Notas iniciais
Olá minna!! *-* .. Tudo bein?! Então, finalmente a fic está tomando seu rumo no presente, ou seja, com as gurias loucas e taradas já adolescentes =3 E finalmente, estamos chegando ao nosso objetivo.. Sem mais os draminhas da Mavis quando criança, que agora serão substituídos pelas suas confusões e brigas, ahue.. Bem, então queridos leitores... Boa leitura!


— Então Mavis, qual deles você gosta? Olha! Que tal o branquinho peludo ali?
— Não...
— Mas ele é fofo.
— Mas eu não quero esse...
— Tsc! Qual você quer então?

Observei cada canto do local, até que meus olhos começaram a cintilar e um sorriso plantou-se em meu rosto.

— Aquele otou-san! Eu quero aquele ali!
— Aquele?! Mas ele tem uma cara de mau.
— Você que é medroso demais, humpf... — resmunguei — Ele é muito... Fofo!
— Aah... Você que manda.

Pouco antes de sairmos do Japão, no meu aniversário de cinco anos fomos ao Pet Shop... E eu ganhei um cachorrinho!

— Saia de cima de mim Damon! Você é pesado demais...

Ele me respondeu com latidos.

— Tá com fome?! ... Eu imaginava que sim. Vamos!

Fui até a cozinha, acompanhada do grande Husky Siberiano de olhos azulados e pelos negros e brancos. Depois de ter lhe dado sua ração, subi acompanhada do mesmo até o meu quarto, onde me deitei para dormir. Antes que eu percebesse, Damon havia se deitado ao meu lado na cama, acabei por dormir abraçada com ele...

Meu sono estava perfeito! Mas foi interrompido... POR UMA DESGRAÇA DE DESPERTADOR!

— Mas que saco! — exclamei, retirando a coberta do rosto e em seguida desligando o despertador.

Tentei dormir novamente, mas era impossível.

— Mas que droga... Ué, Damon já levantou?! Damon!

Andei pela casa enquanto chamava pelo cão, mas sem resposta alguma.

— DAMON! Onde esse idiota se meteu?! Melhor... Onde esses Idiotas se meteram?! PAI!

Continuei andando pela casa, e ainda não havia encontrado nenhum dos dois, até que, escutei o barulho da porta da frente se fechando.

— Pai! Ué, onde estava?

Ele me direcionou um olhar triste.

— No veterinário.
— Mas porque? Cadê o Damon?!
— O Damon, ele...

Meus olhos ficaram paralisados...

— O Damon foi...Ele... Bem...
— Fala de uma vez!
— Ele comeu o telefone e eu fiquei preocupado, mas ele já está bem... Daqui a pouco eu vou buscá-lo.
— Aah... Não sei quem é mais idiota! Você ou aquele cachorro estúpido.
— Como você pode chamar o seu pai de idiota?!
— Da mesma maneira que eu posso fazer isso! — retruquei lhe mostrando a língua.

Ele me lançou um olhar do tipo reprovador.

— Vou dormir.
— Mas você acabou de acordar! E são quase 11hrs!
— Dane-se. Eu sou uma criatura da noite, não do dia.

Voltei ao meu quarto e apaguei na cama...

[...]

Uma semana havia se passado e o dia que eu mais odiava tinha chegado: Meu aniversário!

— Ohayou! Mai... chan?! — disse meu pai, entrando em meu quarto com um bolo e uma vela acesa.

Provavelmente, meu pai entrou no meu quarto sem entender nada, encontrando apenas uma cama desarrumada e um cômodo de cabeça para baixo.
Milagrosamente, eu acordei mais cedo e segui logo para a escola, antes que a “comemoração” melosa do meu pai começasse...

Naquele ano, não fomos ao túmulo da minha mãe, meu pai estava ocupado demais com o trabalho...

— Mas pai, e a nossa tradição?!
— Temos que esquecer.
— Mas a gente vai todos os anos! Tudo isso por causa do seu trabalho?!
— Claro que não Mavis! Olha, eu não acho que o seu aniversário deva ser comemorado em um cemitério, e...
— O dia em que minha mãe morreu, você quis dizer.
— Não Mavis! O seu aniversário, o dia em que você nasceu, o dia em que eu percebi que a coisa mais importante da minha vida, foi me dado pela pessoa que eu mais havia amado... Você!
— Quando você vai parar?! — exclamei com os olhos marejados, subindo as escadas rapidamente.

Tranquei-me em meu quarto e me pus a me afogar em meu travesseiro.

Isso havia sido na noite passada, desde aquela hora, eu não havia trocado mais nenhuma palavra com meu pai.

Estava na frente da escola, dei meia volta e sai correndo em direção ao meu lugar favorito! Avistei logo a enorme cerejeira que se encontrava no parque, me recostei em seu tronco, olhando para cima... As lindas flores rosadas! Não era nem um pouco comum encontrar cerejeiras em um lugar quente como Los Angeles, mas por algum motivo, aquela estava ali, firme e forte!

— Okaa-san...

