Areno is real?
3 Capítulo 3 - Inception
Notas iniciais
Nosso herói havia chegado a pouco na escola, ele conversava com Pamela quando viu a cena. Ele não estava preparado para tamanho choque. Ana estava rindo para o menino ao seu lado, ele era alto e bonito, mas não tão alto quanto Breno, mas ainda muito belo. Ele já o tinha visto nas aulas, ele era ótimo em biológicas. E Ana estava rindo para ele. Breno não se aguentou, se apressou para conseguir sentar ao lado da formosa garota, quando Pamela foi mais rápida. O único lugar para ele sentar era ao lado de Letícia, longe de sua asiática favorita. Eles conversavam sobre BABYMETAL, Ana adorava essa banda, e contava animadamente sobre ela para o conhecido.
—Eliabe, você viu o que o Adriano disse na aula de hoje? – Falou Pamela.
—Claro que sim, amiga, é aquele ditado, né, do livro de “ZÊNEZIS”.
Todos caíram na risada, mas Breno no conseguia focar no abraço que Eliabe dava em Ana.
Eles pararam de rir e se encararam, o garoto então plantou um beijo longo na face de Cristina, que ficou corada. Breno não consegui se conter e se jogou por cima da mesa em direção ao assanhado. Os dois caíram no chão como cães. Breno o socava, até que Ela se colocou entre eles e disse:
—Breno! Seu monstro! Pare de bater no meu namorado!
Breno não conseguia acreditar, ele saiu correndo do lugar, era tão humilhante! Ele foi trocado do dia para a noite, sem mais nem menos! Certo que não havia nada entre ele e Ana, mas era só uma questão de tempo! Ele correu para a rua, as lágrimas turvando seu olhar, por isso ele não viu o ônibus que nunca chegava no horário mas que tinha aparecido e o acertou em cheio.
Ele acordou no meio da noite, em pânico e ensopado de suor. A pior parte não foi ter sido morto, mas a rejeição no olhar da garota. Ele não aguentava mais o abafado quarto, como ele costumava dormir de roupa colocou um calçado e saiu noite afora.
Seus pés o levaram para uma praça que havia perto de sua casa, há muito já havia passado da meia-noite.
Ele viu uma figura conhecida sentada em um dos bancos da praça. Aproximou-se e viu um de seus colegas de sala, oculto pelas sombras, sentado e abraçado com a garrafa de chá onde ele carregava água. Breno, ainda assustado pelo pesadelo e pela aparição de seu colega disse:
—Michelin, você está aqui.
Então Michelin tirou de seu bolso um dado preto e o colocou no banco ao seu lado, então o girou. Ficaram ambos encarando o dado parecia que nunca cairia. Ele então retirou outro dado do bolso e repetiu o experimento. Olhou profundamente nos olhos de Breno e disse:
—Não, não estou.
Breno acordou de novo, em sua cama. Ele esperava que não estivesse em mais nenhum sonho, a menos que fosse sobre ele sendo amado pela sua amada. Não era mais um sonho. (In)felizmente.
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