Are you my true love?
3 Capitulo 3
Regina Mills acordou com o sol batendo no seu rosto naquela manha ensolarada. Ela abriu os olhos e viu um teto que não era o dela, olhou para os lados e viu um quarto que não era o dela. Então ela se lembrou. Lembrou que estava no quarto de Emma Swan. Regina também se lembrara de pensar que esperaria Emma adormecer para que ela pudesse ir embora, mas então ela apenas se deitou ao seu lado e ficou ali. Quando se sentou na cama, Regina procurou por Emma por outro quarto, mas não viu nada.
– Emma? – Chamou.
– Eu estou aqui. – Respondeu ao longe.
– O que esta fazendo? – Perguntou Regina, ao abrir a porta do quarto e encontrar Emma de pé no banheiro.
– Só estou limpando os machucados.
– Me deixa ver isso.
Regina pegou o pulso de Emma e olhou aquele corte feito. Ainda tinha um pouco de sangue seco, e parecia que precisava de alguns pontos.
– Devia ir no hospital.
– Não precisa.
– Eu vou com você, se quiser.
– Não.
– Emma, me deixa ajudar você. – Disse Regina, tocando delicadamente no braço de Emma.
– Eu agradeço tudo o que você fez, mas você não esta por mim. Você veio para saber da folha.
– É, mas... isso não importa mais. Você esta doente, precisa de ajuda. – Ela chegou mais perto. – Da minha ajuda.
– Não. – Emma sussurrou.
– Qual é o problema?
– O problema é que você não devia estar aqui.
– Mas eu estou. Lide com isso e me fale.
– Regina, por favor... – Disse Emma, tentando se afastar, mas Regina a puxou de volta.
– Não fuja de mim, Srta. Swan.
– Não tem esse direito.
Regina chegou bem perto do rosto de Emma, quase encostando seus lábios no dela.
– Eu tenho sim.
– Tudo bem, sabe qual é o problema? O problema é que o Robin Hood não é o seu “final feliz”, por isso as coisas sempre dão errado entre vocês.
Regina se afastou.
– Do que você esta falando? Você pegou aquela folha que diz exatamente que ele é o meu destino.
– Não Regina, diz que uma pessoa com tatuagem de leão no corpo é o seu destino. O que ninguém viu é que não se diz quando, nem onde, e nem quem.
– O que você esta dizendo, Emma? – perguntou Regina, quase gritando.
– Acontece que eu... senti algo diferente quando vi isso. E, eu sei os meus poderes para saber a verdade. Agora esta tudo claro.
– O que esta claro?
Emma abaixou um pouco de sua calça e mostrou parte de sua cintura para Regina. Nela, estava tatuada uma bandeira com um leão no centro. Olhando de perto, Regina vira detalhes que nunca achara no braço de Robin Hood, mas que estavam presentes no desenho do livro. Não é como se detalhes fossem importantes antes.
– Sinto muito, Regina.
– Isso quer dizer que...
– Eu sou o seu “final feliz”. Eu sei como isso soa, mas estava na cara o tempo todo. Por que entre todas as crianças do mundo, você foi adotar justo o Henry? E como ele, de apenas 10 anos de idade conseguiu me achar em meio a um pais todo? E o que me levou a ficar aqui, em Storybrooke mesmo não querendo assumir o papel de mãe? Eu pensei que tudo isso estivesse relacionado ao fato de eu ser a Salvadora, mas não esta, porque eu poderia ter chegado aqui de muitas formas possíveis. Mas eu ligada ao Henry, a você.
Regina se encostou na pia.
– Isso não...
– Eu sei que é difícil pra você, já que você nem gosta de mim, e mesmo que se gostasse... – Emma olhou Regina – Não iria dar certo, porque é assim comigo. Eu machuco todos que eu amo. – Ela chegou perto de Regina. – E eu não quero machucar você.
Uma lagrima desceu nos olhos de Regina, e depois outra, e outra. Emma apenas ficou ali parada, esperando que Regina fosse começar a gritar e quebrar coisas, dizendo que jamais ficaria com alguém como Emma e que aquilo era tudo mentira. Mas Regina não fez isso.
– Eu tinha o direito de saber.
– Eu sei, mas... fiquei com medo da sua reação. Eu ainda estou com medo, na verdade.
– Você não tem culpa. – Disse Regina, olhando para o vazio.
Emma chegou mais perto.
– Você deveria ir pra casa e pensar nisso com calma.
– Esta apaixonada por mim? – perguntou Regina.
– Sim.
Regina não disse mais nada. Ela ficou ali, olhando Emma. Não parecia com raiva, não parecia ter nenhum sentimento.
– Eu já devia saber. Usando aquela jaqueta vermelha, aquilo te entrega, sabia?!
Emma sorriu.
– Eu também devia ter desconfiado.
– Eu sei que você esta pensando o pior agora, mas... não é assim. No momento, eu só quero que você cuide de si mesma, desse corte.
– Você não quer me matar?
– Não. Eu não quero matar você. – Regina colocou uma mecha do cabelo de Emma para atrás de sua orelha. – Eu posso te ajudar agora?
– Pode. – disse Emma, sorrindo. – Mas eu não quero ir em hospital, não gosto de hospitais.
– Não precisa. Eu posso ser a sua enfermeira aqui mesmo.
Emma fechou os olhos e sorriu. Mesmo naquela situação, ela conseguiu levar para o lado sexual. Ela começou a imaginar as duas em cima de uma cama, fazendo mil coisas. Emma deu um sorriso malicioso e olhou para Regina. Algo dentro tinha certeza que as duas estavam pensando na mesma coisa.
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