Arcana Girls Witchery

1 O Início! Conhecendo Safira


Notas iniciais
Essa é o primeiro capítulo de uma saga, a sinopse não ficou tão boa, mas espero que tenha entendido a ideia da história. Agradecimentos nas Notas Finais.
Obrigado e boa leitura!

P.O.V. Safira Trevizan

O relógio da cidade começava a tocar naquela manhã para os moradores da Ilha Esmeralda, que se levantavam e vão fazer suas tarefas diárias. Os adultos como de costume vão trabalhar, alguns com um sorriso no rosto outros meio cabisbaixos, porque já estavam cansados daquela rotina. As crianças e adolescentes vão se arrumando para ir à escola, resmungando e chorando. E como em todos os lugares, sempre tem alguém que se atrasa para suas tarefas, e aqui, esse alguém era eu. "Casa dos Trevizan", estava escrito na nossa caixa do correio. Ali morávamos eu, Safira Trevizan, e meu irmão, Thomas. Enquanto ele já estava de pé fazendo o café da manhã, eu ainda estava na cama dormindo.

(...)

"Argh, que horas são?", eu pensei, enquanto tentava abrir os olhos e pegar o despertador para ver que horas eram.

— AH! Já passou da hora de levantar — eu gritei desesperada. Já estava tarde, então levantei correndo para me lavar e me arrumar para ir à escola.

— Por que você não me acordou? Eu estou atrasada! — Descia as escadas enquanto ia brigando com meu irmão que estava sentado na cadeira da cozinha comendo uma torrada que parecia estar uma delícia.

— Eu te chamei várias vezes — dizia ele com a boca cheia de torrada o que me deixava com mais fome ainda. — A única coisa que você sabia responder era "só mais cinco minutos" — ele me respondeu caçoando da minha cara, enquanto colocava mais um pedaço de torrada na boca.

— Merda! Eu estou atrasada, mas eu quero comer. Mas eu estou atrasada! — Estava ali com uma mão na maçaneta e a outra na barriga que por sinal já estava gritando de fome, me decidindo se eu iria comer ou iria correndo para a escola.

— Aqui, tome — meu irmão vinha com meu almoço, que era a minha única salvação naquele dia. — Eu coloquei um misto quente para você ir comendo no caminho, então ande logo se não você vai se atrasar — naquele momento um sorriso magnífico se abria na minha cara, enquanto eu agradecia.

— Ah! Você é o melhor irmão do mundo — peguei o lanche e dei um abraço nele. — Obrigada! Bom, agora estou indo — abri a porta e saí correndo.

— Tchau, boa aula.

— Obrigada, se cuida — dizia enquanto acenava para ele e não olhava para aonde eu estava indo.

Naquele mesmo momento, um garoto vinha em minha direção. Como não havia visto-o, acabei esbarrando nele, levando-nos para o chão.

— Ouch, desculpa. — eu disse. “Ah, como ele é lindo”, pensei, enquanto continuava a olhar o lindo rosto dele. Ele possuía um sorriso encantador que me prendeu na sua face. — Desculpe, de novo, eu não estava olhando para frente.

Estava perdida ao mesmo tempo encantada com ele, ele era realmente lindo.

— Tudo bem, eu também não estava olhando — e mais uma vez ele abria aquele sorriso lindo, se desculpando. Olhei para o relógio, sentindo o desespero tomar conta.

— Ah! Eu estou atrasada, desculpa. Tchau. — Eu ainda estava atrasada, não tinha tempo para ficar observando a beleza dele. Tinha que me apressar. Enquanto caminhava, esperava esbarrar nele mais uma vez.

— Tchau — ele disse meio confuso, enquanto voltava ao seu caminho.

Já tinha se passado cinco minutos desde que o sinal bateu anunciando a hora de entrada. Eu não estava tão atrasada assim, mas mesmo assim não parei de correr. No meio do caminho, eu acabei encontrando minha melhor amiga.

— Emilly! — Eu gritei acenando para ela que se encontrava no corredor em frente do seu armário. Aquilo era estranho, porque Emilly era mais atrasada do que eu, sempre chegava na segunda ou terceira aula e, em casos graves, no segundo período. — O que você esta fazendo aqui tão cedo? — perguntei com um olhar desconfiado.

