Ariel Archetti e os Olimpianos
1 Epílogo
Notas iniciais
Eram três horas da madrugada quando acordei. Acordei porque senti como se estivesse tomando sol na cabeça durante duas horas, mas eram três da manhã de uma noite particularmente fria.
Abri os olhos e vi que o teto estava iluminado com duas cores de luz: vermelho e preto... espera. Preto? Luz… preta? Isso existe? Era mais um acúmulo de escuridão se comportando como luz.
Percebi que a luz vinha de cima de minha cabeça, isso explicava a sensação de calor em meu couro cabeludo. Estava prestes a tocar a luz quando me toquei do que estava acontecendo. Não pode ser, não pode ser! pensava, enquanto pisava no trocador depois na cama de meu irmão depois no chão (durmo em um beliche, ele tem formato de L, a cama de baixo não tem colchão, em cima dela, além de outras tranqueiras tem um trocador que uso de apoio para descer da cama de cima).
Dormia no mesmo quarto que meus pais e meu irmão, então, tentei fazer silêncio e milagrosamente consegui. Fui até o espelho que ficava no minúsculo corredor e confirmei minhas suspeitas: estava sendo proclamada. Mas por quem? Olhei novamente no espelho e me surpreendi. Havia dois símbolos acima de minha cabeça: uma coruja em vermelho na diagonal direita de minha cabeça e um elmo de guerra greco-romano em preto na diagonal esquerda, o elmo era maior do que a coruja, o que me fez pensar que a descendência do deus que aquele símbolo representava era mais forte do que o deus da coruja. Mas qual era o deus da coruja? Vasculhei meu cérebro semi-adormecido: coruja representava inteligência... inteligência... Atena, Atena, isso! Mas qual era o deus do elmo de guerra de escuridão? Pensei nos dois livros do Percy Jackson que já havia lido: onde um elmo de guerra era relacionado a um deus? No final de O Ladrão de Raios, quando Percy devolve o elmo das trevas para Hades. Hades! Não podia ser! Filhos de Hades não existem desde a Segunda guerra mundial!
Queria pensar mais no assunto, acordar meus pais e contar para eles, mas quando os dois símbolos sobre minha cabeça desapareceram, a única coisa que fiz foi voltar para o quarto, subir na minha cama em silêncio e dormir.
A única coisa que consegui pensar antes de dormir foi: Preciso contar para ele.
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