Argo Filch, Uma História.
1 Argo Filch.
Notas iniciais
O vento batia nos cabelos compridos do garoto bagunçando-os, um lindo sorriso no rosto, os olhos azuis lacrimejavam em encontro ao vento, os compridos cabelos loiros bagunçados voavam junto com ele. Parecia um menino bem cuidado, como se a família desse toda sua atenção a ele. Ele brincava sozinho em um balanço, seus pais conversavam a porta de sua casa, a mãe tinha um sorriso idêntico ao do filho e o pai os cabelos loiros e compridos.
- Argo entre está na hora de almoçar!
Gritou Estela. Logo Argo pulou do balanço e foi andando contente para a porta da casa, com um ar de quem esperava pela refeição á algum tempo. Sentou-se a mesa e pegou um prato de porcelana com um símbolo da família. A Sra. Filch com um aceno de varinha fez a panela com uma sopa de cebola e rins ir voando até os pratos do filho e do marido, depois de servir os dois, a panela voltou ao fogão.
- Como anda o ministério?
Perguntou estela sentando-se a mesa junto com o filho e o marido, ele negou com a cabeça e engoliu a sopa.
- Normal como sempre.
Os três comeram silenciosamente. O primeiro a acabar o almoço foi Valter, ele se despediu do filho e da esposa, e desaparatou no gramado.
- Acho que já acabei.
Disse Argo, largando os talheres no prato e olhando para sua mãe.
- Coma mais, olhe você nem comeu nada filho!
Rebateu a mãe, mas Argo já se levantara da mesa, ele ia subindo as escadas sem se importar para o que sua mãe disse, quando sua mãe gritou!
- Aproveite agora, logo sua carta de Hogwarts chegará!
- Aposto que a comida dos elfos deve ser muito melhor que a sua!
Gritou entre risadas divertidas. Sorriso alegremente ele foi até seu quarto sentando-se, ele abriu a cortina do quarto e olhou pela janela, era um vilarejo com muitos bruxos, porem os trouxas e misturavam entre eles sem nenhum problema, certos trouxas até sabiam a existência de bruxos ali, e eram tolerantes, uma velhinha trouxa até já se acostumara a frequentar a casa dos Filch, o nome dela era Olivia, uma mulher idosa mas divertida cheia de histórias pra contar, Argo tinha certo carinho por ela dela, pois ela sempre lhe dava chocolates e doces quando fazia visitas.
Ele abriu a janela e sentou-se na mesma olhando para baixo, seus cabelos bagunçados por cima dos ombros. A rua estava praticamente deserta, às vezes passavam alguém, mas era muito difícil, ele ficou ali olhando por um tempo. Era um menino feliz apesar de ser solitário, logo estaria em Hogwarts, lá fazia o máximo de amigos possíveis, lá aprenderia o quanto pudesse, aproveitaria o seu tempo lá. Enquanto pensava uma bela garotinha passou pela estrada, cabelos ruivos e um vestido preto, não pode ver nada mais que isso, mas conseguiu notar o quanto era bela. Ficou um tempo olhando para ver se a avistava ela novamente, mas desistiu, imaginando que ela não voltaria tão cedo e saiu dali em busca de alguma diversão no quintal de sua casa.
Desceu a escada lentamente, sua mãe varria a casa com um sorriso no rosto, cantarolando distraída. Ele passou e se dirigiu ao quintal da casa, foi até perto dos balanços e sentou-se em baixo de uma árvore. Lá pegou alguns fios de mato, e começou a trança-los como se fosse fios de cabelo. Olhava para a estrada constantemente, não sabia o que esperava que acontecesse, mas simplesmente olhava na esperança que algo mais interessante que trançar fios o atraísse para rua, ficou ali vários minutos até que alguém atraiu sua atenção, do outro lado da rua, sentado na calçada, não sabia quem era, mal podia ver seu corpo, levantou-se e foi até lá. Abriu o portão e via a silhueta de uma garotinha, alguns centímetros menor que ele. Não era a garota que viu mais cedo, a diferença logo se notava nos cabelos, a garota que viu mais cedo tinha o cabelo ruivo e parecia muito mais feliz e saltitante aquela garota era menor, cabelo loiros até os ombros e muito magra, ela ergueu a cabeça e seus olhos negros fixaram em Argo que se aproximava sorrateiramente.
- Oi.
Disse ele sorrindo para ela, a garota parecia assustada e se arrastou para trás quando Filch foi chegando perto. Ele ficou sem entender a garota, porque ela não queria falar com ele?
- Calma.
Sussurrou tentando manter a voz o mais natural possível, para que a garota não se assustasse.
- O que você quer?
Perguntou ela, olhando ainda fixamente para filch, sem saber o que dizer ele olhou para o lado, constrangido e evitando o olhar penetrante da garota.
- Sei lá, tava sem fazer nada ali, e imaginei que sei lá, pudéssemos fazer alguma coisa.
Ela olha novamente pra ela, um alívio tomar conta dele quando ela desvia o olhar em direção a sua casa.
- Fazer o que?
Perguntou olhando para ele com aquela expressão triste e amedrontada.
- Não sei. Quer uma bala?