— Eu resolvi mudar, não chegarei mais atrasada, sou uma nova pessoa. — Ela disse aquilo com um ar de confiança e foi como se ela não tivesse dito isso no começo do ano passado, e no retrasado e no retrasado do retrasado. Ela sempre faz isso.

— Hum, espero mesmo, cansei de ficar te cobrindo em todas as aulas.

— Não fez mais que obrigação sua, você é minha melhor amiga. A única na verdade, não sei... Enfim, é para isso que serve os amigos, para ajudar uns aos outros — ela disse enquanto me abraçava e fazia uma voz fofa.

— Credo, como você é folgada — eu disse enquanto a empurrava. — Mas o que você está fazendo aqui? Não era para estar na aula? — Perguntei, já que eu estava atrasada e ela tinha chegado mais cedo.

— Não, esta tendo uma reunião de professores, então não terá a primeira aula.

Aquelas palavras foram confortantes, foram maravilhosas. Era como se fosse um aviso dizendo para nunca mais me atrasar, o que nunca mais iria acontecer.

— Que alívio — suspirei. — Finalmente vou poder comer o misto que meu irmão fez pra mim.

— Falando em irmão, por que você esta atrasada, sendo que seu irmão tem carro e poderia ter trazido você? — Naquele momento, eu parei de comer o meu café da manhã, engoli o pedaço que ainda estava na minha boca, olhei para a cara de Emily e gritei:

— Thomas!

P.O.V. Thomas Trevizan

— Vamos trabalhar, porque hoje tenho muita coisa para fazer — Thomas pegou a chave do carro. Pensando bem, eu poderia ter levado Safira de carro para a escola, por que será que não me lembrei disso? Espero que ela não tenha pensado nisso também, afinal, a culpa é dela de não ter se lembrado.


P.O.V. Safira Trevizan

— Agora que a matéria está toda explicada, vocês vão fazer para me entregar os exercícios das páginas 79, 80, 81 e 82 e sem mais. Quero isso para terça-feira.

— Ah não, professor.

— Ah sim! Bom o sinal para o intervalo já irá bater, até terça-feira.

Como sempre ele ia saindo da sala antes mesmo do sinal bater, porém sempre deixando uma lista de exercícios para a gente fazer. Eu odiava física e odiava o fato de ter que fazer tudo aquilo durante o final de semana, sendo que eu podia estar assistindo aos meus seriados.

— Safira? — Emilly me chamou.

— O que é? — Eu pergunto, enquanto olho para aquela lista de exercícios enorme.

— Amanhã é seu aniversário, irei dormi na sua casa hoje, para ser a primeira a te dar parabéns e a gente faz essa lista de exercícios, ok?

— Sim, pelo menos eu não irei fazer isso sozinha — falei e o sinal tocou. — Ufa! Hora do almoço, estava esperando ansiosamente por esse momento.

— Rápido vamos pegar a nossa mesa preferida — Emilly disse me puxando pela mão e saindo correndo.

O refeitório da escola era um lugar agradável. As mesas para quatro pessoas ficam espalhadas tanto dentro como fora da escola, às máquinas de bebidas e de salgadinhos ficam perto de uma janela no canto esquerdo do refeitório, a cozinha era totalmente limpa, as moças que nos serviam a comida usavam com proteção para os cabelos e usando luvas. A comida era agradável, embora não fosse tão boa, mas sempre satisfazia. Mesmo assim eu preferia levar um lanche para comer.

— O que você trouxe ai? — Emilly perguntou olhando para a minha comida.

— Macarronada e uma salada, só isso. E você, o que tem ai? — Eu fiz a mesma pergunta esperando que a comida dela fosse melhor que a minha.

— Lasanha...! — Ela sabia que eu adorava lasanha, então sabia que pediria um pedaço. — Lasanha de berinjela. Quer? — Ela também sabia que eu não gostava de legumes e verduras, só alface, tomate e pepino, e mesmo assim ela me ofereceu. — Será que minha mãe acha que eu estou de regime? Ela sempre faz isso, porém eu sempre faço um almoço diferente à noite — eu sabia que ela tinha outra coisa escondida na manga.

— O que você tem no seu almoço reserva eonni? — eu perguntei com uma voz fofa, tentado conquistá-la esperando que ela me desse um pouco do que ela trouxe.

— A mesma coisa que você. — Como ela ousa não trazer uma coisa mais gostosa para a gente comer? Emilly, eu te odeio.

