou para a classe — Enfim, houve uma falha nos hologramas e fui chamada para lecionar uma aula de história para vocês. Estou correta em relação à disciplina? Como todos na sala fizeram silêncio, me prontifiquei a responder a professora, mesmo ainda tendo duvidas sobre o porquê de estar ali.– Na verdade, professora, a aula de hoje seria sobre biologia e sua aplicação na tecnologia atual...– Quem disse isso? Quando perguntou, todos os alunos direcionaram seus olhares à mim. Não consegui conter minha vermelhidão, mas não hesitei ou me envergonhei em levantar a mão. Estranhamente, ela deu um sorriso triunfante, como se houvesse acabado de tirar nota máxima em um teste difícil.
– Qual seu nome, senhorita? Senhorita? Voltamos ao século XX? Quase arqueei uma das sobrancelhas, mas contive a expressão.– Maicha Leonhardt, professora.– Hm... Nome interessante. Segundo o russo, Maisha quer dizer vida, enquanto o sobrenome alemão Leonhardt significa coração de leão, para os leigos, uma expressão para valente. Diga-me, você é corajosa?– Não sei. Franzi o cenho e dei de ombros, enquanto alguns riam de minha resposta. Fitava a mulher. Ela me parecia familiar de uma forma indescritível para mim. Podia afirmar com total convicção de que nunca a havia visto em toda a minha vida, mas senti que toda aquela certeza vacilava dentro de mim. Queria saber porque ela sabia tudo aquilo, porque compreendia a origem e os significados do meu nome, coisa que nem eu mesma sabia ou me interessava em saber. E queria ainda mais entender que sensação era aquela de familiaridade. Passei o restante do período de aulas a encarando, explicava sobre a necessidade de robôs em nosso século e também a inspiração na anatomia humana e de outros seres existentes em nosso planeta atualmente e os que já existiram há alguns séculos atrás da qual temos registros. Quando o sinal tocou, avisando o final das aulas, avisei para Sky que não poderia sair para almoçar, então ela se despediu e foi sozinha para o Halow’s. Caminhei até a entrada da escola, e quando ia montar a moto, percebi que alguém estava me observando. Estreitei os olhos para ver quem era, e reconheci White. Coloquei o capacete, para evitar uma conversa desnecessária, mas ela já havia me visto e se aproximou.– Olá Maicha. Podemos conversar? Só demorarei alguns minutos – Disse sorrindo.– Se for sobre o avião de papel, juro que não fui eu! Ela riu brevemente, era um som doce, diria até agradável de se ouvir.– Não é sobre o avião de papel, sei que foi obra dos irmãos Dudley. É sobre algo um pouco mais sério. Desconfiei um pouco da situação, mas ela não tentaria nada comigo em plena luz do dia, não é?– Certo... Mas por favor, seja breve, preciso voltar correndo pra casa.– Claro, claro... – Seu sorriso agora não me parecia satisfeito, e nem mesmo verdadeiro — Bem, percebi que esteve um pouco desconfiada de mim, e quero saber o porquê disso. Hesitei por alguns minutos, mas logo abri o jogo. Não tinha tempo para delongas, tinha que retornar antes dos meus pais.– Sinto que te conheço de algum lugar, mas não sei se isso realmente aconteceu. Ela pareceu pensar por algum tempo, enquanto me encarava.– Sim, já nos vimos antes. Você era muito pequena para se lembrar. Fiquei um pouco chocada com a informação, não poderia parar de perguntar agora.– Muito pequena? Está dizendo que nos vimos na infância?– Diria que ainda antes disso... Mas isso é algo que não posso te contar ainda.– E porque não? – Disse intrigada – Eu tenho o direito de saber, estamos falando sobre a minha vida! Cerrei os dentes, não era mais nenhuma garotinha para omitirem fatos importantes para mim. Queria respostas.– Tudo em seu tempo. O que deve saber até agora, é que nós nos conhecemos, e posso afirmar que nossos laços são bastante... Como posso dizer? Ah sim, estreitos.– Como isso é possível? Meus pais teriam dito sobre você e não me esqueceria de alguém tão importante. Sinceramente, acho que está mentindo senhora White.Ela soltou um sorrisinho amarelo enquanto balançava a cabeça negativamente para o chão.– Um dia conseguirá unir todas as peças para terminar esse quebra-cabeça. Tenha um bom dia, Maicha. Ela sorriu e saiu caminhando, deixando-me ainda mais confusa que no começo. Minha sede por informações me consumia por dentro, mas não havia outra alternativa a não ser esperar o tempo passar e sanar todas as minhas dúvidas, saber se havia alguma verdade em tudo aquilo. Finalmente coloquei o capacete e acelerei, me afastando do mar de dúvidas que me afogava.
Notas finais
Entao, o que acharam? Comentários são importantes para que a história fique melhor a cada capítulo :) Prometo tentar postar mais rápido da próxima vez!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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