Arkenstone
5 Capítulo 5 – Pedra Arken
No dia seguinte, os anões voltavam a seus trabalhos. Não se falava em nada além da festa grandiosa da noite passada. Alguns também comentavam sobre a Descoberta, mas ninguém sabia exatamente o que era. Tinha aqueles que diziam ser apenas mais uma rocha qualquer, outros diziam ser de uma força mágica poderosa e outros ainda falavam em maldições, mas a verdade era que falavam sem conhecimento algum da verdade.
O sol já começava a se pôr e os ventos sopravam uivando entre as pedras da montanha quando os sinos do reino começavam a tocar anunciando que o rei apareceria perante seu povo.
– Povo de Erebor! Espero eu, seu rei, que tenham aproveitado a comemoração da noite passada. – anunciava o rei com sua voz grave e autoritária. – Hoje ouço boatos do motivo da festa. – fez uma pausa – E devo-lhes dizer que não há com o que se preocupar. A Descoberta feita no dia anterior apenas me traz uma visão de futuras conquistas, e não vejo por que não a compartilhar com meu povo!
Nesse momento, o rei levantou os braços carregando com as duas mãos a espada que, apesar de parecer grande demais
para ser manuseada por um anão, foi levantada com muita facilidade por ser peculiarmente leve.
Ouviam-se exclamações surpresas entre os anões ali presentes.
– Vejam o minério tão claro e belo, Mithril, a prata dos anões até hoje perdidas em Moria, nossa antiga terra! E a preciosa pedra que ele carrega agora nossa, Arken! Vejam! Vejam com atenção a glória de nosso povo! A glória de Erebor!
Todos aplaudiam e levantavam seus machados e picaretas gritando o nome de seu povo tão orgulhoso. Todos menos Damli que permanecia pensativo e sério, não tirara os olhos da pedra, agora chamada Arken, e de Thráin em nenhum momento.
– Algo me preocupa...
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Àquela noite, Damli foi até o palácio. Lá encontrou o rei sentado em seu trono com a tão comentada espada. Ele passava as pontas dos dedos sobre a pedra brilhante e, nem ao menos, notou a chegada de Damli.
– Peço sua licença meu rei.
– Ora essa! Desde quando passou a chamar-me de “meu rei”, Damli? Sabes que nos conhecemos desde sempre, meu bom e velho amigo mineiro, e podes me chamar pelo meu nome!
– E é por isso que venho a visitá-lo, Thráin! Pois somos amigos de longa data e... – dizia Damli meio encabulado. – e sinto que devo alertá-lo de algo. Algo de que não tenho certeza, mas que sinto. Sinto que algum mal se aproxima de Erebor... E ainda tenho um mau pressentimento sobre a espada...
Thráin ficou sério por um momento e encarava a pedra Arken. Após alguns segundos de pensamento que pareceram durar horas levantou-se de seu trono e empunhou a espada apontando-a na direção de Damli e este, com o susto, deu um passo para traz.
– Tens inveja... Tens inveja ou teme a glória! – a voz de Thráin antes amigável, ecoou nas paredes de pedra de forma ameaçadora.
Com extrema rapidez Damli também sacou uma espada apontou-a na direção de Thráin.
– Era isso o que temia. Não vê porque não quer, meu amigo, mas estás a ficar louco! – disse Damli segurando firmemente sua espada de aço forjada pelo próprio Gróin.
E ali estavam ambos os amigos com suas espadas empunhadas um contra o outro quando se ouve ao longe um grito afobado vindo de fora do castelo:
– Orcs! Orcs se aproximam!
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