Ao olhar para o horizonte, eu avistei de longe o nosso melhor amigo, Yuta. Ele é japonês, por isso do nome diferente. Ele estava usando um terno, pois ele é presidente do grêmio estudantil e acha que se ele usar terno vai parecer que tem poder, mas todos sabem que ele não tem poder nenhum.

— Só você mesmo, Emily. Porém ainda temos o nosso melhor amigo, presidente do grêmio, que está vindo aí para nos salvar.

— Ohayo! — Chegou ele dizendo 'boa tarde' em japonês, enquanto ia se sentando à mesa. — Como vocês estão? Amanhã é o aniversário na nossa Safira-chan, o que iremos fazer?

— Eu irei dormir na casa dela para fazer a lista de exercícios que o professor Arthur passou — disse Emilly enquanto ia colocando a comida na boca.

— Ah! Vocês duas sempre indo dormir juntas, fazendo tudo juntas e esquecem o amigo aqui, tudo bem, ainda tem volta.

— E você sempre com inveja, né?

— E você sempre enchendo o meu saco, né?

— É, eu amo fazer isso.

Como sempre os dois ficaram discutindo por alguns segundos, fazendo com que eu perdesse a paciência. Na hora que eu ia gritar com eles, eu vi de longe o menino que eu tinha esbarrado de manhã. Achei que estava sonhando, mas não, era ele de verdade.

— Yuta-chan? — Chamei a atenção do Yuta

— Sim?

— Aquele garoto ele é novo na escola, certo? — Perguntei apontando com a cabeça para o menino.

— Sim, ele chegou hoje, por quê?

— Não, nada. Qual é o nome dele?

— Christian, por quê?

— Nada, já disse!

— Ok. Estou indo, tenho muita coisa ainda para fazer.

— 'Tá, 'tá, vai.

Só de saber o nome dele já me deixou muito feliz, ele é lindo até mesmo de longe, eu não conseguia parar de olhar para ele. Ah, eotteoke?

— Safira, ei Safira, está ai? — chamava Emilly, me cutucando.

— Oi? Oi, o que é? — eu a respondi, meio confusa e boba.

— Por que você está olhando tanto para o tal Christian?

— Que? Olhando? Christian? Ficou louca? — Respondi ficando com vergonha e sem reação.

— Anda logo, me conte o que está acontecendo? — Eu não sabia mentir para ela. Não sabia se contava do que ocorreu mais cedo, mas... Bom, ela é minha melhor amiga, não tem problema nenhum.

— Eu trombei com ele hoje de manhã enquanto estava vindo para a escola e o achei lindo e maravilhoso o sorriso dele é perfeito. Você tem que ver e eu estou interessada nele, mas não quero falar com ele, então não diga nada e não faça nada estou indo. Fui! — Eu disse tudo aquilo muito rápido esperando fugir da conversa e fugir dali, mas ela foi mais rápida do que eu e conseguiu entender tudo o que eu disse.

— Ei, ei, volte aqui, você não irá à lugar algum! Como assim interessada nele, se nem conversou com ele nem nada?

— Mas ele é lindo e a gente conversou sim, pedindo desculpas um para o outro, isso é conversa.

— Ai, ai, Safira! Eu não sei o que eu faço com você.

— Não faça nada.

E ali ficamos até bater o sinal para voltarmos para a sala de aula e viver a vida de escravo de Ensino Médio como qualquer adolescente.

(...)

— UFA! Finalmente acabou — eu disse para Emilly, aliviada já que mais uma semana de aula tinha acabado.

— Sim, não aguentava mais tanta história sobre múmias.

— Vamos embora, quero a minha cama, comida e tudo o que eu tenho direito.

— Você vai passar em casa comigo, certo? Preciso pegar meu pijama e avisar meus pais.

— Sim, vamos.

(...)

— O que você vai querer ganhar de presente? — Yuta pergunta sorrindo enquanto olha para mim andando de costas.

— Não sei, apenas gostaria que minha vida mudasse radicalmente — eu disse meio cabisbaixa e cansada olhando para o chão e chutando as pedrinhas da calçada.

— Safira, você está muito triste para quem vai fazer aniversário amanhã. Vamos animar, vamos, vamos. VAMOS! — Emilly disse me chacoalhando e gritando no meio da rua, me fazendo passar vergonha.

