Are You Happy Now?

4 Percy Jackson? 1/4


Notas iniciais
Amoooores da minha viiiiiida! Sei que demorei uma eternidade para postar, me descuuulpem :( Eu tive um problema e fiquei mais de um mês sem internet. Sem internet, mas com o computador, então escrevi esse MEGA capitulo que vai ser dividido em algumas partes. Mas todas já estão prontas e já vou posta-las. Espero que gostem e queria pedir reviews, até de vocês, leitores fantasmas que eu sei que estão ai. u_u

POV Annabeth

–Trim-trim-trim – soou baixo o despertador do meu celular. É, eu mudei de toque, aquele enjoou já, além de que é meio...animado demais. Antes mesmo de acordar alguém, desliguei-o e sai da cama com um pulo. Tomei o banho mais rápido que pude e me vesti – blusa listrada de preto e branco, de manga comprida, calças skinny pretas, um all star preto novo que encontrei no meu armário e uma bolsa também preta. Troquei a legging e o suéter extras de bolsa passei um batom e sai do meu quarto. Mas quando sai não encontrei a Miranda lendo a Vogue e bebericando seu café – ou chá, cada vez ela toma um -, nem os meninos acabando de tomar café, muito menos meu pai brigando com alguém, ou mais tipicamente, falando no celular na sala. O que encontrei, foram meus irmãos na cozinha bagunçada. A cozinha estava toda coberta de farinha, tinha leite no chão, uma frigideira no fogão, o fogo estava aceso e ameaçava se espalhar. Bobby estava em cima de uma cadeira e subia na bancada para pegar alguma coisa no armário, enquanto Matt segurava uma espátula e estava com a cara cheia de farinha. Fiquei imóvel com aquela cena até que Matt me viu e disse algo que parecia um o-ou. Retornei á realidade e corri para apagar o fogo.

–DISTANCIA. – disse pros dois enquanto pegava Bobby pela cintura e botava ele do outro lado da mesa da cozinha. Desliguei o fogão, mas o fogo continuava a ameaçar se espalhar. Peguei um copo já cheio d’água e joguei, apagando o fogo. O único barulho era o tsssss frenético que continuava a vir do fogão e nossas respirações aceleradas.

Olhei para os meninos, um tanto confusa com o que poderia ter acontecido

–Vamos fazer assim? Eu não brigo com vocês, não falo pro papai e pra Miranda, se vocês me explicarem exatamente o que está acontecendo, e me ajudarem a arrumar tudo. Fechado?

Eles assentiram com a cabeça e Matt começou a explicação.

–A gente acordou, morrendo de fome.

–Viemos aqui e não tinha ninguém, papai, nem a mamãe nem ninguém. – ajudou Bobby

–Estávamos com fome e resolvemos fazer panquecas.

–Mas, bom, deu errado.

–Deu. E como deu errado. Porque vocês não me chamaram? A casa podia ter pego fogo e estaríamos todos mortos agora!

–Desculpa, a gente não queria atrapalhar! – disse Bobby

–Enfim, já aconteceu. Mas aonde estão Miranda e papai?

–A gente passou no quarto deles.

–Mas estava vazio.

–Estranho. Vão lá trocar de roupa pra escola enquanto eu tento dar um jeito aqui, ta?

–Obrigado! – eles gritaram enquanto corriam para o quarto.

Enquanto eles trocavam de roupa, passei um pano no chão e nos móveis da cozinha. A mesma já estava com um aspecto melhor – a bronca seria menor. Escrevi ás pressas um bilhete pedindo desculpas, dizendo que eu tinha ficado irritada e jogado farinha por todo canto, que quando chegasse da escola arrumaria tudo e assumindo a culpa. Lavei uma maça pra cada um dos garotos e enchi de água duas garrafas. Quando eles passaram correndo dei a cada um uma maça e uma garrafa d’água.

–Annie hoje a gente só volta mais tarde!

–Que ótimo, vão deixar toda a bagunça pra eu limpar! – brinquei

–Miiil desculpas, mas a gente tem que ir, mana. Amamos você. Beijo.

E saíram correndo na minha frente para a escola. Com um piscar de olhos já haviam sumido da minha vista, enquanto eu ainda estava na garagem de nosso prédio. Eu também teria que correr. Já que eles foram na frente, sem mim, voltei e peguei meu skate. Thalia que me deu e eu não sei fazer manobras nem nada, só andar mesmo. Fui desviando de lixeiras, cachorros e pessoas até chegar na escola. O estacionamento já estava vazio e eu estava atrasada. Entrei correndo na sala de aula, bem no momento em que o professor ia fechar a porta.

–Atrasada de novo, senhorita Chase?

–Desculpa professor.

–Mais uma vez e vou ser obrigada a chamar seus pais na direção, senhorita. Atrasos são pecado na minha aula! Agora sente-se que teremos um teste surpresa de História.


