Are you my true love?
7 Capitulo 7
Emma Swan acordou com ao ouvir um par de saltos batendo no chão. Ela abriu os olhos e viu o sol entrando pela janela.
– Bom dia, Bela Adormecida.
Emma olhou para o outro lado e viu Regina, já vestida e devidamente maquiada, a encarando com um leve sorriso.
– Oi.
– Você vai se atrasar se não levantar agora.
– Certo.
Emma se levantou e foi cambaleando até o banheiro. Enquanto isso, Regina desceu até a cozinha. Se sentia feliz por fazer algo para Emma, como se a opinião dela fosse tudo o que importava agora.
Um cheiro de maçã percorreu o nariz de Emma quando ela chegou na cozinha.
– Essa não está envenenada, está?
– Engraçado, muito engraçado. Senta.
– Eu devia ir em casa, trocar de roupa, as pessoas vão perceber, não acha?
Regina passou os olhos em Emma.
– Talvez.
– Acho que eu deveria.
– Não acho que isso seja importante desse jeito. — Regina puxou uma cadeira e sentou ao lado de Emma. — Devia estar preocupada em pegar os caras maus, Xerife.
Emma sorriu.
– Acho que sim.
Regina pegou uma parte do cabelo de Emma e o puxou para atrás do ombro, delicadamente. Quando Emma virou a cabeça e encarou Regina, ela estava sorrindo.
– Que foi?
– Nada. — Regina balançou a cabeça. — É só que eu não tinha percebido o quanto você fica adorável quando usa toucas.
Emma corou e deu uma leve gargalhada, ela tinha a mesma risada que uma criança de 4 anos, pensou Regina, e ela achava aquilo fofo.
– Vejo você depois do trabalho, está bem? — Disse Emma, se levantando.
– Claro. — Regina sorriu.
Emma se inclinou e deu um beijo em Regina. Elas ficaram alguns segundos com os rostos encostados, sem dizer uma palavra.
– Eu preciso mesmo ir.
– Tudo bem.
Ao sair da casa Regina, Emma estava caminhando para a rua até que sentiu uma estranha sensação. Era como se alguém a estivesse observando. Ela olhou para todos os lados, mas não viu ninguém.
Por ficar com essa sensação na cabeça, Emma nem passou em casa para se trocar, e apareceu na delegacia com a mesma roupa.
– A mesma roupa de ontem, hein?! — disse David, o pai de Emma, que acabou a assustando.
– Oi pai.
– Onde você passou a noite? Henry e sua mãe ficaram preocupados.
– Eu... estava resolvendo uma coisa. — Ela não sabia se podia contar a alguém sobre ela e Regina ainda.
– Você estava com o Hook?
– O que? Não, eu não... estava com ele não.
– Bem, podia ter avisado.
– Eu sei, me desculpe.
O telefone tocou. Era uma mulher ligando pedindo para darem uma olhada na floresta, porque alguns "bichos" estavam invadindo a casa dela.
– Sério? Ligando para a polícia porque um esquilo entrou na casa dela? — Ironizou Emma.
– Bem, ela não disse o que era. Vamos apenas olhar na floresta, não é nada, provavelmente.
Emma e David olhavam na floresta sem esperanças, não havia nada ali.
– Henry me disse que você ficou chateada ontem.
– Ele disse?
– Sim. Que você começou a correr sem dizer nada. Isso tem algo a ver com a Regina?
– P-por que você acha disso?
– Bom, porque o Henry disse que chamou ela e você correu. Vocês estão brigadas?
– Não, não estamos.
– Sabe que pode me contar qualquer coisa, não é?!
– Não tem nada pra contar, pai. — Emma riu um pouco.
– Tudo bem. — Ele olhou para Emma. — Você parece feliz, isso que importa.
– Obrigada.
Já na prefeitura, Regina revirava os olhos na reunião dos moradores. Eles faziam reclamações sobre a cidade, reclamações idiotas, pensava Regina.
– Tudo bem, por que vocês não escrevem tudo isso e eu resolvo depois?
Regina se levantou e respirou aliviada. Por mais que agora fosse boa, ela ainda ficava facilmente entediada com algumas pessoas.
Após todos saírem, alguém bateu na porta.
– Entrega para Regina Mills.
– Sou eu.
Regina pegou a caixa. Ela era grande, e tinha formato de coração. Seu primeiro instinto foi achar que a caixa havia sido enviada por Emma. "Mas já tão rápido? Que gracinha", ela pensou.
Só que a caixa não havia sido enviada por Emma. Assim que a abriu, Regina deu um grito. Dentro dela, estava tudo encharcado de sangue, e fedia muito. Havia uma faca, pequena, bem no meio. Ao passar a mão por cima do sangue, ela percebeu que tinha um papel lá.
Uma fotografia. Regina não podia ver nitidamente por causa do sangue em cima, mas ela tentou limpar um pouco. Ela estava na fofo, no seu quarto, com Emma, ontem. Um calafrio percorreu o seu corpo. Alguém as estavam observando? Quem faria isso?
Ao olhar no lado de trás da foto, ela tomou um susto maior ainda. "VOCÊ IRÁ PAGAR POR ISSO", alguém escrevera.
Regina mal conseguia falar quando ligara para Emma e contar a situação.
– Regina, o que está acontecendo?
– Você precisa vir aqui agora. Sozinha.
– Mas eu...
– Emma, rápido!
Emma nem podia imaginar o motivo de Regina estar tão nervosa, mas mesmo assim ela foi até a prefeitura.
Ao abrir a porta, ela se assustou ao ver as mãos de Regina cobertas de sangue.
– Ai meu Deus, Regina!
– Não, não, esse sangue não é meu.
– Então de quem é? O que houve?
Regina apenas apontou para a caixa. Emma se aproximou com cuidado, sentindo aquele cheiro forte. Ela pegou a foto e a observou, e então leu a mensagem atrás.
– Jesus.
Ela não sabia de nada sobre aquilo, mas sabia que não era bom.
Fale com o autor