Deixei que as lágrimas rolassem em meu rosto, pressionando contra o peito, o primeiro e único presente dado pela minha mãe: Uma medalhinha dourada, que possuía um pingente com a forma de uma flor de cerejeira.
Meu pai havia me dito que aquela medalha foi a herança da minha mãe, a forma dela demonstrar que sempre estaria comigo me protegendo.

Meu estoque de lágrimas já havia se esgotado, as horas passaram como minutos, e eu apenas olhava para o nada, como se eu e aquela cerejeira fossemos os únicos seres habitantes no universo, mas... Uma trança azulada invadira meu universo paralelo.

— Mavis!

Eu apenas a observei com o rosto cabisbaixo, sem demonstrar nenhuma expressão. Não queria que ela e nem ninguém, soubessem que eu estava chorando.

— Sayuri? O que você faz aqui? — agora eu olhei fixamente em seus olhos.
— Eu sou quem te pergunto! Sua estúpida! Você faltou à aula hoje não foi? Quer crescer e fic...

Eu não suportava mais, precisa de alguém para me amparar... Antes que ela pudesse continuar com o seu sermão, eu a puxei para sentar ao meu lado e me joguei em seu colo, apenas deixando as lágrimas escorrerem novamente. Depois de conseguir conter parte das minhas lágrimas, eu tentei contar o que pude para ela, desde a morte da minha mãe até o momento de agora, disse para ela que, minha mãe só estava morta, porque... Eu existia!

— Eu me repudio...
— Eu vou repudiar a minha mão na sua cara de você não parar com isso agora! — eu me levantei do seu colo, e ela me fitava com o cenho franzido, eu me espantei primeiramente com sua atitude, mas logo me aborreci. — Fala sério! Sua mãe te amou tanto a ponto de dar a vida dela pra você nascer, e ao invés de aproveitar ao máximo, você age como se fosse um “estorvo” ou algo do tipo. Sinceramente?! Eu queria lutar com você um dia sim, mas não pelos boatos, e sim porque eu pensava que você tinha algo mais além da beleza. Achei que era uma garota inteligente, mas eu me enganei.

Ela se levantou e foi embora, eu não disse mais nada. Fiquei mais algumas horas sentada abaixo da cerejeira, refleti sobre tudo que Sayuri havia me dito, incluindo quando ela me contou que fora abandonada pela mãe quando ainda era um bebê e mesmo assim, superou isso e vive sua vida normalmente...

“Será que realmente não é minha culpa?! Meu pai realmente me ama como diz?!”

Algumas perguntas haviam se formado na minha cabeça e eu relembrava dos momentos com meu pai... Ele sempre estava preocupado comigo, sempre me apoiava em tudo, cuidava de mim, acho que... Realmente, ele me amava!

— Mavis!

Escutei uma voz ao longe, seguida de alguns latidos... Eu reconheceria aquela voz e aqueles latidos em qualquer lugar.

— Otou-san! — eu corri em sua direção, e quando este me viu, eu me joguei em seus braços o abraçando como nunca havia abraçado.
— Mai-chan, o que f... Espera! Você me chamou de otou-san?!

Eu não respondi nada, apenas o abraçava enquanto inundava sua camisa com lágrimas...

— O seu diretor me ligou perguntando porque você não havia ido a escola... Imaginei que estaria aqui, e pensei que precisava de um tempo sozinha.
— Não otou-san... Eu preciso de você! — ele sorriu.
— Não imagina por quanto tempo eu esperei que dissesse isso. Mas chega de chorar! Hoje é seu aniversário.
— Hai...
— Vamos comer até vomitar em uma lanchonete por aí!
— Ok! — acho que pela primeira vez em anos, eu sorri alegremente.

No dia seguinte, eu havia ido à escola, e estava bem melhor... Sayuri havia retirado uma rocha enorme das minhas costas, eu devia tudo a ela.

Eu havia chegado em casa, e fiquei em meu quarto jogando em meu console durante a tarde inteira, pouco antes de anoitecer, eu apaguei na cama, sem nem ter notado.

Quando acordei já havia amanhecido, e escutei algumas vozes a mais no andar de baixo, e quando comecei a descer as escadas, ouvi uma voz bem familiar, seguida de uns latidos mais familiares ainda...

— Damon, senta! — disse para o cão, que se encontra em cima da azulada.
— Damon?! — ela me encarou, provavelmente rindo da minha cara bagunçada e do cabelo despenteado. — Porque não o chama de Belzebu logo?! Seria mais óbvio.
— Eu bem que queria, mas meu pai é um idiota e implicou demais comigo, então optei por Damon.

Por um instante, retirei a franja de cima do meu olho esquerdo, para esfrega-lo, já que havia acabado de acordar, e minha vista ainda estava embaçada, deixando amostra, aquela “deformação ocular”, que tanto me incomodava... Acho que em Los Angeles, apenas meu pai e Damon tinham visto minha heterocromia.

