Are You Comming With Me?
2 Um tal de Amigo
Notas iniciais
Haviam se passado cinco dias desde o episódio. Mas, mesmo assim, essa era a primeira noite que sonhava com ele.
-Oi Brendon. — Eu dizia chegando no trabalho.
Ele era meu colega desde que eu começara. Além disso, a única pessoa que eu conversava \"socialmente\" desde que começara a trabalhar. Tinha o cabelo cacheado e escuro, assim como os olhos. Era alto; perto de mim era um poste.
-Oi Jay. — Correndo atender mais uma daquelas clientes peruas.
Vesti rapidamente minha camisa, de uniforme. Uniforma na verdade é forma de dizer. elas eram lindas, e cada dia usávamos uma diferente.
Corri como louco para atender mais um cliente que chegava. Loja de grife, clientes exigentes. Brendon sempre dizia que ele era um deles disfarçado, e eu ria forçadamente da piada repetida.
Assim que ambos terminamos de atender as \"donas do mundo\", chamei-o para perto do balcão.
-Bre. Tenho que desabafar. tens tempo depois do expediente? — Meio sem graça. Mais era a única pessoa com quem eun tinha afinidade para fazer isso.
-Erm... A faculdade tá meio tensa, mais como hoje é sexta, eu te abro um espaciinho na minha agenda. — Piscando e rindo.
-Tá né. Obrigado. — Eu arrumando o cabelo com o reflexo do vidro do balcão e indo atender uma velha compradora. Madame Matilda Hammond.
Na hora de sair do trabalho chamei Brendon para ir jantar em casa, e com isso eu poder contar tudo que precisava soltar.
Ele nem exitou. Costumava dizer que a comida de minha mãe era sacra de tão boa.
Comemos e fomos ao meu quarto. Ele pergunto o que tanto eu queria falar.
— Eeeerm... como dizer... Acho que eu tô apaixonado por uma pessoa que só vi uma vez na vida. — Coçando a nuca, que é uma de minhas manias.
-E...? — Fazendo uma cara de decepção.
-E é isso. — Pulando no puff que ficava ao lado da cama.
Depois contei toda a historia de cinco dias atrás. Ele riu.
— As velhinhas eram gatas pelo menos? — Debochando.
-É sério o que eu disse! — Fazendo uma cara de emburrado deixando um pequeno beicinho de birra no rosto. — E você vai me ajudar a achar ele.
Sua cara de assustado chegava a assustar.
-Tá... A gente tenta, não custa na... -Sendo interrompido por minha mãe gritando distante.
-É a mãe do Brendon no telefone John!! — Ela berrava como se tivesse sem fôlego.
Brendon pegou o telefone na linha do meu quarto e começou a falar com a mãe dele. O celular estava descarregado e ela estava chingando-o por ter perdido algum compromisso e mimimi.
-Eeerm... Posso ficar por aqui Jay? Não tô a fim de ouvir ladainha dela. — Meio sem graça após desligar o telefone na cara da mãe. — E pra achar o Dylan, só na segunda, no metrô.
Abri uma das portas superiores do meu armário e tirei uma toalha limpa em tom bordô de lá.
-Se quizer tomar banho... — Jogando a toalha nele. — Enquanto isso vou arrumando sua \"cama\".
Tirei a bi-cama de baixo da minha cama, coloquei um lençol e um travesseiro extremamente macio.
Fui até a porta do banheiro com um pijama meu, que nele ficaria um pouco curto, mais nada que incomodasse.
-A roupa tá aqui na porta! — Deixando-as penduradas na maçaneta.
Fui para o outro banheiro. Me despi lentamente, a preguiça era enorme. Entrei sob a água morna que relaxava minhas costas e minhas pernas pós quase um dia todo em pé aturando peruas que queriam comprar roupas da moda mais as banhas não as deixavam.
Depois de quase quarenta minutos no banho, me troquei e fui ao meu quarto. A luz já estava apagada, e Brendon dormindo como um bebê.
Deitei na minha cama e capotei.
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