Diz ele, aproximando-se e sentando na calçada. Ele tira algumas balas de caramelo do bolso e ergue em direção a garota. Primeiro ela hesita, e olha para ele desconfiada.
- Pode pegar.
Diz ele sorrindo para a menina, constrangida ela retribui com um pequeno sorri no canto dos lábios e pega uma bala.
- Prazer, Argo Filch!
E abre uma bala e coloca na boca.
- Prazer, Eliza McGryn!
Respondeu ela, abrindo um sorriso largo. Fazia algum tempo que Filch não fazia novos amigos, pois sempre estava preso aos portões de sua casa, talvez sua mãe não aprove o fato de ele estar fazendo amizade com uma trouxa, mas ele pouco se importava, estava se sentindo bem em conversar com ela. Os dois foram até os balanços da casa de Filch e ficaram lá um bom tempo se divertindo.
Quase uma hora se passara quando a Sr. Filch chama o filho para tomar café, mal vira o tempo passar ele olha para a garota e sem hesitar pergunta.
- Quer tomar café?
A garota era um tanto magricela, primeiro negou, mas de tanto Filch insistir ela aceitou e os dois foram para dentro da casa. Ao contrário do que Argo pensara Estela não se importava tanto em ter trouxas junto à família.
Os dois comeram e voltaram para o balanço, longe da Sra. Filch ou qualquer pessoa que pudesse incomodá-los.
- Quantos anos você tem?
Perguntou Filch depois de alguns minutos em silêncio, ela para o balanço e olha para ele com um pequeno sorriso no rosto.
- Vou fazer 11 em outubro, e você?
- Tenho 11.
Olhou ao redor para ver se sua mãe ou qualquer outra pessoa estava olhando, como não viu ninguém completou.
- Vou pra Hogwarts esse ano.
Eliza parou o balanço, confusa, olhou para Filch sem entender nada perguntou.
- Pra onde?
Filch deu uma risadinha apesar de a cena não ter muita graça.
- Hogwarts. Escola de Magia e Bruxaria Hogwarts.
Disse e completou.
- Uma escola para bruxos.
Ela ainda meio sem entender parou o balanço novamente e sentou-se ao lado de Argo.
- Você acha que vai para uma escola de bruxos?
Agora Eliza que estava entre risadinhas, para ela que crescera no mundo trouxa e sempre ouvira falar de bruxos como uma história de conto de fadas, era engraçado ouvir uma pessoa de sua idade achando que era bruxo.
- É. Minha mãe estudou em Hogwarts e meu pai também, e eu vou estudar, minha carta de Hogwarts vai chegar daqui uns dias pelas minhas contas.
Dizia ele pegando alguns matinhos e fazendo trança neles como fazia mais cedo. A garota rio, e falou logo para ele.
- Ora Argo, não existe bruxos e bruxas, sua mãe deve ter contado isso pra você de brincadeira.
Ela ria, mas Filch não achava muita graça naquilo, ele sabia que era verdade, já fora no ministério da magia, já fora ver uma partida de quadribol, mas não tinha como provar para ela que era realmente um bruxo, suspirou levemente e olhou para a garota que ainda tinha um sorriso no rosto.
- Não posso te provar, mas quando minha carta de Hogwarts chegar eu vou lhe mostra-la, e você vai ver, vou ficar um ano fora, só vou voltar nas férias.
Falou sem hesitar, ela rio mais uma vez, mas suspirou e parou.
- Tudo bem, quando sua carta de Hogwarts chegar, você me mostra, ai eu venho me despedir de você, mas por enquanto vou continuar duvidando.
Ele revirou os olhos e continuou a trançar os matinhos, nada que ele poderia falar mudaria a ideia dela, então ficou quieto, esperando que talvez ela falasse mais alguma coisa.
- Porque você tava com medo quando cheguei perto de você?
Perguntou Filch, a garota olhou para ele rapidamente, ela parecia crer que ele não tocaria no assunto, mas não foi o caso, ela gaguejou um pouco e falou.
- As pessoas não costumam agir com bondade comigo.
Disse ela olhando para o chão.
- Depois que minha mãe e meu pai morreram, minha irmã e eu moramos sozinhas, não podemos pedir ajudas pra as pessoas, pois elas nos enviariam para o governo e seriamos separadas e enviadas para um abrigo, eu não quero isso então eu e minha irmã tentamos achar comida na casa dos outros, e geralmente eu não consigo comida, as pessoas costumam me espantar, e ninguém gosta de mim e da minha irmã.
Disse ela olhando para o chão com uma cara triste. Filch olhou para ela e engoliu em seco.
- Quantos anos tem sua irmã?
- 16.
Respondeu e suspirou olhando para ele, Argo engoliu em seco e voltou a trançar os fios de mato enquanto falava.
- Ninguém é uma palavra forte, eu gosto de você.
Disse sorrindo, e ela sorriu também.
- Eu também gosto de você, só que não é sempre assim.
Ela enfiou a mão no bolso e tirou um pedaço de metal com alguns ponteiros.
- Acho que tenho que ir embora.
Disse ela e levantou-se, beijou o rosto de Argo e foi dirigindo-se ao portão.
- Tchau.
Disse ele alto e entrou na casa, buscando algum afazer.
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