Arkenstone
9 Capítulo 9 – Balrog
O balrog crescia na visão dos anões. Aquele demônio do Mundo Antigo criado de Melkor se aproximava com passos largos, seu peso distribuído em 18 metros de altura fazia com que o chão tremesse a cada pisada e, em suas mãos, eram arrastados dois chicotes flamejantes assim como o alto de sua cabeça que abrigavam dois chifres.
– Balrog... – disse Gróin com os olhos arregalados e o machado em mãos – Eles não deveriam estar extintos?
– Então tente dizer isto ao monstro que vem em nossa direção porque este parece bem realista para mim! – respondeu Náli segurando o arco que carregava.
– Ao que me parece, esse esteve aqui por muito tempo desde que tirou nosso povo daqui pela primeira vez. Esteve adormecido nas minas durante todo esse tempo. Pensava eu que eram apenas lendas – disse Damli – Rei! O que faremos agora?
Thráin ficou pensativo por um segundo. Segurou firme o punhal da espada e seus olhos refletiam bravura em uma cor azul.
– Vamos lutar. Lutar por Khazad-dûm!
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O fogo de balrog iluminava o local permitindo que se pudessem ver as flechas de Náli voando e o reflexo do machado de Gróin, a espada de Damli e o Mithril da lâmina de Thráin.
A luta se estendeu por algumas horas, mas era possível ver o cansaço eminente dos quatro anões que, apesar de estarem em desvantagem, lutavam bravamente. O balrog ergueu seu chicote (o outro tinha sido cortado por Gróin com extrema habilidade) e o jogou contra o chão atingindo a rachadura antes formada pela espada de Thráin abrindo uma fenda grotesca que abalou até mesmo o próprio balrog que cambaleou com o tremor formado. O tremor fez com que Náli,
que se encontrava mais distante do resto do grupo, caísse na fenda profunda, mas antes lançou sua ultima flecha que acertou com extrema precisão o olho esquerdo do monstro.
Aproveitando-se da distração do balrog, Thráin tentava subir em suas costas enquanto Gróin avançava para dar um golpe com o machado em uma das pernas do demônio. O que o ferreiro não esperava era o chute que o balrog deu fazendo com que seu corpo voasse em direção à fenda, deixando para trás o machado à beirada da rachadura.
Damli tentava causar o maior dano possível ao balrog, mas as lágrimas formadas pela perda de seus amigos embaçava a visão. Enquanto isso, Thráin se encontrava nas costas do monstro se segurando o mais firme que podia, quando ergueu a espada e a fincou nas costas do demônio. O Mithril parecia rachar à medida que penetrava a pele do balrog que rugia com a dor e se mexia fazendo com que Thráin caísse.
Com a queda, Thráin desmaiou e acordou com a voz de Damli soando em seus ouvidos. Uma forte dor penetrou sua cabeça nessa hora fazendo com que demorasse alguns minutos até que pudesse visualizar o que acontecia a sua volta. O balrog estava caído, porém ainda vivo, sua espada se encontrava em pedaços e Damli se segurava por uma única rocha prestes a cair na fenda. Um pouco mais adiante, a pedra Arken continuava inteira e só, mas à beira da rachadura. Damli gritava pela ajuda de Thráin, mas este não tirava os olhos da pedra. Quando pôde se levantar, andou em direção à pedra ignorando o amigo. Quando se deu conta do que acontecia, Damli se viu perdido no desespero, não pela sua vida, mas pelo seu povo.
– Não! Não se aproxime da pedra, Thráin! Ela não trará a glória que tanto procura! Apenas trará a destruição! Thráin!...
E disse algo mais, porém Thráin já se encontrava longe. Montou em seu cavalo que correu veloz de volta a Erebor. Segurava firmemente a pedra dentro de seu bolso.
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