— Ah, para! — Eu gritei mais alto ainda fazendo todo mundo olhar para a nossa cara. — Que vergonha. Vamos andem rápido se não seus pais vão ficar preocupados e o meu irmão também. Vamos, vamos! — Eu disse empurrando os dois.

— Ouch! Não precisa empurrar — disse Yuta parando no meio do caminho e arrumando o terno.

— Anda logo se não você vai ficar para trás — eu disse enquanto continuava empurrando Emilly.

— Ei, ei, me esperem! — Ele disse enquanto corria para alcançar nós duas.

— Corre! — Eu e Emilly dissemos enquanto riamos e corremos dele.

— Oppa, cadê a janta? Eu estou ficando com fome — disse com a mão na barriga enquanto ia entrando na cozinha.

— Está pronta — ele disse enquanto ia colocando a comida em cima da mesa.

— Emily! — Eu gritei chamando a Emilly que estava no meu quarto, no segundo andar.

— Estou indo! — Ela gritou em resposta.

— Amanhã eu irei comprar o seu presente, o que vai querer? — Meu irmão perguntou, enquanto ia se servindo. Eu não sabia o que pedir, não sabia o que ia querer, estava confusa sobre o meu aniversário, embora para mim tudo naquele dia ia ser diferente.

— Não sei. Um perfume ou um vestido, tanto faz.

— O que você tem? Está tudo bem?

— Nada e sim.

— Cheguei — disse Emilly sorrindo sentando-se à mesa. — O que temos para hoje Thomas? — ela perguntou sorrindo para ele e colocando as mãos em baixo do queixo e os cotovelos na mesa.

— Ah, é... É... Safira o que temos para hoje? — Ele me perguntou se afastando da mesa e indo pegar o refrigerante na geladeira, como se eu soubesse o que ele fez para a janta. Ótimo, eu sinto que está rolando um clima nessa mesa e eu não estou incluída nele.

— O que? Eu vou saber? Você que fez a comida, que tem que responder — eu disse com uma voz de brava enquanto observava Emilly olhando ele.

— Certo, certo...

— Tudo bem, vamos apenas sentar e comer — Emilly interrompeu ele, pegando um prato e se servindo.

— Ah, ok — ele disse meio envergonhado enquanto ia voltando para a mesa.

E ali ficamos conversando e comendo. Yuta, depois de um tempo, apareceu e se juntou à mesa. Comemos uma sobremesa que eu fiz depois da janta e logo depois fomos para o meu quarto.

(...)

— O que iremos fazer amanhã? — Emilly perguntou enquanto estava deitada na minha cama lendo umas revistas.

— Não sei — eu respondi olhando para a tela do meu notebook.

— Argh! Vocês são muito preguiçosas — Yuta disse.

— Então o que deveríamos fazer senhor superativo? — Emilly disse ironicamente.

— Vamos... — Yuta disse com voz de confiança de que sabia o que poderíamos fazer amanhã. Eu e Emilly olhamos para a cara dele esperando que dali fosse vir uma ideia muito boa, que iria mudar o nosso dia de amanhã.

— Não sei o que vamos fazer — disse ele abaixando a cabeça e fazendo uma cara de tristeza. No fim, ele não tinha ideia nenhuma.

— Eu vou dar um desconto — Emilly disse. — Já que você é nerd, não deve sair muito ou se divertir muito — caçoou da cara dele.

— Emilly você não deveria falar essas coisas do Yuta — eu disse entre risos. — Ele deve se divertir com os jogos dele, mangás ou animes, certo Yuta? — Tentei inverter a situação.

— Sim — ele me respondeu com uma voz de tristeza.

— OH! — Surpreendi-me.

— O que foi? — Emilly perguntou curiosa, levantando da cama.

— Esse conjunto de roupa eu quero muito — respondi mostrando o conjunto. — Essa blusa estampada, com essa jardineira e esse tênis sneaker, ficaria perfeita em mim.

— Uau! Ele é lindo — Emilly disse encantada.

— Sim, sim... — Eu concordei. — Maninho! — Eu gritei enquanto juntava o notebook para correr até o meu irmão.

— Nossa, ela é rápida — Yuta disse surpreso.

— Quando uma mulher quer alguma coisa, ela faz de tudo para conseguir — ela disse filosofando.

— Aham.

