Argonautas I

37 Caroline II


Cinco anos depois. Acordei com uma baita dor de cabeça , na noite anterior discuti com meu irmão Frederico . Me troquei e saí para passear por Nova Roma , ainda estava de madrugada ,tive mais um daqueles horríveis pesadelos que envolvia um bando de semideuses(reconheci eles como semideuses pelas armas e armaduras)em um barco , mas não contei para ninguém ainda.

Passei pelos Templos e sentei-me no refeitório vazio ,após algumas horas refletindo as pessoas começaram a chegar. Sentei com meus amigos da 3° Coorte , tomamos café da manhã e fomos treinar , almoçamos e fomos polir a armadura para o jogo de guerra . Fiquei posicionada na frente da defesa , no alto , para ter uma visão melhor do que estava acontecendo e poder controlar os ventos contra os legionários da 1° e 2° Coorte que quisessem ultrapassar para o nosso campo de defesa .

Os primeiros legionários vieram em formação à todo vapor , nossos arqueiros derrubaram alguns, a grande maioria que sobrou nos derrotou nos próximos dez minutos, não cai na luta , derrotei vários dos esgrimistas deles que tentaram avançar no nosso campo, a 3° Coorte ficou quase toda defendendo, mas aos poucos até a defesa da 1° e 2° Coorte vieram nos atacar e nós não resistimos por muito tempo.

Foi um bom jogo, mas perdemos. Quase sempre perdemos mesmo , nem me aborreci. Antes de jantar resolvi dar uma passada no templo de meu pai Júpiter , só para poder ficar um pouco sozinha , ouvi passos de alguém correndo , quando fui ver era apenas o Pedro , filho de Netuno , conheço ele há algum tempo .Ele se aproximou e disse em tom de urgência : -Um legionário aqui que quer falar com a gente sobre uma missão extremamente importante – ele disse isso e saiu correndo para o outro lado de Nova Roma; quando íamos atravessando o limite Términos perguntou : -Vocês estão com armas ? — Não , senhor – respondi rápido e continuei correndo. Atravessamos a ponte de Berkeley e chegamos na entrada. Cheguei lá e avistei um menino baixo ,moreno , dos olhos castanhos profundos, havia dois semideuses ao lado deles e os três vestiamdo a camisa do Acampamento Meio Sangue.

Eles estavam conversando com o Fred, a Mafer e outros semideuses.

Se eu não me engano já vi ele aqui. Eles chegaram aqui há poucos meses, quando os vi podia jurar que eu já tinha sonhado com eles em um dos meus pesadelos no barco.

Os três estavam falando sobre algo que dava para perceber que era importante, pois ninguém piscava ouvindo o que tinham a dizer , cheguei mais perto e o do meio disse : — Agora vou explicar para vocês exatamente o que isso significa – ele fez uma pausa de quase um minuto antes de recomeçar a falar – É uma missão extremamente importante , vamos reunir um grande grupo de semideuses, trilharemos o caminho dos Argonautas ,para derrotar um novo inimigo, vamos lutar juntos , gregos e romanos , precisaremos deixar de lado nossa rivalidade e nos unir para o objetivo maior , vocês vão precisar vir comigo até o Acampamento Meio-Sangue.

A maioria zombou da cara deles, mas eu olhei para meu irmão Frederico e minha irmã Mafer, nós entendemos que precisávamos partir com aqueles três, Vinicius de Lucca, um filho de Plutão também resolveu ir conosco.

Partimos juntos ao Acampamento Grego, no meio do caminho eles nos explicavam mais sobre a tal missão.

O Thiago, o Renan e o Anibal pareciam se entender muito bem, um ajudava o outro na hora de explicar. Finalmente chegamos ao Acampamento Meio Sangue, o lar dos gregos.

Ficamos lá por duas semanas, até Quíron o diretor/pretor do acampamento deles convocar todos para um Conselho de guerra.

Ele disse que iria revelar tudo que precisávamos saber, inclusive a Grande Profecia.

Quando ouvi aquelas palavras, percebi que a hora de realmente provar meu valor havia chegado .