– Vamos. – Disse Jack radiante, coisa que devia fazer com frequência.

– Vamos conhecer qual ponto turístico primeiro? – Falou Lucy, tirando a areia da roupa e do cabelo.

– O restaurante. – Disse Jack passando a mão preguiçosamente na barriga.

– Mas alguém aqui fala a língua deles?

– Com minhas viagens, eu aprendi um pouco. Mas tem um problema, vocês euros, eles são dólares.

– Seus idiotas, esqueceram que temos comida?

– Ah.

Todos voltaram a se sentar em um círculo e Sam e Lucy começaram a tirar comidas das mochilas. Eram marmitas, estavam aquecidas em potes térmicos.

– Isso aqui vai nos sustentar por hoje, e tem umas bolachas pra amanhã. – Disse Lucy, desanimada.

– Então vamos ficar aqui só hoje e amanhã. Mas precisamos arranjar um abrigo.

– Por quê? – De repente um galho estralou e Sam erguei a cabeça como um lobo farejando sua presa, então todos olharam para o mesmo canto, e lá estava, três empousai.

– Por causa disso. – Nico disse e desembainhou sua espada.

As três atacaram, uma para Jack, uma para Sam e uma para Nico. Nico já havia lutado com muitas delas antes, então apenas desviou de suas garras, que acertaram as bochechas de Nico, e golpeou no peito dela, com um grito estridente a empousai virou pó. Olhou para Sam, e dela já tinha virado pó também, mas antes que pergunta-se como ela o matou, ouviu um grito masculino e viu que Jack estava tendo problemas com a sua empousai, Lucy mirava com seu arco nela, mas ela de mexia rapidamente, Lucy atirou a flecha e acertou nas costas da empousai, que aparentou ter acertado o ‘coração’ da empousai, ela rugiu e virou pó. Todos correram para Jack, que havia encolhido na areia, e na areia havia muito sangue, Sam virou Jack com tanto carinho que Nico se surpreendeu, e olhar o corte enorme, empalideceu, se afastou e tropeçou em um troco e caiu no chão.

Nico jurava que tinha ouvido um rosnado, Lucy olhou para seu irmão e apertou os lábios, e arregalou os olhos, ajudou Sam se levantar e se virou para Nico.

– Ajude ele, por favor.

– Sim, é claro.

Nico tirou um pequeno frasco de néctar e deu para Jack, que estava tremendo debilmente, beber. Ele pareceu relaxar. Com um suspiro se virou para olhar Lucy e Sam, que haviam sumido, ouviu passos e olhou para o lado esquerdo, e viu Lucy tocando nas bochechas do seu irmão com um olhar doloroso. Até que olho para Nico e falou:

– Obrigado.

– Por nada. Vamos procurar um abrigo.

Acharam uma casa abandonada não muito longe dali, cheirava esgoto, mofo e cigarro. A casa perfeita pra disfarçar o cheiro de um semideus. Procuraram o cômodo menos fedorento e se instalaram ali. Sam permaneceu quieta a noite toda, e entrou no seu saco de dormir e adormeceu logo em seguida, já Lucy ainda encarava seu irmão, que dormia tranquilamente no colchão.

– Eu espero que entenda o perigo que estão correndo, Lucy. – Sussurrou Nico.

– Eu sei, já percebi o risco. – Murmurou Lucy.

– Olha não é porque eu não esteja com vontade de levar vocês, mas você viu o que aconteceu. Talvez seja arriscado demais pra vocês.

– Não! — Disse Lucy, sua voz abandonando o sussurro. – Eu vou realizar o sonho deles, e meu também.

– E qual é? Posso saber isso pelo menos de vocês? – Explodiu Nico, mas sussurrando. – Nunca me contam nada, até agora, eu estou ajudando vocês, porra, e quando vocês soltam alguma coisa, deixam o mistério no ar. Eu estou cansando de vocês!

– Nossa mãe.

– O que?

– Nosso sonho é encontrar nossa mãe.

Notas finais
Eu prometi a vocês três capítulos, mas minhas noites de insônia não deixam ): E minha falta de criatividade também, mas espero que isso tenha me redimido pelo tempo que fiquei sem postar.