Sayuri me encarou com um olhar um tanto espantado, e seguiu meu movimento, retirando sua franja que cobria o olho esquerdo:

“Ela também?!”

Sorri e balancei os cabelos, deixando a franja cair novamente sobre meu olho.

— É bom saber que não sou a única tratada como “raridade” e blablabla... Isso me dá nos nervos!

Achei graça do modo que ela pensava... Igual a mim.

— Eu ainda não tomei café da manhã, então venha e não aceito não como resposta.
— Como se fosse possível Higashi Sayuri recusar comida! — disse, me seguindo até a cozinha.
— Ah! Se ameaçar me dar um tapa novamente, nós iremos resolver no tatame!

Ela sorriu ironicamente.

— Eu mal posso esperar.

Neste dia, eu descobrir o que é significa uma família... Não precisamos ser parentes ou ter laços de sangue, temos apenas que ser unidos e nos dar bem um com o outro, mesmo que por várias vezes briguemos, temos apenas que nos amar como um todo.
Eu ganhei o melhor presente de aniversário de todos: Uma amiga!

Desde então, eu e Sayuri vivíamos juntas! Era ela na minha casa, eu na casa dela, estudávamos juntas, saíamos juntas. Não existia mais uma Yoko Mavis ou uma Higashi Sayuri, éramos Mavis e Sayuri! Até aquele dia...

Pouco depois que eu completei treze anos, Higashi teve de se mudar com sua família para a França... Não protestamos, nem gritamos ou choramos, apenas trocamos nossas luvas, jurando que um dia, iríamos nos encontrar de novo...

Meses depois, eu me mudei para a Austrália, e perdi o total contato com ela...

Agora, onde estou?!
Bem, estou dentro de um avião, rumo a Tóquio!

Já tenho dezesseis anos, medindo 1,50 de altura, peso 47kg e meus cabelos cresceram bastante... Até demais eu diria! Estão na altura do tornozelo, quase se arrastando pelo chão, mantenho-os soltos, presos, trançados e de outras maneiras, de acordo com o momento, e minha franja... Continua a mesma!

Eu queria voltar às minhas raízes, iria morar sozinha em Tóquio, mas infelizmente...

— MAS O QUÊ?!
— Isso mesmo... Mavis, você é jovem demais para morar sozinha em um país que você não conhece praticamente ninguém.
— Eu sei me defender sozinha!
— Exatamente por isso! Seria um perigo se alguém tentasse te atacar, mesmo sabendo que o Japão é um país tranquilo, sempre existem seus marginais... Tenho pena deles se mexerem com você.
— Você é realmente esquisito...
— E você tinha que parar de agir como um macho!
— Ah, vai se... — ele me encarou com uma cara do tipo que dizia: “Complete essa frase e você não irá ter mais garganta para completar frase nenhuma!”, eu limpei a garganta e continuei. — Mas otou-san!!

Ele me encarou seriamente por alguns segundos e...

— Aah, eu amo tanto quando você me chama de otou-san! — exclamou com os olhos brilhantes.
— Idiota.

Depois de horas discutindo, eu fui assistir televisão bolando um plano de fuga, enquanto meu pai tagarelava no telefone com “não sei quem”. Ele desligou o telefone, encostou-se à parede me fitando.

— Perdeu alguma coisa na minha cara?

Ele sabia que eu estava ‘puta’ da vida com ele.

— Só por isso, eu deveria cancelar o que combinei com sua tia.
— Tia Mikoto?!

Acho que não falei nada a respeito, mas... Meu pai é filho único, e tanto meus avós paternos como meus avós maternos, faleceram antes de eu nascer, e minha única parente de sangue conhecida, era a irmã mais velha da minha mãe, Mikoto.

— O que você combinou com ela?!
— Eu perguntei se ela poderia cuidar de você mas... Ela teve uma ideia bem melhor!
— E que ideia foi essa?!
— Seus primos, filhos da Mikoto, estão morando sozinhos em Tóquio, e ela disse que não teria problema nenhum em você ir morar com eles!
— Aaah não! Não acredito que terei que ir morar com dois manés...
— Essa é a condição!

“— Caros passageiros, apertem seus cintos! Estaremos pousando em breve.”

Da janela do avião, já era possível avistar a imensa cidade:

— Que nostálgico...

Me recostei no banco, encarando as nuvens e imaginando, onde aquela estúpida, histérica e imbecil mini lutadora estaria neste momento...

“Higashi Sayuri...Onde você está?!”

Notas finais
Galera, eu e Higashi estamos realmente ficando bem tristes em postar no Nyah.. Já que temos mais de 120 visualizações na fic, e apenas um acompanhamento. É realmente desanimador postar uma fanfic sem receber algum resultado, então por favor, se você está gostando da história, se interessou-se pelo trabalho, não deixei de favoritar e deixar um comentário construtivo. Apontando falhas e também os pontos bons. Se continuar assim, sinto dizer que iremos desistir de continuar postando aqui. Mas ainda assim, obrigada pelos que leram. Até sexta-feira com mais um capítulo da nossa Higashi