Tudo ocorreu bem na aula, o teste estava fácil, aposto que tiro 10. No recreio fui direto para o banheiro. Não comi nada antes de chegar lá, então fui parar direto no chão. Liguei para Thalia que atendeu depois de uns cinco toques.

–Alô?

–Alô, Thal. É a Annie, tudo bem?

–Annie? Que Annie? Eu não conheço nenhuma Annie.

–Thal? Sou eu, Annabeth. Annabeth Chase, Annie... Não lembra de mim?

–Annabel?

–Thalia que brincadeira sem graça é essa?

–Anabel?

–Thalia! Para de fingir que não me conhece, viu.

–Aff, o que você quer, Annabeth? Eu tenho coisas a fazer. Tenho que ir no shopping comprar uma roupa nova pra festa de hoje. A Melanie ta me chamando. Tenho que desligar, e não me liga mais, viu?

E desligou.

Enquanto eu tentava me tocar do que aconteceu, mais lágrimas escorriam pelo meu rosto e sem pensar, abri minha bolsa e peguei uma barrinha de chocolate. Devorei tudo e só então percebi o que tinha feito e me meti na primeira das cabines. Não sei exatamente como, mas provavelmente o barulho que eu provoquei não me fez ouvir a porta do banheiro abrindo.

–Garota, você ta louca?

Alguém gritou e chegou por cima de mim. Puxou meu cabelo para trás e meu ombro, dando de cara com uma Annabeth cheia de olheiras, a boca suja e fedendo, e o cabelo bagunçado. Era ele. Percy Jackson.

–Sai daqui! – gritei

–Não! O que houve? O que você ta fazendo?

–O que você ta fazendo aqui? – eu disse limpando a boca na manga da blusa.

–Eu costumo vir aqui quando brigo com a Rachel. E você? O que estava fazendo?

–Eu...eu...passei mal.

–Se continuar a fazer isso que vai passar. Me promete que não vai fazer isso de novo.- ele olhou nos meu olhos e vi sinceridade em seu olhar.

–Não posso prometer.

–Me promete que vai tentar parar. Por favor.

–Eu...eu prometo.

–Ótimo. Então vem se limpar e comer alguma coisa.

–Eu...não estou com fome.

–Annabeth... vem lavar o rosto. Você estava chorando?

Joguei água fria no rosto e sentei na bancada na pia.

–Você estava chorando, Annabeth?

–Não...Não é nada, ta? Pode voltar pra sua vidinha.

–Não antes de você me dizer o que aconteceu.

–Eu só..briguei com a minha amiga. Mas é besteira, coisa de mulher você não entende. Pode ir lá com a sua namorada.

–A gente...brigou. De novo.

–Por que? O que aconteceu?

–Pelo que parece uma das amiguinhas dela me viu falando com você no shopping ontem, falou pra ela e como eu não voltei depois – fui direto pra casa – ela não gostou muito.

–Ai meu Deus! Eu não quero terminar o namoro de vocês! Mil desculpas! Quer que eu fale com ela? Que não era nada? Eu invento uma mentira qualquer, não me importo.

–Não...não precisa. Eu não aguento mais ela. Se as coisas continuarem do jeito que estão a gente logo vai terminar. Então, obrigado, mesmo você não sabendo que estava me fazendo um favor.

–De nada...eu acho.

Ele sorriu e eu retribui.

–Você esta pálida... não quer comer alguma coisa?

–Não..não...

–Quando foi a última vez que você comeu?

–Três minutos antes de você chegar.

–Reformulando a pergunta, quando foi a última vez que você comeu e não vomitou?

–O café da manhã... de ontem.

–Annabeth!

–Desculpa é que...

–Toma, come isso. – disse ele me dando um pacote de biscoitos e uma garrafinha de suco.

–Eu não...

–Come, Annabeth.

–Mas e você?

–Eu já comi um hambúrguer antes de vir pra cá.

Me rendi e comi alguns biscoitos e até mesmo dei um gole do suco. Logo em seguida o sinal bateu indicando o final do intervalo e ele se levantou para ir embora.

–Você não vem? Não tenho te visto nas aulas depois do intervalo e os professores não tem gostado muito disso.

–Eu... já vou então. Vai na frente e inventa alguma desculpa para mim, por favor?

–Claro. Vou estar te esperando.

Ele saiu e fechou a porta. Entrei na cabine de novo e sai cinco minutos depois, me sentindo renovada e melhor. Me esgueirei até a sala de aula.

–Senhorita Chase. Está melhor da dor de cabeça?

–Oh, estou, sim. Desculpe o atraso.

–Tudo bem. Turma, abram o livro na página 78.

Olhei para Percy e ele deu um sorrisinho tímido e se virou rapidamente para falar com a Rachel que estava chamando-o. Não sei se foi pela pressa de ela querer falar com ele, acho que ele estava com certa vergonha de falar comigo quando voltei para a sala, ou tinha medo de ser visto comigo. De um jeito ou de outro, me acostumei á isso.


Notas finais
Reviews?