— Oppa, oppa, oppa — eu chamei meu irmão, fazendo uma cara fofa e uma voz meiga.

— Sim? — Ele perguntou enquanto olhava para a tela do notebook e colocava o pé em cima da mesa de centro da sala de estar.

— Primeiramente, tire o pé de cima da mesa — eu disse empurrando o mesmo de cima da mesa de centro e sentando em cima dela.

— Eu não posso colocar o pé e você pode sentar? — Disse ele desviando o olhar do notebook e olhando para mim.

— Basicamente isso, mas, enfim... Olha o que eu quero de presente — mostrei para ele a foto do conjunto e fiz um sorriso.

— Onde eu compro isso? — Suspirou, puxando o notebook para mais perto.

— No shopping aqui da cidade — respondi com o sorriso ainda no rosto.

— Certo, amanhã vamos lá!

— Isso! — Comemorei, saindo da sala. — Ele vai comprar, ele vai comprar — entrei no quarto comemorando.

— Sério? — Emilly perguntou curiosa.

— Sim — respondi.

— Ele vai comprar, uhul! Ele vai comprar, uhul! — Emilly começou a comemorar junto comigo pulando na cama.

— Por que está comemorando? — Perguntei com uma cara de desconfiada.

— Por que você vai me emprestar, uhul! Você vai me emprestar.

— Não vou emprestar, uhul. Não vou emprestar, uhul.

— Como você é ruim, uhul! Como você é ruim, uhul! — Ela disse fingindo que estava chateada e sentando na cama.

— Chega desses 'uhul', por favor — Yuta disse, mas logo uma buzina tocou do lado de fora e seu olhar se voltou para a janela. — Essa é minha deixa, amanhã nós nos encontramos. Tchau.

— Tchau, Yuta-chan. Pede pro Thomas abrir a porta pra você.

— Tudo bem. Bye, bye.

— E ficamos apenas nós duas — Emilly disse fazendo a cara que apenas nós sabíamos o significado.

— Sim. —afirmei fazendo a mesma cara.

(...)

— Esse brigadeiro está uma delicia, você é a melhor em fazer isso — Emilly me elogiou colocando a colher de brigadeiro na boca.

— Sim, eu sou a melhor — confirmei.

— 'Tá se achando.

— Eu não me acho, eu sou — saí desfilando na frente e batendo o cabelo.

Decidimos colocar um filme e ficar assistindo, conversando e comendo, até dar meia noite para podemos comer o bolo que ela tinha trazido para nós comermos quando desse esse horário que anunciaria meu aniversário. As horas foram passando até que chegou o momento do bolo.

P.O.V. Rainha Minerva

Já tinha se passado dezesseis anos desde quando eu fui trancada no meu próprio o palácio, sem poder realizar a minha vingança, sem poder usar minha magia, sem poder ser livre, mas a hora da minha liberdade estava para chegar.

— Minha Rainha, está quase chegando o momento em que vamos poder invadir a Terra e ir atrás da princesa para matá-la.

— Eu sei agora saia.

— Sim senhora.


P.O.V. Safira Trevizan

— Cinco, quatro, três, dois... PARABÉNS, SAFIRA!

Finalmente chegou o meu aniversário de dezesseis anos. Eu estava animada para esse momento, parecia que tudo iria mudar à partir de hoje.

— Parabéns, Safira! — Emilly disse me abraçando e falando várias coisas fofas em seguida.

— Parabéns, maninha — disse meu irmão fazendo a mesma coisa.

— Faça o seu pedido.

“Eu desejo que a partir de hoje a minha vida mude."

(...)

— O momento chegou minha rainha. Agora você está livre.

— A partir de hoje a minha vingança irá começar.

Notas finais
Muito obrigado por terem lido, espero que tenham gostado, e irei dar o meu melhor para continuar e trazer mais de tudo isso para vocês...

Agradeço ao meu revisor Gustavo Santana por ter me ajudado em tudo desde a me corrigir até a mudar coisas que precisavam e opinar para poder ficar boa a história.
A Ana Rocha minha primeira leitora que acompanhou o primeiro capítulo dando a sua opinião.
E por último e essencial a minha beta do "http://www.perfectdesign-pd.com"; PRIMADONNA, que graças a correção dela e dicas eu tive coragem de postar.

Muito obrigado e até a próxima (talvez) :D

Twitter: https://twitter.com/ValterTrevizan